{"id":326,"date":"2023-12-20T20:18:00","date_gmt":"2023-12-20T23:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/scientiaetratio.com.br\/?p=326"},"modified":"2026-05-23T10:49:21","modified_gmt":"2026-05-23T13:49:21","slug":"aspectos-juridicos-da-sucessao-de-empresas-no-inventario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/aspectos-juridicos-da-sucessao-de-empresas-no-inventario\/","title":{"rendered":"ASPECTOS JUR\u00cdDICOS DA SUCESS\u00c3O DE EMPRESAS NO INVENT\u00c1RIO"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LEGAL ASPECTS OF COMPANY SUCCESSION IN THE INVENTORY<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Artigo submetido em 16 de dezembro de 2023<br>Artigo aprovado em 19 de dezembro de 2023<br>Artigo publicado em 20 de dezembro de 2023<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-luminous-vivid-orange-background-color has-background\"><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Scientia et Ratio<\/strong><br>Volume 3 \u2013 N\u00famero 4 \u2013 Dezembro de 2023<br>ISSN 2525-8532<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-7e4ac651328708ea719ac0894fa30934 wp-block-paragraph\">.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background\"><tbody><tr><td><strong>Autor:<br><\/strong>Amanda Santos Alves<a id=\"_ftnref1\" href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn1\">[1]<\/a><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-7e4ac651328708ea719ac0894fa30934 wp-block-paragraph\">.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RESUMO<\/strong>: O presente artigo busca aprofundar, estudar e facilitar a compreens\u00e3o da sucess\u00e3o de empresas no invent\u00e1rio, em espec\u00edfico aprofundando os aspectos jur\u00eddicos, bem como, todas as min\u00facias advindas deste, buscando e aprimorando a normatiza\u00e7\u00e3o da sociedade empres\u00e1ria, consequentemente, vinculada ao processo sucess\u00f3rio, envolvendo herdeiros e s\u00f3cios. Ademais, buscando a facilita\u00e7\u00e3o para que os profissionais estudiosos e curiosos da \u00e1rea possam complementar e tomar por base o estudo exposto. No tocante aos objetivos, al\u00e9m de fundamentar e detalhar direitos de alguns tipos de empresas em espec\u00edfico, o foco do trabalho ser\u00e1 voltado aos herdeiros e como esses se enquadram nas sociedades empres\u00e1rias j\u00e1 existentes, ser\u00e3o feitos estudos apresentando as propostas pr\u00e1ticas para invent\u00e1rios de quotas sociais de empresas, com o verdadeiro intuito da busca pela celeridade e enfrentamentos processuais. As fundamenta\u00e7\u00f5es legais detalhadas s\u00e3o as tipificadas no C\u00f3digo civil, os direitos garantidos pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, assim como, entendimentos de autores especialistas, esses que fundamentam, embasam e complementam a metodologia deste trabalho, que demonstra um v\u00ednculo pertinente entre o direito empresarial e o direito de sucess\u00f5es, voltados em espec\u00edfico ao invent\u00e1rio. A grande premissa em quest\u00e3o \u00e9 o aprimoramento pr\u00e1tico dos agentes da \u00e1rea jur\u00eddica, tendo em vista, as dificuldades encontradas pelos profissionais, na aplica\u00e7\u00e3o do direito das sucess\u00f5es voltadas \u00e0s empresas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Palavras-chave: <\/strong>sucess\u00e3o de empresas; invent\u00e1rios; aspectos jur\u00eddicos; celeridade; aplica\u00e7\u00e3o do direito das sucess\u00f5es voltadas \u00e0s empresas. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ABSTRACT<\/strong>: This article pursue to delve into, to study and to facilitate the comprehension of the succession of the companies in the invetory process, specifically, by deepening the legal aspects, as well as, all the details that emerges from it, seeking and improving the standardization of the business company, consequently, linked to the succession process, involving the heirs and the partners.Furthermore, longing to facilitate the subject so that scholars and curious \u00a0professionals can complemente and take this study as a basis. Regarding the objectives, besides to substantiate and to detail the rights of certain types of firms in specific, the focus of this research is directed to the heirs and how They fit in the existing business companies. Studies will be done presenting new practical proposals for probate process of social quotas of the companies, with the true purpose of seeking for procedural promptness.The detailed legal foundations are typified in the Civil Code, the rights guaranteed by the Federal Constitution of 1988, as well as the understanding of specialist authors, who substantiate, support and complement the methodology of this search, which demonstrates a pertinent link between business law and succession law, events specific to the probate. The main premise in question is the practical improvement of agents in the legal field, taking into account the difficulties encountered by professionals in the application of succession law directed at companies.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Keywords:<\/strong> business succession; probate; legal aspects; celerity; application of succession law directed at companies<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">1\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 INTRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A din\u00e2mica do mundo empresarial contempor\u00e2neo \u00e9 marcada por constantes transforma\u00e7\u00f5es, nas quais a sucess\u00e3o de empresas emerge como uma especificidade de grande relev\u00e2ncia, contudo, mesmo sendo algo de extrema import\u00e2ncia, tal tema acaba por carecer de maiores explana\u00e7\u00f5es. No contexto jur\u00eddico, a transmiss\u00e3o do patrim\u00f4nio empresarial no \u00e2mbito do invent\u00e1rio torna-se um ponto crucial, suscitando quest\u00f5es e desafios complexos. Diante desse cen\u00e1rio, a presente pesquisa tem por escopo investigar e introduzir sobre os &#8220;Aspectos Jur\u00eddicos da Sucess\u00e3o de Empresas no Invent\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse contexto, \u00e9 imperativo delimitar o objeto de estudo, considerando as nuances espec\u00edficas que permitir\u00e3o a sucess\u00e3o empresarial no momento do invent\u00e1rio. A abordagem proposta visa oferecer uma vis\u00e3o abrangente sobre o tema, apresentando as quest\u00f5es legais que surgem quando a transi\u00e7\u00e3o patrimonial ocorre no contexto sucess\u00f3rio em determinados tipos de empresas. Destaca-se, ainda, a import\u00e2ncia de compreender as particularidades e desafios enfrentados pelos envolvidos nesse processo, sejam herdeiros, sucessores, o inventariante ou mesmo os profissionais juristas que t\u00eam por obriga\u00e7\u00e3o orientar seu cliente da melhor forma poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Os objetivos deste trabalho consistem em analisar, e evidenciar, os principais aspectos jur\u00eddicos que circundam a sucess\u00e3o de empresas no invent\u00e1rio, elucidando sobre os principais conceitos a serem tratados quando da sucess\u00e3o, evidenciado sobre dois espec\u00edficos tipos sucess\u00f3rios e apresentando os aspectos jur\u00eddicos em rela\u00e7\u00e3o ao invent\u00e1rio desses. Al\u00e9m disso, busca-se oferecer subs\u00eddios para a investiga\u00e7\u00e3o das implica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas dessas quest\u00f5es no \u00e2mbito do direito sucess\u00f3rio e empresarial, propondo pr\u00e1ticas para invent\u00e1rios de quotas sociais vislumbrando a celeridade processual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A relev\u00e2ncia desta pesquisa \u00e9 evidenciada pela escassez de estudos espec\u00edficos sobre a mat\u00e9ria, o que implica em lacunas no entendimento jur\u00eddico e, por conseguinte, na aplica\u00e7\u00e3o das normas vigentes. Al\u00e9m disso, a complexidade intr\u00ednseca \u00e0 sucess\u00e3o empresarial no invent\u00e1rio requer uma an\u00e1lise aprofundada para que solu\u00e7\u00f5es adequadas possam ser propostas, contribuindo assim para o aprimoramento do ordenamento jur\u00eddico, dos profissionais que se depararem com tal quest\u00e3o e para a seguran\u00e7a jur\u00eddica das partes envolvidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 metodologia adotada compreende uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica detalhada, an\u00e1lise de investiga\u00e7\u00f5es pertinentes e, quando aplic\u00e1vel, exemplos dos principais infort\u00fanios que possam dificultar a finaliza\u00e7\u00e3o da sucess\u00e3o. Uma abordagem interdisciplinar ser\u00e1 essencial para compreender as implica\u00e7\u00f5es n\u00e3o apenas do direito sucess\u00f3rio, mas tamb\u00e9m do direito empresarial, tribut\u00e1rio e contratual, que se entrela\u00e7am no contexto da sucess\u00e3o de empresas no invent\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sendo assim, o estudo visa responder \u00e0 indaga\u00e7\u00e3o central: Quais s\u00e3o os aspectos jur\u00eddicos da sucess\u00e3o de empresas no invent\u00e1rio e como essas quest\u00f5es podem ser endere\u00e7adas de maneira eficaz? Buscar respostas a essa pergunta n\u00e3o apenas preencher\u00e1 uma lacuna no conhecimento jur\u00eddico, mas tamb\u00e9m fornecer\u00e1 subs\u00eddios pr\u00e1ticos para advogados, magistrados e demais profissionais do direito que lidam com situa\u00e7\u00f5es complexas, ou mesmo introdut\u00f3rias, relacionadas \u00e0 sucess\u00e3o empresarial no invent\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 NO\u00c7\u00c3O DE QUOTAS (COTAS)\/ CAPITAL SOCIAL DE EMPRESA E TIPOS EMPRESARIAIS<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Primeiramente, \u00e9 necess\u00e1rio para que tenhamos o melhor entendimento do que vem sendo abordado, tratar sobre o Capital Social das empresas, que deve ser estabelecido no in\u00edcio da abertura destas. O Capital Social nada mais \u00e9 que o montante a ser investido pelos s\u00f3cios, a quantia que ser\u00e1 aportada de recurso financeiro, material na forma de bens e\/ou direitos no momento da abertura da empresa, a depender do que ser\u00e1 acordado entre os s\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme, BRITO, Carlos Alberto de (2014, p.121), o conceito do capital social, est\u00e1 atrelado ao capital correspondente ao montante de recursos monet\u00e1rio capaz de viabilizar o exerc\u00edcio da atividade econ\u00f4mica, sendo este estabelecido no contrato social e devendo ser expresso em moeda corrente. Estando uma vez subscrito e integralizado na empresa, Carlos Alberto descreve como sendo o montante investido, a representa\u00e7\u00e3o do limite de responsabilidade desse tipo societ\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando trata-se de empresas com fins lucrativos \u00e9 necess\u00e1rio e obrigat\u00f3rio que seja definido o valor correspondente ao capital social de cada empresa, quando da abertura desta, portanto, uma empresa n\u00e3o poder\u00e1 ser integralizada ou aberta sem a defini\u00e7\u00e3o deste valor. Esse investimento que \u00e9 o Capital social, a partir do momento que \u00e9 integralizado torna-se patrim\u00f4nio da empresa, que servir\u00e1 para iniciar as atividades operacionais, buscando gerar lucros do que foi investido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, o Capital Social serve para a realiza\u00e7\u00e3o dos investimentos necess\u00e1rios para a abertura da empresa e para a manuten\u00e7\u00e3o, como Capital de giro, enquanto ela n\u00e3o conseguir gerar os recursos financeiros e lucros em caixa para a realiza\u00e7\u00e3o dos pagamentos das despesas decorrentes da abertura recente. O artigo 997 do C\u00f3digo Civil, apresenta de forma objetiva sobre tal quest\u00e3o, quando detalha que a sociedade se constitui mediante contrato escrito, al\u00e9m das cl\u00e1usulas estipuladas, dentre elas a qual se destaca, no momento, a detalhada no inciso III, que detalha sobre o capital da sociedade, quando descreve que \u201ccapital da sociedade, expresso em moeda corrente, podendo compreender qualquer esp\u00e9cie de bens, suscet\u00edveis de avalia\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo em quest\u00e3o, bem como, os incisos decorrentes nele apresentam de forma clara como deve se estabelecer uma sociedade empres\u00e1ria personificada. Em detrimento do Capital social que fora detalhado inicialmente, cabe mencionar no contrato escrito, como ser\u00e1 aportado esse capital de investimento, o inciso IV do artigo mencionado, apresenta o conceito de quota de cada s\u00f3cio no capital social e a forma que ir\u00e1 realiz\u00e1-la, ou seja, a forma que o s\u00f3cio ir\u00e1 comprar uma determinada quota, como ir\u00e1 investir nessa quota, se ser\u00e1 de uma forma subscrita ou integralizada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto \u00e0s quotas a serem importadas pelos s\u00f3cios, o artigo 1055 do C\u00f3digo Civil, permite a divis\u00e3o de cotas, sendo elas de forma igual ou desigual, cabendo tamb\u00e9m uma ou diversas quotas a cada s\u00f3cio, al\u00e9m de conferirem direitos e obriga\u00e7\u00f5es a seus possuidores, tamb\u00e9m possuem valor econ\u00f4mico e podem ser objeto de aliena\u00e7\u00e3o, podendo serem vendidas, oferecidas como garantia, podem ser doadas, assim como, integralizadas ao quadro sucess\u00f3rio estando presente na partilha devido ao falecimento do s\u00f3cio possuidor das quotas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A contribui\u00e7\u00e3o do s\u00f3cio para o capital social deve observar: prazo e formas estipulados no contrato social. \u00c9 obriga\u00e7\u00e3o de todo aquele que deseja participar do quadro societ\u00e1rio de uma sociedade limitada integralizar a sua cota em dinheiro ou em bens, sendo vedada a contribui\u00e7\u00e3o que consista em presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os (BRITO, Carlos Alberto de, 2014, p. 121)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando tratamos de uma empresa, consequentemente, estamos falando sobre um patrim\u00f4nio, com o falecimento de um s\u00f3cio, esse ter\u00e1 que ser transmitido aos seus herdeiros, entretanto, ao ser analisado um contrato social, devem ser respeitadas todas as regras de como proceder com a transfer\u00eancia das quotas herdadas, de forma que n\u00e3o haja preju\u00edzos ou maiores percal\u00e7os, pois deve ser prezado prioritariamente o intuito de proteger o maior patrim\u00f4nio em quest\u00e3o, que \u00e9 a empresa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em detrimento \u00e0 sucess\u00e3o heredit\u00e1ria, caracteriza, MAMEDE Gladston (2007, p. 70), que \u201cnas sociedades constitu\u00eddas visando primordialmente \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do capital, independentemente de quem seja o seu titular (sociedades <em>intuitu pec\u00fania<\/em>) os herdeiros recebem as quotas e, assim, assumem a condi\u00e7\u00e3o de s\u00f3cio\u201d. O mesmo autor tamb\u00e9m conceitua sobre as sociedades que se constituem visando prioritariamente o m\u00fatuo reconhecimento e aceita\u00e7\u00e3o entre os s\u00f3cios, apresenta que \u201cos herdeiros recebem as quotas (bens jur\u00eddicos com express\u00e3o econ\u00f4mica que s\u00e3o), mas n\u00e3o a imediata condi\u00e7\u00e3o de s\u00f3cios, j\u00e1 que essa depende da anu\u00eancia dos demais s\u00f3cios, quando n\u00e3o houver previs\u00e3o de qu\u00f3rum menor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, diante dos entendimentos firmados e apresentados pelo autor&nbsp; Gladston Mamede, a sucess\u00e3o heredit\u00e1ria, entre os herdeiros e os demais s\u00f3cios que j\u00e1 constitu\u00edam o quadro societ\u00e1rio, sendo o anterior quadro com o falecido, podem tornar maiores as negocia\u00e7\u00f5es e finaliza\u00e7\u00e3o do invent\u00e1rio em si, devido as anu\u00eancias entre os demais s\u00f3cios e os atritos que possam existir entre os herdeiros leg\u00edtimos, por\u00e9m, antes das demais negocia\u00e7\u00f5es \u00e9 importante ter ci\u00eancia do tipo de empresa que estar\u00e1 sendo apreciada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Cabe evidenciar o que aborda, CRUZ, Andr\u00e9 Santa (2023, p. 97), no sentido de distinguir o conceito entre empresa e empres\u00e1rio, sendo a empresa uma atividade econ\u00f4mica organizada, e o empres\u00e1rio, a pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica, que exerce uma empresa profissional. \u201cQuando o empres\u00e1rio for pessoa f\u00edsica, n\u00f3s o chamamos de empres\u00e1rio individual; quando o empres\u00e1rio for pessoa jur\u00eddica, estaremos diante de uma sociedade empres\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Logo, \u00e9 evidente que tal requisito \u00e9 de suma import\u00e2ncia para determinar a classifica\u00e7\u00e3o do tipo de empresa em contrato, o seu tipo societ\u00e1rio. Ademais, as empresas possuem algumas determina\u00e7\u00f5es quanto ao seu porte, que \u00e9 o faturamento, atividade e tributa\u00e7\u00f5es (impostos), classifica\u00e7\u00f5es estas que determinam qual o tipo de empresa que poder\u00e1 ser adquirida ou empregada ao neg\u00f3cio, conforme seu investimento e como ela ser\u00e1 administrada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ordenamento jur\u00eddico brasileiro estabelece algumas classifica\u00e7\u00f5es, quanto aos tipos de empresas existentes e aplic\u00e1veis, n\u00e3o havendo a presen\u00e7a de s\u00f3cios, as mais aplic\u00e1veis s\u00e3o registradas como Microempreendedora Individual (MEI); Empres\u00e1rio Individual (EI) ou a Empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI)\/ Sociedade Limitada Unipessoal (SLU). J\u00e1 havendo a presen\u00e7a de s\u00f3cios poder\u00e1 ser registrada como Sociedade Simples (SS); Sociedade Empres\u00e1ria Limitada (LTDA) ou Sociedade An\u00f4nima (SA).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2.1 SOCIEDADE EMPRES\u00c1RIA LIMITADA (LTDA) E SOCIEDADE LIMITADA UNIPESSOAL<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante dos tipos de empresas que podem ser estabelecidas e firmadas, o presente estudo destaca a Sociedade Empres\u00e1ria LTDA ou simplesmente Sociedade Limitada, como um dos t\u00edtulos empresariais mais aplicados pelos brasileiros. Juridicamente a referida sociedade poder\u00e1 ser definida como um tipo societ\u00e1rio empresarial personificado, formado em regra por pessoas e que se caracteriza pela forma\u00e7\u00e3o dos s\u00f3cios atrav\u00e9s dos investimentos feitos de forma proporcional \u00e0s quotas do capital da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tratando-se sobre esse determinado tipo societ\u00e1rio, \u00e9 necess\u00e1rio ter ci\u00eancia que em regra ela \u00e9 uma sociedade de pessoas, onde tem-se por base, principalmente, a confian\u00e7a entre os s\u00f3cios e a inten\u00e7\u00e3o de ambos em desenvolver a atividade empresarial. A principal import\u00e2ncia dessa defini\u00e7\u00e3o \u00e9 que em uma sociedade de pessoas, a quebra da confian\u00e7a entre os s\u00f3cios pode significar o fim da sociedade. Assim, conforme detalhado por CASTRO, Rafael Pereira de (2020, p.66):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(&#8230;) ser\u00e1 sociedade de pessoas quando houver animus daqueles s\u00f3cios se associarem entre si, antes as suas caracter\u00edsticas pessoais, ou seja, permeia entre eles a vontade de constitu\u00edrem uma sociedade com tais pessoas, e n\u00e3o diversa. Trata-se da conceitua\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica de <em>affectio societatis.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Castro detalha sobre a sociedade de pessoas, que constituem um v\u00ednculo, prioritariamente visando alcan\u00e7ar objetivos positivos diante da abertura do novo empreendimento, tornando-se evidente o <em>affectio societatis<\/em> entre os s\u00f3cios. LUCENA, Jos\u00e9 Waldecy (2005, p.91), detalha que a affectio <em>societatis<\/em> traduz-se na colabora\u00e7\u00e3o ativa e fraterna entre os s\u00f3cios, imbu\u00eddos de perseveran\u00e7a, fidelidade e boa-f\u00e9, tendo em vista o interesse comum de todos eles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em detrimento do Capital Social investido, na forma\u00e7\u00e3o da sociedade cada s\u00f3cio vai se comprometer a contribuir com uma certa quantia para a forma\u00e7\u00e3o desse capital, cabe destacar que, n\u00e3o h\u00e1 aqui a necessidade de que as quotas dos s\u00f3cios sejam iguais e nem que os s\u00f3cios possuam o mesmo n\u00famero de quotas. Assim, conforme objetivado no artigo 1.052 do C\u00f3digo Civil: \u201cNa sociedade limitada, a responsabilidade de cada s\u00f3cio \u00e9 restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integraliza\u00e7\u00e3o do capital social.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 importante mencionar que o capital social pode ser subscrito ou integralizado. O capital subscrito, \u00e9 aquele valor que o s\u00f3cio se compromete a contribuir para formar o capital social da empresa, j\u00e1 o capital integralizado \u00e9 aquele que foi efetivamente pago perante a sociedade empres\u00e1ria. Os s\u00f3cios podem acordar uma forma parcelada de integraliza\u00e7\u00e3o, ou ainda podem estipular que o capital social poder\u00e1 ser integralizado at\u00e9 uma data em espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A principal ideia da sociedade em quest\u00e3o \u00e9 dar autonomia para a empresa, fazendo com que ela seja autogerenci\u00e1vel, isso \u00e9 importante porque todo e qualquer gasto ap\u00f3s a sua forma\u00e7\u00e3o \u00e9 de total responsabilidade da sociedade limitada e n\u00e3o dos s\u00f3cios individualmente, assim caracterizando, que os s\u00f3cios possuem uma responsabilidade limitada. Tal raz\u00e3o, sendo fundamental quanto a escolha da sociedade a ser firmada, por isso, corresponde ao maior n\u00famero de empresas em atividade no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse \u00e9 um tipo societ\u00e1rio personificado, ou seja, existe uma separa\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio, dos deveres e das obriga\u00e7\u00f5es da sociedade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s dos s\u00f3cios. Em regra, os s\u00f3cios n\u00e3o s\u00e3o responsabilizados diretamente pelas d\u00edvidas da sociedade limitada, eles respondem apenas at\u00e9 o limite do valor integralizado de suas quotas. Ou seja, \u00e9 o patrim\u00f4nio da empresa que ir\u00e1 responder pelas d\u00edvidas, porque em regra os s\u00f3cios n\u00e3o s\u00e3o responsabilizados pessoalmente, devido a sua responsabilidade ser limitada. A limita\u00e7\u00e3o neste tipo societ\u00e1rio, tem simplesmente o objetivo de incentivar o empreendedorismo, contudo, sempre existindo exce\u00e7\u00f5es, essas que geralmente est\u00e3o mais atreladas a atos il\u00edcitos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cabe mencionar a posi\u00e7\u00e3o de ALMEIDA, Marcus Elidius Michelli de (2004, p. 98), sob a defini\u00e7\u00e3o da livre iniciativa:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">[&#8230;] a livre iniciativa vem a ser um princ\u00edpio constitucional que visa afastar a inger\u00eancia do Estado na atividade econ\u00f4mica, evitando assim o monop\u00f3lio como regra, bem como concedendo ao particular a liberdade para exercer qualquer atividade, salvo os casos previstos lei.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro fator que chama a aten\u00e7\u00e3o dos empreendedores quando da constitui\u00e7\u00e3o de uma empresa, est\u00e1 podendo caber a possibilidade de uma sociedade limitada, \u00e9 justamente o fato de estarmos tratando de uma sociedade Contratual, que ser\u00e1 iniciada atrav\u00e9s do contrato social, capaz de criar um novo sujeito que \u00e9 justamente a pessoa jur\u00eddica. Sobre a import\u00e2ncia do contrato social, aduz BOLINA Caio Julius (2014, p.319):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O contrato de sociedade \u00e9 um dos mais relevantes contratos, dada a sua import\u00e2ncia econ\u00f4mica e jur\u00eddica; \u00e9 ele instrumento que propicia a organiza\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o por duas ou mais pessoas, para o exerc\u00edcio de uma atividade econ\u00f4mica e a partilha de seus resultadas, subordinada a um regime jur\u00eddico, pr\u00e9-definido, e de responsabilidade dos s\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ademais, mesmo em regra correspondendo a uma sociedade de pessoas, esta tamb\u00e9m pode ser considerada como uma sociedade de capital, desde que expressa no contrato social. CASTRO, Rafael Pereira de (2020, p. 64), define como sendo, <em>intuito pecuniae<\/em>, \u201caquelas cujas identidades ou qualidades pessoais dos s\u00f3cios n\u00e3o s\u00e3o importantes imperando apenas a necessidade de capta\u00e7\u00e3o de recursos de cada investidor\u201d, nesse contexto sendo relevante a necessidade de capta\u00e7\u00e3o de recurso de cada investidor, de forma a viabilizar o empreendimento, al\u00e9m de que a cess\u00e3o de quotas \u00e9 considerada livre.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Sociedade Limitada Unipessoal<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra esp\u00e9cie empresarial que pode ser estabelecida pelos empreendedores \u00e9 a Sociedade Limitada Unipessoal, que como o pr\u00f3prio nome sugere, trata-se de uma sociedade individual, ou seja, estabelecida por uma \u00fanica pessoa. A nomenclatura existente pode levar a alguns questionamentos, logo, \u00e9 importante ressaltar que quanto a sociedade referida, em nosso pa\u00eds, a regra ainda \u00e9 que as sociedades sejam pluripessoais, sendo no m\u00ednimo entre dois s\u00f3cios, contudo, n\u00e3o sendo aplicada a esta sociedade em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A princ\u00edpio, para melhor introduzir sobre essa nova modalidade, \u00e9 necess\u00e1rio destacar e definir sobre a EIRELI (Empresas Individuais de Responsabilidade Limitada), conforme \u00e9 detalhado por FAQUIM, David Guilherme Antonietti e HARO, Guilherme Prado Bohac de (2019, p.2), a EIRELI foi introduzida no ordenamento jur\u00eddico p\u00e1trio em 2011 (Lei n\u00ba 12.441\/2011), representando um certo avan\u00e7o ao empresariado, pois permitiu \u00e0queles que desejam desenvolver atividade empresarial unipessoal que o fa\u00e7am, em regra, n\u00e3o havendo confus\u00e3o patrimonial entre a pessoa jur\u00eddica empres\u00e1ria e a pessoa natural, ressalvados os casos de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a cria\u00e7\u00e3o da EIRELI, para limitar que houvesse fraudes a terceiros, o legislador imp\u00f4s limita\u00e7\u00f5es \u00e0 sua abertura, as quais deveriam possuir o capital devidamente integralizado, o capital n\u00e3o inferior a 100 (cem) vezes o maior sal\u00e1rio-m\u00ednimo vigente no pa\u00eds, e que a pessoa que a constituir somente poder\u00e1 figurar em uma \u00fanica empresa dessa modalidade (CC\/2002, art. 980-A, caput e \u00a7 2\u00ba). Imposi\u00e7\u00f5es essas que diante do perfil da maioria dos empreendedores, dificultou a abertura dessa modalidade de empresa, por isso, havendo ainda a manuten\u00e7\u00e3o de Empres\u00e1rios individuais ou outros de forma irregular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tendo em vista, a exist\u00eancia de uma certa rejei\u00e7\u00e3o da Responsabilidade Limitada (EIRELI), cria-se uma modalidade societ\u00e1ria, a Sociedade Limitada Unipessoal &#8211; SLU, ressaltando com isso, a dispensa dos requisitos do art. 980-A, caput e \u00a7 2\u00ba, do CC\/2002. Portanto, assim como apresentado por Faquim e Haro (2019, p.3), tornou-se &#8220;efetivamente vi\u00e1vel sua constitui\u00e7\u00e3o pelo pequeno empres\u00e1rio, e poder\u00e1 conferir maior dinamicidade \u00e0 economia, caracter\u00edstica marcante de pa\u00edses mais desenvolvidos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante da Sociedade Limitada Unipessoal, recente modalidade societ\u00e1ria criada, destaca-se o par\u00e1grafo 1\u00ba do artigo 1.052 do CC (inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.874, de 2019), este que prev\u00ea que \u201cA sociedade limitada pode ser constitu\u00edda por 1 (uma) ou mais pessoas\u201d, que ser\u00e3o determinadas em contrato que dever\u00e1 ser criado, quando da escolha societ\u00e1ria. O par\u00e1grafo 2\u00ba do artigo mencionado, j\u00e1 evid\u00eancia mais sobre esse contrato da recente sociedade em quest\u00e3o, quando objetiva que &#8220;Se for unipessoal, aplicar-se-\u00e3o ao documento de constitui\u00e7\u00e3o do s\u00f3cio \u00fanico, no que couber, as disposi\u00e7\u00f5es sobre o contrato social&#8221;. Em detrimento as modifica\u00e7\u00f5es e novos conceitos existentes, cumpre evidenciar o que \u00e9 descrito e evidenciado por SILVA, Pedro Henrique Feitosa (2021, p.7):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a medida provis\u00f3ria 881\/2019, conhecida como MP da Liberdade Econ\u00f4mica, que ganhou ainda mais for\u00e7a com a Instru\u00e7\u00e3o Normativa DREI N\u00ba 63, 11 de junho de 2019 e por fim foi oficializada pela Lei N\u00ba 13.874 de 20 de setembro de 2019, que alterou o artigo 1.052 do C\u00f3digo Civil Brasileiro, que regulamenta esse novo modelo empresarial frente \u00e0s juntas comerciais, tem-se, ent\u00e3o, o surgimento da modalidade de sociedade empres\u00e1ria limitada unipessoal, sem ter a necessidade de exist\u00eancia de mais de 1 (um) s\u00f3cio para sua constitui\u00e7\u00e3o e funcionamento. J\u00e1 com a Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 81, de 10 de junho de 2020, temos a disposi\u00e7\u00e3o acerca do registro da empresa perante ao ordenamento p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, perante o que \u00e9 estabelecido pela Instru\u00e7\u00e3o Normativa vigente, tem-se por caracter\u00edsticas da Sociedade Limitada Unipessoal, sua composi\u00e7\u00e3o por uma pessoa jur\u00eddica, diferentemente da EIRELI que exige a integraliza\u00e7\u00e3o de 100 sal\u00e1rios-m\u00ednimos, a SLU n\u00e3o exige quantia alguma a ser integralizada referente ao capital m\u00ednimo a ser integralizado, em detrimento a apresenta\u00e7\u00e3o de modalidade, neste tipo societ\u00e1rio \u00e9 permitida a abertura de quantas desejar e evidente que a responsabilidade dos s\u00f3cios \u00e9 limitada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">3\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ASPECTO JUR\u00cdDICO PARA INVENT\u00c1RIO DOS TIPOS DE EMPRESA E O PAPEL DO INVENTARIANTE<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao tratar sobre a sucess\u00e3o empresarial, cumpre evidenciar o objetivo do invent\u00e1rio que nada mais \u00e9 que o procedimento jur\u00eddico a ser adotado para fins de formalizar\/regularizar a transfer\u00eancia do patrim\u00f4nio do de cujus (morto), para os seus herdeiros, bens esses que em detrimento ao que vem sendo estudado compreendem as \u201cempresas\u201d, que por consequente ap\u00f3s o falecimento dos titulares ser\u00e3o de forma f\u00e1tica herdada por sucess\u00e3o. (RIBEIRO, Roberto.2021).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 estabelecido pelo C\u00f3digo Civil brasileiro, que com a morte de um indiv\u00edduo, todos os seus bens, assim como seus direitos e obriga\u00e7\u00f5es, s\u00e3o transferidos aos seus herdeiros, sejam necess\u00e1rios ou testament\u00e1rios. E que em virtude do princ\u00edpio de saisine, essa transfer\u00eancia ocorre de maneira instant\u00e2nea. Contudo, tendo em vista, a necessidade da regulariza\u00e7\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o de cadastros que se encontram em nome do de cujus faz necess\u00e1rio a modifica\u00e7\u00e3o, de forma objetiva. Tem-se a integraliza\u00e7\u00e3o inicial do invent\u00e1rio justamente para que ocorram essas regulariza\u00e7\u00f5es, bem como, as especifica\u00e7\u00f5es dos bens a serem inventariados, sendo fundamental para formalizar a transfer\u00eancia patrimonial do de cujus para seus herdeiros, em decorr\u00eancia da morte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 morte de um dos s\u00f3cios na hip\u00f3tese em que a sociedade empresarial \u00e9 constitu\u00edda por apenas dois s\u00f3cios, esclarece ALVARES, Rodrigo Feracine e JUNIOR, Olavo Figueiredo Cardoso (2020, p.76), que o Estatuto Civil deixa claro que a sociedade ser\u00e1 preservada, somente excepcionalmente havendo a sua dissolu\u00e7\u00e3o. Ademais, esclarece que tal solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 de acordo com os Princ\u00edpios da Preserva\u00e7\u00e3o da Empresa e de sua fun\u00e7\u00e3o social, &#8220;Somente nos casos em que h\u00e1 inviabilidade econ\u00f4mico\/financeira de atividade ou abuso de direito \u00e9 que a extin\u00e7\u00e3o da pessoa jur\u00eddica se mostra necess\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No que diz respeito ao \u00f3bito do s\u00f3cio, os artigos 1.028 e 1.031 do C\u00f3digo Civil asseveram que, por regra, em caso de morte de um dos s\u00f3cios sua quota ser\u00e1 liquidada com base no valor patrimonial da sociedade na data do \u00f3bito. Ou seja, trata-se do pagamento em dinheiro, proporcional \u00e0 participa\u00e7\u00e3o do empreendedor, que ser\u00e1 realizado aos seus herdeiros, isso, n\u00e3o havendo a possibilidade de perman\u00eancia na empresa por parte dos herdeiros. Nesse sentido, \u00e9 detalhado por ALVARES, Rodrigo Feracine e JUNIOR, Olavo Figueiredo Cardoso (2020, p.84), que:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O C\u00f3digo Civil, em seu artigo 1.031, disp\u00f5e que caber\u00e1 ao contrato dispor sobre o valor da quota a ser liquidada, bem como a forma como se dar\u00e1 seu pagamento. Se omisso for o contrato, a lei prev\u00ea que o pagamento ser\u00e1 feito em dinheiro, no prazo de noventa dias, pelo valor patrimonial da sociedade na data da resolu\u00e7\u00e3o. Tal import\u00e2ncia ser\u00e1 apurada em balan\u00e7o espec\u00edfico para tanto. Portanto, caso queiram dispor de modo diverso do que a lei imp\u00f5e, os s\u00f3cios dever\u00e3o regular no contrato social, de modo minucioso, o que ser\u00e1 observado em caso de morte de um dos s\u00f3cios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O s\u00f3cio remanescente pode permanecer sozinho na companhia por 180 dias, com a finaliza\u00e7\u00e3o desse per\u00edodo, devido a sociedade estabelecida inicialmente ter sido composta por s\u00f3cios, ele deve incluir um novo colaborador no quadro, hip\u00f3tese essa, levando em considera\u00e7\u00e3o ao contrato social firmado inicialmente. No caso de querer dar continuidade de modo solo, ser\u00e1 necess\u00e1rio transformar o neg\u00f3cio em uma nova sociedade, devido a unipessoalidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando se trata sobre o Invent\u00e1rio de uma empresa, o bem a ser inventariado n\u00e3o ser\u00e1 a Empresa em si, mas sim, o capital social que \u00e9 materializado atrav\u00e9s de quotas sociais do titular, do detentor do direito de propriedade, o que ser\u00e1 inventariado, em regra, \u00e9 a quota social de uma determinada empresa, ou seja, \u00e9 inventariar a parte social do de cujus. Portanto, o que vem a ser descrito para fins de partilha dos herdeiros s\u00e3o as quotas sociais referentes ao falecido, especificando os valores referentes a tais e como esta se dar\u00e1, conforme constam no contrato social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, tecnicamente o termo mais correto a ser utilizado \u00e9 o Invent\u00e1rio de quotas sociais, que \u00e9 referente a parte sucess\u00f3ria. Dentre as situa\u00e7\u00f5es encontradas no ordenamento jur\u00eddico brasileiro, pode-se evidenciar o Invent\u00e1rio de quotas sociais, envolvendo as sociedades empresariais, Limitada (LTDA) e a divis\u00e3o ou partilha de quotas sociais envolvendo as sociedades Unipessoais, esta que tem por exemplo a Sociedade Limitada Unipessoal &#8211; SLU, ou at\u00e9 mesmo ainda a Sociedade de Responsabilidade Limitada &#8211; EIRELI, contudo, devido a serem distintas, a forma de inventariar esses tipos de empresas acaba divergindo, portanto, fazendo-se necess\u00e1ria a divis\u00e3o destas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As Sociedade Limitadas Unipessoal &#8211; SLU, modalidade empresarial regulamentada pela legisla\u00e7\u00e3o brasileira, especialmente pela Lei n\u00ba 10.406\/2002 do CC, \u00e9 uma forma de organiza\u00e7\u00e3o empresarial onde uma pessoa det\u00e9m a totalidade do capital social, conforme fora detalhado no t\u00f3pico anterior do presente trabalho, ademais, cumpre evidenciar que o \u00fanico gestor assume todas as responsabilidades inerentes \u00e0 gest\u00e3o e aos resultados da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em detrimento a sucess\u00e3o nesta modalidade de sociedade, a SLU \u00e9 caracterizada pela unicidade de titularidade, assim, tem-se que a sucess\u00e3o est\u00e1 vinculada a transmiss\u00e3o dos direitos do titular em casos de falecimento, interdi\u00e7\u00e3o ou mesmo a fal\u00eancia. Em caso de falecimento, os procedimentos seguintes ser\u00e3o destinados, tendo em vista o tipo de caso em quest\u00e3o, ou seja, podendo seguir disposi\u00e7\u00f5es testament\u00e1rias ou, na aus\u00eancia destas, \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o sucess\u00f3ria aplic\u00e1vel. Ademais, \u00e9 fundamental destacar que a sucess\u00e3o na SLU n\u00e3o deve comprometer a continuidade do empreendimento, quanto aos herdeiros, o legislador expressamente garante o direito de heran\u00e7a no artigo 5\u00ba, inciso XXX:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(\u2026) XXX- \u00e9 garantido o direito de heran\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tendo em vista o que \u00e9 garantido pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal, a heran\u00e7a neste caso, trata-se da empresa, da sociedade unipessoal, assim, cabe destacar que o que ser\u00e1 inventariado ser\u00e1 justamente a quota social do \u00fanico s\u00f3cio administrador, portanto, cabendo a divis\u00e3o igualit\u00e1ria destas entre os herdeiros, assim como, a determina\u00e7\u00e3o do novo s\u00f3cio administrador, todavia, em sendo mais de um herdeiro tem-se a possibilidade da altera\u00e7\u00e3o, modifica\u00e7\u00e3o do tipo societ\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em detrimento \u00e0s sociedades Limitadas LTDA, cabe evidenciar um dos casos mais comuns, que \u00e9 em virtude do falecimento do de cujus, sendo esse s\u00f3cio de uma sociedade empresarial, a forma que se dar\u00e1 o invent\u00e1rio ser\u00e1 a divis\u00e3o\/ partilha das quotas sociais daquela determinada pessoa, neste cen\u00e1rio, destaca-se a figura do inventariante, que ser\u00e1 o respons\u00e1vel por titularizar as quotas no momento da partilha, tal qual o saldo banc\u00e1rio, algum im\u00f3vel que esteja presente no invent\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O inventariante \u00e9 aquele que tem o papel de representar os herdeiros, atrav\u00e9s do esp\u00f3lio, no caso nas referidas quotas sociais. Assim, pode-se destacar o entendimento de MIRANDA, Pontes de (2012, p. 291), perante o conceito de inventariante, \u201cinventariante \u00e9 o que faz a rela\u00e7\u00e3o dos bens e dos herdeiros, administra os bens da heran\u00e7a e a representa, at\u00e9 que passe em julgado a partilha\u201d, neste sentido cumpre inventariante o inventariante como o respons\u00e1vel pela devida fiscaliza\u00e7\u00e3o e do bem em si.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, tem-se que o inventariante \u00e9 o respons\u00e1vel pela guarda, administra\u00e7\u00e3o e defesa do conte\u00fado patrimonial da heran\u00e7a, que integra a universalidade entre os herdeiros, al\u00e9m de ser o respons\u00e1vel pela devida fiscaliza\u00e7\u00e3o, tendo a fun\u00e7\u00e3o de agir contra o administrador da empresa e em n\u00e3o sendo adotada todas as medidas administrativas empresariais cab\u00edveis, o inventariante tem a obriga\u00e7\u00e3o de cobrar, exigindo do s\u00f3cio administrador, sendo esse herdeiro ou n\u00e3o, que preste contas, que haja as devidas especifica\u00e7\u00f5es e divis\u00e3o dos lucros, quanto ao patrim\u00f4nio da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 figura do administrador da empresa, em muitos casos um terceiro ser\u00e1 o respons\u00e1vel e seguir\u00e1 administrando a empresa independente do falecimento dos s\u00f3cios, por\u00e9m, poder\u00e1 tomar medidas, tendo em vista, a parte devida ao s\u00f3cio falecido, podendo realizar a transfer\u00eancia da quota referente ao de cujus, para que esta seja integralizada ao invent\u00e1rio e posteriormente realizada a partilha entre os herdeiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(&#8230;) O CPC 614 d\u00e1 a pauta da atua\u00e7\u00e3o do administrador, durante o per\u00edodo de sua gest\u00e3o: &#8216;O administrador provis\u00f3rio representa ativa e passivamente o esp\u00f3lio, \u00e9 obrigado a trazer ao acervo os frutos que desde a abertura da sucess\u00e3o percebeu, tem direito ao reembolso das despesas necess\u00e1rias e \u00fateis que fez e responde pelo dano a que, por dolo ou culpa, der causa&#8217;. (NERY, Rosa Maria de Andrade, Nelson Nery Junior, Institui\u00e7\u00f5es de Direito Civil: Fam\u00edlia e Sucess\u00f5es, 2019.)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os casos de maiores complexidades, em detrimento a sucess\u00e3o empresarial, s\u00e3o quando o de cujus era titular da maior parte do capital social e o administrador da empresa, sendo justamente o agravante que leva os herdeiros a terem mais atritos entre si, pois mesmo que as quotas sejam repartidas em invent\u00e1rio, o inventariante acabaria sendo um dos herdeiros que consequentemente administraria a empresa em quest\u00e3o, o que em muitos casos gera a desconfian\u00e7a por parte dos demais herdeiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Logo, \u00e9 fundamental que o profissional jurista, que ir\u00e1 atender este herdeiro, que possa vir a ser o inventariante durante o processo sucess\u00f3rio e, consequentemente, administrador da empresa, oriente este a seguir buscando a maior clareza e transpar\u00eancia das contas e de atitudes que possam vir a ser tomadas em detrimento a novas medidas ou atualiza\u00e7\u00f5es quanto a empresa. Pois, como s\u00f3cios, os herdeiros t\u00eam direito de saber todas as movimenta\u00e7\u00f5es que vem ocorrendo dentro do estabelecimento que ser\u00e1 herdado, portanto, sendo papel do inventariante administrador repassar e transmitir todas as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias e papel do advogado contratado, orientar seu cliente sobre todas essas presta\u00e7\u00f5es de contas. Em rela\u00e7\u00e3o a presta\u00e7\u00e3o do compromisso pelo inventariante cumpre evidenciar o que \u00e9 descrito por SOUZA, Bernardo Pimental (2011, p.80):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se o inventariante nomeado n\u00e3o prestar o compromisso legal ou deixar de cumprir alguma das obriga\u00e7\u00f5es arroladas nos artigos 992 e 993 do C\u00f3digo de Processo Civil, o juiz pode, a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico, de algum interessado ou at\u00e9 mesmo de of\u00edcio, ap\u00f3s resolver o incidente, remover o inventariante original e nomear outro, \u00e0 vista dos artigos 996 e 997 do C\u00f3digo de Processo Civil. Em refor\u00e7o, vale conferir o preciso enunciado n. 97 da S\u00famula do Tribunal de Justi- \u00e7a de Pernambuco: &#8216;A paralisa\u00e7\u00e3o do invent\u00e1rio ou do arrolamento de bens por in\u00e9rcia do inventariante n\u00e3o justifica a extin\u00e7\u00e3o do processo e, sim, sua remo\u00e7\u00e3o com nomea\u00e7\u00e3o de outrem ou de inventariante dativo&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caso problem\u00e1ticas na administra\u00e7\u00e3o da empresa sejam identificadas, inicialmente \u00e9 necess\u00e1rio pressionar o inventariante para que haja a presta\u00e7\u00e3o de contas, n\u00e3o ocorrendo cabe o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de contas, com a verifica\u00e7\u00e3o destas em sendo analisado e identificando irregularidades e a m\u00e1 gest\u00e3o da empresa, \u00e9 o caso de solicitar a remo\u00e7\u00e3o, ao juiz, a substitui\u00e7\u00e3o do inventariante, pois, tendo em vista, a sua administra\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio a modifica\u00e7\u00e3o para que seja prezado a manuten\u00e7\u00e3o e melhor gest\u00e3o poss\u00edvel da empresa.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, em detrimento a sucess\u00e3o do tipo de empresa LTDA, o principal objetivo em quest\u00e3o, \u00e9 justamente, como conciliar a multiplicidade de interesses e regulamenta\u00e7\u00f5es, bem como as diversas quest\u00f5es legais e pr\u00e1ticas que permeiam esse processo desafiador, evitando conflitos normativos e garantindo a conformidade com todas as leis envolvidas, assim como vem sendo apresentado e cabe ressaltar, sobre a total responsabilidade do advogado em orientar seu cliente, para que o invent\u00e1rio possa ser finalizado, sem maiores percal\u00e7os, por isso, a necessidade em abordar o presente tema, para que os juristas que se depararem com esses tipos de casos possam aplicar da forma mais adequada todos os preceitos jur\u00eddicos e as melhores orienta\u00e7\u00f5es para os herdeiros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">4\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 PROPOSTA PR\u00c1TICA PARA INVENT\u00c1RIOS DE QUOTAS (COTAS) SOCIAIS DE EMPRESA VISLUMBRANDO A CELERIDADE PROCESSUAL<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando tratamos sobre invent\u00e1rio de empresa\/ quotas sociais, o artigo que ir\u00e1 guiar e estabelecer todas as diretrizes para o prosseguimento deste \u00e9 o artigo 1.028 do C\u00f3digo Civil, que em regra determina que, havendo o falecimento de um s\u00f3cio a regra ser\u00e1 a liquida\u00e7\u00e3o da quota, ou seja o pagamento desta, todavia, o mesmo artigo apresenta exce\u00e7\u00f5es \u00e0 regra estabelecendo primeiramente a ressalva da previs\u00e3o em contrato, esta que vem a ser uma das mais comuns. Conforme, pode-se apreciar no artigo em quest\u00e3o, (BRASIL, Artigo 1.028, CC):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Art. 1.028. No caso de morte de s\u00f3cio, liquidar-se-\u00e1 sua quota, salvo:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">I &#8211; se o contrato dispuser diferentemente;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">II &#8211; se os s\u00f3cios remanescentes optarem pela dissolu\u00e7\u00e3o da sociedade;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">III &#8211; se, por acordo com os herdeiros, regular-se a substitui\u00e7\u00e3o do s\u00f3cio falecido.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em detrimento a esta primeira ressalva, o contrato pode prever que os herdeiros ir\u00e3o assumir a posi\u00e7\u00e3o do s\u00f3cio, podendo tamb\u00e9m determinar que haver\u00e1 a liquida\u00e7\u00e3o e qual o procedimento a ser tomado mediante contrato, portanto, o que ser\u00e1 findado ser\u00e1 justamente aquilo que vem a ser estabelecido no contrato. Outra ressalva \u00e9 com rela\u00e7\u00e3o a dissolu\u00e7\u00e3o da sociedade, decis\u00e3o que dever\u00e1 ser tomada pelos s\u00f3cios remanescentes, segunda ressalva essa que dever\u00e1 ser observada. E como terceira op\u00e7\u00e3o, n\u00e3o havendo a liquida\u00e7\u00e3o, tem-se a ressalva dos herdeiros substitu\u00edrem o s\u00f3cio, aplica\u00e7\u00e3o essa que se torna um dos caminhos mais seguros a serem tomados quando n\u00e3o havendo previs\u00e3o espec\u00edfica no contrato.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 justamente nesta terceira ressalva, onde caber\u00e1 aos herdeiros decidirem se tem interesse em assumir o lugar do de cujus, entrando na sociedade, em havendo esse interesse, neste caso \u00e9 quando ser\u00e1 realizado o invent\u00e1rio das quotas sociais, bem como, a partilha dessas quotas. Sendo determinado em ju\u00edzo, justamente no momento da partilha a divis\u00e3o das quotas sociais, distribu\u00eddas de forma igualit\u00e1ria para os herdeiros, com a redistribui\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita a altera\u00e7\u00e3o do contrato social e os herdeiros passaram a integrar o quadro social da empresa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entretanto, a sucess\u00e3o da empresa, dessas quotas sociais, na grande maioria dos casos, n\u00e3o ocorre de forma simples ou r\u00e1pida, pois, quando sendo estabelecida as quotas sociais no invent\u00e1rio, surgem a depender do caso, controv\u00e9rsias entre os demais s\u00f3cios, intrigas entre os herdeiros, problem\u00e1ticas que acabam por dificultar a finaliza\u00e7\u00e3o do invent\u00e1rio ou da partilha. Quanto \u00e0s problem\u00e1tica encontradas, pode-se ressaltar o que \u00e9 abordado por Maria Eduarda Ribeiro Bernardes do Amaral (2023, p.11-12), quanto trata que as consequ\u00eancias pr\u00e1ticas geradas pela morte de um s\u00f3cio ou acionista, envolvem tr\u00eas atores principais sendo eles, os s\u00f3cios remanescentes, a sociedade e os sucessores, assim, apresentam Amaral que os conflitos surgem tanto na dimens\u00e3o organizacional da empresa, quanto na dimens\u00e3o patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A t\u00edtulo de exemplo, alguns problemas enfrentados na \u00e1rea da sucess\u00e3o empresarial por morte de s\u00f3cio ou acionista s\u00e3o: viola\u00e7\u00e3o \u00e0 veda\u00e7\u00e3o do pacta corvina em cl\u00e1usulas sucess\u00f3rias presentes em contratos ou estatutos sociais; incerteza sobre como se dar\u00e1 a administra\u00e7\u00e3o da empresa durante o invent\u00e1rio; possibilidade ou n\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o de herdeiros e inventariante; indefini\u00e7\u00e3o sobre vincula\u00e7\u00e3o de herdeiros a pactos parassociais; lit\u00edgios sobre os m\u00e9todos de apura\u00e7\u00e3o e pagamento de haveres, e outros temas que permitem estudos aprofundados. (AMARAL, Maria Eduarda Ribeiro Bernardes do, 2023, p.12)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, diante das muitas dificuldades que podem ser encontradas durante o processo sucess\u00f3rio, \u00e9 necess\u00e1rio a abordagem de uma proposta pr\u00e1tica para facilita\u00e7\u00e3o ou melhor distribui\u00e7\u00e3o das quotas no invent\u00e1rio, assim, sobretudo buscando a celeridade processual. Cumpre evidenciar que a depender de como tenha se dado o planejamento para o momento sucess\u00f3rio, este processo de sucess\u00e3o dos s\u00f3cios pode ser facilitado ou dificultado, cabendo um certo destaque para esta proposta que deve ser realizada em anterior ao \u00f3bito, visando um planejamento sucess\u00f3rio, para que se tenha a clareza de como se dar\u00e1 o invent\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste caso, havendo o planejamento sucess\u00f3rio o que deve ser apresentado e delimitado \u00e9 justamente sobre a partilha das cotas sociais, sendo evidenciada a forma de como se dar\u00e1 a partilha em vida, ocorrendo as devidas delimita\u00e7\u00f5es e estas estando em conformidade com as normas vigentes, poder\u00e1 se proceder com a patilha entre os herdeiros, contudo, no sentindo do planejamento sucess\u00f3rio, este realizado em vida, o procedimento a ser realizado \u00e9 o da doa\u00e7\u00e3o das cotas para os herdeiros. Cumpre ainda evidenciar o que descreve MIGNONI, Elis Regina Busatta e SARTORI, Giana Lisa Zanardo (2018, p.7):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 extremamente importante mencionar a necessidade de respeitar o percentual legal direcionado aos herdeiros, para que n\u00e3o ocorram doa\u00e7\u00f5es em vida que possam gerar solicita\u00e7\u00e3o de revers\u00e3o da doa\u00e7\u00e3o posteriormente. Por este fato, considerando os pontos elencados pelos autores, cabe observar percentuais e quem s\u00e3o os herdeiros legais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entretanto, em n\u00e3o sendo poss\u00edvel a realiza\u00e7\u00e3o do planejamento sucess\u00f3rio, outras medidas podem e devem ser adotadas, visando a busca para solucionar situa\u00e7\u00f5es em que a atividade empres\u00e1ria est\u00e1 sendo obstada devido a problem\u00e1ticas ou poss\u00edveis conflitos. Portanto, visando a celeridade processual, diante da busca de solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas que poder\u00e3o ser adotadas, cabe destacar novamente, o artigo 1.028 onde \u00e9 descrito que, \u201cNo caso de morte de s\u00f3cio, liquidar-se-\u00e1 sua quota\u201d. Logo, evidencia-se como regra a necessidade urgente de liquidar as cotas sociais para incluir no invent\u00e1rio e a busca para conseguir o alvar\u00e1, este necess\u00e1rio para a venda das cotas sociais, isso caso n\u00e3o haja interesse em continuar na sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O C\u00f3digo Civil, em seu artigo 1.031, retrata sobre o que ser\u00e1 cab\u00edvel ao contrato, sendo disposto sobre o valor da quota a ser liquidada, assim como, a forma que ocorrer\u00e1 o pagamento. Caso o contrato seja omisso, \u00e9 previsto por lei que o pagamento ser\u00e1 feito em dinheiro, por prazo de noventa dias, a ser contabilizado o valor patrimonial da sociedade na data da resolu\u00e7\u00e3o. Importante esclarecer que a liquida\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser feita autonomamente, tornando necess\u00e1ria a abertura do invent\u00e1rio e partilha, conforme entende a 3\u00aa Turma do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra solu\u00e7\u00e3o a ser realizada \u00e9 o oferecimento da cess\u00e3o de direito heredit\u00e1rio das cotas em quest\u00e3o aos s\u00f3cios remanescentes, caso n\u00e3o seja de interesse dos herdeiros em adquirir tais quotas. \u00c0 priori, cabe conceituar que a cess\u00e3o de direito heredit\u00e1rio \u00e9 a transfer\u00eancia da heran\u00e7a que \u00e9 herdada por direito para uma terceira pessoa, nesta hip\u00f3tese destacando-se o s\u00f3cio remanescente da empresa, todavia, tal medida s\u00f3 poder\u00e1 ser realizada mediante algumas autoriza\u00e7\u00f5es, como exemplo destaca-se a anu\u00eancia de todos os herdeiros envolvidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ademais, tem-se uma ressalva quando o de cujus for s\u00f3cio majorit\u00e1rio, seus herdeiros devem assumir substituindo o falecido, por consequente gerindo com efici\u00eancia e prestando informa\u00e7\u00f5es do balan\u00e7o financeiro e patrimonial aos demais s\u00f3cios, quest\u00e3o fundamental para que n\u00e3o haja maiores desconfian\u00e7as entre o novo s\u00f3cio majorit\u00e1rio, poss\u00edvel administrador, e os demais s\u00f3cio ou tamb\u00e9m herdeiros, conforme j\u00e1 detalhado anteriormente no presente trabalho. &nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 poss\u00edvel ainda que os herdeiros, s\u00f3cios remanescentes ou a sociedade requererem a nomea\u00e7\u00e3o de um administrador judicial para as quotas do esp\u00f3lio, isso enquanto da tramita\u00e7\u00e3o do invent\u00e1rio, destaca ainda Maria Eduarda Amaral (2023, p.68) que &#8220;\u00e9 fun\u00e7\u00e3o do inventariante administrar os bens do esp\u00f3lio seja qual for sua natureza (como amplamente visto), e \u00e9 fundada nas previs\u00f5es processuais acerca da tutela de urg\u00eancia, especialmente a de natureza cautelar (CPC, 2015)&#8221;, portanto, sendo a medida apresenta de car\u00e1ter excepcional que poder\u00e1 ser adotada a depender do caso em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">5\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo do estudo realizado, foram explorados os principais aspectos jur\u00eddicos relacionados \u00e0 sucess\u00e3o de empresas no contexto do invent\u00e1rio. O tema revelou-se complexo, permeado por normativas legais, judiciais e as diverg\u00eancias encontradas entre os tipos de empresa, assim como entre os herdeiros e\/ou s\u00f3cios, ou seja, nuances que exigem uma compreens\u00e3o profunda por parte dos operadores do Direito para que a aplica\u00e7\u00e3o deste, quando voltada ao ordenamento jur\u00eddico, seja celebrada da forma mais c\u00e9lere poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sucess\u00e3o de empresas, especialmente no cen\u00e1rio da elabora\u00e7\u00e3o do invent\u00e1rio, apresenta desafios \u00fanicos que exigem uma abordagem cuidadosa, conforme vem-se buscando evidenciar no presente estudo. Desde a an\u00e1lise dos direitos dos herdeiros at\u00e9 a transfer\u00eancia dos ativos e passivos da empresa, referente ao falecido, os aspectos legais prejudiciais a esse processo exigem aten\u00e7\u00e3o especial para evitar conflitos e garantir uma transi\u00e7\u00e3o suave.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A complexidade inerente \u00e0 sucess\u00e3o de empresas no \u00e2mbito do invent\u00e1rio transcende a mera transfer\u00eancia de bens e obriga\u00e7\u00f5es. Envolve uma aten\u00e7\u00e3o cuidadosa \u00e0s rela\u00e7\u00f5es contratuais, responsabilidades fiscais, direitos trabalhistas e uma gama de outros elementos que comp\u00f5em o tecido jur\u00eddico e operacional de uma entidade empresarial. A legisla\u00e7\u00e3o vigente, embora forne\u00e7a diretrizes fundamentais, muitas vezes n\u00e3o \u00e9 suficiente para abarcar todas as situa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas que podem surgir durante o invent\u00e1rio de uma empresa. Nesse sentido, destaca-se a import\u00e2ncia de buscas por atualiza\u00e7\u00f5es jurisprudenciais, o vislumbre para buscar solu\u00e7\u00f5es pertinentes entre os herdeiros, o que gera a um papel de conciliador ao jurista, bem como, o estudo aprofundado dos meios mais adequados a serem estabelecidos para que ocorra a correta partilha e efetiva administra\u00e7\u00e3o dos s\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No decorrer desta pesquisa, foi destacada a import\u00e2ncia de uma abordagem proativa na identifica\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o de conflitos potenciais durante o processo sucess\u00f3rio. A an\u00e1lise detalhada dos contratos vigentes, por exemplo, \u00e9 imperativa para determinar a integridade das rela\u00e7\u00f5es comerciais e para evitar implica\u00e7\u00f5es legais indesejadas. Ademais, a clareza nas comunica\u00e7\u00f5es com os herdeiros e outras partes interessadas \u00e9 crucial para manter a transpar\u00eancia e minimizar os riscos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">REFER\u00caNCIAS<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ALMEIDA, Marcus Elidius Michelli de. <strong>Abuso do Direito e concorr\u00eancia desleal<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Quartier Latin, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ALVARES, Rodrigo Feracine e JUNIOR, Olavo Figueiredo Cardoso.<strong> Liquida\u00e7\u00e3o de Quotas Sociais de Sociedade simples por morte se s\u00f3cio: \u00e9 necess\u00e1rio o Invent\u00e1rio e a partilha das quotas ou basta a altera\u00e7\u00e3o do Contrato Social?<\/strong>, Revista de Direito Notarial. S\u00e3o Paulo, 2020. <a href=\"\/Users\/amand\/Downloads\/document%20(2).pdf\">file:\/\/\/C:\/Users\/amand\/Downloads\/document%20(2).pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AMARAL, Maria Eduarda Ribeiro Bernardes do, <strong>Sucess\u00e3o causa mortis de quotas empresariais: direito de voto do esp\u00f3lio em assembleia geral de sociedade limitada<\/strong>, Bras\u00edlia,2023. <a href=\"https:\/\/bdm.unb.br\/bitstream\/10483\/35876\/1\/2023_MariaEduardaBernardesAmaral_tcc.pdf\">https:\/\/bdm.unb.br\/bitstream\/10483\/35876\/1\/2023_MariaEduardaBernardesAmaral_tcc.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL, <strong>Artigo 1.028, C\u00f3digo de Civil,<\/strong> Bras\u00edlia,2002. <a href=\"https:\/\/modeloinicial.com.br\/lei\/CC\/codigo-civil\/art-1028\">https:\/\/modeloinicial.com.br\/lei\/CC\/codigo-civil\/art-1028<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL, <strong>Lei n.\u00ba 10.406\/2002, de 10 de janeiro de 2002. C\u00f3digo Civil<\/strong>. Bras\u00edlia: 2002. <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/2002\/L10406compilada.htm\">https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/2002\/L10406compilada.htm<\/a> &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL, <strong>artigo 5\u00ba, inciso XXX, Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/strong>, Bras\u00edlia, 1988. <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Constituicao.htm\">https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Constituicao.htm<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CASTRO, RAFAEL PEREIRA DE. <strong>A dissolu\u00e7\u00e3o parcial de sociedade empres\u00e1ria limitada \u00e0 luz do princ\u00edpio da preserva\u00e7\u00e3o da empresa<\/strong>. 2020. 127 f. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Direito) &#8211; Universidade Nove de Julho, S\u00e3o Paulo.&nbsp; <a href=\"https:\/\/bibliotecatede.uninove.br\/bitstream\/tede\/2393\/2\/Rafael%20Pereira%20de%20Castro.pdf\">https:\/\/bibliotecatede.uninove.br\/bitstream\/tede\/2393\/2\/Rafael%20Pereira%20de%20Castro.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRITO, Carlos Alberto de e NORAT, Markus Samuel Leite, <strong>Sinopse de Direito Empresarial<\/strong>, Leme &#8211; SP: Edijur, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FAQUIM, David Guilherme Antonietti e HARO, Guilherme Prado Bohac de. <strong>Cria\u00e7\u00e3o da Figura da Sociedade Limitada Unipessoal &#8211; Fim da Eireli?<\/strong>. ETIC &#8211; Encontro de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, Toledo, 2019. <a href=\"http:\/\/intertemas.toledoprudente.edu.br\/index.php\/ETIC\/article\/view\/8015\/67648866\">http:\/\/intertemas.toledoprudente.edu.br\/index.php\/ETIC\/article\/view\/8015\/67648866<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00daLIA, Maria Fonteles Seabra, <strong>Cl\u00e1usula arbitral nos instrumentos de cria\u00e7\u00e3o das sociedades empres\u00e1rias e a vincula\u00e7\u00e3o do herdeiro<\/strong>, 2020. <a href=\"https:\/\/docs.google.com\/document\/d\/1uoeWlH1ECoPsEMQY1VvW6SiIFiqhkRcV\/edit\">https:\/\/docs.google.com\/document\/d\/1uoeWlH1ECoPsEMQY1VvW6SiIFiqhkRcV\/edit<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LUCENA, Jos\u00e9 Waldecy. <strong>Das sociedades limitadas. 6<\/strong>. ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MAMEDE GLADSTON, <strong>Manual de Direito Empresarial<\/strong>, S\u00e3o Paulo, Editora Atlas S.A., 2007.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MIGNONI, Elis Regina Busatta e SARTORI, Giana Lisa Zanardo, <strong>Impactos no direito sucess\u00f3rio da doa\u00e7\u00e3o do capital social em vida<\/strong>, Rio Grande do Sul, 2018. <a href=\"\/Users\/amand\/Downloads\/Elis%20Regina%20Busatta%20Mignoni.pdf\">file:\/\/\/C:\/Users\/amand\/Downloads\/Elis%20Regina%20Busatta%20Mignoni.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a>NERY, Rosa Maria de Andrade, Nelson Nery Junior<\/a>, <strong>Institui\u00e7\u00f5es de Direito Civil: Fam\u00edlia e Sucess\u00f5es<\/strong>, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MIRANDA, Pontes de, <strong>Tratado de Direito Privado: direito das sucess\u00f5es &#8211; testamenteiro, invent\u00e1rio e partilha. Atual. por Giselda Hironaka, Paulo L\u00f4bo e Euclides de Oliveira. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Revista dos Tribunais, 2012. Tomo 60.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RIBEIRO, Roberto Soares de Carvalho, <strong>Pr\u00e1tica em Invent\u00e1rios<\/strong> &#8211; Curso intensivo, 2021. <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=KPgsIBsjYAo&amp;amp;t=1s\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=KPgsIBsjYAo&amp;amp;t=1s<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SANTA CRUZ, ANDR\u00c9, <strong>Manual de Direito Empresarial<\/strong>, volume \u00fanico, Editora Jus Podivm, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SILVA, Pedro Henrique Feitosa, <strong>Vantagens e desvantagens da constitui\u00e7\u00e3o de uma sociedade limitada unipessoal e da constitui\u00e7\u00e3o de uma empresa individual de responsabilidade limitada<\/strong>, Goi\u00e2nia, 2021. <a href=\"https:\/\/repositorio.pucgoias.edu.br\/jspui\/bitstream\/123456789\/1797\/1\/PEDRO%20HENRIQUE%20FEITOSA%20SILVA.pdf\">https:\/\/repositorio.pucgoias.edu.br\/jspui\/bitstream\/123456789\/1797\/1\/PEDRO%20HENRIQUE%20FEITOSA%20SILVA.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SOUZA, Bernardo Pimental, <strong>Invent\u00e1rio e Partilha: Observa\u00e7\u00f5es \u00e0 luz das leis 11.441, de 2007, 11.965, de 2009, e 12.195, de 2010. Revista de Direito<\/strong>, Minas Gerais, 2011. \u00a0<a href=\"https:\/\/www.locus.ufv.br\/bitstream\/123456789\/21161\/1\/artigo.pdf\">https:\/\/www.locus.ufv.br\/bitstream\/123456789\/21161\/1\/artigo.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a id=\"_ftn1\" href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref1\">[1]<\/a> Bacharela em Direito pelo Centro Universit\u00e1rio de Jo\u00e3o Pessoa \u2013 UNIP\u00ca.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LEGAL ASPECTS OF COMPANY SUCCESSION IN THE INVENTORY Artigo submetido em 16 de dezembro de 2023Artigo aprovado em 19 de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":1094,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"https:\/\/cognitiojuris.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/cognitio-juris_n1.jpg","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[15],"class_list":["post-326","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos-cientificos","tag-5o-numero"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/326","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=326"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/326\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1093,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/326\/revisions\/1093"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1094"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=326"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=326"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=326"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}