{"id":1469,"date":"2026-06-09T23:48:55","date_gmt":"2026-06-10T02:48:55","guid":{"rendered":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/?p=1469"},"modified":"2026-06-10T00:23:38","modified_gmt":"2026-06-10T03:23:38","slug":"atuacao-do-farmaceutico-clinico-na-seguranca-medicamentosa-de-pacientes-oncologicos-na-uti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/atuacao-do-farmaceutico-clinico-na-seguranca-medicamentosa-de-pacientes-oncologicos-na-uti\/","title":{"rendered":"ATUA\u00c7\u00c3O DO FARMAC\u00caUTICO CL\u00cdNICO NA SEGURAN\u00c7A MEDICAMENTOSA DE PACIENTES ONCOL\u00d3GICOS NA UTI"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CLINICAL PHARMACIST\u2019S ROLE IN MEDICATION SAFETY FOR ONCOLOGICAL PATIENTS IN THE INTENSIVE CARE UNIT<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Artigo submetido em 19 de maio de 2026<br>Artigo aprovado em 09 de junho de 2026<br>Artigo publicado em 09 de junho de 2026<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-pale-ocean-gradient-background has-background\"><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Scientia et Ratio<\/strong><br>Volume 6 \u2013 N\u00famero 10 \u2013 2026<br>ISSN 2525-8532<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-7e4ac651328708ea719ac0894fa30934 wp-block-paragraph\">.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background\"><tbody><tr><td><strong>Autor:<br><\/strong>Thayn\u00e1 Vieira da Cruz<br>Lucia Helena Fernandes Quintella<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-7e4ac651328708ea719ac0894fa30934 wp-block-paragraph\">.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RESUMO<\/strong>: A seguran\u00e7a medicamentosa constitui um dos principais pilares da qualidade assistencial em servi\u00e7os hospitalares, especialmente em unidades de terapia intensiva, onde a complexidade cl\u00ednica e a polifarm\u00e1cia aumentam significativamente o risco de eventos adversos relacionados ao uso de medicamentos. No contexto oncol\u00f3gico, esse cen\u00e1rio torna-se ainda mais desafiador devido \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de agentes citot\u00f3xicos, esquemas terap\u00eauticos combinados e \u00e0 presen\u00e7a frequente de instabilidade fisiol\u00f3gica nos pacientes. Nesse sentido, a atua\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico tem sido reconhecida como estrat\u00e9gia relevante para a preven\u00e7\u00e3o de problemas relacionados a medicamentos, otimiza\u00e7\u00e3o da farmacoterapia e fortalecimento da seguran\u00e7a do paciente. O presente estudo teve como objetivo analisar o impacto da atua\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico na seguran\u00e7a medicamentosa de pacientes oncol\u00f3gicos internados em unidades de terapia intensiva. Trata-se de uma revis\u00e3o integrativa da literatura, de abordagem qualitativa, realizada a partir da an\u00e1lise de estudos publicados entre 2019 e 2024 nas bases SciELO, LILACS, PubMed e Google Scholar. Foram inclu\u00eddas publica\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis na \u00edntegra, em portugu\u00eas, ingl\u00eas e espanhol, que abordassem a atua\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico em contextos hospitalares e oncol\u00f3gicos. Os resultados indicaram que a presen\u00e7a do farmac\u00eautico cl\u00ednico nas equipes multiprofissionais contribui para a identifica\u00e7\u00e3o precoce de intera\u00e7\u00f5es medicamentosas, ajuste de doses, preven\u00e7\u00e3o de incompatibilidades f\u00edsico-qu\u00edmicas e monitoramento de rea\u00e7\u00f5es adversas, promovendo maior seguran\u00e7a terap\u00eautica. Observou-se ainda que a integra\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico nas decis\u00f5es cl\u00ednicas favorece a racionaliza\u00e7\u00e3o da farmacoterapia, a redu\u00e7\u00e3o de erros de prescri\u00e7\u00e3o e a melhoria dos desfechos cl\u00ednicos em pacientes cr\u00edticos. Conclui-se que a atua\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico constitui componente estrat\u00e9gico para a seguran\u00e7a medicamentosa em UTIs oncol\u00f3gicas, contribuindo para a qualifica\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia hospitalar e para a consolida\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas interdisciplinares voltadas ao cuidado seguro e humanizado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> farm\u00e1cia cl\u00ednica; seguran\u00e7a medicamentosa; unidade de terapia intensiva; oncologia; cuidado farmac\u00eautico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ABSTRACT<\/strong>: Medication safety represents a fundamental component of healthcare quality, particularly in intensive care units, where clinical complexity and polypharmacy significantly increase the risk of adverse drug events. In the oncological context, this scenario becomes even more challenging due to the use of cytotoxic agents, complex therapeutic regimens, and the frequent physiological instability of patients. In this regard, the role of the clinical pharmacist has been increasingly recognized as a key strategy for preventing drug-related problems, optimizing pharmacotherapy, and strengthening patient safety. This study aimed to analyze the impact of clinical pharmacist interventions on medication safety among oncology patients admitted to intensive care units. This research consisted of an integrative literature review with a qualitative approach, based on studies published between 2019 and 2024 in the SciELO, LILACS, PubMed, and Google Scholar databases. Full-text articles available in Portuguese, English, and Spanish addressing clinical pharmacy practice in hospital and oncology settings were included. The findings indicated that the presence of clinical pharmacists in multidisciplinary teams contributes to the early identification of drug interactions, dosage adjustments, prevention of physicochemical incompatibilities, and monitoring of adverse reactions, promoting safer pharmacotherapy. Additionally, the integration of pharmacists into clinical decision-making processes was associated with improved medication management, reduction of prescription errors, and better clinical outcomes among critically ill patients. It was concluded that the clinical pharmacist plays a strategic role in ensuring medication safety in oncological intensive care units, contributing to the improvement of hospital care and the consolidation of interdisciplinary practices focused on safe and humanized healthcare.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Keywords:<\/strong> Clinical pharmacy; Medication safety; Intensive care unit; Oncology; Pharmaceutical care.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>1 INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O debate contempor\u00e2neo sobre seguran\u00e7a medicamentosa teve sua origem no marco institucional estabelecido pelo Institute of Medicine (IOM), que, em 1999, publicou o relat\u00f3rio <em>To Err is Human: Building a Safer Health System<\/em>. O documento demonstrou que falhas relacionadas ao uso de medicamentos figuravam entre as principais causas de eventos adversos evit\u00e1veis nos servi\u00e7os de sa\u00fade, desencadeando um movimento internacional de revis\u00e3o das pr\u00e1ticas assistenciais. A partir dessa publica\u00e7\u00e3o, a seguran\u00e7a medicamentosa passou a ser reconhecida como elemento estruturante da qualidade hospitalar, orientando pol\u00edticas, protocolos cl\u00ednicos e a pr\u00f3pria cultura de seguran\u00e7a do paciente em diversos pa\u00edses. Nesse contexto, o fortalecimento de estrat\u00e9gias voltadas ao uso racional de medicamentos tornou-se fundamental para reduzir danos preven\u00edveis e qualificar a assist\u00eancia em ambientes de alta complexidade, como as unidades de terapia intensiva (Institute of Medicine, 1999).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, o Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA) estimou a ocorr\u00eancia de cerca de 704 mil novos casos de c\u00e2ncer por ano no tri\u00eanio 2023\u20132025, com maior incid\u00eancia de tumores de mama, pr\u00f3stata, c\u00f3lon e reto (INCA, 2023). A expans\u00e3o da sobrevida desses pacientes, impulsionada pelos avan\u00e7os terap\u00eauticos, ampliou a demanda por cuidados hospitalares especializados, incluindo as unidades de terapia intensiva (UTI). Nesses ambientes, a combina\u00e7\u00e3o entre instabilidade cl\u00ednica, polifarm\u00e1cia e uso de medicamentos de alto risco elevou substancialmente a probabilidade de eventos adversos e intera\u00e7\u00f5es medicamentosas (Lima; Falc\u00e3o; Leite, 2022).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As terapias antineopl\u00e1sicas, embora eficazes, envolveram agentes citot\u00f3xicos com estreita margem terap\u00eautica, o que exigiu monitoramento cont\u00ednuo, ajustes posol\u00f3gicos e vigil\u00e2ncia cl\u00ednica intensiva. Conforme salientaram Almeida et al. (2023), o paciente cr\u00edtico oncol\u00f3gico requereu uma abordagem interdisciplinar que integrasse aspectos t\u00e9cnicos e humanos, uma vez que a complexidade da farmacoterapia oncol\u00f3gica imp\u00f4s riscos relevantes de rea\u00e7\u00f5es adversas e de uso inadequado de medicamentos. Nessa perspectiva, o farmac\u00eautico cl\u00ednico atuou de forma preventiva e colaborativa, contribuindo para que o regime terap\u00eautico adotado estivesse compat\u00edvel com as condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, laboratoriais e fisiol\u00f3gicas do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos conduzidos em unidades de terapia intensiva brasileiras demonstraram que a presen\u00e7a ativa do farmac\u00eautico esteve associada \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de erros de prescri\u00e7\u00e3o, maior ades\u00e3o a protocolos de seguran\u00e7a e otimiza\u00e7\u00e3o dos recursos hospitalares (Braga; Pinto, 2024; Oliveira et al., 2024). Entre as principais interven\u00e7\u00f5es identificadas estiveram o ajuste de doses, o controle de incompatibilidades f\u00edsico-qu\u00edmicas, a reconcilia\u00e7\u00e3o medicamentosa e a farmacovigil\u00e2ncia ativa, estrat\u00e9gias que resultaram em melhores desfechos cl\u00ednicos e econ\u00f4micos (Lima; Falc\u00e3o; Leite, 2022).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A literatura internacional corroborou esses achados. O <em>Position Paper on Critical Care Pharmacy Services<\/em>, publicado pela Society of Critical Care Medicine (SCCM), American Society of Health-System Pharmacists (ASHP) e American College of Clinical Pharmacy (ACCP), reconheceu o farmac\u00eautico cl\u00ednico como membro essencial da equipe multiprofissional de terapia intensiva, respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a medicamentosa, reconcilia\u00e7\u00e3o de prescri\u00e7\u00f5es e educa\u00e7\u00e3o continuada da equipe de sa\u00fade (SCCM; ASHP; ACCP, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da compet\u00eancia t\u00e9cnica, o Conselho Federal de Farm\u00e1cia (CFF) ressaltou que o fortalecimento da profiss\u00e3o dependeu da amplia\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o permanente, da consolida\u00e7\u00e3o de especialidades cl\u00ednicas e da integra\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica para o registro eletr\u00f4nico das interven\u00e7\u00f5es farmac\u00eauticas, favorecendo a mensura\u00e7\u00e3o de resultados em sa\u00fade e a sustentabilidade dos servi\u00e7os (CFF, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante desse panorama, tornou-se relevante investigar o papel do farmac\u00eautico cl\u00ednico na oncologia intensiva, buscando compreender sua contribui\u00e7\u00e3o na redu\u00e7\u00e3o de eventos adversos, na racionaliza\u00e7\u00e3o da farmacoterapia e na humaniza\u00e7\u00e3o do cuidado. A consolida\u00e7\u00e3o dessa pr\u00e1tica, sustentada por evid\u00eancias nacionais e internacionais, refor\u00e7ou a necessidade de pol\u00edticas institucionais que ampliassem a presen\u00e7a do farmac\u00eautico cl\u00ednico nas equipes de terapia intensiva, fortalecendo a cultura de seguran\u00e7a do paciente e o uso racional de medicamentos no contexto oncol\u00f3gico. Diante desse cen\u00e1rio, a quest\u00e3o norteadora que orientou esta investiga\u00e7\u00e3o foi: <strong>qual foi o impacto da atua\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico na seguran\u00e7a medicamentosa de pacientes oncol\u00f3gicos internados em unidades de terapia intensiva, considerando a preven\u00e7\u00e3o de eventos adversos e a racionaliza\u00e7\u00e3o da farmacoterapia? <\/strong>Essa pergunta permitiu investigar de forma direcionada as contribui\u00e7\u00f5es das interven\u00e7\u00f5es farmac\u00eauticas no contexto cr\u00edtico e oncol\u00f3gico, com foco na seguran\u00e7a do paciente e na preven\u00e7\u00e3o de eventos adversos relacionados ao uso de medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>2 METODOLOGIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2.1 TIPO DE PESQUISA<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presente estudo <strong>caracterizou-se<\/strong> como uma revis\u00e3o integrativa da literatura, m\u00e9todo que <strong>teve por finalidade<\/strong> sistematizar e sintetizar resultados de pesquisas anteriores sobre um determinado tema, possibilitando uma compreens\u00e3o ampla e cr\u00edtica do fen\u00f4meno investigado (Souza; Silva; Carvalho, 2019). Segundo essas autoras, a revis\u00e3o integrativa <strong>diferenciou-se<\/strong> de outras modalidades de revis\u00e3o por permitir a inclus\u00e3o de estudos com diferentes delineamentos metodol\u00f3gicos, o que <strong>favoreceu<\/strong> a an\u00e1lise abrangente do conhecimento j\u00e1 produzido sobre a atua\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico na seguran\u00e7a medicamentosa em unidades de terapia intensiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2.2 ABORDAGEM METODOL\u00d3GICA<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tratou-se de uma pesquisa aplicada e de abordagem qualitativa, uma vez que <strong>buscou compreender<\/strong>, de maneira interpretativa, como a literatura cient\u00edfica <strong>abordou<\/strong>o papel do farmac\u00eautico cl\u00ednico e suas interven\u00e7\u00f5es em contextos hospitalares. Para Minayo (2022), a pesquisa qualitativa <strong>permite interpretar<\/strong>fen\u00f4menos complexos que envolvem pr\u00e1ticas profissionais e dimens\u00f5es \u00e9ticas e sociais, valorizando o conte\u00fado simb\u00f3lico e contextual das publica\u00e7\u00f5es analisadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2.3 ETAPAS DO PROCESSO METODOL\u00d3GICO<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O percurso metodol\u00f3gico da revis\u00e3o <strong>seguiu<\/strong> as etapas propostas por Botelho, Cunha e Macedo (2019) e Souza, Silva e Carvalho (2019), amplamente referenciadas em pesquisas bibliogr\u00e1ficas na \u00e1rea da sa\u00fade:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Identifica\u00e7\u00e3o do tema e formula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o norteadora<\/strong> \u2013 definiu-se a seguinte pergunta de pesquisa: \u201cComo a atua\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico impactou a seguran\u00e7a medicamentosa de pacientes oncol\u00f3gicos internados em Unidades de Terapia Intensiva?\u201d;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Busca na literatura<\/strong> \u2013 foram realizadas buscas sistematizadas nas bases SciELO, LILACS, PubMed e Google Scholar, utilizando os descritores em portugu\u00eas e ingl\u00eas: farmac\u00eautico cl\u00ednico, unidade de terapia intensiva, seguran\u00e7a medicamentosa, oncologia, <em>pharmaceutical care<\/em>, <em>critical care<\/em> e <em>medication safety<\/em>;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Defini\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de inclus\u00e3o e exclus\u00e3o<\/strong> \u2013 inclu\u00edram-se artigos publicados entre 2019 e 2024, em portugu\u00eas, ingl\u00eas e espanhol, dispon\u00edveis na \u00edntegra e que abordassem a atua\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico em contextos hospitalares ou oncol\u00f3gicos; foram exclu\u00eddos trabalhos duplicados, resumos de eventos e publica\u00e7\u00f5es sem rela\u00e7\u00e3o direta com o objeto de estudo;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Sele\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o das publica\u00e7\u00f5es<\/strong> \u2013 os estudos selecionados <strong>foram organizados<\/strong> em planilha contendo: t\u00edtulo, autores, ano de publica\u00e7\u00e3o, objetivo, tipo de estudo, principais resultados e conclus\u00f5es;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>An\u00e1lise e interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados<\/strong> \u2013 procedeu-se \u00e0 leitura cr\u00edtica e interpretativa dos textos, identificando-se converg\u00eancias tem\u00e1ticas, lacunas e tend\u00eancias te\u00f3rico-metodol\u00f3gicas presentes na literatura analisada;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o<\/strong> \u2013 os achados <strong>foram agrupados<\/strong> em eixos tem\u00e1ticos, articulando as contribui\u00e7\u00f5es dos autores com as diretrizes nacionais e internacionais relacionadas \u00e0 farm\u00e1cia cl\u00ednica hospitalar.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2.4 CRIT\u00c9RIOS DE AN\u00c1LISE<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise do material <strong>seguiu<\/strong> uma abordagem tem\u00e1tica e interpretativa, conforme proposta de Bardin (2016) para a an\u00e1lise de conte\u00fado. As categorias <strong>emergiram<\/strong> do confronto entre as evid\u00eancias descritas nos estudos e o problema de pesquisa. A leitura anal\u00edtica <strong>permitiu reconhecer<\/strong> dimens\u00f5es-chave como:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">a) atua\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e multiprofissional do farmac\u00eautico;<br>b) estrat\u00e9gias de seguran\u00e7a medicamentosa em UTI;<br>c) desafios da pr\u00e1tica farmac\u00eautica hospitalar;<br>d) avan\u00e7os normativos e institucionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Gil (2019), a sistematiza\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados em revis\u00f5es bibliogr\u00e1ficas <strong>devem conduzir<\/strong> \u00e0 s\u00edntese cr\u00edtica do conhecimento existente, evidenciando lacunas e apontando caminhos para pesquisas futuras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2.5 ASPECTOS \u00c9TICOS<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por se tratar de uma pesquisa de revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica, <strong>n\u00e3o houve<\/strong> envolvimento direto de seres humanos, sendo dispensada a submiss\u00e3o ao Comit\u00ea de \u00c9tica em Pesquisa, conforme previsto pela Resolu\u00e7\u00e3o CNS n\u00ba 510\/2016, que trata de pesquisas em Ci\u00eancias Humanas e Sociais. Ainda assim, <strong>foram respeitados<\/strong> os princ\u00edpios \u00e9ticos de fidelidade \u00e0s fontes, autoria e integridade acad\u00eamica, mediante cita\u00e7\u00f5es e refer\u00eancias completas conforme as normas ABNT NBR 6023:2018 e NBR 10520:2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>3 RESULTADOS E DISCUSS\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">3.1 O FARMAC\u00caUTICO CL\u00cdNICO E A SEGURAN\u00c7A MEDICAMENTOSA<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A seguran\u00e7a medicamentosa em terapia intensiva depende da atua\u00e7\u00e3o de um profissional capacitado para avaliar prescri\u00e7\u00f5es, identificar intera\u00e7\u00f5es, ajustar doses e prevenir eventos adversos, atribui\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas do <strong>farmac\u00eautico cl\u00ednico<\/strong>, cuja pr\u00e1tica est\u00e1 centrada no cuidado direto ao paciente. Diferentemente do <strong>farmac\u00eautico hospitalar<\/strong>, tradicionalmente voltado \u00e0 gest\u00e3o de estoques, log\u00edstica, dispensa\u00e7\u00e3o e controle institucional de medicamentos, o farmac\u00eautico cl\u00ednico atua no leito e integra o processo decis\u00f3rio terap\u00eautico. Nesse sentido, Braga e Pinto (2024) destacam que, nas UTIs, o farmac\u00eautico cl\u00ednico corrige problemas de prescri\u00e7\u00e3o, como dosagens inadequadas, intera\u00e7\u00f5es medicamentosas e incompatibilidades, al\u00e9m de desenvolver a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade e suporte t\u00e9cnico \u00e0 equipe multiprofissional. Tais interven\u00e7\u00f5es se traduzem em maior efic\u00e1cia terap\u00eautica e em refor\u00e7o \u00e0 seguran\u00e7a medicamentosa nos cuidados intensivos (Braga; Pinto, 2024).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em pacientes oncol\u00f3gicos cr\u00edticos, as altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas pr\u00f3prias do ambiente de terapia intensiva modificam a farmacocin\u00e9tica dos antineopl\u00e1sicos. A presen\u00e7a de disfun\u00e7\u00e3o renal, hep\u00e1tica, hipoalbuminemia e instabilidade hemodin\u00e2mica, condi\u00e7\u00f5es frequentes nesse perfil de paciente, interfere diretamente na distribui\u00e7\u00e3o, no metabolismo e na elimina\u00e7\u00e3o dos citot\u00f3xicos, aumentando a fra\u00e7\u00e3o livre dos f\u00e1rmacos e favorecendo o ac\u00famulo sist\u00eamico (Almeida et al., 2023). Como ressaltam Hazan et al. (2023), muitos agentes antineopl\u00e1sicos possuem margem terap\u00eautica estreita e elevada toxicidade intr\u00ednseca, o que torna qualquer varia\u00e7\u00e3o farmacocin\u00e9tica potencialmente associada a maior risco de mielossupress\u00e3o, hepatotoxicidade e nefrotoxicidade. Nesse cen\u00e1rio, torna-se essencial a atua\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico para revisar par\u00e2metros laboratoriais, ajustar doses e monitorar continuamente a resposta terap\u00eautica, conforme defendem Lima, Falc\u00e3o e Leite (2022), uma vez que a adequa\u00e7\u00e3o posol\u00f3gica \u00e9 determinante para evitar efeitos adversos graves. Ribeiro, Silva e Serr\u00e3o (2023) refor\u00e7am que, sobretudo em cuidados oncol\u00f3gicos avan\u00e7ados, o acompanhamento farmacoterap\u00eautico cont\u00ednuo \u00e9 indispens\u00e1vel para alinhar a exposi\u00e7\u00e3o aos f\u00e1rmacos \u00e0s condi\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas do paciente, garantindo maior seguran\u00e7a e individualiza\u00e7\u00e3o do tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Ribeiro, Silva e Serr\u00e3o (2023), em cuidados paliativos oncol\u00f3gicos, o farmac\u00eautico seleciona e organiza medicamentos, monitora efeitos adversos, promove o uso racional e orienta a equipe multiprofissional, devendo sua rela\u00e7\u00e3o com paciente e familiares ser regida pela confian\u00e7a para assegurar o cumprimento terap\u00eautico e o al\u00edvio da dor. A s\u00edntese narrativa destes autores mostra&nbsp; que o farmac\u00eautico \u00e9 de suma import\u00e2ncia na equipe, com foco em controle de sintomas e na condu\u00e7\u00e3o \u00e9tica do cuidado (Ribeiro; Silva; Serr\u00e3o, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos nacionais e internacionais indicam que a integra\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico \u00e0s rodadas multiprofissionais da UTI est\u00e1 associada a menos eventos adversos, maior ades\u00e3o a protocolos, redu\u00e7\u00e3o de tempo de interna\u00e7\u00e3o e otimiza\u00e7\u00e3o de custos (Almeida et al., 2023). Em revis\u00e3o integrativa, Almeida e colaboradores relatam ganhos na seguran\u00e7a da terap\u00eautica e na preven\u00e7\u00e3o de PRM quando o farmac\u00eautico participa ativamente das decis\u00f5es cl\u00ednicas, inclusive com ajustes de dose e preven\u00e7\u00e3o de incompatibilidades (Almeida et al., 2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do ponto de vista normativo e de boas pr\u00e1ticas, o Position Paper conjunto da SCCM\/ASHP\/ACCP (2020) atualizou padr\u00f5es para a farm\u00e1cia em terapia intensiva e recomendou o farmac\u00eautico como membro permanente da equipe da UTI, com 82 recomenda\u00e7\u00f5es cobrindo cuidado direto, seguran\u00e7a do paciente, qualidade, pesquisa e educa\u00e7\u00e3o. Entre as atribui\u00e7\u00f5es centrais, destacam-se: gest\u00e3o colaborativa da farmacoterapia, reconcilia\u00e7\u00e3o medicamentosa, farmacovigil\u00e2ncia, participa\u00e7\u00e3o em programas de seguran\u00e7a e educa\u00e7\u00e3o continuada (SCCM; ASHP; ACCP, 2020). Essas diretrizes delimitam o escopo assistencial e sustentam, por evid\u00eancia e consenso, que a atividade cl\u00ednica farmac\u00eautica \u00e9 indispens\u00e1vel ao cuidado do paciente cr\u00edtico (SCCM; ASHP; ACCP, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, a concep\u00e7\u00e3o legal-profissional da farm\u00e1cia cl\u00ednica, como pr\u00e1tica voltada ao uso racional de medicamentos e \u00e0 aten\u00e7\u00e3o direta ao paciente, aparece consolidada na literatura t\u00e9cnica e acad\u00eamica recente, alinhando-se \u00e0s pol\u00edticas de seguran\u00e7a do paciente e \u00e0 necessidade de capacita\u00e7\u00e3o cont\u00ednua (CFF, 2023). A Revista Pharmacia Brasileira enfatiza que fortalecer especialidades cl\u00ednicas, como UTI e oncologia, e qualificar profissionais por meio de educa\u00e7\u00e3o permanente \u00e9 caminho para excel\u00eancia assistencial e autoridade t\u00e9cnica do farmac\u00eautico no SUS e na rede hospitalar (CFF, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Corroborando o elo entre seguran\u00e7a medicamentosa e resultado cl\u00ednico, Lima; Falc\u00e3o e Leite (2022), em uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica sobre UTI detalha as interven\u00e7\u00f5es farmac\u00eauticas mais frequentes: ajuste de dose, tempo de infus\u00e3o, an\u00e1lise de intera\u00e7\u00f5es e incompatibilidades; tais a\u00e7\u00f5es melhoram a qualidade do cuidado, minimizam riscos e reduzem custos, beneficiando pacientes e equipe. A revis\u00e3o tamb\u00e9m resgata a evolu\u00e7\u00e3o da farm\u00e1cia cl\u00ednica e sublinha que avaliar prescri\u00e7\u00f5es antes do aviamento \u00e9 ato essencial de preven\u00e7\u00e3o de PRM.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O acompanhamento cl\u00ednico na UTI traz benef\u00edcios consistentes, oferencendo uma maior seguran\u00e7a em f\u00e1rmacos de alto risco, ades\u00e3o a protocolos e cultura colaborativa entre profissionais, mas reconhecem desafios, notadamente integra\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o com outros membros da equipe e recursos humanos, que precisam ser enfrentados na consolida\u00e7\u00e3o do modelo (Oliveira et al., 2024; Braga; Pinto, 2024).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">3.2 A COMPLEXIDADE TERAP\u00caUTICA DO PACIENTE ONCOL\u00d3GICO<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O paciente oncol\u00f3gico em ambiente hospitalar representa um dos maiores desafios da pr\u00e1tica farmac\u00eautica cl\u00ednica, devido \u00e0 <strong>elevada complexidade terap\u00eautica<\/strong>e ao risco de <strong>eventos adversos<\/strong> associados \u00e0 polifarm\u00e1cia. Segundo <strong>Hazan et al. (2023)<\/strong>, o c\u00e2ncer \u00e9 caracterizado pelo crescimento desordenado das c\u00e9lulas, com potencial invasivo e metast\u00e1tico, exigindo o uso de medicamentos de <strong>alta toxicidade<\/strong>e com efeitos adversos severos. Nessa condi\u00e7\u00e3o, a <strong>aten\u00e7\u00e3o farmac\u00eautica<\/strong> torna-se indispens\u00e1vel para <strong>mitigar os efeitos colaterais<\/strong><strong> e garantir a seguran\u00e7a do tratamento<\/strong>, visto que o uso concomitante de quimioter\u00e1picos, analg\u00e9sicos opioides, antiem\u00e9ticos e antibi\u00f3ticos de amplo espectro aumenta consideravelmente a probabilidade de intera\u00e7\u00f5es medicamentosas e toxicidades cumulativas (Hazan et al., 2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>terapia antineopl\u00e1sica<\/strong>, embora eficaz, envolve agentes citot\u00f3xicos<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a> que comprometem tanto as c\u00e9lulas tumorais quanto as saud\u00e1veis, provocando manifesta\u00e7\u00f5es adversas como <strong>mielossupress\u00e3o, n\u00e1useas, v\u00f4mitos e nefrotoxicidade<\/strong>. Para Hazan et al., (2023), o farmac\u00eautico deve atuar de forma preventiva, ajustando doses e monitorando os par\u00e2metros laboratoriais a fim de <strong>equilibrar efic\u00e1cia e seguran\u00e7a<\/strong>, j\u00e1 que as margens terap\u00eauticas desses medicamentos s\u00e3o estreitas. Assim, o profissional farmac\u00eautico contribui na <strong>individualiza\u00e7\u00e3o da terapia<\/strong>, assegurando que o regime prescrito seja compat\u00edvel com as condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e fisiol\u00f3gicas do paciente oncol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m das complica\u00e7\u00f5es inerentes ao tratamento, o paciente oncol\u00f3gico cr\u00edtico costuma apresentar <strong>comorbidades<\/strong> cardiopatias, insufici\u00eancia renal, diabetes, infec\u00e7\u00f5es oportunistas, o que amplia a complexidade do manejo medicamentoso. De acordo com <strong>Ribeiro, Silva e Serr\u00e3o (2023)<\/strong>, os cuidados paliativos oncol\u00f3gicos exigem um olhar cl\u00ednico cont\u00ednuo e humanizado, no qual o farmac\u00eautico desempenha fun\u00e7\u00f5es que v\u00e3o desde a <strong>sele\u00e7\u00e3o e monitoramento dos f\u00e1rmacos<\/strong>at\u00e9 a<strong> educa\u00e7\u00e3o do paciente e de seus familiares<\/strong> sobre os riscos e benef\u00edcios do tratamento. Essa atua\u00e7\u00e3o permite ajustar o tratamento \u00e0s condi\u00e7\u00f5es evolutivas da doen\u00e7a, reduzir a carga de medicamentos desnecess\u00e1rios e melhorar a qualidade de vida (Ribeiro; Silva; Serr\u00e3o, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ambiente da UTI oncol\u00f3gica acrescenta diversas vari\u00e1veis cr\u00edticas \u00e0 gest\u00e3o farmacoterap\u00eautica, como instabilidade hemodin\u00e2mica, que pode alterar o volume de distribui\u00e7\u00e3o de f\u00e1rmacos hidrossol\u00faveis, necessidade de nutri\u00e7\u00e3o parenteral, que exige avalia\u00e7\u00e3o de compatibilidade com antimicrobianos e eletr\u00f3litos, ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, frequentemente associada ao uso de sedativos e bloqueadores neuromusculares, e administra\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de drogas vasoativas, que modifica o fluxo sangu\u00edneo renal e hep\u00e1tico e interfere no clearance medicamentoso. Conforme descrevem Braga e Pinto (2024), a atua\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico na UTI \u00e9 decisiva para identificar incompatibilidades entre medicamentos intravenosos, como a precipita\u00e7\u00e3o entre solu\u00e7\u00f5es eletrol\u00edticas e antimicrobianos, avaliar a adequa\u00e7\u00e3o de dilui\u00e7\u00f5es e tempos de infus\u00e3o, especialmente para f\u00e1rmacos de alta vigil\u00e2ncia, e orientar a equipe multiprofissional sobre pr\u00e1ticas seguras de manipula\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o. Os autores enfatizam que o farmac\u00eautico deve participar das discuss\u00f5es cl\u00ednicas di\u00e1rias, contribuindo com par\u00e2metros laboratoriais, avalia\u00e7\u00e3o de risco e an\u00e1lise t\u00e9cnica das prescri\u00e7\u00f5es, garantindo o uso racional de medicamentos em um contexto de elevada complexidade terap\u00eautica (Braga; Pinto, 2024).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em pacientes submetidos \u00e0 quimioterapia intensiva, h\u00e1 ainda o risco de <strong>comprometimento hep\u00e1tico e renal<\/strong>, que interfere na farmacocin\u00e9tica dos medicamentos. Almeida et al. (2023) demonstram que a aus\u00eancia de acompanhamento farmacoterap\u00eautico adequado favorece a acumula\u00e7\u00e3o t\u00f3xica de metab\u00f3litos e compromete a efic\u00e1cia terap\u00eautica, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia da atua\u00e7\u00e3o cont\u00ednua do farmac\u00eautico cl\u00ednico na revis\u00e3o das prescri\u00e7\u00f5es e no monitoramento de rea\u00e7\u00f5es adversas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do controle t\u00e9cnico dos medicamentos, autores como Ribeiro, Silva e Serr\u00e3o (2023) destacam que, em pacientes oncol\u00f3gicos cr\u00edticos, a atua\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico deve articular rigor cient\u00edfico, conduta \u00e9tica e comunica\u00e7\u00e3o qualificada, de modo a integrar o cuidado \u00e0s necessidades reais do paciente. Dessa forma, o profissional incorpora pr\u00e1ticas baseadas em evid\u00eancias, estabelece crit\u00e9rios claros para a sele\u00e7\u00e3o e o uso de medicamentos e mant\u00e9m di\u00e1logo estruturado com a equipe multiprofissional, favorecendo a ades\u00e3o e a compreens\u00e3o das condutas terap\u00eauticas propostas. Esse alinhamento t\u00e9cnico aprimora a seguran\u00e7a medicamentosa, reduz a resist\u00eancia \u00e0s interven\u00e7\u00f5es e fortalece a tomada de decis\u00e3o cl\u00ednica no contexto dos cuidados paliativos oncol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, <strong>Hazan et al. (2023)<\/strong><strong> e Ribeiro, Silva e Serr\u00e3o (2023)<\/strong> convergem<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a> ao apontar que a <strong>atua\u00e7\u00e3o cl\u00ednica do farmac\u00eautico em oncologia<\/strong> n\u00e3o se restringe ao manejo t\u00e9cnico das drogas, mas se estende \u00e0 <strong>educa\u00e7\u00e3o terap\u00eautica<\/strong><strong>, \u00e0 preven\u00e7\u00e3o de intera\u00e7\u00f5es, \u00e0 ades\u00e3o ao tratamento e \u00e0 humaniza\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia<\/strong>. O farmac\u00eautico, ao acompanhar o paciente oncol\u00f3gico de forma cont\u00ednua, contribui para a redu\u00e7\u00e3o de interna\u00e7\u00f5es prolongadas, evita o uso de medicamentos desnecess\u00e1rios e participa ativamente das decis\u00f5es cl\u00ednicas, tornando-se pe\u00e7a-chave na seguran\u00e7a medicamentosa e no \u00eaxito terap\u00eautico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">3.3 O PAPEL DO FARMAC\u00caUTICO CL\u00cdNICO NA UTI<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A atua\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) consolidou-se como um pilar essencial da seguran\u00e7a medicamentosa e da assist\u00eancia multiprofissional em sa\u00fade. A complexidade terap\u00eautica, a gravidade dos pacientes e o uso simult\u00e2neo de medicamentos de alto risco tornam indispens\u00e1vel a presen\u00e7a de um profissional especializado na avalia\u00e7\u00e3o farmacoterap\u00eautica e no acompanhamento cont\u00ednuo da resposta cl\u00ednica dos pacientes (Almeida et al., 2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo <strong>Braga e Pinto (2024)<\/strong>, o farmac\u00eautico cl\u00ednico na UTI assume fun\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas que ultrapassam a mera dispensa\u00e7\u00e3o de medicamentos, abrangendo a <strong>an\u00e1lise detalhada de prescri\u00e7\u00f5es<\/strong>, a<strong> preven\u00e7\u00e3o de intera\u00e7\u00f5es medicamentosas e a revis\u00e3o da compatibilidade entre f\u00e1rmacos intravenosos<\/strong>. Esses autores destacam que a integra\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico nas rodadas cl\u00ednicas di\u00e1rias favorece decis\u00f5es terap\u00eauticas mais seguras e promove o uso racional dos medicamentos, especialmente em pacientes cr\u00edticos submetidos \u00e0 polifarm\u00e1cia (Braga; Pinto, 2024).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Oliveira et al. (2024)<\/strong>, verificou que o acompanhamento cl\u00ednico conduzido pelo farmac\u00eautico na UTI potencializa a seguran\u00e7a e a efic\u00e1cia dos tratamentos. A presen\u00e7a ativa do farmac\u00eautico reduz a ocorr\u00eancia de erros de medica\u00e7\u00e3o, melhora a ades\u00e3o a protocolos terap\u00eauticos e refor\u00e7a o v\u00ednculo entre os profissionais de sa\u00fade, fortalecendo a cultura de trabalho colaborativo. O autor tamb\u00e9m ressalta o papel do farmac\u00eautico na <strong>gest\u00e3o de medicamentos de alto risco<\/strong>, na<strong> orienta\u00e7\u00e3o da equipe de enfermagem e medicina e na educa\u00e7\u00e3o continuada em pr\u00e1ticas seguras<\/strong> (Oliveira et al., 2024).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas constata\u00e7\u00f5es s\u00e3o corroboradas por Almeida et al. (2023), que ressaltam a contribui\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico para a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade hospitalar e para o encurtamento do tempo de interna\u00e7\u00e3o de pacientes cr\u00edticos. O estudo mostra que, ao realizar interven\u00e7\u00f5es farmac\u00eauticas como ajustes de dose, identifica\u00e7\u00e3o de duplicidades terap\u00eauticas e revis\u00e3o das vias de administra\u00e7\u00e3o, o profissional assegura maior ades\u00e3o \u00e0s terapias e evita complica\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 farmacoterapia (Almeida et al., 2023). Quando comparados a diretrizes e evid\u00eancias internacionais, como as recomenda\u00e7\u00f5es do Position Paper da SCCM\/ASHP\/ACCP (2020), observa-se converg\u00eancia no reconhecimento do farmac\u00eautico cl\u00ednico como agente central na seguran\u00e7a medicamentosa e na tomada de decis\u00e3o em cuidados intensivos. Entretanto, enquanto estudos nacionais, como os de Almeida et al. (2023), Braga e Pinto (2024) e Oliveira et al. (2024), apontam resultados favor\u00e1veis, mas igualmente exp\u00f5em limita\u00e7\u00f5es estruturais, como limita\u00e7\u00f5es de recursos humanos e baixa institucionaliza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica cl\u00ednica no Brasil. J\u00e1 o cen\u00e1rio internacional apresenta modelos mais consolidados de integra\u00e7\u00e3o multiprofissional, com padroniza\u00e7\u00e3o de indicadores, protocolos robustos e maior autonomia t\u00e9cnica ao farmac\u00eautico. Essa compara\u00e7\u00e3o refor\u00e7a que, embora os resultados cl\u00ednicos sejam semelhantes, o contexto brasileiro ainda demanda avan\u00e7os organizacionais e estruturais para alcan\u00e7ar o n\u00edvel de maturidade observado em servi\u00e7os internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>Conselho Federal de Farm\u00e1cia (CFF, 2023)<\/strong>refor\u00e7a que a pr\u00e1tica cl\u00ednica farmac\u00eautica deve ser entendida como parte integrante das a\u00e7\u00f5es de cuidado em sa\u00fade, atuando no monitoramento cont\u00ednuo do tratamento e na promo\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a do paciente. Para o \u00f3rg\u00e3o, o farmac\u00eautico cl\u00ednico \u00e9 um agente ativo na <strong>preven\u00e7\u00e3o de eventos adversos<\/strong>e na<strong> educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade<\/strong>, sendo fundamental que o profissional mantenha constante atualiza\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e cient\u00edfica para acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o das terapias e tecnologias aplicadas nas UTIs (CFF, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lima, Falc\u00e3o e Leite (2022)<\/strong> identificaram que as principais interven\u00e7\u00f5es realizadas em UTIs incluem o <strong>ajuste de doses<\/strong>, a <strong>verifica\u00e7\u00e3o de tempo de infus\u00e3o<\/strong>, o<strong> controle de intera\u00e7\u00f5es e a avalia\u00e7\u00e3o de incompatibilidades f\u00edsico-qu\u00edmicas<\/strong>. Esses autores concluem que essas pr\u00e1ticas garantem uma administra\u00e7\u00e3o segura e racional dos medicamentos e reduzem consideravelmente os custos hospitalares (Lima; falc\u00e3o; Leite, 2022).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De forma convergente, os estudos de Braga e Pinto (2024), Oliveira et al. (2024) e Almeida et al. (2023) refor\u00e7am que a inser\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico na UTI potencializa a seguran\u00e7a medicamentosa e a qualidade assistencial. Sua atua\u00e7\u00e3o, ao articular ci\u00eancia, gest\u00e3o e cuidado, promove uma pr\u00e1tica interdisciplinar orientada pela \u00e9tica e pela humaniza\u00e7\u00e3o, consolidando-se como componente estrat\u00e9gico da equipe multiprofissional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">3.4 O FARMAC\u00caUTICO CL\u00cdNICO E OS CUIDADOS PALIATIVOS ONCOL\u00d3GICOS<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A atua\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico nos cuidados paliativos oncol\u00f3gicos configura-se como uma extens\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o farmac\u00eautica, voltada para o controle da doen\u00e7a, e para a <strong>melhoria da qualidade de vida do paciente<\/strong> em tratamento avan\u00e7ado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo <strong>Ribeiro, Silva e Serr\u00e3o (2023)<\/strong>, os cuidados paliativos representam uma abordagem que visa aliviar o sofrimento, por meio do controle rigoroso da dor e de outros sintomas, integrando aspectos f\u00edsicos, emocionais e espirituais do paciente. Nesse contexto, o farmac\u00eautico cl\u00ednico exerce fun\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel ao <strong>selecionar e organizar os medicamentos<\/strong><strong>, monitorar efeitos adversos e orientar tanto a equipe multiprofissional quanto os familiares<\/strong> quanto ao uso racional dos f\u00e1rmacos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mesmo estudo destaca que a atua\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico deve estar <strong>baseada em uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a<\/strong>com o paciente e sua fam\u00edlia, pois essa proximidade favorece a ades\u00e3o ao tratamento e a comunica\u00e7\u00e3o entre os membros da equipe de sa\u00fade. Essa dimens\u00e3o relacional \u00e9 essencial, sobretudo nas fases terminais do c\u00e2ncer, em que a carga emocional e a vulnerabilidade f\u00edsica exigem abordagens terap\u00eauticas seguras, individualizadas e emp\u00e1ticas (Ribeiro; Silva; Serr\u00e3o, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na mesma linha de compreens\u00e3o, <strong>Hazan et al. (2023)<\/strong> enfatizam que o cuidado farmac\u00eautico em oncologia vai al\u00e9m do controle t\u00e9cnico da farmacoterapia: ele envolve <strong>educa\u00e7\u00e3o terap\u00eautica, monitoramento de rea\u00e7\u00f5es adversas e comunica\u00e7\u00e3o emp\u00e1tica<\/strong>. O farmac\u00eautico \u00e9 o profissional mais pr\u00f3ximo do ciclo do medicamento, respons\u00e1vel por assegurar que o regime terap\u00eautico adotado seja compat\u00edvel com o estado cl\u00ednico e psicol\u00f3gico do paciente. A presen\u00e7a ativa do farmac\u00eautico nos cuidados paliativos oncol\u00f3gicos contribui para a redu\u00e7\u00e3o de erros de medica\u00e7\u00e3o e melhora a ades\u00e3o aos protocolos cl\u00ednicos, resultando em maior conforto e bem-estar (Hazan et al., 2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme Almeida et al., (2023), no contexto hospitalar, o farmac\u00eautico cl\u00ednico tamb\u00e9m atua no <strong>ajuste de doses de analg\u00e9sicos, ansiol\u00edticos e antiem\u00e9ticos<\/strong>, visando minimizar os efeitos colaterais e aumentar o controle da dor. O profissional tamb\u00e9m participa da <strong>avalia\u00e7\u00e3o da farmacocin\u00e9tica<\/strong> em pacientes debilitados, cuja fun\u00e7\u00e3o renal e hep\u00e1tica frequentemente se encontra comprometida, ajustando a posologia para evitar toxicidades cumulativas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos cuidados paliativos, o farmac\u00eautico atua ainda de forma educativa dentro da equipe multiprofissional, atuando na <strong>capacita\u00e7\u00e3o dos profissionais de enfermagem e medicina<\/strong> quanto \u00e0 dilui\u00e7\u00e3o correta, compatibilidade e estabilidade dos f\u00e1rmacos utilizados. <strong>Ribeiro, Silva e Serr\u00e3o (2023)<\/strong> ressaltam que esse compartilhamento de conhecimento fortalece o trabalho coletivo e favorece a ades\u00e3o \u00e0s pr\u00e1ticas seguras e \u00e9ticas de administra\u00e7\u00e3o de medicamentos, al\u00e9m de prevenir o uso inadequado e desnecess\u00e1rio de f\u00e1rmacos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, a atua\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico nos cuidados paliativos oncol\u00f3gicos sintetiza a converg\u00eancia entre as demandas da terapia intensiva, a complexidade terap\u00eautica da oncologia e os princ\u00edpios da seguran\u00e7a medicamentosa. Ao manejar regimes farmacol\u00f3gicos de alta toxicidade, monitorar altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas pr\u00f3prias do paciente cr\u00edtico e ajustar continuamente a terap\u00eautica conforme as condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, o farmac\u00eautico conecta a racionalidade t\u00e9cnica exigida na UTI com a individualiza\u00e7\u00e3o do cuidado necess\u00e1ria no contexto oncol\u00f3gico avan\u00e7ado. Como apontam Hazan et al. (2023) e Ribeiro, Silva e Serr\u00e3o (2023), esse acompanhamento cont\u00ednuo contribui tanto para o controle rigoroso dos medicamentos quanto para a condu\u00e7\u00e3o \u00e9tica e qualificada do processo assistencial. Nesse sentido, a inser\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico humaniza o cuidado, e fortalece a seguran\u00e7a medicamentosa, ampliando a efetividade terap\u00eautica e a qualidade da assist\u00eancia em cen\u00e1rios de elevada complexidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dessa forma, o farmac\u00eautico cl\u00ednico, ao integrar o cuidado paliativo oncol\u00f3gico, consolida-se como mediador entre a tecnologia farmac\u00eautica e o cuidado \u00e9tico e compassivo. Sua atua\u00e7\u00e3o contribui para o uso racional de medicamentos, a preven\u00e7\u00e3o de eventos adversos e a promo\u00e7\u00e3o do conforto e da qualidade de vida, princ\u00edpios fundamentais da assist\u00eancia em sa\u00fade humanizada (Ribeiro; Silva; Serr\u00e3o, 2023; Hazan et al., 2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">3.5 DIRETRIZES CONTEMPOR\u00c2NEAS E DESAFIOS<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A consolida\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica cl\u00ednica farmac\u00eautica no Brasil e no mundo \u00e9 resultado de um movimento hist\u00f3rico de reestrutura\u00e7\u00e3o do papel do farmac\u00eautico no sistema de sa\u00fade. Desde a d\u00e9cada de 1940, conforme registrado no <em>Position Paper on Critical Care Pharmacy Services<\/em> da <strong>Society of Critical Care Medicine (SCCM)<\/strong><a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\"><strong>[3]<\/strong><\/a>e da<strong> American Society of Health-System Pharmacists (ASHP)<\/strong>, os farmac\u00eauticos hospitalares v\u00eam expandindo suas atribui\u00e7\u00f5es para al\u00e9m da dispensa\u00e7\u00e3o, assumindo fun\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas voltadas \u00e0 seguran\u00e7a, \u00e0 otimiza\u00e7\u00e3o terap\u00eautica e \u00e0 integra\u00e7\u00e3o multiprofissional (SCCM; ASHP; ACCP, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas diretrizes internacionais, atualizadas em 2020, estabeleceram <strong>82 recomenda\u00e7\u00f5es<\/strong> que organizam a pr\u00e1tica cl\u00ednica em cinco dom\u00ednios principais: <strong>cuidado direto ao paciente, melhoria da qualidade, pesquisa e produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, treinamento e educa\u00e7\u00e3o, e desenvolvimento profissional<\/strong>. O documento reconhece o farmac\u00eautico cl\u00ednico como <strong>membro essencial das equipes de terapia intensiva<\/strong>, respons\u00e1vel pela reconcilia\u00e7\u00e3o medicamentosa, farmacovigil\u00e2ncia e educa\u00e7\u00e3o permanente de outros profissionais. Ao propor padr\u00f5es universais de atua\u00e7\u00e3o, o <em>Position Paper<\/em> mostra a necessidade de que as institui\u00e7\u00f5es hospitalares adotem estruturas de suporte, indicadores de desempenho e programas de capacita\u00e7\u00e3o cont\u00ednua voltados \u00e0 pr\u00e1tica cl\u00ednica (SCCM; ASHP; ACCP, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No cen\u00e1rio brasileiro, o <strong>Conselho Federal de Farm\u00e1cia (CFF, 2023)<\/strong>tem atualizado suas pol\u00edticas profissionais para fortalecer a <strong>farm\u00e1cia cl\u00ednica como campo cient\u00edfico aut\u00f4nomo<\/strong>, integrando-a \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade e seguran\u00e7a do paciente. A publica\u00e7\u00e3o <em>Pharmacia Brasileira n\u00ba 98<\/em><a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\"><em><strong>[4]<\/strong><\/em><\/a> destaca que o fortalecimento da profiss\u00e3o depende da cria\u00e7\u00e3o de <strong>especialidades cl\u00ednicas reconhecidas<\/strong>, como farm\u00e1cia hospitalar e farmacoterapia intensiva, al\u00e9m de <strong>educa\u00e7\u00e3o permanente<\/strong><strong> e forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica orientada para resultados em sa\u00fade<\/strong>. O CFF enfatiza que o farmac\u00eautico deve participar das decis\u00f5es cl\u00ednicas e gerenciais, contribuindo para a consolida\u00e7\u00e3o de uma cultura de seguran\u00e7a medicamentosa e de humaniza\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia (CFF, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Braga e Pinto (2024)<\/strong> complementam essa perspectiva ao apontar que a pr\u00e1tica cl\u00ednica ainda enfrenta desafios institucionais, como a <strong>subvaloriza\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico nas equipes de UTI<\/strong>, a <strong>escassez de profissionais habilitados<\/strong>e a<strong> falta de integra\u00e7\u00e3o nos processos decis\u00f3rios<\/strong>. Segundo os autores, a supera\u00e7\u00e3o dessas barreiras requer o reconhecimento do farmac\u00eautico como profissional cl\u00ednico de fato, com autonomia t\u00e9cnica e voz ativa nas decis\u00f5es terap\u00eauticas. Essa mudan\u00e7a cultural implica n\u00e3o apenas ajustes legais, mas tamb\u00e9m transforma\u00e7\u00f5es organizacionais que permitam o compartilhamento de responsabilidades entre m\u00e9dicos, enfermeiros e farmac\u00eauticos (Braga; Pinto, 2024).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em perspectiva semelhante, <strong>Oliveira et al. (2024)<\/strong> observam que a pr\u00e1tica farmac\u00eautica cl\u00ednica nas UTIs brasileiras avan\u00e7a de forma heterog\u00eanea, dependendo das condi\u00e7\u00f5es estruturais de cada institui\u00e7\u00e3o. Onde h\u00e1 suporte institucional e integra\u00e7\u00e3o multiprofissional, o farmac\u00eautico contribui diretamente para a <strong>redu\u00e7\u00e3o de erros de prescri\u00e7\u00e3o<\/strong>, a <strong>ades\u00e3o a protocolos cl\u00ednicos<\/strong>e a<strong> diminui\u00e7\u00e3o de custos hospitalares<\/strong>. Entretanto, em contextos de escassez de recursos humanos ou resist\u00eancia cultural, sua atua\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 restrita e subaproveitada (Oliveira et al., 2024).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo de <strong>Almeida et al. (2023)<\/strong> refor\u00e7a a import\u00e2ncia da <strong>capacita\u00e7\u00e3o continuada e da padroniza\u00e7\u00e3o de protocolos<\/strong>como ferramentas essenciais para a amplia\u00e7\u00e3o da farm\u00e1cia cl\u00ednica hospitalar. Para os autores, o farmac\u00eautico deve ser incorporado \u00e0s comiss\u00f5es internas de seguran\u00e7a do paciente e participar ativamente de auditorias cl\u00ednicas, pesquisas de desfechos e programas de qualidade hospitalar, consolidando sua presen\u00e7a como profissional indispens\u00e1vel \u00e0 assist\u00eancia (Almeida et al., 2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, no cen\u00e1rio atual, Braga; Pinto (2024)&nbsp; apontam desafios contempor\u00e2neos, como a necessidade de <strong>melhor integra\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica<\/strong> para registro eletr\u00f4nico das interven\u00e7\u00f5es farmac\u00eauticas, <strong>limita\u00e7\u00f5es na comunica\u00e7\u00e3o entre equipes<\/strong><strong> e baixa produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nacional<\/strong> voltada \u00e0 mensura\u00e7\u00e3o de resultados em sa\u00fade. Essas lacunas comprometem a consolida\u00e7\u00e3o de um modelo sustent\u00e1vel de farm\u00e1cia cl\u00ednica no pa\u00eds, sobretudo em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas com limita\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar desses desafios, o avan\u00e7o da farm\u00e1cia cl\u00ednica \u00e9 um movimento irrevers\u00edvel e alinhado \u00e0s pol\u00edticas globais de seguran\u00e7a do paciente. As diretrizes atuais reafirmam que o farmac\u00eautico cl\u00ednico \u00e9 <strong>agente de transforma\u00e7\u00e3o dentro das institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade<\/strong>, atuando na fronteira entre a ci\u00eancia farmacol\u00f3gica e o cuidado humanizado. Sua contribui\u00e7\u00e3o vai desde a racionaliza\u00e7\u00e3o de custos e preven\u00e7\u00e3o de eventos adversos at\u00e9 a promo\u00e7\u00e3o de uma cultura interdisciplinar centrada no paciente, que traduz os princ\u00edpios \u00e9ticos e cient\u00edficos da pr\u00e1tica farmac\u00eautica contempor\u00e2nea (SCCM; ASHP; ACCP, 2020; CFF, 2023; OLIVEIRA et al., 2024).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>4 CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conclui-se que a atua\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico representa um componente estrat\u00e9gico e indispens\u00e1vel para a seguran\u00e7a medicamentosa de pacientes oncol\u00f3gicos internados em unidades de terapia intensiva, sobretudo em raz\u00e3o da elevada complexidade terap\u00eautica, da instabilidade fisiol\u00f3gica e do uso concomitante de medicamentos de alta vigil\u00e2ncia que caracterizam esse cen\u00e1rio assistencial. A an\u00e1lise da literatura demonstrou que a inser\u00e7\u00e3o qualificada desse profissional na equipe multiprofissional favorece a identifica\u00e7\u00e3o precoce de problemas relacionados a medicamentos, o ajuste individualizado de doses, a preven\u00e7\u00e3o de intera\u00e7\u00f5es e incompatibilidades, o monitoramento de rea\u00e7\u00f5es adversas e a racionaliza\u00e7\u00e3o da farmacoterapia, com repercuss\u00f5es positivas sobre a qualidade da assist\u00eancia, a seguran\u00e7a do paciente e os desfechos cl\u00ednicos. Evidenciou-se, ainda, que a contribui\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico ultrapassa a dimens\u00e3o estritamente t\u00e9cnica, alcan\u00e7ando tamb\u00e9m a educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade, o fortalecimento das decis\u00f5es cl\u00ednicas compartilhadas, a humaniza\u00e7\u00e3o do cuidado e a condu\u00e7\u00e3o \u00e9tica da terap\u00eautica, inclusive nos contextos de cuidados paliativos oncol\u00f3gicos. Desse modo, o estudo refor\u00e7a que o fortalecimento institucional da farm\u00e1cia cl\u00ednica hospitalar, especialmente nas UTIs oncol\u00f3gicas, constitui medida relevante para a consolida\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas interdisciplinares mais seguras, resolutivas e centradas nas necessidades do paciente cr\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ALMEIDA, M. L.; ALMEIDA, M. L.; CABRAL, A. A. S.; SOUZA, L. V. de S. C.; DA SILVA NETO, M. R.; DE SOUSA, F. L.; DE ARA\u00daJO, F. S.; ANGELIM, J. C. IMPORT\u00c2NCIA DO FARMAC\u00caUTICO CL\u00cdNICO NA UTI E SUA PARTICIPA\u00c7\u00c3O NA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR.&nbsp;<strong>Revista Contempor\u00e2nea<\/strong>,&nbsp;[S. l.], v. 3, n. 8, p. 12256\u201312267, 2023. DOI: 10.56083\/RCV3N8-130. Dispon\u00edvel em: https:\/\/ojs.revistacontemporanea.com\/ojs\/index.php\/home\/article\/view\/1221. Acesso em: 2 set. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BARDIN, L. An\u00e1lise de conte\u00fado. 4. ed. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es 70, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BOTELHO, L. L. R.; CUNHA, C. C. A.; MACEDO, M. O m\u00e9todo da revis\u00e3o integrativa nos estudos organizacionais. <strong>Revista Gest\u00e3o e Sociedade<\/strong>, v. 13, n. 1, p. 121\u2013136, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRAGA, D. do N.; PINTO, T. S. O papel do farmac\u00eautico cl\u00ednico na unidade de terapia intensiva: uma revis\u00e3o integrativa da literatura.&nbsp;<strong>COGNITIONIS Scientific Journal<\/strong>,&nbsp;[S. l.], v. 7, n. 2, p. e531, 2024. DOI: 10.38087\/2595.8801.531. Dispon\u00edvel em: https:\/\/revista.cognitioniss.org\/index.php\/cogn\/article\/view\/531. Acesso em: 2 set. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CFF \u2013 <strong>Conselho Federal de Farm\u00e1cia.<\/strong> Pharm\u00e1cia Brasileira, n. 98, Bras\u00edlia, DF, 2023. Edi\u00e7\u00e3o tem\u00e1tica: Farm\u00e1cia Cl\u00ednica: avan\u00e7os e desafios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CONSELHO FEDERAL DE FARM\u00c1CIA (CFF). <strong>Pharmacia Brasileira<\/strong>, n. 98, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FERNANDES , M. C. P. .; MATTOS , L. F. V. .; BARBOSA , M. F. . Concilia\u00e7\u00e3o Medicamentosa em Cuidados Paliativos Oncol\u00f3gicos.&nbsp;<strong>Revista Brasileira de Cancerologia<\/strong>,&nbsp;[S. l.], v. 67, n. 4, p. e\u2013031360, 2021. DOI: 10.32635\/2176-9745.RBC.2021v67n4.1360. Dispon\u00edvel em: https:\/\/rbc.inca.gov.br\/index.php\/revista\/article\/view\/1360. Acesso em: 2 set. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GIL, A. C. M\u00e9todos e t\u00e9cnicas de pesquisa social. 7. ed. S\u00e3o Paulo: Atlas, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">INCA \u2013 <strong>Instituto Nacional de C\u00e2ncer.<\/strong> Estimativa 2023: incid\u00eancia de c\u00e2ncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">INSTITUTE OF MEDICINE. <em>To Err is Human: Building a Safer Health System<\/em>. Washington, DC: National Academy Press, 1999.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">HAZAN, A. dos S.; DE OLIVEIRA, B. S.; PEREIRA, J. H. de L.; CARVALHO, A. B. A IMPORT\u00c2NCIA DA ATEN\u00c7\u00c3O FARMAC\u00caUTICA EM PACIENTES ONCOL\u00d3GICOS: UMA REVIS\u00c3O INTEGRATIVA.&nbsp;<strong>Revista Foco<\/strong>,&nbsp;[S. l.], v. 16, n. 11, p. e3667, 2023. DOI: 10.54751\/revistafoco.v16n11-149. Dispon\u00edvel em: https:\/\/ojs.focopublicacoes.com.br\/foco\/article\/view\/3667. Acesso em: 2 set. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LIMA, Matheus; FALC\u00c3O, M\u00e1rcio; LEITE, Nayara. A IMPORT\u00c2NCIA DA ATUA\u00c7\u00c3O DO FARMAC\u00caUTICO CL\u00cdNICO NAS UNIDADES DE TRATAMENTO INTENSIVO.&nbsp;<strong>Revista Eletr\u00f4nica da Est\u00e1cio Recife<\/strong>,&nbsp;[S. l.], v. 7, n. 2, 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/reer.emnuvens.com.br\/reer\/article\/view\/599. Acesso em: 18 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LIMA, M. F.; FALC\u00c3O, C. B.; LEITE, J. C. A import\u00e2ncia da atua\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico nas unidades de tratamento intensivo. <strong>Revista Foco<\/strong>, v. 7, n. 2, p. 142\u2013158, 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em sa\u00fade. 16. ed. S\u00e3o Paulo: Hucitec, 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MELO, R. M.; LIMA, V. M. de; MATTOS, L. F. V.; DA COSTA DE OLIVEIRA, L.; BRASILEIRO, L. do A. Revis\u00e3o da Farmacoterapia em Pacientes Oncol\u00f3gicos sob Cuidados Paliativos: o Farmac\u00eautico na Garantia do Uso Racional e Seguro de Medicamentos para o Controle de Sintomas.&nbsp;<strong>Revista Brasileira de Cancerologia<\/strong>,&nbsp;[S. l.], v. 70, n. 3, p. e\u2013064695, 2024. DOI: 10.32635\/2176-9745.RBC.2024v70n3.4695. Dispon\u00edvel em: https:\/\/rbc.inca.gov.br\/index.php\/revista\/article\/view\/4695. Acesso em: 2 set. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">OLIVEIRA, A. A. et al. A import\u00e2ncia do farmac\u00eautico no acompanhamento cl\u00ednico de pacientes na unidade de terapia intensiva. <strong>Revista Interdisciplinar em Sa\u00fade<\/strong>, v. 11, p. 1018-1029, 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;DOI: 10.35621\/23587490.v11.n1.p1018-1029<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PNPS \u2013 <strong>Pol\u00edtica Nacional de Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade.<\/strong> <em>Portaria n.\u00ba 2.446, de 11 de novembro de 2014.<\/em> Bras\u00edlia: Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RIBEIRO, C. J. M.; SILVA, I. P.; SERR\u00c3O, C. K. R. A import\u00e2ncia do farmac\u00eautico nos cuidados paliativos em pacientes oncol\u00f3gicos terminais. <strong>Revista Foco<\/strong>, v. 16, n. 11, e3653, p. 1-12, 2023. DOI: 10.54751\/revistafoco.v16n11-129<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SOCIETY OF CRITICAL CARE MEDICINE; AMERICAN SOCIETY OF HEALTH-SYSTEM PHARMACISTS; AMERICAN COLLEGE OF CLINICAL PHARMACY. Position Paper on Critical Care Pharmacy Services (Executive Summary): 2020 Update. <strong>American Journal of Health-System Pharmacy<\/strong>, v. 77, n. 19, p. 1619-1624, 2020. DOI 10.1093\/ajhp\/zxaa217<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SOUZA, M. T.; SILVA, M. D.; CARVALHO, R. Revis\u00e3o integrativa: o que \u00e9 e como fazer. <strong>Einstein (S\u00e3o Paulo)<\/strong>, v. 17, n. 1, eED0600, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SCCM; ASHP; ACCP. Position Paper on Critical Care Pharmacy Services. American Journal of Health-System Pharmacy, v. 77, n. 19, p. 1619\u20131624, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">WHO \u2013 World Health Organization. Medication Without Harm: Global Patient Safety Challenge. Geneva: WHO, 2023.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Hazan et al. (2023) explicam que os <strong>agentes citot\u00f3xicos<\/strong> s\u00e3o subst\u00e2ncias qu\u00edmicas utilizadas na quimioterapia com a finalidade de destruir c\u00e9lulas neopl\u00e1sicas por meio da inibi\u00e7\u00e3o de seu ciclo de divis\u00e3o. Contudo, devido \u00e0 aus\u00eancia de seletividade absoluta, esses f\u00e1rmacos tamb\u00e9m afetam c\u00e9lulas normais de r\u00e1pida prolifera\u00e7\u00e3o, como as da medula \u00f3ssea, mucosa gastrointestinal e fol\u00edculos pilosos, o que explica os efeitos adversos sist\u00eamicos observados durante o tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> De acordo com Hazan et al. (2023), a aten\u00e7\u00e3o farmac\u00eautica oncol\u00f3gica compreende atividades como an\u00e1lise cr\u00edtica de prescri\u00e7\u00f5es, identifica\u00e7\u00e3o de intera\u00e7\u00f5es medicamentosas, avalia\u00e7\u00e3o da farmacoterapia e apoio educacional a pacientes e equipes multiprofissionais. Essa atua\u00e7\u00e3o favorece a seguran\u00e7a, a ades\u00e3o e a qualidade de vida durante o tratamento antineopl\u00e1sico. Ribeiro, Silva e Serr\u00e3o (2023) complementam que a humaniza\u00e7\u00e3o e a comunica\u00e7\u00e3o emp\u00e1tica fortalecem o v\u00ednculo terap\u00eautico, tornando o farmac\u00eautico agente ativo na experi\u00eancia de cuidado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> O <em>Position Paper on Critical Care Pharmacy Services<\/em> (SCCM; ASHP; ACCP, 2020) \u00e9 um documento de consenso internacional que re\u00fane <strong>82 recomenda\u00e7\u00f5es sobre a atua\u00e7\u00e3o do farmac\u00eautico cl\u00ednico em Unidades de Terapia Intensiva<\/strong>. Elaborado pelas principais entidades mundiais da \u00e1rea, <em>Society of Critical Care Medicine<\/em>, <em>American Society of Health-System Pharmacists<\/em> e <em>American College of Clinical Pharmacy<\/em>, o documento reconhece o farmac\u00eautico como <strong>membro essencial da equipe multiprofissional<\/strong>, respons\u00e1vel pela <strong>seguran\u00e7a medicamentosa, otimiza\u00e7\u00e3o terap\u00eautica e educa\u00e7\u00e3o continuada da equipe de sa\u00fade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> <em>Pharm\u00e1cia Brasileira<\/em> \u00e9 uma revista institucional do <strong>Conselho Federal de Farm\u00e1cia (CFF)<\/strong>, voltada \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e profissional. A edi\u00e7\u00e3o n\u00ba 98 (2023), intitulada <em>\u201cFarm\u00e1cia Cl\u00ednica: avan\u00e7os e desafios\u201d<\/em>, aborda o fortalecimento das especialidades cl\u00ednicas e o papel estrat\u00e9gico do farmac\u00eautico na seguran\u00e7a e humaniza\u00e7\u00e3o do cuidado em sa\u00fade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CLINICAL PHARMACIST\u2019S ROLE IN MEDICATION SAFETY FOR ONCOLOGICAL PATIENTS IN THE INTENSIVE CARE UNIT Artigo submetido em 19 de maio&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1472,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"https:\/\/cognitiojuris.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cognitio_juris_n25.jpg","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[11],"class_list":["post-1469","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos-cientificos","tag-10-2026"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1469","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1469"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1469\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1475,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1469\/revisions\/1475"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1472"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1469"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1469"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1469"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}