{"id":1459,"date":"2026-06-09T23:17:12","date_gmt":"2026-06-10T02:17:12","guid":{"rendered":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/?p=1459"},"modified":"2026-06-09T23:37:05","modified_gmt":"2026-06-10T02:37:05","slug":"impacto-das-midias-digitais-na-automedicacao-implicacoes-para-o-uso-racional-de-medicamentos-e-a-saude-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/impacto-das-midias-digitais-na-automedicacao-implicacoes-para-o-uso-racional-de-medicamentos-e-a-saude-publica\/","title":{"rendered":"IMPACTO DAS M\u00cdDIAS DIGITAIS NA AUTOMEDICA\u00c7\u00c3O: IMPLICA\u00c7\u00d5ES PARA O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS E A SA\u00daDE P\u00daBLICA"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>IMPACT OF DIGITAL MEDIA ON SELF-MEDICATION: IMPLICATIONS FOR THE RATIONAL USE OF MEDICINES AND PUBLIC HEALTH<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Artigo submetido em 14 de maio de 2026<br>Artigo aprovado em 09 de junho de 2026<br>Artigo publicado em 09 de junho de 2026<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-pale-ocean-gradient-background has-background\"><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Scientia et Ratio<\/strong><br>Volume 6 \u2013 N\u00famero 10 \u2013 2026<br>ISSN 2525-8532<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-7e4ac651328708ea719ac0894fa30934 wp-block-paragraph\">.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background\"><tbody><tr><td><strong>Autor:<br><\/strong>Adelaide Mayara Cunha Bastos<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><br>Geovanna Gomes Martins<a href=\"#_ftn2\">[2]<\/a><br>Beatriz Tinoco Franceschi<a href=\"#_ftn3\">[3]<\/a><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-7e4ac651328708ea719ac0894fa30934 wp-block-paragraph\">.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RESUMO<\/strong>: O avan\u00e7o das tecnologias digitais transformou a forma como a popula\u00e7\u00e3o busca informa\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 sa\u00fade. Nesse contexto, as m\u00eddias digitais tornaram-se importantes fontes de consulta para d\u00favidas sobre sintomas, tratamentos e uso de medicamentos. Entretanto, a ampla circula\u00e7\u00e3o de conte\u00fados n\u00e3o verificados pode favorecer pr\u00e1ticas inadequadas de automedica\u00e7\u00e3o, representando riscos \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica. O presente estudo tem como objetivo analisar o impacto das m\u00eddias digitais no comportamento de automedica\u00e7\u00e3o e suas implica\u00e7\u00f5es para o uso racional de medicamentos. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, desenvolvida por meio de revis\u00e3o integrativa da literatura, com levantamento de estudos cient\u00edficos que abordam a rela\u00e7\u00e3o entre comunica\u00e7\u00e3o digital, comportamento informacional em sa\u00fade e uso de medicamentos sem orienta\u00e7\u00e3o profissional. Os resultados indicam que a facilidade de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, associada \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o de conte\u00fados nas redes sociais, contribui para o aumento da automedica\u00e7\u00e3o e para a propaga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es incorretas sobre medicamentos. Observa-se tamb\u00e9m que a infodemia e a desinforma\u00e7\u00e3o em sa\u00fade podem influenciar decis\u00f5es terap\u00eauticas sem respaldo cient\u00edfico. Nesse cen\u00e1rio, destaca-se a necessidade de fortalecimento de estrat\u00e9gias de educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade, bem como a atua\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico na orienta\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o quanto ao uso seguro de medicamentos. Conclui-se que as m\u00eddias digitais exercem influ\u00eancia significativa sobre o comportamento de automedica\u00e7\u00e3o, exigindo pol\u00edticas p\u00fablicas, regula\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade e a\u00e7\u00f5es educativas que promovam o uso racional de medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> automedica\u00e7\u00e3o; m\u00eddias digitais; sa\u00fade p\u00fablica; uso racional de medicamentos; desinforma\u00e7\u00e3o em sa\u00fade.<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ABSTRACT<\/strong>: The advancement of digital technologies has transformed the way people seek health-related information. In this context, digital media have become important sources for consulting symptoms, treatments, and medication use. However, the widespread circulation of unverified content may encourage inappropriate self-medication practices, representing risks to public health. This study aims to analyze the impact of digital media on self-medication behavior and its implications for the rational use of medicines. This is a qualitative study conducted through an integrative literature review, involving the analysis of scientific studies addressing the relationship between digital communication, health information behavior, and the use of medicines without professional guidance. The results indicate that easy access to information, combined with the dissemination of content on social media platforms, contributes to the increase of self-medication and the spread of incorrect information about medicines. It is also observed that the phenomenon of infodemic and health misinformation can influence therapeutic decisions without scientific support. In this context, strengthening health education strategies and the role of pharmacists in guiding the population on safe medication use become essential. It is concluded that digital media exert a significant influence on self-medication behavior, highlighting the need for public policies, regulation of health information, and educational actions that promote the rational use of medicines.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Keywords:<\/strong> self-medication; digital media; public health; rational use of medicines; health misinformation.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>1 INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, as m\u00eddias digitais passaram a ocupar papel central na circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es em sa\u00fade, tornando-se um dos principais meios pelos quais a popula\u00e7\u00e3o buscou orienta\u00e7\u00f5es sobre sintomas, tratamentos e uso de medicamentos. O acesso r\u00e1pido e ampliado a conte\u00fados disponibilizados em plataformas como Instagram, Facebook, TikTok e YouTube favoreceu a difus\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es relacionadas ao cuidado em sa\u00fade, incluindo recomenda\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas e relatos de experi\u00eancias pessoais sobre o uso de f\u00e1rmacos. Entretanto, grande parte dessas informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o passou por processos de valida\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ou avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, sendo frequentemente divulgada por influenciadores digitais ou usu\u00e1rios sem forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da sa\u00fade, o que representou potenciais riscos \u00e0 sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o (T\u00e1vora; Morgado, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse contexto, observou-se a amplia\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica da automedica\u00e7\u00e3o, caracterizada pelo uso de medicamentos por iniciativa pr\u00f3pria, sem prescri\u00e7\u00e3o ou orienta\u00e7\u00e3o de profissionais qualificados, como m\u00e9dicos ou farmac\u00eauticos. De acordo com Queiroz et al. (2022), a forma como os meios de comunica\u00e7\u00e3o e as plataformas digitais apresentaram conte\u00fados relacionados a terapias e medicamentos, muitas vezes sem contextualiza\u00e7\u00e3o adequada ou base cient\u00edfica consistente, contribuiu para a normaliza\u00e7\u00e3o desse comportamento e estimulou o consumo indiscriminado de f\u00e1rmacos. Embora a automedica\u00e7\u00e3o seja uma pr\u00e1tica comum em diferentes contextos sociais, seu uso inadequado esteve associado a diversas consequ\u00eancias negativas, como intoxica\u00e7\u00f5es, intera\u00e7\u00f5es medicamentosas, agravamento de doen\u00e7as e desenvolvimento de resist\u00eancia antimicrobiana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a pandemia da COVID-19, esse fen\u00f4meno tornou-se ainda mais evidente. Segundo Matoso e Saraiva (2023), observou-se um aumento expressivo no consumo de medicamentos sem prescri\u00e7\u00e3o, incluindo anti-inflamat\u00f3rios, suplementos vitam\u00ednicos e f\u00e1rmacos utilizados de forma experimental. Muitos desses produtos foram amplamente promovidos em redes sociais e outros ambientes digitais, frequentemente associados a informa\u00e7\u00f5es imprecisas ou sem comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Esse cen\u00e1rio favoreceu a dissemina\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o em larga escala, incentivando pr\u00e1ticas potencialmente prejudiciais e comprometendo os princ\u00edpios do uso racional de medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Compreender a rela\u00e7\u00e3o entre o ambiente digital e os comportamentos relacionados ao uso de medicamentos mostrou-se fundamental para o desenvolvimento de estrat\u00e9gias de educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade. Silva et al. (2025) destacaram que as redes sociais exerceram influ\u00eancia significativa na forma\u00e7\u00e3o de opini\u00f5es e decis\u00f5es relacionadas ao cuidado em sa\u00fade, podendo tanto refor\u00e7ar pr\u00e1ticas inadequadas quanto atuar como espa\u00e7os de dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis e orienta\u00e7\u00f5es seguras. Dessa forma, analisar a influ\u00eancia das redes sociais sobre a automedica\u00e7\u00e3o permitiu identificar mecanismos de indu\u00e7\u00e3o comportamental e discutir interven\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a do paciente e do uso racional de medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carvalho e Barbalho et al. (2025) acrescentaram que a automedica\u00e7\u00e3o estimulada por conte\u00fados digitais deve ser compreendida como um problema de natureza coletiva, uma vez que seus impactos ultrapassaram o \u00e2mbito individual e repercutiram diretamente nos sistemas de sa\u00fade. Entre as consequ\u00eancias observadas estiveram o aumento de atendimentos relacionados a intoxica\u00e7\u00f5es medicamentosas, complica\u00e7\u00f5es decorrentes do uso inadequado de f\u00e1rmacos e a sobrecarga de servi\u00e7os de sa\u00fade. Nesse sentido, tornou-se necess\u00e1rio discutir estrat\u00e9gias que articulassem regula\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o em ambientes digitais, atua\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade e formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas capazes de enfrentar a dissemina\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o e reduzir os danos associados \u00e0 automedica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante desse contexto, o presente estudo <strong>teve como objetivo<\/strong> analisar de que forma as informa\u00e7\u00f5es disseminadas nas redes sociais influenciaram a pr\u00e1tica da automedica\u00e7\u00e3o, investigando suas implica\u00e7\u00f5es para o uso racional de medicamentos e para a sa\u00fade p\u00fablica. Buscou-se, portanto, compreender esse fen\u00f4meno e oferecer subs\u00eddios para a formula\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias educativas e regulat\u00f3rias capazes de minimizar seus efeitos negativos e fortalecer o papel da informa\u00e7\u00e3o de qualidade na prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>2 METODOLOGIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presente estudo caracterizou-se como uma pesquisa de natureza qualitativa, de car\u00e1ter explorat\u00f3rio e descritivo, fundamentada em uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica integrativa. Segundo Gil (2019), pesquisas explorat\u00f3rias permitem maior aproxima\u00e7\u00e3o com o problema investigado, favorecendo a compreens\u00e3o de fen\u00f4menos contempor\u00e2neos ainda em consolida\u00e7\u00e3o te\u00f3rica. &nbsp;A revis\u00e3o integrativa possibilita reunir e sintetizar resultados de pesquisas sobre um mesmo tema, permitindo compreens\u00e3o ampliada do fen\u00f4meno investigado (Mendes; Silveira; Galv\u00e3o, 2008).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa foi conduzida entre agosto e novembro de 2025 eos crit\u00e9rios de inclus\u00e3o foram: 1) publica\u00e7\u00f5es entre <strong>2020 e 2025<\/strong>, garantindo atualidade e relev\u00e2ncia; 2) artigos cient\u00edficos, disserta\u00e7\u00f5es ou monografias dispon\u00edveis em texto completo; 3) trabalhos que abordassem simultaneamente os temas<strong>m\u00eddias digitais, automedica\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade, uso racional de medicamentos ou regula\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria<\/strong><strong>. <\/strong>Foram exclu\u00eddos os estudos que tratavam exclusivamente de automedica\u00e7\u00e3o em animais ou que n\u00e3o apresentavam rela\u00e7\u00e3o direta com o papel da m\u00eddia e da comunica\u00e7\u00e3o digital. Ap\u00f3s a triagem inicial, foram selecionados <strong>oito estudos<\/strong> que atenderam integralmente aos crit\u00e9rios estabelecidos, formando o corpus de an\u00e1lise da revis\u00e3o. O percurso metodol\u00f3gico seguiu as etapas propostas por Botelho, Cunha e Macedo (2011), envolvendo identifica\u00e7\u00e3o do problema, sele\u00e7\u00e3o dos estudos, an\u00e1lise cr\u00edtica e s\u00edntese dos resultados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A busca bibliogr\u00e1fica foi realizada nas bases de dados Google Scholar, PubMed, ScienceDirect e Portal de Peri\u00f3dicos CAPES, por serem amplamente reconhecidas pela relev\u00e2ncia e abrang\u00eancia de suas publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas nas \u00e1reas da sa\u00fade, tecnologia e ci\u00eancias biom\u00e9dicas. A sele\u00e7\u00e3o dessas bases teve como finalidade garantir o acesso a estudos nacionais e internacionais atualizados sobre a aplica\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia artificial na medicina diagn\u00f3stica e laboratorial, possibilitando a identifica\u00e7\u00e3o de evid\u00eancias cient\u00edficas consistentes relacionadas \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o de exames laboratoriais, aos benef\u00edcios da automa\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica e aos desafios \u00e9ticos e regulat\u00f3rios associados ao uso dessas tecnologias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a estrat\u00e9gia de busca, foram utilizados os descritores &#8220;intelig\u00eancia artificial&#8221;, &#8220;exames laboratoriais&#8221;, &#8220;medicina laboratorial&#8221;, &#8220;diagn\u00f3stico&#8221;, &#8220;machine learning&#8221;, &#8220;deep learning&#8221;, &#8220;artificial intelligence&#8221; e &#8220;laboratory medicine&#8221;, combinados por meio dos operadores booleanos AND e OR, visando ampliar a sensibilidade e a especificidade da recupera\u00e7\u00e3o dos estudos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por tratar-se de uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica, o presente estudo ficou limitado \u00e0 disponibilidade e \u00e0 qualidade das fontes secund\u00e1rias. A aus\u00eancia de pesquisas emp\u00edricas de campo impediu a generaliza\u00e7\u00e3o estat\u00edstica dos resultados, embora n\u00e3o tenha comprometido sua validade interpretativa. A din\u00e2mica acelerada de atualiza\u00e7\u00e3o das m\u00eddias digitais implica que novos comportamentos e plataformas possam emergir ap\u00f3s o per\u00edodo de an\u00e1lise, o que refor\u00e7a a import\u00e2ncia de revis\u00f5es cont\u00ednuas e complementares sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O percurso metodol\u00f3gico adotado buscou garantir consist\u00eancia, confiabilidade e atualidade na an\u00e1lise da rela\u00e7\u00e3o entre m\u00eddias digitais e automedica\u00e7\u00e3o. A escolha pela abordagem qualitativa e pela revis\u00e3o integrativa possibilitou articular diferentes campos do conhecimento, como comunica\u00e7\u00e3o, farmacologia, sa\u00fade coletiva e pol\u00edticas p\u00fablicas, em torno de um mesmo objeto de investiga\u00e7\u00e3o. Dessa forma, a metodologia sustentou a interpreta\u00e7\u00e3o cr\u00edtica apresentada nas se\u00e7\u00f5es seguintes, permitindo compreender como a circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es nas redes sociais influencia pr\u00e1ticas de automedica\u00e7\u00e3o e quais caminhos educativos e regulat\u00f3rios podem ser constru\u00eddos em resposta a esse fen\u00f4meno contempor\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>3 RESULTADOS E DISCUSS\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os estudos selecionados mostraram que a influ\u00eancia das m\u00eddias digitais sobre a automedica\u00e7\u00e3o tem sido analisada sob diferentes perspectivas, abrangendo desde a atua\u00e7\u00e3o da m\u00eddia tradicional e das redes sociais at\u00e9 os impactos da desinforma\u00e7\u00e3o em sa\u00fade e a necessidade de fortalecimento das pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas ao uso racional de medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Queiroz et al. (2022) analisaram a influ\u00eancia da m\u00eddia sobre a automedica\u00e7\u00e3o e destacaram o papel do farmac\u00eautico na promo\u00e7\u00e3o do uso racional de medicamentos. Os autores observaram que a exposi\u00e7\u00e3o a conte\u00fados midi\u00e1ticos pode estimular o consumo de medicamentos sem orienta\u00e7\u00e3o profissional, especialmente quando as informa\u00e7\u00f5es divulgadas minimizam riscos e refor\u00e7am benef\u00edcios imediatos. Em compara\u00e7\u00e3o com estudos posteriores, esse trabalho apresentou uma discuss\u00e3o mais voltada \u00e0 atua\u00e7\u00e3o profissional do farmac\u00eautico, apontando a educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade como uma das principais estrat\u00e9gias para reduzir danos associados \u00e0 automedica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Braga (2023) aprofundou a rela\u00e7\u00e3o entre redes sociais e automedica\u00e7\u00e3o, mostrando que o ambiente digital ampliou o acesso da popula\u00e7\u00e3o a informa\u00e7\u00f5es sobre medicamentos, mas tamb\u00e9m favoreceu decis\u00f5es terap\u00eauticas sem media\u00e7\u00e3o profissional. Diferentemente de Queiroz et al. (2022), que enfatizaram a influ\u00eancia da m\u00eddia de forma mais ampla, Braga (2023) direcionou a an\u00e1lise para as redes sociais como espa\u00e7o cotidiano de busca por orienta\u00e7\u00f5es em sa\u00fade, evidenciando que a facilidade de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o pode refor\u00e7ar pr\u00e1ticas aut\u00f4nomas de cuidado, nem sempre seguras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Matoso e Saraiva (2023) analisaram a automedica\u00e7\u00e3o durante a pandemia da COVID-19 e sua rela\u00e7\u00e3o com as redes sociais. Os autores identificaram que o contexto pand\u00eamico intensificou a busca por informa\u00e7\u00f5es digitais e favoreceu o uso de medicamentos sem prescri\u00e7\u00e3o, especialmente diante da circula\u00e7\u00e3o de conte\u00fados imprecisos sobre preven\u00e7\u00e3o e tratamento. Em rela\u00e7\u00e3o a Braga (2023), o estudo apresentou um recorte mais espec\u00edfico, ao demonstrar como a inseguran\u00e7a coletiva e a infodemia ampliaram a influ\u00eancia das redes sociais sobre o consumo de medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">T\u00e1vora e Morgado (2023) tamb\u00e9m discutiram a influ\u00eancia das redes sociais na automedica\u00e7\u00e3o, mas deram maior \u00eanfase \u00e0 l\u00f3gica de funcionamento dessas plataformas. Para os autores, o engajamento, a repeti\u00e7\u00e3o de conte\u00fados e a circula\u00e7\u00e3o acelerada de informa\u00e7\u00f5es podem atribuir falsa credibilidade a orienta\u00e7\u00f5es sem respaldo cient\u00edfico. Comparado a Matoso e Saraiva (2023), o estudo n\u00e3o se restringiu ao per\u00edodo pand\u00eamico, mas ampliou a an\u00e1lise para a estrutura comunicacional das redes sociais, mostrando que a desinforma\u00e7\u00e3o em sa\u00fade n\u00e3o depende apenas do conte\u00fado divulgado, mas tamb\u00e9m da forma como ele circula e ganha visibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Wessel e Pogrebnyakov (2024) trouxeram uma perspectiva diferente ao analisar o uso das m\u00eddias sociais como fonte de dados do mundo real para o desenvolvimento farmac\u00eautico e decis\u00f5es regulat\u00f3rias. Enquanto os estudos de 2023 enfatizaram os riscos das redes sociais para a automedica\u00e7\u00e3o e a desinforma\u00e7\u00e3o, esses autores mostraram que os dados gerados nesses ambientes tamb\u00e9m podem contribuir para a vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria, identifica\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es de consumo, eventos adversos e tend\u00eancias emergentes. Assim, o estudo amplia a discuss\u00e3o ao reconhecer que as m\u00eddias digitais possuem um duplo papel: podem favorecer pr\u00e1ticas inadequadas, mas tamb\u00e9m subsidiar a\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias e estrat\u00e9gias de sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carvalho et al. (2025) analisaram a automedica\u00e7\u00e3o como problema de sa\u00fade p\u00fablica durante e ap\u00f3s a pandemia, destacando suas repercuss\u00f5es coletivas. Os autores apontaram que o uso inadequado de medicamentos pode gerar intoxica\u00e7\u00f5es, complica\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, resist\u00eancia antimicrobiana e aumento da demanda por servi\u00e7os de sa\u00fade. Em compara\u00e7\u00e3o com Wessel e<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pogrebnyakov (2024), que observaram o potencial regulat\u00f3rio dos dados digitais, Carvalho et al. (2025) retomaram a dimens\u00e3o sanit\u00e1ria do problema, refor\u00e7ando que a automedica\u00e7\u00e3o estimulada por informa\u00e7\u00f5es fr\u00e1geis exige respostas institucionais, educativas e regulat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Silva et al. (2025) discutiram o impacto da automedica\u00e7\u00e3o na sa\u00fade p\u00fablica e defenderam a educa\u00e7\u00e3o como estrat\u00e9gia para promo\u00e7\u00e3o do uso racional de medicamentos. O estudo dialoga diretamente com Queiroz et al. (2022), ao reafirmar a import\u00e2ncia da orienta\u00e7\u00e3o profissional e da educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade, mas amplia essa discuss\u00e3o ao situar a automedica\u00e7\u00e3o como desafio contempor\u00e2neo que exige a\u00e7\u00f5es permanentes de conscientiza\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o a Carvalho et al. (2025), Silva et al. (2025) apresentaram uma abordagem mais propositiva, destacando a educa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e dos profissionais como caminho para reduzir riscos e fortalecer pr\u00e1ticas seguras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De forma geral, os estudos analisados demonstraram que a rela\u00e7\u00e3o entre m\u00eddias digitais e automedica\u00e7\u00e3o se desenvolveu de maneira progressiva na literatura recente. Inicialmente, os autores destacaram a influ\u00eancia da m\u00eddia e a necessidade de atua\u00e7\u00e3o farmac\u00eautica; em seguida, os estudos passaram a examinar com maior aten\u00e7\u00e3o o papel das redes sociais, da pandemia e da infodemia na amplia\u00e7\u00e3o da automedica\u00e7\u00e3o. Mais recentemente, a discuss\u00e3o avan\u00e7ou para a vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria, a regula\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o como estrat\u00e9gia de enfrentamento. Assim, observou-se converg\u00eancia entre os autores quanto ao reconhecimento da automedica\u00e7\u00e3o como problema de sa\u00fade p\u00fablica, embora cada estudo tenha contribu\u00eddo com enfoques distintos para compreender o fen\u00f4meno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>4 CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise desenvolvida ao longo deste estudo permitiu compreender que as m\u00eddias digitais assumem um papel central na configura\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea das pr\u00e1ticas de automedica\u00e7\u00e3o, influenciando diretamente o comportamento da popula\u00e7\u00e3o no que se refere ao uso de medicamentos. Ao mesmo tempo em que ampliam o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, essas plataformas tamb\u00e9m favorecem a circula\u00e7\u00e3o de conte\u00fados desprovidos de respaldo cient\u00edfico, contribuindo para a consolida\u00e7\u00e3o de condutas terap\u00eauticas inadequadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Verificou-se que a automedica\u00e7\u00e3o, longe de ser um fen\u00f4meno isolado ou meramente individual, configura-se como uma pr\u00e1tica socialmente constru\u00edda, permeada por fatores culturais, econ\u00f4micos e comunicacionais. Nesse contexto, as redes sociais atuam como espa\u00e7os de legitima\u00e7\u00e3o de saberes informais, nos quais experi\u00eancias pessoais e discursos de autoridade ganham visibilidade e influ\u00eancia, muitas vezes em detrimento das orienta\u00e7\u00f5es baseadas em evid\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o evidenciou ainda que os conte\u00fados digitais exercem impacto significativo na forma como os indiv\u00edduos selecionam e utilizam medicamentos, especialmente aqueles de f\u00e1cil acesso, como analg\u00e9sicos, anti-inflamat\u00f3rios e antibi\u00f3ticos. Esse cen\u00e1rio refor\u00e7a a necessidade de compreender a automedica\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas como um h\u00e1bito, mas como um problema de sa\u00fade p\u00fablica, com implica\u00e7\u00f5es diretas para a seguran\u00e7a do paciente, o uso racional de medicamentos e a sustentabilidade dos sistemas de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante desse panorama, destaca-se o papel estrat\u00e9gico do farmac\u00eautico como agente de media\u00e7\u00e3o entre o conhecimento cient\u00edfico e a popula\u00e7\u00e3o, atuando na promo\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade e na orienta\u00e7\u00e3o quanto ao uso seguro de medicamentos. Sua inser\u00e7\u00e3o nos espa\u00e7os digitais, aliada \u00e0 pr\u00e1tica cl\u00ednica, representa uma oportunidade concreta de enfrentamento \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o e de fortalecimento da autonomia cr\u00edtica dos usu\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, torna-se imprescind\u00edvel o avan\u00e7o de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 regula\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade no ambiente digital, bem como o investimento em estrat\u00e9gias de alfabetiza\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica que capacitem os indiv\u00edduos a reconhecer conte\u00fados confi\u00e1veis. A articula\u00e7\u00e3o entre regula\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o profissional revela-se, portanto, como caminho fundamental para a constru\u00e7\u00e3o de um ambiente informacional mais seguro e respons\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, ressalta-se que este estudo contribui para o aprofundamento da discuss\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o entre m\u00eddias digitais e automedica\u00e7\u00e3o, ao evidenciar lacunas existentes na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e apontar a necessidade de investiga\u00e7\u00f5es futuras, especialmente de car\u00e1ter emp\u00edrico. Compreender esse fen\u00f4meno em sua complexidade \u00e9 essencial para transformar o cen\u00e1rio atual, promovendo pr\u00e1ticas de cuidado mais conscientes, seguras e alinhadas aos princ\u00edpios da sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>BOTELHO, Louise Lira Roedel; CUNHA, Cristiano Castro de Almeida; MACEDO, Marcelo.<\/strong> O m\u00e9todo da revis\u00e3o integrativa nos estudos organizacionais. <em><strong>Gest\u00e3o e Sociedade<\/strong><\/em>, Belo Horizonte, v. 5, n. 11, p. 121\u2013136, maio\/ago. 2011.<br>DOI: https:\/\/doi.org\/10.21171\/ges.v5i11.1220<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRAGA, Lorenna de Souza. <strong>Automedica\u00e7\u00e3o influenciada pelas redes sociais<\/strong>. 2023. 35 f. Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (Bacharelado em Farm\u00e1cia) \u2013 Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CARVALHO, Jord\u00e3o; BARBALHO, Jord\u00e3o; CUNHA, Tayana Conde da; LOBO, Vanessa Santana; CATARINO, Patr\u00edcia Carla Guimar\u00e3es; GOMES, Raylane de Souza Silva;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">COELHO DA SILVA, Augusto C\u00e9sar Vasconcelos; LUZ, Larissa Val\u00e9ria Feio da; RIBEIRO, Italo Santos dos Rem\u00e9dios; SANTOS, Mayana Almeida Ara\u00fajo dos; RAPOSO, Mariana Oliveira Alc\u00e2ntara. <strong>Automedica\u00e7\u00e3o e sa\u00fade p\u00fablica: uma an\u00e1lise global durante e ap\u00f3s a pandemia<\/strong>. In: <em><strong>Cuidado Integral em Sa\u00fade: Perspectivas Interdisciplinares, Pol\u00edticas P\u00fablicas e Inova\u00e7\u00f5es<\/strong><\/em><strong><em>.<\/em><\/strong> S\u00e3o Paulo: Editora Cient\u00edfica, 2025. p. 23-45. DOI: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.37885\/250218937\">https:\/\/doi.org\/10.37885\/250218937<\/a>.<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GIL, Ant\u00f4nio Carlos.<\/strong><strong> <\/strong><em>M\u00e9todos e t\u00e9cnicas de pesquisa social.<\/em> 7. ed. S\u00e3o Paulo: Atlas, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MATOSO, Leonardo Magela Lopes; SARAIVA, Aline Mariana de Morais. Automedica\u00e7\u00e3o Durante Pandemia a COVID-19 e Sua Rela\u00e7\u00e3o com as Redes Sociais.&nbsp;<strong>UNICI\u00caNCIAS<\/strong>,&nbsp;<em>[S. l.]<\/em>, v. 27, n. 1, p. 31\u201337, 2023. DOI: 10.17921\/1415-5141.2023v27n1p31-37. Dispon\u00edvel em: https:\/\/uniciencias.pgsscogna.com.br\/uniciencias\/article\/view\/10306. Acesso em: 25 ago. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MENDES, Karina Dal Sasso; SILVEIRA, Renata Cristina de Campos Pereira; GALV\u00c3O, Cristina Maria.<\/strong> Revis\u00e3o integrativa: m\u00e9todo de pesquisa para a incorpora\u00e7\u00e3o de evid\u00eancias na sa\u00fade e na enfermagem. <em><strong>Texto &amp; Contexto \u2013 Enfermagem<\/strong><\/em>, Florian\u00f3polis, v. 17, n. 4, p. 758\u2013764, out.\/dez. 2008.<br>DOI: https:\/\/doi.org\/10.1590\/S0104-07072008000400018<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">QUEIROZ, Solange Lopes. RIBEIRO, Taynara Cristina Costa. ALVES, Osl\u00e2nia de F\u00e1tima. CAVALCANTI, Daniella da Silva Porto<strong>. <\/strong>A influ\u00eancia da m\u00eddia sobre a automedica\u00e7\u00e3o e o papel do farmac\u00eautico para promover o uso racional de medicamento. <em><strong>Revista de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Sa\u00fade<\/strong> \u2013 ICS<\/em>, v. 4, n. 2, p. 45-53, 2022. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistas.unifan.edu.br\/index.php\/RevistaICS\/article\/view\/982?utm_source=chatgpt.com\">https:\/\/revistas.unifan.edu.br\/index.php\/RevistaICS\/article\/view\/982<\/a>. Acesso em: 25 ago. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SILVA, Gabrielle Rodrigues da. Deuner, Melissa Cardoso. Nascimento, Gyzelle Pereira Vilhena do. Oliveira, Greg\u00f3rio Otto Bento de. Impacto da automedica\u00e7\u00e3o na sa\u00fade p\u00fablica: educa\u00e7\u00e3o como meio de promo\u00e7\u00e3o ao uso racional de medicamentos. Publicado em 30\/04\/2025. 230-244. Cap. 18. In: <em><strong>Sa\u00fade e Sociedade Contempor\u00e2nea<\/strong><\/em>. S\u00e3o Paulo: Editora Cient\u00edfica, 2025.Dispon\u00edvel em: https:\/\/downloads.editoracientifica.com.br\/articles\/250419134.pdf Acesso em 28 ago 2025;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">T\u00c1VORA, C. G.; MORGADO, E. M. . A INFLU\u00caNCIA DAS REDES SOCIAIS NA AUTOMEDICA\u00c7\u00c3O .&nbsp;<strong>Revista Eletr\u00f4nica Multidisciplinar de Investiga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica<\/strong>, Brasil, v. 2, n. 3, 2023. DOI: 10.56166\/remici.2023.5.v2n3.7.21. Dispon\u00edvel em: https:\/\/remici.com.br\/index.php\/revista\/article\/view\/80. Acesso em: 25 ago. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">WESSEL, Didrik; POGREBNYAKOV, Nicolai. <em>Using social media as a source of real-world data for pharmaceutical drug development and regulatory decision making.<\/em><strong>Drug Safety<\/strong>, v. 47, p. 495\u2013511, 2024. DOI: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s40264-024-01409-5\">https:\/\/doi.org\/10.1007\/s40264-024-01409-5<\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Discente do curso de Farm\u00e1cia do Centro Universit\u00e1rio UNITOP. E-mail: <a href=\"mailto:adelaidemayara34@gmail.com\">adelaidemayara34@gmail.com<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Discente do curso de Farm\u00e1cia do Centro Universit\u00e1rio UNITOP. E-mail: <a href=\"mailto:geovannamiguel70@gmail.com\">geovannamiguel70@gmail.com<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> Docente do curso de Farm\u00e1cia do Centro Universit\u00e1rio UNITOP. E-mail: <a href=\"mailto:beatfranceschi@gmail.com\">beatfranceschi@gmail.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>IMPACT OF DIGITAL MEDIA ON SELF-MEDICATION: IMPLICATIONS FOR THE RATIONAL USE OF MEDICINES AND PUBLIC HEALTH Artigo submetido em 14&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1461,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"https:\/\/cognitiojuris.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cognitio_juris_n25.jpg","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[11],"class_list":["post-1459","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos-cientificos","tag-10-2026"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1459","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1459"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1459\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1466,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1459\/revisions\/1466"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1461"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1459"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1459"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1459"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}