{"id":334,"date":"2023-12-20T21:00:00","date_gmt":"2023-12-21T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/scientiaetratio.com.br\/?p=334"},"modified":"2026-05-23T10:49:27","modified_gmt":"2026-05-23T13:49:27","slug":"lei-maria-da-penha-e-a-minimizacao-da-violencia-contra-a-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/lei-maria-da-penha-e-a-minimizacao-da-violencia-contra-a-mulher\/","title":{"rendered":"LEI MARIA DA PENHA E A MINIMIZA\u00c7\u00c3O DA VIOL\u00caNCIA CONTRA A MULHER"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MARIA DA PENHA LAW AND THE MINIMIZATION OF VIOLENCE AGAINST WOMEN<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Artigo submetido em 16 de dezembro de 2023<br>Artigo aprovado em 19 de dezembro de 2023<br>Artigo publicado em 20 de dezembro de 2023<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-luminous-vivid-orange-background-color has-background\"><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Scientia et Ratio<\/strong><br>Volume 3 \u2013 N\u00famero 4 \u2013 Dezembro de 2023<br>ISSN 2525-8532<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-7e4ac651328708ea719ac0894fa30934 wp-block-paragraph\">.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background\"><tbody><tr><td><strong>Autor:<br><\/strong>J\u00falia Alves Lima de Oliveira<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn1\">[1]<\/a><br>Lucilene Solano de Freitas Martins<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn2\">[2]<\/a><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-7e4ac651328708ea719ac0894fa30934 wp-block-paragraph\">.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RESUMO<\/strong>: A viol\u00eancia dom\u00e9stica contra a mulher \u00e9 recorrente na sociedade desde a antiguidade. Por muitos anos as agress\u00f5es aconteciam por meios f\u00edsicos, psicol\u00f3gicos e financeiros de forma camuflada, inseridas nos costumes e regras estabelecidas naquela \u00e9poca que se normalizavam pelo machismo estrutural que elencava o homem ao poder dominador das fam\u00edlias, partindo dessa normalidade da sociedade, \u00e0s mulheres ficavam na posi\u00e7\u00e3o de submiss\u00e3o ao homem que remetia a uma certa viol\u00eancia tirando-lhe a sua autonomia, liberdade, respeito e igualdade. Em meados de 2006, v\u00ea-se uma altera\u00e7\u00e3o onde ap\u00f3s a condena\u00e7\u00e3o do Brasil pela Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos (OEA) pela neglig\u00eancia e omiss\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos direitos das mulheres, surge a Lei 11.340\/2006 com o intuito de prevenir, punir e erradicar a viol\u00eancia contra a mulher, ainda que um avan\u00e7o em prote\u00e7\u00e3o \u00e0 v\u00edtima, necessita de efic\u00e1cia na aplica\u00e7\u00e3o para que cesse o aumento da viol\u00eancia que sofre v\u00e1rias reincid\u00eancias levando ao feminic\u00eddio. Para conter as agress\u00f5es \u00e9 necess\u00e1rio a conscientiza\u00e7\u00e3o da sociedade como um todo e a aplica\u00e7\u00e3o efetiva da lei para combater a viol\u00eancia que ainda persiste em alto \u00edndice com o passar dos anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Palavras-chave: <\/strong>Mulheres; Viol\u00eancia dom\u00e9stica; Efic\u00e1cia da Lei.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ABSTRACT<\/strong>: Domestic violence against women has recurred in society since ancient times. For many years, aggression took place through physical, psychological and financial means in a camouflaged way, embedded in the customs and rules established at the time, which were normalized by the structural machismo that cast men as the dominating power in families. Based on this normality in society, women were in a position of submission to men, which led to a certain violence, taking away their autonomy, freedom, respect and equality. In mid-2006, there was a change: after Brazil was condemned by the Organization of American States (OAS) for its negligence and omission in relation to women&#8217;s rights, Law 11.340\/2006 was enacted with the aim of preventing, punishing and eradicating violence against women. Although this is a step forward in terms of protecting victims, it needs to be applied effectively to stop the increase in violence, which is repeatedly repeated, leading to femicide. In order to curb aggression, society as a whole need to be made aware and the law needs to be effectively applied to combat the violence that still persists at a high rate over the years.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Keywords:<\/strong> Women; Domestic violence; Efficiency of the Law<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">1\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 INTRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A viol\u00eancia contra a mulher existe desde a antiguidade, por muito tempo tornava-se invis\u00edvel diante da sociedade devido os costumes da \u00e9poca que submetiam \u00e1s mulheres as regras sociais, religiosas e pol\u00edticas impostas pelos homens, fazendo com que elas convivessem diariamente com a opress\u00e3o. \u00c0s mulheres n\u00e3o usufru\u00edam de direitos igualit\u00e1rios, suas necessidades eram restringidas as decis\u00f5es do homem que predominantemente \u00e0s silenciava e decidiam sobre seus direitos e deveres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para impedir a gravidade da submiss\u00e3o e restri\u00e7\u00e3o da igualdade da mulher na sociedade, seria necess\u00e1ria uma aten\u00e7\u00e3o aos seus direitos e que essa busca necessitaria de uma mudan\u00e7a hist\u00f3rica e revolucion\u00e1ria para garantir a seguran\u00e7a e valoriza\u00e7\u00e3o do papel da mulher na sociedade. Inicia-se a luta constante pelos direitos das mulheres no mundo, que ainda historicamente, repercute na atualidade essa busca di\u00e1ria pelo seu lugar de fala e de direitos igualit\u00e1rios para uma boa conviv\u00eancia em sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil n\u00e3o havia legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em defesa dos direitos da mulher, portanto sua prote\u00e7\u00e3o se tornava limitada. No ano de 2001 o Brasil foi condenado pela Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos (OEA) pela neglig\u00eancia e omiss\u00e3o dos direitos das mulheres, devido a den\u00fancia recebida em favor de uma mulher v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica pelo seu esposo, na qual por diversas vezes recorria as autoridades e n\u00e3o obteve apoio nem seu caso solucionado, at\u00e9 que recorreu a Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos com o intuito de fornecer suporte e prote\u00e7\u00e3o a v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s a condena\u00e7\u00e3o do pa\u00eds pela neglig\u00eancia e omiss\u00e3o dos direitos das mulheres, surge a Lei n\u00b0 11.340\/2006 intitulada de Maria da Penha dando alus\u00e3o a v\u00edtima, como tamb\u00e9m em representa\u00e7\u00e3o a tantas outras mulheres que sofreram e sofrem viol\u00eancia dom\u00e9stica diariamente, sejam elas f\u00edsicas, psicol\u00f3gicas, patrimonial, sexual e moral. Com o passar dos anos, diante da cria\u00e7\u00e3o da lei e suas atualiza\u00e7\u00f5es no tempo, n\u00e3o s\u00e3o suficientes para cumprir fielmente o seu papel de prevenir, punir e erradicar a viol\u00eancia contra a mulher, visto que os casos continuaram em aumento significativo anos ap\u00f3s anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo dos anos tem aumentado os n\u00fameros de den\u00fancias de viol\u00eancia dom\u00e9stica, essa estat\u00edstica se d\u00e1 pelo fato de que o conhecimento em rela\u00e7\u00e3o aos tipos de viol\u00eancias e os meios de se proteger tem repercutido na sociedade, fazendo com que \u00e0s v\u00edtimas encontrem alicerce e consigam denunciar seus agressores. O Estado tem se empenhado na cria\u00e7\u00e3o de leis que assegurem \u00e1s mulheres para combater e diminuir os casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica. Por\u00e9m essa busca pela erradica\u00e7\u00e3o das agress\u00f5es n\u00e3o tem sido suficiente, pois, a cada ano tem aumentado consideravelmente o n\u00famero de v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Poder Legislativo tem progredido nas decis\u00f5es em mat\u00e9ria de direitos das mulheres. Um avan\u00e7o significativo foram as medidas protetivas de urg\u00eancia para a v\u00edtima em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, sendo elas concedidas independente de ajuizamento, bastando-se que a mulher esteja com a sua integridade f\u00edsica, psicol\u00f3gica, sexual, patrimonial ou moral violadas. No entanto, ainda que exista a progress\u00e3o das leis em benef\u00edcio a mulher e a defesa dos seus direitos, continua sendo ineficaz, pois n\u00e3o garante a prote\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, ou seja, torna-se falha na sua aplicabilidade, tornando assim a viol\u00eancia em aumento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo do estudo ser\u00e1 abordar a progress\u00e3o das leis em benef\u00edcio das mulheres ao longo do tempo, definindo os pontos positivos e as falhas em sua aplicabilidade. Na busca por mecanismos, explanando os motivos da sua contradi\u00e7\u00e3o, visto que o aumento das leis e campanhas em prote\u00e7\u00e3o, assim como conhecimentos sobre a viol\u00eancia dom\u00e9stica tem avan\u00e7ado ao passo que os \u00edndices de viol\u00eancia contra mulher tamb\u00e9m est\u00e3o em aumento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O m\u00e9todo de abordagem para o alcance do objetivo, ser\u00e1 o dedutivo. A t\u00e9cnica de pesquisa utiliza-se a bibliogr\u00e1fica que ser\u00e1 composta por estudos na doutrina, legisla\u00e7\u00e3o, artigos, dentre outras fontes para melhor explana\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o do tema exposto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dessa forma, o estudo ser\u00e1 dividido em quatro se\u00e7\u00f5es. Na primeira ser\u00e1 abordado a import\u00e2ncia dos direitos das mulheres, bem como a legisla\u00e7\u00e3o na antiguidade e em como a viol\u00eancia era ofuscada pelos costumes da sociedade, tornando-os ignorantes em rela\u00e7\u00e3o a opress\u00e3o vivida pela mulher. Em seguida, na segunda se\u00e7\u00e3o, apresenta-se o surgimento da Lei Maria da Penha, suas inova\u00e7\u00f5es e fundamentos, como tamb\u00e9m a sua efetividade na aplica\u00e7\u00e3o no cotidiano na busca pela preven\u00e7\u00e3o, puni\u00e7\u00e3o e erradica\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia dom\u00e9stica contra a mulher. Em continuidade, discute-se sobre a efic\u00e1cia na aplica\u00e7\u00e3o da Lei Maria da Penha, a efetividade do Estado na cria\u00e7\u00e3o das Leis em benef\u00edcio \u00e0 mulher na busca pelo fim da viol\u00eancia, como tamb\u00e9m se reflete o aumento dos meios de prote\u00e7\u00e3o que o Estado tem regulamentado para impedir o \u00edndice de viol\u00eancia, ao passo que predominam as estat\u00edsticas das agress\u00f5es por diversos meios, sendo eles: psicol\u00f3gicos, patrimoniais, f\u00edsicos, sexuais e morais, diariamente dificultando a cessa\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia que findam sofrendo a pr\u00e1tica do feminic\u00eddio por parte dos seus agressores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O DIREITO DAS MULHERES<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde a antiguidade os direitos das mulheres eram escassos e reprimidos, suas quest\u00f5es sociais e pol\u00edticas eram irrelevantes para a \u00e9poca, restando-lhes a submiss\u00e3o aos costumes da sociedade e a ordem dos seus sucessores que muitas vezes eram os pais, companheiros, religiosos e os pol\u00edticos que governavam o Estado em que elas habitavam. Neste per\u00edodo, j\u00e1 era expl\u00edcita as formas de viol\u00eancia moral e psicol\u00f3gica contra a mulher que n\u00e3o podia externar suas opini\u00f5es, sendo colocadas em posi\u00e7\u00e3o de inferioridade sem sequer decidir sobre suas quest\u00f5es individuais que s\u00e3o essenciais para qualquer indiv\u00edduo em sociedade. \u00c1s mulheres n\u00e3o obtinham direitos igualit\u00e1rios, seu lugar no mundo como detentora de direitos vem sendo constru\u00eddo a cada ano, trata-se de um longo processo desde o tempo antigo aos atuais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s in\u00fameros avan\u00e7os ao longo dos anos, a promulga\u00e7\u00e3o da constitui\u00e7\u00e3o federal de 1988 foi um marco importante em mat\u00e9ria de direito das mulheres. O constituinte atribuiu como cl\u00e1usula p\u00e9trea a igualdade perante a lei para os homens e mulheres, tornando-os iguais em direitos e deveres, possibilitando o lugar de fala da mulher na busca pelos seus interesses, estando eles firmados nos dispositivos jur\u00eddicos, no qual elas obtinham a garantia constitucionalmente de que se tornaria tamb\u00e9m detentora de direitos no \u00e2mbito familiar e do trabalho, como por exemplo, igualmente aos homens que tempo atr\u00e1s era o \u00fanico detentor deles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2.1\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A IGNOR\u00c2NCIA DO CONHECIMENTO DA VIOL\u00caNCIA DOM\u00c9STICA PELA SOCIEDADE<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ignor\u00e2ncia acerca da viol\u00eancia sofrida pela mulher era camuflada pelos ditames da sociedade baseada no contexto que viviam. Encontrar registros sobre as lutas e necessidades di\u00e1rias das mulheres \u00e9 dificultoso, isso se d\u00e1 pelo fato de que os homens eram os mentores e controladores das decis\u00f5es femininas, fazendo com que fossem silenciadas, sendo uma das caracter\u00edsticas de viol\u00eancia psicol\u00f3gica e moral ainda n\u00e3o conhecida, j\u00e1 que era impossibilitada de ter voz. Situa\u00e7\u00e3o que s\u00f3 mudaria com ajuda da sociedade como um todo, Cec\u00edlia Toledo em sua obra \u201cMulheres: O g\u00eanero nos une, a classe nos divide\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Toledo cita:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mulher n\u00e3o nasceu oprimida, mas devido a in\u00fameros fatores passou a s\u00ea-lo durante a hist\u00f3ria. Dentre estes fatores, os decisivos foram as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, que depois determinaram toda a superestrutura ideol\u00f3gica de sustenta\u00e7\u00e3o dessa opress\u00e3o: as cren\u00e7as, os valores, os costumes, a cultura em geral. Portanto, a opress\u00e3o somente poder\u00e1 ser superada com uma mudan\u00e7a na superestrutura das sociedades. (TOLEDO, 2008, p. 9).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a hist\u00f3ria, \u00e0s mulheres viviam oprimidas por seguirem os costumes, religi\u00e3o e a pol\u00edtica da \u00e9poca, sendo assim, eram educadas a aceita\u00e7\u00e3o da opress\u00e3o de forma natural desconhecendo suas condi\u00e7\u00f5es perante a sociedade, n\u00e3o reivindicando dessa forma seus direitos. Consequentemente repercutindo o sil\u00eancio para os filhos e toda a popula\u00e7\u00e3o naquele per\u00edodo, restando a coa\u00e7\u00e3o se prolongar a cada gera\u00e7\u00e3o que s\u00f3 poder\u00e1 se romper com a desconstru\u00e7\u00e3o da sociedade machista e valoriza\u00e7\u00e3o da mulher.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>A legisla\u00e7\u00e3o para mulheres na antiguidade<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A legisla\u00e7\u00e3o era omissa em rela\u00e7\u00e3o aos direitos das mulheres, a opress\u00e3o colocava em risco sua dignidade, impediam a sua liberdade e autonomia nas decis\u00f5es sobre elas mesmas, por vezes eram silenciadas e seus direitos fundamentais restringidos. O patriarcalismo predominava, a submiss\u00e3o das mulheres era costumeiramente aceita diante da sociedade que n\u00e3o encontrava respaldo jur\u00eddico e pol\u00edtico para o amparo \u00e0s indefesas na \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste contexto de desamparo, Muller e Bessing citam o Coletivo Ronda de Advogados (2008), e afirma que a mulher padece de uma tr\u00edplice explora\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em primeiro lugar, por formar parte dos povos explorados pelos pa\u00edses ricos [&#8230;]; em segundo lugar, ao mesmo tempo, sofre uma explora\u00e7\u00e3o espec\u00edfica como mulher no mundo do trabalho, com sal\u00e1rios inferiores e em piores condi\u00e7\u00f5es que o homem, no acesso aos postos de responsabilidade, tanto na esfera privada como p\u00fablica e em outros tantos aspectos da vida econ\u00f4mica, pol\u00edtica, social e cultural; Em terceiro lugar, &#8211; e n\u00e3o por isso menos importante \u2013 no \u00e2mbito dom\u00e9stico sofre uma terceira explora\u00e7\u00e3o, em forma frequente demais, por parte dos homens que abandonam suas responsabilidades familiares [&#8230;] nos quais a mulher padece a viol\u00eancia de g\u00eanero em forma de abusos, maus tratos, e inclusive a morte. (Muller e Bessing, 2018, p.18).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A opress\u00e3o sofrida pela mulher tem como agente principal o homem em conjunto com a sociedade que ditou os limites de sua autonomia, estando a merc\u00ea das ordens que repercute nas rotinas consuetudin\u00e1rias, como cuidar do lar e servir aos seus pais, posteriormente maridos e filhos. Assim elas estariam cumprindo o seu papel na sociedade, tamb\u00e9m conhecidas como algu\u00e9m que necessitava ser protegida, cuidada e controlada, os que a rodeavam acreditavam que elas estavam a cometer algum erro inesperado se n\u00e3o estivesse sendo observada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Garcia Lopes Louro, destaca que:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Qualquer atividade que a mulher realizava fora do \u00e2mbito dom\u00e9stico poderia ser um risco. O trabalho realizado pelas mulheres nas f\u00e1bricas, com\u00e9rcios ou escrit\u00f3rios, mesmo sendo indispens\u00e1vel para a sobreviv\u00eancia, devia ser exercido em conson\u00e2ncia aos trabalhos e deveres dom\u00e9sticos, com o papel de m\u00e3e e dona-de-casa. (Louro, 2006. p.443).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em meados de 1824 surge a constitui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do imp\u00e9rio, outorgada por Dom Pedro I trazendo com inova\u00e7\u00e3o o direito ao voto que s\u00f3 era liberado para os considerados cidad\u00e3os na \u00e9poca, sendo eles os homens com idade m\u00ednima de 25 anos ou os que tivessem renda maior que 100 mil r\u00e9is, estando exclu\u00eddas \u00e0s mulheres, pois n\u00e3o faziam parte dos aptos \u00e0 pratica de vota\u00e7\u00e3o. Por sua vez, neste per\u00edodo, a mulher s\u00f3 foi mencionada quando se tratava sobre a legitimidade dos filhos que podem ser considerados cidad\u00e3os brasileiros, vejamos no artigo 6\u00b0, inciso II:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Art. 6. S\u00e3o Cidad\u00e3os Brasileiros<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">I. Os que no Brasil tiverem nascido, quer sejam ing\u00eanuos, ou libertos, ainda que o pai seja estrangeiro, uma vez que este n\u00e3o resida por servi\u00e7o de sua Na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">II. Os filhos de pai Brasileiro, e os ileg\u00edtimos de m\u00e3e Brasileira, nascidos em pa\u00eds estrangeiro, que vierem estabelecer domicilio no Imp\u00e9rio. (Alencar, 2023)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A omiss\u00e3o sobre quest\u00f5es relativas \u00e0s mulheres na constitui\u00e7\u00e3o imperial era expl\u00edcita, pois n\u00e3o eram mencionadas como detentora de direitos sociais e pol\u00edticos, prevalecendo a escolha masculina para decidir sobre suas necessidades como habitantes, consequentemente elas n\u00e3o podiam ser candidata a um mandato eletivo ou cargo p\u00fablico, ou seja, n\u00e3o eram detentoras de posi\u00e7\u00f5es governamentais, seu principal dever era cuidar do lar, dos filhos e servir aos seus maridos para que assim fosse vista desempenhando o seu papel como mulher na \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A constitui\u00e7\u00e3o subsequente trata-se da republicana surgindo em 1891 com a impetra\u00e7\u00e3o do regime republicano que tamb\u00e9m n\u00e3o trouxe melhorias para a mulher, permanecendo-a na posi\u00e7\u00e3o de inferioridade, sem sequer obter direitos fundamentais, incluindo os sociais e pol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesta \u00e9poca, ainda que n\u00e3o houvesse men\u00e7\u00e3o sobre os direitos das mulheres \u00e0 pratica da vota\u00e7\u00e3o, j\u00e1 se iniciou a busca pelo direito ao voto pelo despertar da bi\u00f3loga Bertha Lutz que contribuiu com os movimentos em favor do voto feminino, sendo a fundadora da federa\u00e7\u00e3o brasileira para o progresso feminino em 1922, defendendo firmemente o direito pol\u00edtico da mulher:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Venho propor-me fazer um ensaio de funda\u00e7\u00e3o de uma liga de mulheres brasileiras. N\u00e3o proponho uma associa\u00e7\u00e3o de \u201csuffragettes\u201d para quebrar as vidra\u00e7as da Avenida, mas uma sociedade de brasileiras que compreendessem que a mulher n\u00e3o deve viver parasitariamente do seu sexo, aproveitando os 489 instintos animais do homem, mas que deve ser \u00fatil, instruir-se e a seus filhos, e tornar-se capaz de cumprir os deveres pol\u00edticos que o futuro n\u00e3o pode deixar de repartir com ela. Assim deixariam de ocupar sua posi\u00e7\u00e3o social t\u00e3o humilhante para elas como nefasta para os homens, e deixaria de ser um dos pesados elos que atam o nosso pa\u00eds ao passado, para se tornarem instrumentos preciosos ao progresso do Brasil (Hahner, 1993, p. 40).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A busca incans\u00e1vel da mulher para a obten\u00e7\u00e3o dos direitos pol\u00edticos \u00e9 conquistada em 1934, podendo ent\u00e3o exercer o voto que foi fundamental para a manifesta\u00e7\u00e3o do empoderamento feminino em busca de suas quest\u00f5es, a partir de ent\u00e3o, conforme destaca Teles (2003), surgindo em 1945 no Rio de Janeiro o Comit\u00ea de Mulheres pela Democracia, tendo como principal objetivo a participa\u00e7\u00e3o destas para decidir sobre as conquistas relativas a igualdade de direitos culturais, profissionais, pol\u00edticos e administrativos. J\u00e1 em 1947, \u00e9 criado a Federa\u00e7\u00e3o das Mulheres do Brasil \u2013 FMB com o intuito de reunir mulheres para debater quest\u00f5es dos seus interesses, pois quem dever\u00e1 decidir sobre os direitos das mulheres, sen\u00e3o elas mesmas? Com isso foi organizado o primeiro congresso em 1951 com diversas mulheres para o debate que levou in\u00fameras pautas passando a incluir a mesma nas diversas movimenta\u00e7\u00f5es ao decorrer dos anos.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Evolu\u00e7\u00e3o do conhecimento dos direitos dom\u00e9sticos<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em meados de 1934, ap\u00f3s diversos movimentos das mulheres em busca de reconhecimento na esfera pol\u00edtica houve a revolu\u00e7\u00e3o da liberdade de vota\u00e7\u00e3o das mulheres, tornando-as h\u00e1bil para se envolver nos debates pol\u00edticos e sociais na busca por visibilidade dos seus direitos, e consequentemente deveres. Dentre v\u00e1rios outros movimentos em busca de melhorias na qualidade de vida da mulher, destaca-se a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 que estabeleceu a igualdade dos homens e mulheres em direitos e deveres, destaca-se:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta Carta, que \u00e9 sem d\u00favida um documento hist\u00f3rico, apresenta as propostas das mulheres para uma ordena\u00e7\u00e3o normativa que traduzisse um patamar de igualdade entre homens e mulheres e afirmasse o papel do Estado na efetiva\u00e7\u00e3o deste marco normativo. Algumas propostas das mulheres iam al\u00e9m do papel que o Estado exercera at\u00e9 ent\u00e3o, expandindo o conceito de direitos humanos e atribuindo-lhe responsabilidades no \u00e2mbito da sa\u00fade reprodutiva advogando o reconhecimento do direito de mulheres e homens exercerem seus direitos reprodutivos escolhendo livremente o n\u00famero de filhos e contando com informa\u00e7\u00f5es e meios para tal, e conclamando o Estado para desempenhar um papel no sentido de coibir a viol\u00eancia no \u00e2mbito das rela\u00e7\u00f5es familiares (Pitanguy, 2017, s.p).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Carta Magna promulgada foi inovadora ap\u00f3s anos de luta das mulheres na constituinte alegando por suas reivindica\u00e7\u00f5es. Nos direitos e garantias fundamentais, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal afirmou:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<a><\/a><a><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">I &#8211; homens e mulheres s\u00e3o iguais em direitos e obriga\u00e7\u00f5es, nos termos desta Constitui\u00e7\u00e3o; (BRASIL,1988)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A igualdade entre homens e mulheres permite uma sequ\u00eancia de inova\u00e7\u00f5es para as mulheres, j\u00e1 que anteriormente, no decorrer da hist\u00f3ria, viviam submissas a decis\u00f5es do poder \u201cpater\u201d predominante. A busca por essa igualdade n\u00e3o veio com o passar dos anos de forma espont\u00e2nea. A concretiza\u00e7\u00e3o foi resultado de muitas lutas enfrentadas por diversas mulheres. Dentre os movimentos, surgiu um que foi bastante repercutido que se chamava de Loddy das meninas, movimento que reuniu diversas mulheres no poder constituinte para dirimir direitos relativos a elas mesmas, com a elabora\u00e7\u00e3o de uma carta por v\u00e1rias mulheres:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carta da Mulher Brasileira aos Constituintes<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, em novembro de 1985, lan\u00e7ou a Campanha MULHER E CONSTITUINTE. Desde ent\u00e3o, o CNDM percorreu o pa\u00eds, ouviu as mulheres brasileiras e ampliou os canais de comunica\u00e7\u00e3o entre o movimento social e os mecanismos de decis\u00e3o pol\u00edtica, buscando fontes de inspira\u00e7\u00e3o para a nova legalidade que se quer agora. Nessa campanha, uma certeza consolidou-se: CONSTITUINTE PARA VALER TEM QUE TER PALAVRA DE MULHER.&nbsp; Para n\u00f3s, mulheres, o exerc\u00edcio pleno da cidadania significa, sim, o direito \u00e0 representa\u00e7\u00e3o, \u00e0 voz, e \u00e0 vez na vida p\u00fablica, mas implica ao mesmo tempo, a dignidade na vida cotidiana, que a lei pode inspirar e deve assegurar; o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 viv\u00eancia familiar sem traumas. (&#8230;) Confiamos que os constituintes brasileiros, mulheres e homens, sobre os quais pesa a grande responsabilidade de refletir as aspira\u00e7\u00f5es de um povo sofrido e ansioso por melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, incorporem as propostas desta hist\u00f3rica campanha do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. (CARTA DAS MULHERES, 1987, s.p)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os direitos das mulheres s\u00e3o formados e estabelecidos gradativamente com o passar dos anos, atendendo a necessidade e seguran\u00e7a da mulher em sociedade. Um grande avan\u00e7o na busca pela prote\u00e7\u00e3o e dignidade da mulher est\u00e3o as campanhas de enfrentamento no combate \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica que se d\u00e1 mediante in\u00fameros casos de opress\u00e3o e submiss\u00e3o da mulher no mundo, fazendo com que a popula\u00e7\u00e3o encontre mecanismos de den\u00fancias e quebra de padr\u00f5es estabelecidos anteriormente, assegurando as v\u00edtimas a garantia de preven\u00e7\u00e3o, erradica\u00e7\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o aos que praticam a agress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">3\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A LEI MARIA DA PENHA<\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 7 de agosto de 2006 \u00e9 sancionada a Lei Maria da penha sendo considerada uma das tr\u00eas mais avan\u00e7adas do mundo pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), trazendo inova\u00e7\u00f5es j\u00e1 que outrora a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar era tratada pelo c\u00f3digo penal definido como conduta de menor potencial ofensivo, passando-se, ent\u00e3o a ser crime. Al\u00e9m da tipifica\u00e7\u00e3o, a lei estabelece o conceito de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, como tamb\u00e9m a suas formas de manifesta\u00e7\u00e3o, sendo elas: f\u00edsica, psicol\u00f3gica, sexual, patrimonial e moral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vejamos:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Art. 7\u00ba S\u00e3o formas de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, entre outras:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a>I &#8211; a viol\u00eancia f\u00edsica, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou sa\u00fade corporal;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">II &#8211; a viol\u00eancia psicol\u00f3gica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminui\u00e7\u00e3o da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas a\u00e7\u00f5es, comportamentos, cren\u00e7as e decis\u00f5es, mediante amea\u00e7a, constrangimento, humilha\u00e7\u00e3o, manipula\u00e7\u00e3o, isolamento, vigil\u00e2ncia constante, persegui\u00e7\u00e3o contumaz, insulto, chantagem, viola\u00e7\u00e3o de sua intimidade, ridiculariza\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o e limita\u00e7\u00e3o do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause preju\u00edzo \u00e0 sa\u00fade psicol\u00f3gica e \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o; (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.772, de 2018)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a>III &#8211; a viol\u00eancia sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de rela\u00e7\u00e3o sexual n\u00e3o desejada, mediante intimida\u00e7\u00e3o, amea\u00e7a, coa\u00e7\u00e3o ou uso da for\u00e7a; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impe\u00e7a de usar qualquer m\u00e9todo contraceptivo ou que a force ao matrim\u00f4nio, \u00e0 gravidez, ao aborto ou \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o, mediante coa\u00e7\u00e3o, chantagem, suborno ou manipula\u00e7\u00e3o; ou que limite ou anule o exerc\u00edcio de seus direitos sexuais e reprodutivos;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a>IV &#8211; a viol\u00eancia patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure reten\u00e7\u00e3o, subtra\u00e7\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econ\u00f4micos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a>V &#8211; a viol\u00eancia moral, entendida como qualquer conduta que configure cal\u00fania, difama\u00e7\u00e3o ou inj\u00faria. (Brasil, 2006)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A san\u00e7\u00e3o da Lei n. 11.340\/2006 foi uma revolu\u00e7\u00e3o em defesa dos direitos das mulheres, estabelecendo que a viol\u00eancia de g\u00eanero contra a mulher \u00e9 uma quest\u00e3o de responsabilidade do Estado Brasileiro em intervir nas quest\u00f5es familiares impondo mecanismos de prote\u00e7\u00e3o \u00e1s v\u00edtimas e planejamento das formas de combate \u00e0 viol\u00eancia que \u00e9 persistente em diversos lares, acarretando a priva\u00e7\u00e3o da liberdade da mulher repetindo os mesmos atos de tempos atr\u00e1s, no qual os movimentos femininos persistiram em revolucionar.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&nbsp;A ORIGEM<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1983, Maria da Penha Maia Fernandes, foi v\u00edtima de dupla tentativa de feminic\u00eddio por parte do seu esposo. De in\u00edcio ele efetuou disparos de arma de fogo em suas costas enquanto ela dormia, a deixando parapl\u00e9gica devido as les\u00f5es do tiro, submetendo a limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e desenvolvendo traumas psicol\u00f3gicos. Ap\u00f3s v\u00e1rios anos de sofrimento em busca de seguran\u00e7a e amparo jur\u00eddico, por parte de Maria da Penha, somente em 1991 o seu agressor foi sentenciado a 15 anos de pris\u00e3o, mas recorreu a decis\u00e3o saindo do f\u00f3rum em liberdade. Em 1996, houve o segundo julgamento com condena\u00e7\u00e3o a 10 anos e 6 meses, que tamb\u00e9m n\u00e3o foi cumprida devido a irregularidades processuais. Estando Maria, mais uma vez injusti\u00e7ada e sua seguran\u00e7a violada (Instituto Maria da Penha, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No ano 1998 a comiss\u00e3o interamericana de direitos humanos (CIDH\/OEA) recebeu den\u00fancia pelo Centro pela Justi\u00e7a e pelo Direito Internacional (CEJIL) e pelo Comit\u00ea Latino-Americano de Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM) em favor de Maria da Penha Maia Fernandes. O caso tomou repercuss\u00e3o internacional em busca por justi\u00e7a, mesmo a ocorr\u00eancia ter sido recebida pelas comiss\u00f5es, o Estado Brasileiro n\u00e3o tomou posi\u00e7\u00e3o em defesa aos direitos das mulheres, continuando omisso. Somente em 2001, o Brasil foi responsabilizado pela neglig\u00eancia, omiss\u00e3o e toler\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica praticada contra as mulheres brasileiras (Athias, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante de muitos debates entre o legislativo, executivo, comiss\u00f5es e a sociedade, e a necessidade de lei que resguarde \u00e0s mulheres que n\u00e3o encontravam prote\u00e7\u00e3o contra seus agressores, surge, ent\u00e3o o projeto de Lei n. 4.559\/2004 com o intuito de criar mecanismos para coibir a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, sendo aprovado por unanimidade. Passados dois anos, em 7 de agosto de 2006, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva sancionou a Lei n. 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, amparada pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal, portando como principal objetivo prevenir, punir e erradicar a Viol\u00eancia contra a mulher (Instituto Maria da Penha, 2023).<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&nbsp;A EFETIVIDADE DE SUA APLICA\u00c7\u00c3O<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O surgimento da Lei 11.340\/2006, intitulada como Lei Maria da Penha trouxeram diversas inova\u00e7\u00f5es, entre elas, a tipifica\u00e7\u00e3o e defini\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, estabelecendo as formas de viol\u00eancia, podendo ser: f\u00edsica, psicol\u00f3gica, sexual, patrimonial e moral, como tamb\u00e9m determinou que independe de sua orienta\u00e7\u00e3o sexual. Al\u00e9m disso, firmou a proibi\u00e7\u00e3o das penas pecuni\u00e1rias e a altera\u00e7\u00e3o do c\u00f3digo de Processo Penal para possibilitar ao juiz a decreta\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o preventiva quando houver riscos \u00e0 integridade f\u00edsica ou psicol\u00f3gica da mulher. Determinando tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o de juizados especiais de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher nas esferas c\u00edvel e criminal com o intuito de abranger as quest\u00f5es familiares que decorrem a viol\u00eancia contra a mulher.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir da aprova\u00e7\u00e3o da lei Maria da Penha, passa-se a reconhecer a necessidade do enfrentamento das autoridades e da sociedade como um todo no combate a viol\u00eancia, tornando-se efetivas em rela\u00e7\u00e3o a tempos atr\u00e1s, fazendo com que as mulheres encontrem prote\u00e7\u00e3o nos dispositivos jur\u00eddicos para resguardar seus direitos. Al\u00e9m da aplica\u00e7\u00e3o da lei, surgiram altera\u00e7\u00f5es com o passar dos anos, pois foi se adequando as necessidades da sociedade, buscando a efic\u00e1cia da lei que tem como objetivo a prote\u00e7\u00e3o da mulher.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">4\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A EFIC\u00c1CIA NA APLICA\u00c7\u00c3O DA LEI MARIA DA PENHA<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Lei Maria da Penha sofre com a sua aplica\u00e7\u00e3o pela falta de recursos que tem como objetivo punir, erradicar e prevenir a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar. A consequ\u00eancia disso s\u00e3o o aumento da viol\u00eancia contra a mulher que em muitos casos acarretam o feminic\u00eddio. Ainda que o legislativo estabele\u00e7a normas em prote\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher, fortale\u00e7a campanhas de atua\u00e7\u00e3o no combate a viola\u00e7\u00e3o da liberdade das v\u00edtimas, existe um n\u00famero crescente a cada ano, no qual remete d\u00favidas sobre a efic\u00e1cia da Lei.<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&nbsp;A EFETIVIDADE DO ESTADO NA LEGISLA\u00c7\u00c3O E A APLICA\u00c7\u00c3O NO COTIDIANO<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s a san\u00e7\u00e3o da Lei Maria da Penha, foi adquirindo algumas altera\u00e7\u00f5es que fortaleceram a defesa \u00e0 mulher tendo como principal objetivo a efic\u00e1cia na aplica\u00e7\u00e3o em combate a viol\u00eancia, entre os exemplos, a Lei n. 13.827\/19 permitindo a aplica\u00e7\u00e3o da medida protetiva de urg\u00eancia, pelas autoridades competentes, concedendo a mulher que esteja em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica. A norma tamb\u00e9m determinou que a concess\u00e3o da medida seja registrada em banco de dados administrado pelo Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No mesmo ano, tornou como obriga\u00e7\u00e3o informar quando a mulher v\u00edtima de agress\u00e3o for pessoa com defici\u00eancia, estabelecido na Lei n.13.836\/19. Outra decis\u00e3o importante foi a determina\u00e7\u00e3o da responsabilidade do agressor pelo ressarcimento dos servi\u00e7os prestados pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) no atendimento \u00e0s v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar e aos dispositivos de seguran\u00e7a por elas utilizados, tamb\u00e9m regulamentada no ano de 2019, pela lei enumerada por n.13.871\/2019. (Minist\u00e9rio dos Diretos Humanos e da Cidadania, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dentre outras decis\u00f5es em benef\u00edcio \u00e0 mulher, em 2020 surge a lei n. 13.984\/20 que estabeleceu a obrigatoriedade referente ao agressor a frequentar centros de educa\u00e7\u00e3o e reabilita\u00e7\u00e3o, estando designado a fazer acompanhamento psicossocial. Somente em julho de 2021, alcan\u00e7a-se a cria\u00e7\u00e3o do tipo penal de viol\u00eancia psicol\u00f3gica contra a mulher, com a san\u00e7\u00e3o da lei n. 14.188\/21. No ano seguinte, ocorreu a determina\u00e7\u00e3o do registro imediato pela autoridade judicial que se tratasse das medidas protetivas de urg\u00eancia em favor da mulher (Minist\u00e9rio dos Diretos Humanos e da Cidadania, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 em 2023, houveram mudan\u00e7as na Lei Maria da Penha, pela Lei n\u00b0 14.550\/2023, assegurando a prote\u00e7\u00e3o a mulher que esteja em \u00e2mbito dom\u00e9stico, familiar e \u00edntimas de afeto, caso viole a sua integridade f\u00edsica, psicol\u00f3gica, moral, sexual e patrimonial da v\u00edtima. Podendo ent\u00e3o, requerer medidas protetivas de urg\u00eancia quando houver viola\u00e7\u00e3o da sua dignidade humana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vejamos no artigo 1\u00b0 da estabelecida lei:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Art. 1\u00ba \u00a0O art. 19 da\u00a0Lei n\u00ba 11.340, de 7 de agosto de 2006\u00a0(Lei Maria da Penha), passa a vigorar acrescido dos seguintes \u00a7\u00a7 4\u00ba, 5\u00ba e 6\u00ba:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cArt. 19. &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a7 4\u00ba\u00a0As medidas protetivas de urg\u00eancia ser\u00e3o concedidas em ju\u00edzo de cogni\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria a partir do depoimento da ofendida perante a autoridade policial ou da apresenta\u00e7\u00e3o de suas alega\u00e7\u00f5es escritas e poder\u00e3o ser indeferidas no caso de avalia\u00e7\u00e3o pela autoridade de inexist\u00eancia de risco \u00e0 integridade f\u00edsica, psicol\u00f3gica, sexual, patrimonial ou moral da ofendida ou de seus dependentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a7 5\u00ba As medidas protetivas de urg\u00eancia ser\u00e3o concedidas independentemente da tipifica\u00e7\u00e3o penal da viol\u00eancia, do ajuizamento de a\u00e7\u00e3o penal ou c\u00edvel, da exist\u00eancia de inqu\u00e9rito policial ou do registro de boletim de ocorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a7 6\u00ba As medidas protetivas de urg\u00eancia vigorar\u00e3o enquanto persistir risco \u00e0 integridade f\u00edsica, psicol\u00f3gica, sexual, patrimonial ou moral da ofendida ou de seus dependentes. \u201d (Brasil, 2023)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Estado sendo principal respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o das leis que regulamenta as formas de preven\u00e7\u00e3o, puni\u00e7\u00e3o e erradica\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, tem a cada dia cumprido o seu papel, mas a aplica\u00e7\u00e3o possui algumas lacunas, visto que a cada ano as estat\u00edsticas relativas ao n\u00famero de den\u00fancias e reincid\u00eancias sobre viol\u00eancia \u00e0 mulher s\u00f3 aumentam, e consequentemente repercute nas taxas de feminic\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">4.2 FORMAS DE PROTE\u00c7\u00c3O A QUEM SOFRE PELA LEI MARIA DA PENHA<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A lei Maria da Penha, v\u00eam desempenhando seu papel com o intuito de preservar a v\u00edtima. Ao longo dos anos, foram necess\u00e1rias diversas aplica\u00e7\u00f5es de medidas com o objetivo de resguardar \u00e0s mulheres, dentre elas: as delegacias especializadas em combate \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a Mulher, como tamb\u00e9m o disque den\u00fancia por n\u00famero 180 referente a Central de atendimento \u00e0 Mulher em situa\u00e7\u00e3o de Viol\u00eancia, oferecido pelo Minist\u00e9rio da Mulher, da Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos (MMFDH), exclusivamente para facilitar o aux\u00edlio \u00e0s v\u00edtimas de viol\u00eancia de g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;A implementa\u00e7\u00e3o das medidas protetivas de urg\u00eancia que consiste na determina\u00e7\u00e3o do poder judici\u00e1rio em aplicar meios de resguardar a integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica das v\u00edtimas que se encontrem em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica, familiar ou nas rela\u00e7\u00f5es de afeto. Sendo elas de acordo com a necessidade da mulher que teve sua dignidade violada, vejamos no dispositivo jur\u00eddico da Lei Maria da Penha, 11.340\/2006:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Art. 22. Constatada a pr\u00e1tica de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, nos termos desta Lei, o juiz poder\u00e1 aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes medidas protetivas de urg\u00eancia, entre outras:<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">I &#8211; suspens\u00e3o da posse ou restri\u00e7\u00e3o do porte de armas, com comunica\u00e7\u00e3o ao \u00f3rg\u00e3o competente, nos termos da\u00a0Lei n\u00ba 10.826, de 22 de dezembro de 2003;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a>II &#8211; afastamento do lar, domic\u00edlio ou local de conviv\u00eancia com a ofendida;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a>III &#8211; proibi\u00e7\u00e3o de determinadas condutas, entre as quais:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a>a) aproxima\u00e7\u00e3o da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite m\u00ednimo de dist\u00e2ncia entre estes e o agressor;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a>b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunica\u00e7\u00e3o;<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">c) frequenta\u00e7\u00e3o de determinados lugares a fim de preservar a integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica da ofendida;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a>IV &#8211; restri\u00e7\u00e3o ou suspens\u00e3o de visitas aos dependentes menores, ouvida a equipe de atendimento multidisciplinar ou servi\u00e7o similar;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a>V &#8211; presta\u00e7\u00e3o de alimentos provisionais ou provis\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VI \u2013 comparecimento do agressor a programas de recupera\u00e7\u00e3o e reeduca\u00e7\u00e3o; e (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.984, de 2020)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VII \u2013 acompanhamento psicossocial do agressor, por meio de atendimento individual e\/ou em grupo de apoio. \u00a0(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.984, de 2020) (Brasil, 2006).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da implementa\u00e7\u00e3o das medidas, a lei 13.641\/2018 altera algumas quest\u00f5es, tornando-se tipificado como crime o descumprimento das medidas protetivas de urg\u00eancia referentes a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar. Sendo assim, refor\u00e7a o poder de puni\u00e7\u00e3o a quem pratica o ato delitivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s a den\u00fancia pelo \u201cDisque 180\u201d, no qual s\u00e3o respons\u00e1veis pelo fornecimento de informa\u00e7\u00f5es sobre o direito da mulher em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, tamb\u00e9m \u00e9 informado os locais de atendimento, como casas de apoio, centros de refer\u00eancias, Defensorias P\u00fablicas, n\u00facleos integrados de atendimento \u00e0s mulheres, como tamb\u00e9m as delegacias especializadas no atendimento \u00e0s mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia (C\u00e2mara dos Deputados, 2011).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), decidiu que condena\u00e7\u00e3o por viol\u00eancia dom\u00e9stica contra a mulher pode incluir dano moral a ser indenizado, mesmo que n\u00e3o exista prova espec\u00edfica, podendo ent\u00e3o pedir por parte da acusa\u00e7\u00e3o ou da ofendida. A tese firmada pela terceira se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) ao julgar recursos especiais repetitivos, tema 983 que Repara\u00e7\u00e3o de natureza c\u00edvel por ocasi\u00e3o da prola\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a condenat\u00f3ria nos casos de viol\u00eancia cometida contra mulher praticados no \u00e2mbito dom\u00e9stico e familiar (dano moral)., vejamos o pronunciamento do relator:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA simples relev\u00e2ncia de haver pedido expresso na&nbsp;den\u00fancia, a fim de garantir o exerc\u00edcio do contradit\u00f3rio e da ampla defesa, ao meu ver, \u00e9 bastante para que o juiz sentenciante, a partir dos elementos de prova que o levaram \u00e0 condena\u00e7\u00e3o, fixe o valor m\u00ednimo a t\u00edtulo de repara\u00e7\u00e3o dos danos morais causados pela infra\u00e7\u00e3o perpetrada, n\u00e3o sendo exig\u00edvel produ\u00e7\u00e3o de prova espec\u00edfica para aferi\u00e7\u00e3o da profundidade e\/ou extens\u00e3o do dano. O merecimento \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00ednsito \u00e0 pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar. O dano, pois, \u00e9&nbsp;in re ipsa\u201d afirmou o relator dos recursos especiais, ministro Rogerio Schietti Cruz<strong>. (Superior Tribunal de Justi\u00e7a, 2023)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2023, foi sancionada pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva a Lei 14.674\/2023 que determina a concess\u00e3o de aux\u00edlio-aluguel \u00e0s mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica, estando inclu\u00eddas no rol das medidas protetivas de urg\u00eancia j\u00e1 previstas na Lei Maria da Penha. O pagamento dessa medida, a fim de afastar a mulher em seu estado de vulnerabilidade social e econ\u00f4mica do seu agressor, deve ser concedido por um juiz que avaliar\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o em espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a relatora Senadora Margareth Buzetti (PDS-MT):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO aux\u00edlio ser\u00e1 financiado por estados e munic\u00edpios, com recursos originalmente destinados \u00e0 assist\u00eancia social para pessoas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade tempor\u00e1ria. Segundo a senadora, cinco mulheres s\u00e3o espancadas a cada dois minutos no Brasil. Em mais de 80% dos casos, o respons\u00e1vel \u00e9 o marido, o namorado ou o ex-parceiro, que tamb\u00e9m se aproveitam da depend\u00eancia financeira da v\u00edtima. (AG\u00caNCIA SENADO, 2023.)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A concess\u00e3o do aux\u00edlio aluguel \u00e9 um grande avan\u00e7o para \u00e0s mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, pois, permite a v\u00edtima autonomia de se distanciar da situa\u00e7\u00e3o vivenciada, j\u00e1 que in\u00fameras mulheres s\u00e3o obrigadas a conviver com seus agressores devido a depend\u00eancia econ\u00f4mica que se submetem, no qual eles se utilizam dessa depend\u00eancia para reincidir nas agress\u00f5es que posteriormente ocasiona na pr\u00e1tica do feminic\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">4.3 A PROGRESS\u00c3O DAS LEIS E O AUMENTO DOS CASOS. UMA INCONGRU\u00caNCIA?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Lei Maria da Penha surgiu para amparar \u00e0s mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, mas que seu objetivo tamb\u00e9m est\u00e1 em prevenir \u00e0s poss\u00edveis v\u00edtimas de viol\u00eancia sejam elas por meios f\u00edsicos, patrimonial, moral, patrimonial e sexual. Desde o seu surgimento em 2006 at\u00e9 os dias atuais a lei vem ganhando espa\u00e7o e se moldando \u00e0 novas decis\u00f5es, visando atingir o seu objetivo primordial que \u00e9 a prote\u00e7\u00e3o da mulher que tanto \u00e9 violentada diariamente no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, na quarta edi\u00e7\u00e3o do \u201cVis\u00edvel e invis\u00edvel: A vitimiza\u00e7\u00e3o de mulheres no Brasil\u201d, demonstra com base em dados o aumento significativo de mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia. Segundo as pesquisas dos dados baseados no 2022, 28,9% das brasileiras sofreram alguma das formas de viol\u00eancia de g\u00eanero, sendo o maior aumento j\u00e1 verificado na hist\u00f3ria, com base nesse levantamento, estima-se que 18,6 milh\u00f5es de mulheres sofreram viol\u00eancia neste ano. (F\u00f3rum de seguran\u00e7a, 2023)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda que as leis sejam criadas e pensadas visando proteger \u00e0 mulher em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, sua aplica\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem sido suficiente para bloquear o aumento cont\u00ednuo de v\u00edtimas no pa\u00eds. Os recursos empregados na busca pela erradica\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia dom\u00e9stica ainda s\u00e3o m\u00ednimos para a garantia da prote\u00e7\u00e3o da mulher, visto que as taxas de viol\u00eancia contra a mulher s\u00f3 aumentam. Observa-se pelos dados emitidos por pesquisas em todo o pa\u00eds que se originam da viola\u00e7\u00e3o da dignidade humana da mulher.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">5\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por todos os aspectos narrados, conclui-se que a Lei Maria da Penha foi um dispositivo justo ao ser elaborado para combater a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher que tanto teve seus direitos reprimidos e invalidados durante todo o decorrer da hist\u00f3ria. Al\u00e9m disso, a valida\u00e7\u00e3o e utilidade da lei trouxe reconhecimento mundial \u00e0 sociedade atrav\u00e9s de campanhas, redes de apoio, inclus\u00e3o das mulheres na pol\u00edtica que tamb\u00e9m contribuem com a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas na busca pela extin\u00e7\u00e3o das formas de viol\u00eancia de g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Estado garantidor da dignidade humana, assim promulgado na carta magna, tem assegurado o seu papel na elabora\u00e7\u00e3o das leis na busca pela minimiza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra a mulher, mas ainda causa falhas na sua aplica\u00e7\u00e3o, resultado disto s\u00e3o os n\u00fameros crescente de v\u00edtimas no decorrer dos anos, dados esses que causam repercuss\u00e3o em todo o \u00e2mbito familiar e na sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para conter o aumento dos casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar \u00e9 necess\u00e1rio a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que visem envolver toda a sociedade. Partindo do pressuposto de que o aumento da viol\u00eancia contra a mulher \u00e9 uma quest\u00e3o de responsabilidade do Estado em conjunto com a popula\u00e7\u00e3o, para que assim consiga minimizar esse problema que p\u00f5e em ru\u00edna a dignidade da mulher, levando em alguns casos ao feminic\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a minimiza\u00e7\u00e3o dos casos \u00e9 necess\u00e1rio o enfoque nas dissemina\u00e7\u00f5es de informa\u00e7\u00f5es de forma cont\u00ednua atrav\u00e9s dos canais de comunica\u00e7\u00f5es que busquem transmitir as formas de viol\u00eancia para que as v\u00edtimas reconhe\u00e7am, como tamb\u00e9m os meios de buscar ajuda. \u00c9 importante que seja estabelecido n\u00famero de pessoas influentes nas \u00e1reas sociais, pol\u00edticas e religiosas para abordar o assunto exclusivamente afim de adentrar em todas as esferas para combater a viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do fortalecimento das m\u00eddias digitais na busca pela transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio a capacita\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos profissionais respons\u00e1veis pela rede de enfrentamento para identifiquem o estado de vulnerabilidade que a v\u00edtima se encontra e assim aborda-la. Como tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio a participa\u00e7\u00e3o ativa das mulheres em programas fornecidos pela assist\u00eancia social em cada bairro para que atrav\u00e9s das informa\u00e7\u00f5es consiga identificar a viol\u00eancia caso aconte\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As recomenda\u00e7\u00f5es descritas servir\u00e3o para o fortalecimento da aplica\u00e7\u00e3o da lei Maria da Penha que tem como objetivo prevenir a mulher, s\u00f3 assim conseguiremos conviver em uma sociedade livre do machismo que imp\u00f5e ordem e submiss\u00e3o \u00e0s mulheres que se tornam v\u00edtimas da viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AGENCIA SENADO<strong>. <\/strong><strong>Lei concede aux\u00edlio-aluguel para mulher v\u00edtima de viol\u00eancia. <\/strong>15\/09\/2023. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2023\/09\/15\/lei-concede-auxilio-aluguel-para-mulher-vitima-de-violencia\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2023\/09\/15\/lei-concede-auxilio-aluguel-para-mulher-vitima-de-violencia<\/a>; Acesso em: 15 set 2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ALENCAR, Ana Valderez A. N de. A Cidadania e a Nacionalidade na Constitui\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio.<strong> Revista informa\u00e7\u00e3o Legislativa. <\/strong>Senado Federal. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www2.senado.leg.br\/bdsf\/bitstream\/handle\/id\/180815\/000350155.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y\">https:\/\/www2.senado.leg.br\/bdsf\/bitstream\/handle\/id\/180815\/000350155.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y<\/a>; Acesso em: 20 ago 2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ATHIAS, Gabriela. <strong>OEA condena Brasil por viol\u00eancia dom\u00e9stica. <\/strong>Folha de S\u00e3o Paulo 06\/05\/2001. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/cotidian\/ff0605200109.htm#:~:text=No%20%C3%BAltimo%20dia%2030%2C%20pela,o%20de%20Maria%20da%20Penha\">https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/cotidian\/ff0605200109.htm#:~:text=No%20%C3%BAltimo%20dia%2030%2C%20pela,o%20de%20Maria%20da%20Penha<\/a>; Acesso em: 10 set 2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>Constitui\u00e7\u00e3o da Republica Federativa do Brasil de 1988<\/strong>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\">https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm<\/a>; Acesso em: 15 ago 2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL.&nbsp;<strong>Lei n. 11.340, de 7 de agosto de 2006<\/strong>. Cria mecanismos para coibir a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, nos termos do \u00a7 8\u00ba do art. 226 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, da Conven\u00e7\u00e3o sobre a Elimina\u00e7\u00e3o de Todas as Formas de Discrimina\u00e7\u00e3o contra as Mulheres e da Conven\u00e7\u00e3o Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Viol\u00eancia contra a Mulher; disp\u00f5e sobre a cria\u00e7\u00e3o dos Juizados de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar contra a Mulher; altera o C\u00f3digo de Processo Penal, o C\u00f3digo Penal e a Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal; e d\u00e1 outras provid\u00eancias. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2006\/Lei\/L11340.htm\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2006\/Lei\/L11340.htm<\/a>; Acesso em: 30 ago 2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>Lei n. 14.550, de 19 de abril de 2023<\/strong>. Altera a Lei n\u00ba 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), para dispor sobre as medidas protetivas de urg\u00eancia e estabelecer que a causa ou a motiva\u00e7\u00e3o dos atos de viol\u00eancia e a condi\u00e7\u00e3o do ofensor ou da ofendida n\u00e3o excluem a aplica\u00e7\u00e3o da Lei. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2023\/lei\/l14550.htm\">https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2023\/lei\/l14550.htm<\/a>;Acesso em: 30 ago 2023<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CALAZANS, Myllena; CORTES, I\u00e1ris. O processo de cria\u00e7\u00e3o, aprova\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o da Lei Maria da Penha. In: CAMPOS, C. H. (Org.).&nbsp;<strong>Lei Maria da Penha comentada em uma perspectiva jur\u00eddico-feminista<\/strong>. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CARTA DAS MULHERES. <strong>Aos constituintes de 1987<\/strong>. Assembleia Nacional Constituinte. Congresso Nacional. Conselho Nacional dos Direitos da Mulher Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. CNDM. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/atividade-legislativa\/legislacao\/Constituicoes_Brasileiras\/constituicao-cidada\/a-constituinte-e-as-mulheres\/arquivos\/Constituinte%201987-1988-Carta%20das%20Mulheres%20aos%20Constituintes.pdf\">https:\/\/www2.camara.leg.br\/atividade-legislativa\/legislacao\/Constituicoes_Brasileiras\/constituicao-cidada\/a-constituinte-e-as-mulheres\/arquivos\/Constituinte%201987-1988-Carta%20das%20Mulheres%20aos%20Constituintes.pdf<\/a>; Acesso em: 20 out 2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conselho Nacional de Justi\u00e7a. CNJ. <strong>Lei Maria da Penha. <\/strong>2023. Dispon\u00edvel em:&nbsp; <a href=\"https:\/\/www.cnj.jus.br\/lei-maria-da-penha\/#:~:text=Principais%20inova%C3%A7%C3%B5es%20da%20Lei%20Maria%20da%20Penha&amp;text=Determina%20que%20a%20viol%C3%AAncia%20dom%C3%A9stica,independe%20de%20sua%20orienta%C3%A7%C3%A3o%20sexual.&amp;text=Determina%20que%20a%20mulher%20somente%20poder%C3%A1%20renunciar\">https:\/\/www.cnj.jus.br\/lei-maria-da-penha\/#:~:text=Principais%20inova%C3%A7%C3%B5es%20da%20Lei%20Maria%20da%20Penha&amp;text=Determina%20que%20a%20viol%C3%AAncia%20dom%C3%A9stica,independe%20de%20sua%20orienta%C3%A7%C3%A3o%20sexual.&amp;text=Determina%20que%20a%20mulher%20somente%20poder%C3%A1%20renunciar%20%C3%A0%20den%C3%BAncia%20perante%20o%20juiz.&amp;text=Ficam%20proibidas%20as%20penas%20pecuni%C3%A1rias,de%20multas%20ou%20cestas%20b%C3%A1sicas<\/a>). Acesso em: 15 set 2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">DELZIOVO, Carmem Regina<em>, et all<\/em>.<strong> Rede de Apoio \u00e0s mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica<\/strong>. Estrat\u00e9gias para o fortalecimento da aten\u00e7\u00e3o na sa\u00fade das mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia domestica e sexual. Florian\u00f3polis. UFSC. 2022 Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/unasus.ufsc.br\/saudedamulher\/files\/2022\/02\/CARTILHA_ViolenciaMulheres_V2-1.pdf\">https:\/\/unasus.ufsc.br\/saudedamulher\/files\/2022\/02\/CARTILHA_ViolenciaMulheres_V2-1.pdf<\/a>; Acesso em: 20 out 2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FGV\/CPDOC. <strong>Bertha<\/strong><strong> Lutz Abriu Caminho Para O Voto Feminino E Outras Conquistas. <\/strong>2023. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/internet\/agencia\/infograficos-html5\/a-conquista-do-voto-feminino\/bertha-lutz.html\">https:\/\/www.camara.leg.br\/internet\/agencia\/infograficos-html5\/a-conquista-do-voto-feminino\/bertha-lutz.html<\/a>; Acesso em: 5 nov 2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FONTE SEGURA. <strong>Vis\u00edvel e Invis\u00edvel<\/strong>. A vitimiza\u00e7\u00e3o de mulheres no Brasil. 03\/03\/0223. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/fontesegura.forumseguranca.org.br\/mais-de-18-milhoes-de-mulheres-sofreram-alguma-forma-de-violencia-em-2022-mostra-pesquisa-do-forum-brasileiro-de-seguranca-publica\/\">https:\/\/fontesegura.forumseguranca.org.br\/mais-de-18-milhoes-de-mulheres-sofreram-alguma-forma-de-violencia-em-2022-mostra-pesquisa-do-forum-brasileiro-de-seguranca-publica\/<\/a>; Acesso em: 05 nov 2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">HAHNER, June. <strong>A mulher brasileira e suas lutas sociais e pol\u00edticas:<\/strong> 1850-1937. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1981.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">INSTITUTO MARIA DA PENHA. IMP. <strong>A lei na Integra e comentada. <\/strong>Dispon\u00edvel em:<a href=\"https:\/\/www.institutomariadapenha.org.br\/lei-11340\/lei-maria-da-penha-na-integra-e-comentada.html\">https:\/\/www.institutomariadapenha.org.br\/lei-11340\/lei-maria-da-penha-na-integra-e-comentada.html<\/a>; Acesso em: 15 set 2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">INSTITUTO MARIA DA PENHA. IMP. <strong>Quem \u00e9 Maria da Penha. <\/strong>Dispon\u00edvel em:https:\/\/www.institutomariadapenha.org.br\/quem-e-maria-da-penha.html; Acesso em: 06 out 2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ISTITUTO PATRICIA GALV\u00c3O.<strong> Direitos e responsabilidades e servi\u00e7os para enfrentar a viol\u00eancia<\/strong>. 2023.&nbsp; Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/dossies.agenciapatriciagalvao.org.br\/violencia\/violencias\/acoes-direitos-e-servicos-para-enfrentar-a-violencia\/\">https:\/\/dossies.agenciapatriciagalvao.org.br\/violencia\/violencias\/acoes-direitos-e-servicos-para-enfrentar-a-violencia\/<\/a>; Acesso em: 06 out 2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LEITE, Maria Suzana Souza. <strong>Lei Maria da Penha<\/strong>: o desafio de sua execu\u00e7\u00e3o frente \u00e0s falhas do Estado. Jornada Eixo 2013. Dispon\u00edvel em:&nbsp; http:\/\/www.joinpp.ufma.br\/jornadas\/joinpp2013\/JornadaEixo2013\/anaiseixo7questoesdegener oetniaegeracao\/leimariadapenhaodesafiodesuaexecucaofrenteasfalhasdoestado.pdf. Acesso em: 05 nov 2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LOURO, Guacira Lopes. Mulheres na sala de aula. In: <strong>Hist\u00f3ria das Mulheres no Brasil<\/strong>. PRIORE, Mary Del. (org.); BASSANEZI, Carla (coord. de textos). 8. ed. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2006. p. 443 \u2013 481.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MINIST\u00c9RIO DOS DIREITOS HUMANOS E DA CIDADANIA. MDHC. <strong>Lei Maria da Penha completa 16 anos e muda realidades de mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia no pa\u00eds.<\/strong> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mdh\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2022\/eleicoes-2022-periodo-eleitoral\/lei-maria-da-penha-completa-16-anos-e-muda-realidades-de-mulheres-em-situacao-de-violencia-no-pais\">https:\/\/www.gov.br\/mdh\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2022\/eleicoes-2022-periodo-eleitoral\/lei-maria-da-penha-completa-16-anos-e-muda-realidades-de-mulheres-em-situacao-de-violencia-no-pais<\/a>; Acesso em: 05 nov 2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MULLER, Cristina Maria; BESING, M\u00e1rcia. A Trajet\u00f3ria Hist\u00f3rica Da Mulher No Brasil: Da Submiss\u00e3o \u00c0 Cidadania. <strong>Revista Augustus<\/strong>. Rio de Janeiro, v.23, n 45 p. 25-46, jan\/jun. 2018. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistas.unisuam.edu.br\/index.php\/revistaaugustus\/article\/view\/147\">https:\/\/revistas.unisuam.edu.br\/index.php\/revistaaugustus\/article\/view\/147<\/a>; Acesso em: 05 nov 2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PITANGUY, Jacqueline. <strong>As Mulheres e a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988<\/strong>. Cepia, 2017. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.cepia.org.br\/images\/nov089.pdf\">http:\/\/www.cepia.org.br\/images\/nov089.pdf<\/a>.; Acesso em: 05 nov 2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A. <strong>Condena\u00e7\u00e3o por viol\u00eancia dom\u00e9stica contra a mulher pode incluir dano moral m\u00ednimo mesmo sem prova especific<\/strong>a. Recurso repetitivo STJ. 2018 Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias-antigas\/2018\/2018-03-02_11-25_Condenacao-por-violencia-domestica-contra-a-mulher-pode-incluir-dano-moral-minimo-mesmo-sem-prova-especifica.aspx\">https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias-antigas\/2018\/2018-03-02_11-25_Condenacao-por-violencia-domestica-contra-a-mulher-pode-incluir-dano-moral-minimo-mesmo-sem-prova-especifica.aspx<\/a>;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TELES, Maria Am\u00e9lia de Almeida. Breve hist\u00f3ria do feminismo no Brasil. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 2003. 179p. TOLEDO, Cec\u00edlia. <strong>Mulheres:<\/strong> o g\u00eanero nos une, a classe nos divide. S\u00e3o Paulo: Sundermann, 2008.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Bacharela em Direito pelo Centro Universit\u00e1rio de Jo\u00e3o Pessoa \u2013 UNIP\u00ca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Professora Universit\u00e1ria. Mestre em Direito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MARIA DA PENHA LAW AND THE MINIMIZATION OF VIOLENCE AGAINST WOMEN Artigo submetido em 16 de dezembro de 2023Artigo aprovado&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":1102,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"https:\/\/cognitiojuris.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/cognitio-juris_n1.jpg","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[15],"class_list":["post-334","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos-cientificos","tag-5o-numero"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=334"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1101,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334\/revisions\/1101"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1102"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=334"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=334"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=334"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}