{"id":705,"date":"2025-06-30T13:25:56","date_gmt":"2025-06-30T16:25:56","guid":{"rendered":"https:\/\/scientiaetratio.com.br\/?p=705"},"modified":"2026-05-23T11:34:42","modified_gmt":"2026-05-23T14:34:42","slug":"efeitos-das-tecnicas-de-reproducao-assistida-post-mortem-no-direito-das-sucessoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/efeitos-das-tecnicas-de-reproducao-assistida-post-mortem-no-direito-das-sucessoes\/","title":{"rendered":"EFEITOS DAS T\u00c9CNICAS DE REPRODU\u00c7\u00c3O ASSISTIDA POST MORTEM NO DIREITO DAS SUCESS\u00d5ES"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>THE EFFECTS OF THE TECHNIQUES\u00a0OF POST MORTEM ASSISTED REPRODUCTION ON INHERITANCE LAW<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Artigo submetido em 11 de junho de 2025<br>Artigo aprovado em 16 de junho de 2025<br>Artigo publicado em 30 de junho de 2025<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-luminous-vivid-orange-background-color has-background\"><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Scientia et Ratio<\/strong><br>Volume 5 \u2013 N\u00famero 8 \u2013 Junho de 2025<br>ISSN 2525-8532<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-7e4ac651328708ea719ac0894fa30934 wp-block-paragraph\">.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background\"><tbody><tr><td><strong>Autor:<br><\/strong>Lu\u00edsa Coutinho Vasconcelos de Lacerda<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn1\">[1]<\/a><br>Renata Torres da Costa Mangueira<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn2\">[2]<\/a><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-7e4ac651328708ea719ac0894fa30934 wp-block-paragraph\">.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RESUMO: O presente projeto possui o intuito de destrinchar as inova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas na \u00e1rea da reprodu\u00e7\u00e3o humana e como elas afetam o Direito como um todo. Visa apresentar a possibilidade da realiza\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o assistida (RA) quando um dos doadores do material gen\u00e9tico utilizado \u00e9 falecido, trazendo a legisla\u00e7\u00e3o vigente para an\u00e1lise das hip\u00f3teses cab\u00edveis. Tamb\u00e9m pretende verificar os efeitos da RA no Direito das Sucess\u00f5es, pormenorizando o bin\u00f4mio relativo ao Direito ao Planejamento Familiar do <em>de cujus <\/em>e os Direitos de Reconhecimento da Paternidade e \u00e0 Sucess\u00e3o do ascendente pelo filho gerado ap\u00f3s o falecimento do genitor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Palavras-chave: Direito ao Planejamento Familiar. Direitos Sucess\u00f3rios. Reprodu\u00e7\u00e3o Assistida <em>Post-Mortem<\/em>. Invent\u00e1rio. Heran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ABSTRACT: This project aims to unravel scientific innovations in the area of human reproduction and how they affect Law as a whole. It aims to present the possibility of carrying out assisted reproduction techniques (AR) when one of the donors of the genetic material used is deceased, bringing current legislation to analysis of applicable hypotheses. It also intends to verify the effects of RA on Inheritance Law, detailing the binomial relating to the Right to Family Planning of the deceased and the Rights of Recognition of Paternity and Succession of the ascendant for the child generated after the death of the parent.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Key words: Right to Family Planning. Succession Rights. Post-Mortem Assisted Reproduction. Inventory. Heritage.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SUM\u00c1RIO: 1. Introdu\u00e7\u00e3o. 2. Conceito de Fam\u00edlia. 3. Dos Direitos Fundamentais Relacionados ao Tema Proposto; 3.1. Do Direito ao Planejamento Familiar e da Paternidade Respons\u00e1vel; 3.2. Dos Direitos Sucess\u00f3rios do Menor concebido ap\u00f3s a morte do genitor, 3.3 Do Princ\u00edpio do Melhor Interesse da Crian\u00e7a; 4. Das T\u00e9cnicas de Reprodu\u00e7\u00e3o Assistida (RA); 5. Primeiros \u201cBeb\u00eas de Proveta\u201d 6. Caso <em>Affair Parpalaix<\/em>; 7. Caso Roberto Niels e K\u00e1tia Lenerneier; 8. A Reprodu\u00e7\u00e3o Assistida P\u00f3stuma e seus Efeitos Sucess\u00f3rios em Outros Pa\u00edses; 9. O Estatuto da Reprodu\u00e7\u00e3o Assistida no Congresso; 10. Conclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; INTRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme os avan\u00e7os dos estudos cient\u00edficos na \u00e1rea da reprodu\u00e7\u00e3o humana, novas t\u00e9cnicas de fecunda\u00e7\u00e3o permitiram aos casais considerados at\u00e9 ent\u00e3o \u201cinf\u00e9rteis&#8221;, realizar seu sonho e poder continuar a sua respectiva descend\u00eancia, mantendo assim, a sua marca neste mundo moderno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Logo, estas t\u00e9cnicas foram aderidas e sua utiliza\u00e7\u00e3o aumenta a cada ano, tornando-se presentes no cotidiano da sociedade brasileira, engendrando situa\u00e7\u00f5es peculiares, como o caso do c\u00f4njuge sobrevivente que utiliza o material gen\u00e9tico do <em>de cujus <\/em>e possui filho p\u00f3stumo com este.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tal conjectura enquadra diversos questionamentos sobre os direitos do filho como herdeiro do seu genitor, falecido antes de sua concep\u00e7\u00e3o. Como se prosseguiria o invent\u00e1rio ap\u00f3s o aparecimento de herdeiro leg\u00edtimo que n\u00e3o era nascido ou sequer concebido na \u00e9poca do falecimento do <em>de cujus<\/em>?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com isso, \u00e9 not\u00f3rio que n\u00e3o h\u00e1 qualquer parte da legisla\u00e7\u00e3o p\u00e1tria que verse a respeito dessa problem\u00e1tica. O C\u00f3digo Civil apenas resolve a quest\u00e3o da filia\u00e7\u00e3o em seu art. 1.597, III e IV:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Art. 1.597. Presumem-se concebidos na const\u00e2ncia do casamento os filhos:<\/p>\n\n\n\n<ol style=\"list-style-type:upper-roman\" class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; havidos por fecunda\u00e7\u00e3o artificial hom\u00f3loga, mesmo que falecido o marido;\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; havidos, a qualquer tempo, quando se tratar de embri\u00f5es excedent\u00e1rios, decorrentes de concep\u00e7\u00e3o artificial hom\u00f3loga;<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ademais, n\u00e3o existe qualquer lei brasileira que regulamente as t\u00e9cnicas de Reprodu\u00e7\u00e3o Assistida (RA), ou ainda que autorize o uso do material gen\u00e9tico de um falecido para fins de procria\u00e7\u00e3o, sendo absolutamente imprescind\u00edvel a discuss\u00e3o sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deste modo, o presente artigo busca mostrar a necessidade de discuss\u00e3o do tema, com a promulga\u00e7\u00e3o de legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, abrangendo temas jurisprudenciais de importante relev\u00e2ncia nacional, dissecando as t\u00e9cnicas de RA de maneira que v\u00e1 demonstrar seus reflexos na \u00e1rea de Direito de Fam\u00edlia e Direito das Sucess\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; CONCEITO DE FAM\u00cdLIA<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seria simples definir a fam\u00edlia como a base da sociedade, tendo em vista, que \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o mais sucinta e direta aceita. Entretanto, tal defini\u00e7\u00e3o n\u00e3o abarca a complexidade e a evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que o termo \u201cfam\u00edlia\u201d viveu com o passar das gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Inicialmente, insta mencionar que o conceito de fam\u00edlia correspondia a liga\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea que um conjunto de pessoas possu\u00eda, na maioria das vezes coabitando na mesma casa e sendo um n\u00facleo econ\u00f4mico e reprodutivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ideia de uma fam\u00edlia tradicional consistia nos seguintes moldes, formulados por civiliza\u00e7\u00f5es antecedentes e consolidados na Roma Antiga: havia um pai (tamb\u00e9m chamado na Roma Antiga de \u201c<em>pater familias<\/em>\u201d) que era o l\u00edder e provedor da casa e decidia tudo sobre a vida de todos os outros parentes; sua esposa, seus filhos, seus servos e seus escravos. Apenas as mulheres de classes sociais mais baixas trabalhavam em fun\u00e7\u00f5es consideradas tipicamente femininas (enfermeira, professora da Educa\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria, bab\u00e1 e funcion\u00e1ria dom\u00e9stica, por exemplo), devido \u00e0 necessidade de aumentar a renda escassa de sua fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a eclos\u00e3o da Segunda Guerra Mundial, o trabalho feminino tornou-se vital para que a economia continuasse funcionando, enquanto os homens estavam nos campos de batalha. Deste modo, todas as mulheres foram conquistando seu espa\u00e7o no mercado de trabalho e a sociedade passou a considerar importante que as mulheres obtivessem um diploma universit\u00e1rio e exercessem fun\u00e7\u00f5es no mercado laboral.Portanto, os casamentos passaram a ser mais tardios (antes na faixa de 18 a 25 anos e hoje a partir de 35) e o n\u00famero de filhos diminuiu drasticamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ademais, havia distin\u00e7\u00e3o entre os filhos advindos do casamento (chamados leg\u00edtimos e cujos direitos \u00e0 filia\u00e7\u00e3o e sucess\u00e3o eram plenos), os filhos frutos de rela\u00e7\u00f5es extraconjugais (chamados ileg\u00edtimos e cujos direitos eram limitados) e os filhos frutos de um relacionamento entre pessoas que n\u00e3o fossem casadas entre si ou com outrem (filhos naturais, cujos direitos tamb\u00e9m eram limitados). Havia tamb\u00e9m distin\u00e7\u00e3o entre os filhos biol\u00f3gicos e adotivos, estes \u00faltimos possuindo menos direitos \u00e0 filia\u00e7\u00e3o e sucess\u00e3o que os primeiros. Com a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal em 1988, houve o fim da distin\u00e7\u00e3o entre os filhos, sendo todos estes considerados como filhos pela lei, com os mesmos direitos, inclusive os sucess\u00f3rios,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">conforme o disciplinado no art. 227, \u00a76\u00ba da CF.<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m com a promulga\u00e7\u00e3o da Carta Magna, foram reconhecidos outros modelos de fam\u00edlia, com formato divergente da fam\u00edlia tradicional, como a fam\u00edlia monoparental (formada com apenas um dos genitores), fam\u00edlia mosaica (onde h\u00e1 um segundo casamento e existe a conviv\u00eancia entre os filhos de casamentos anteriores dos c\u00f4njuges), fam\u00edlias onde o Poder Familiar \u00e9 exercido por outro parente que n\u00e3o seja o genitor e at\u00e9 fam\u00edlias sem filhos<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Constitui\u00e7\u00e3o Federal ainda igualou os direitos e deveres referentes \u00e0 sociedade conjugal para homens e mulheres<sup>4<\/sup>. Em conson\u00e2ncia com essa mudan\u00e7a, o C\u00f3digo Civil de 2002 modificou o termo utilizado para definir o poder que os genitores exercem sobre a fam\u00edlia (P\u00e1trio Poder antes de 2002) para Poder Familiar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, com tais mudan\u00e7as na sociedade, percebe-se que a fam\u00edlia \u00e9 definida pelo afeto que conecta dois ou mais indiv\u00edduos, sendo estes la\u00e7os mais fortes que os la\u00e7os sangu\u00edneos. Por isto, faz-se <em>mister <\/em>observar as palavras do Professor Rodrigo da Cunha Pereira:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA partir do momento em que a fam\u00edlia deixou de ser o n\u00facleo econ\u00f4mico e de reprodu\u00e7\u00e3o para ser o espa\u00e7o do afeto e do amor, surgiram novas e v\u00e1rias representa\u00e7\u00f5es sociais para ela.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS RELACIONADOS AO TEMA PROPOSTO<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A priori<\/em>, faz-se mister apresentar o bin\u00f4mio que norteia o presente artigo: O Direito ao Planejamento Familiar do <em>de cujus <\/em>X Os Direitos Sucess\u00f3rios do Menor concebido ap\u00f3s a morte de seu genitor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O bin\u00f4mio supracitado apresenta a colis\u00e3o entre estes direitos fundamentais, sendo necess\u00e1ria a discuss\u00e3o com o intuito de solucionar o impasse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">3.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do Direito ao Planejamento Familiar e da Paternidade Respons\u00e1vel<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o advento da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, foram elencados diversos direitos e garantias fundamentais que norteiam o sistema jur\u00eddico p\u00e1trio, formando um rol que, conforme o art. 5\u00ba,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a72\u00ba da Carta Magna, \u00e9 meramente exemplificativo, n\u00e3o excluindo outros direitos e garantias que n\u00e3o estejam presentes na Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, fundamentado pelo art. 226, \u00a77\u00ba, CF e pelos arts. 1\u00ba e 2\u00ba da Lei n\u00ba 9.263\/96,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">depreende-se que um desses direitos \u00e9 o direito ao planejamento familiar, explicitado na Carta Magna da seguinte forma:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00a7 7\u00ba Fundado nos princ\u00edpios da dignidade da pessoa humana e da paternidade respons\u00e1vel, o planejamento familiar \u00e9 livre decis\u00e3o do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e cient\u00edficos para o exerc\u00edcio desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de institui\u00e7\u00f5es oficiais ou privadas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desse modo, verifica-se que o planejamento familiar se constitui como a possibilidade do casal decidir se ter\u00e3o filhos ou n\u00e3o, assim como definir a quantidade de filhos desejada, se usar\u00e3o m\u00e9todos contraceptivos ou mesmo t\u00e9cnicas para a concep\u00e7\u00e3o no sentido geral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda percebe-se que o texto constitucional destaca a compet\u00eancia do Estado em propiciar recursos educacionais e cient\u00edficos para o exerc\u00edcio do direito ao planejamento familiar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entretanto, insta destacar que nenhuma institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou privada pode coagir casais em sua liberdade de escolha em seu planejamento familiar, a fim de que escolham de forma determinada pela institui\u00e7\u00e3o. Esta veda\u00e7\u00e3o encontra-se consolidada pelo art. 1.565, \u00a72\u00ba do C\u00f3digo Civil Brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outrossim, h\u00e1 que se falar no princ\u00edpio da paternidade respons\u00e1vel que implica na responsabilidade dos genitores para com a crian\u00e7a, pois este a trouxe ao mundo e portanto, deve zelar pela sua educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, lazer, desenvolvimento socioemocional e prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em se tratando da utiliza\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas de Reprodu\u00e7\u00e3o Assistida, o Supremo Tribunal Federal na A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade n\u00ba 3.510, pacificou que os casais podem utiliz\u00e1-las com fulcro no direito constitucional ao planejamento familiar. Eis um trecho da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cV &#8211; OS DIREITOS FUNDAMENTAIS \u00c0 AUTONOMIA DA VONTADE, AO PLANEJAMENTO FAMILIAR E \u00c0 MATERNIDADE. A decis\u00e3o por uma<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">descend\u00eancia ou filia\u00e7\u00e3o exprime um tipo de autonomia de vontade individual que a pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o rotula como &#8220;direito ao planejamento familiar&#8221;, fundamentado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">este nos princ\u00edpios igualmente constitucionais da &#8220;dignidade da pessoa humana&#8221; e da &#8220;paternidade respons\u00e1vel&#8221;. A conjuga\u00e7\u00e3o constitucional da laicidade do Estado e do primado da autonomia da vontade privada, nas palavras do Ministro Joaquim Barbosa. A op\u00e7\u00e3o do casal por um processo &#8220;in vitro&#8221; de fecunda\u00e7\u00e3o artificial de \u00f3vulos \u00e9 impl\u00edcito direito de id\u00eantica matriz constitucional, sem acarretar para esse casal o dever jur\u00eddico do aproveitamento reprodutivo de todos os embri\u00f5es eventualmente formados e que se revelem geneticamente vi\u00e1veis. O princ\u00edpio fundamental da dignidade da pessoa humana opera por modo bin\u00e1rio, o que propicia a base constitucional para um casal de adultos recorrer a t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o assistida que incluam a fertiliza\u00e7\u00e3o artificial ou &#8220;in vitro&#8221;. De uma parte, para aquinhoar o casal com o direito p\u00fablico subjetivo \u00e0 &#8220;liberdade&#8221; (pre\u00e2mbulo da Constitui\u00e7\u00e3o e seu art. 5\u00ba), aqui entendida como autonomia de vontade. De outra banda, para contemplar os porvindouros componentes da unidade familiar, se por eles optar o casal, com planejadas condi\u00e7\u00f5es de bem-estar e assist\u00eancia f\u00edsico-afetiva (art. 226 da CF). Mais exatamente, planejamento familiar que, &#8220;fruto da livre decis\u00e3o do casal&#8221;, \u00e9 &#8220;fundado nos princ\u00edpios da dignidade da pessoa humana e da paternidade respons\u00e1vel&#8221; (\u00a7 7\u00ba desse emblem\u00e1tico artigo constitucional de n\u00ba 226). O recurso a processos de fertiliza\u00e7\u00e3o artificial n\u00e3o implica o dever da tentativa de nida\u00e7\u00e3o no corpo da mulher de todos os \u00f3vulos afinal fecundados. N\u00e3o existe tal dever (inciso II do art. 5\u00ba da CF), porque incompat\u00edvel com o pr\u00f3prio instituto do &#8220;planejamento familiar&#8221; na citada perspectiva da &#8220;paternidade respons\u00e1vel&#8221;. Imposi\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do mais, que implicaria tratar o g\u00eanero feminino por modo desumano ou degradante, em contrapasso ao direito fundamental que se l\u00ea no inciso II do art. 5\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o. Para que ao embri\u00e3o &#8220;in vitro&#8221; fosse reconhecido o pleno direito \u00e0 vida, necess\u00e1rio seria reconhecer a ele o direito a um \u00fatero. Proposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o autorizada pela Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(ADI 3.510 &#8211; DF, Relator Ministro Ayres Britto, 29\/05\/2008)\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contudo, ao se mencionar a fertiliza\u00e7\u00e3o artificial p\u00f3stuma (isto \u00e9, a utiliza\u00e7\u00e3o do gameta ou de embri\u00e3o ap\u00f3s o falecimento do genitor), a jurisprud\u00eancia p\u00e1tria entende que para que seja realizado o procedimento, \u00e9 imprescind\u00edvel que o <em>de cujus <\/em>tenha deixado documento escrito que comprove sua anu\u00eancia, assegurando-lhe o direito ao planejamento familiar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eis um precedente do Superior Tribunal de Justi\u00e7a que solidifica esse entendimento:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cRECURSO ESPECIAL. INEXIST\u00caNCIA DE NEGATIVA DE PRESTA\u00c7\u00c3O JURISDICIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE AN\u00c1LISE DE OFENSA A ATOS NORMATIVOS INTERNA CORPORIS. REPRODU\u00c7\u00c3O HUMANA ASSISTIDA. REGULAMENTA\u00c7\u00c3O. ATOS NORMATIVOS E ADMINISTRATIVOS. PREVAL\u00caNCIA DA TRANSPAR\u00caNCIA E CONSENTIMENTO EXPRESSO ACERCA DOS PROCEDIMENTOS. EMBRI\u00d5ES EXCEDENT\u00c1RIOS. POSSIBILIDADE DE IMPLANTA\u00c7\u00c3O, DOA\u00c7\u00c3O, DESCARTE E PESQUISA. LEI DE BIOSSEGURAN\u00c7A. REPRODU\u00c7\u00c3O ASSISTIDA POST MORTEM. POSSIBILIDADE. AUTORIZA\u00c7\u00c3O EXPRESSA E FORMAL. TESTAMENTO OU DOCUMENTO AN\u00c1LOGO. PLANEJAMENTO FAMILIAR. AUTONOMIA E LIBERDADE PESSOAL.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Quanto ao destino dos embri\u00f5es excedent\u00e1rios, a Lei da Biosseguran\u00e7a (Lei n. 11.105\/2005) disp\u00f5e que poder\u00e3o ser implantados no \u00fatero para gesta\u00e7\u00e3o, podendo, ainda, ser doados ou descartados. Disp\u00f5e, ademais, que, garantido o consentimento dos genitores, \u00e9 permitido utilizar c\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias obtidas da fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro para fins de pesquisa e terapia.5. Especificamente quanto \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">assistida post mortem, a Resolu\u00e7\u00e3o CFM n. 2.168\/2017, prev\u00ea sua possibilidade, mas sob a condi\u00e7\u00e3o inafast\u00e1vel da exist\u00eancia de autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via espec\u00edfica do(a) falecido(a) para o uso do material biol\u00f3gico criopreservado, nos termos da legisla\u00e7\u00e3o vigente. 6. Da mesma forma, o Provimento CNJ n. 63 (art. 17, \u00a7 2\u00ba) estabelece que, na reprodu\u00e7\u00e3o assistida post mortem, al\u00e9m de outros documentos que especifica, dever\u00e1 ser apresentado termo de autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via espec\u00edfica do falecido ou falecida para uso do material biol\u00f3gico preservado, lavrado por instrumento p\u00fablico ou particular com firma reconhecida. 7. O Enunciado n. 633 do CJF (VIII Jornada de Direito Civil) prev\u00ea a possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de reprodu\u00e7\u00e3o assistida p\u00f3stuma por meio da maternidade de substitui\u00e7\u00e3o, condicionada, sempre, ao expresso consentimento manifestado em vida pela esposa ou companheira. 8. O Planejamento Familiar, de origem governamental, constitucionalmente previsto (art. 196, \u00a7 7\u00ba e art. 226), possui natureza promocional, e n\u00e3o coercitiva, com fundamento nos princ\u00edpios da dignidade da pessoa humana e da paternidade respons\u00e1vel, e consiste na viabiliza\u00e7\u00e3o de utiliza\u00e7\u00e3o de recursos educacionais e cient\u00edficos, bem como na garantia de acesso igualit\u00e1rio a informa\u00e7\u00f5es, m\u00e9todos e t\u00e9cnicas de regula\u00e7\u00e3o da fecundidade.9. O princ\u00edpio da autonomia da vontade, corol\u00e1rio do direito de liberdade, \u00e9 preceito orientador da execu\u00e7\u00e3o do Planejamento Familiar, revelando-se, em uma de suas vertentes, um ato consciente do casal e do indiv\u00edduo de escolher entre ter ou n\u00e3o filhos, o n\u00famero, o espa\u00e7amento e a oportunidade de t\u00ea-los, de acordo com seus planos e expectativas. 10. Na reprodu\u00e7\u00e3o assistida, a liberdade pessoal \u00e9 valor fundamental e a faculdade que toda pessoa possui de autodeterminar-se fisicamente, sem nenhuma subservi\u00eancia \u00e0 vontade de outro sujeito de direito. 11. O CC\/2002 (art. 1.597) define como relativa a paternidade dos filhos de pessoas casadas entre si, e, nessa extens\u00e3o, atribui tal condi\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o em que os filhos s\u00e3o gerados com a utiliza\u00e7\u00e3o de embri\u00f5es excedent\u00e1rios, decorrentes de concep\u00e7\u00e3o hom\u00f3loga, omitindo-se, contudo, quanto \u00e0 forma legalmente prevista para utiliza\u00e7\u00e3o do material gen\u00e9tico post mortem. 12. A decis\u00e3o de autorizar a utiliza\u00e7\u00e3o de embri\u00f5es consiste em disposi\u00e7\u00e3o post mortem, que, para al\u00e9m dos efeitos patrimoniais, sucess\u00f3rios, relaciona-se intrinsecamente \u00e0 personalidade e dignidade dos seres humanos envolvidos, genitor e os que seriam concebidos, atraindo, portanto, a imperativa obedi\u00eancia \u00e0 forma expressa e incontest\u00e1vel, alcan\u00e7ada por meio do testamento ou instrumento que o valha em formalidade e garantia. 13. A declara\u00e7\u00e3o posta em contrato padr\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de reprodu\u00e7\u00e3o humana \u00e9 instrumento absolutamente inadequado para legitimar a implanta\u00e7\u00e3o post mortem de embri\u00f5es excedent\u00e1rios, cuja autoriza\u00e7\u00e3o, expressa e espec\u00edfica, haver\u00e1 de ser efetivada por testamento ou por documento an\u00e1logo. 14. Recursos especiais providos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(REsp 1.918.421 &#8211; SP, Relator Ministro Marco Buzzi, 08\/06\/2021)\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depreende-se tamb\u00e9m da Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 2.294\/2021 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que \u00e9 preciso a autoriza\u00e7\u00e3o por escrito do <em>de cujus <\/em>para a realiza\u00e7\u00e3o do procedimento, ainda que seja em sua vi\u00fava.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">3.2. Dos Direitos Sucess\u00f3rios do Menor concebido ap\u00f3s a morte do genitor<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com fundamento na doutrina civilista, a sucess\u00e3o pode ser dividida em dois tipos: a sucess\u00e3o testament\u00e1ria e sucess\u00e3o leg\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na sucess\u00e3o leg\u00edtima s\u00e3o convocados para suceder, os herdeiros leg\u00edtimos, onde o invent\u00e1rio prosseguir\u00e1 na forma da Lei, dividindo cada quinh\u00e3o entre estes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto na sucess\u00e3o testament\u00e1ria se identifica a exist\u00eancia de um ato de disposi\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">de \u00faltima vontade, podendo ser um testamento, legado ou codicilo. Todavia, quem possui herdeiros necess\u00e1rios (ascendentes, descendentes e c\u00f4njuge) pode dispor de apenas 50% de seu patrim\u00f4nio por meio de disposi\u00e7\u00e3o de \u00faltima vontade, para assegurar os direitos desta modalidade de herdeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em se tratando de um concepturo (isto \u00e9, algu\u00e9m que ainda n\u00e3o nasceu e nem foi concebido), com fundamento nos arts. 1.799, I e 1.800, \u00a74\u00ba do C\u00f3digo Civil, existe a possibilidade de serem convocados \u00e0 sucess\u00e3o testament\u00e1ria os filhos ainda n\u00e3o concebidos de pessoas indicadas pelo testador. Caso, decorrido o prazo de 2 (dois) anos, n\u00e3o seja concebido o herdeiro, os bens a ele reservados ser\u00e3o distribu\u00eddos entre os herdeiros leg\u00edtimos, salvo disposi\u00e7\u00e3o testament\u00e1ria ao contr\u00e1rio.<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn5\" id=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dessa forma, \u00e9 poss\u00edvel compreender que o genitor pode indicar em seu testamento o seu pr\u00f3prio filho concebido ap\u00f3s sua morte, indicando o nome da m\u00e3e e sendo este concebido no prazo de 2 (dois) anos ap\u00f3s a abertura do testamento, conforme o que est\u00e1 disciplinado no C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, o art. 1.798 do C\u00f3digo Civil afirma que as pessoas nascidas ou concebidas na data da abertura da sucess\u00e3o est\u00e3o legitimadas a suceder. Por este artigo, parte da doutrina brasileira interpretava e defendia que pela lei, os concebidos por fecunda\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma estariam exclu\u00eddos da sucess\u00e3o leg\u00edtima, a fim de que outros herdeiros n\u00e3o possuam seus quinh\u00f5es diminu\u00eddos e o procedimento do invent\u00e1rio n\u00e3o sofresse mais com a morosidade, assim como eles tamb\u00e9m n\u00e3o teriam seus direitos de filia\u00e7\u00e3o reconhecidos.<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn6\" id=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Havia tamb\u00e9m doutrinadores que afirmavam que crian\u00e7as advindas de fecunda\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma teriam direitos \u00e0 filia\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o teria nenhum direito sucess\u00f3rio quanto \u00e0 sucess\u00e3o leg\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Faz-se <em>mister <\/em>explicitar que Carta Magna assegura o direito \u00e0 heran\u00e7a a todos os filhos igualitariamente, presente em seus arts. 5\u00ba, XXX e 226, \u00a76\u00ba, sendo assim, uma garantia fundamental e n\u00e3o podendo haver discrimina\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o do tipo de filia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se filhos adotivos e biol\u00f3gicos, conjugais e extraconjugais t\u00eam os mesmos direitos, o filho concebido postumamente n\u00e3o pode ser discriminado tamb\u00e9m. Afinal, o pr\u00f3prio texto<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">constitucional veda a discrimina\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o da filia\u00e7\u00e3o, garantindo os direitos personal\u00edssimos \u00e0 filia\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m a sucess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Considerando que o menor \u00e9 filho da mesma maneira, n\u00e3o podem seus direitos serem limitados \u00e0 sucess\u00e3o testament\u00e1ria, mas, reconhecidos na sucess\u00e3o leg\u00edtima tamb\u00e9m, para que ele possa ajuizar a sua peti\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em conson\u00e2ncia com esse pensamento e visando responder o questionamento de muitos estudiosos, a III Jornada de Direito Civil, dirigida pelo Conselho Federal de Justi\u00e7a (CFJ), definiu no Enunciado n\u00ba 267, que a regra do art. 1798 do CC dever\u00e1 ser estendida para os embri\u00f5es formados atrav\u00e9s de FIV, devendo, os nascidos atrav\u00e9s dessa t\u00e9cnica, buscar seus direitos por meio de peti\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a.<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn7\" id=\"_ftnref7\">[7]<\/a> Por\u00e9m, nada se fala a respeito dos nascidos por meio de insemina\u00e7\u00e3o artificial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o obstante, n\u00e3o h\u00e1 qualquer legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que verse sobre o direito do filho concebido <em>post mortem <\/em>at\u00e9 a data atual, sendo portanto, utilizados princ\u00edpios, direitos j\u00e1 existentes e a jurisprud\u00eancia p\u00e1tria para garantir os direitos deste, a fim de que n\u00e3o se prejudique e nem seja discriminado pela forma da sua concep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">3.3. Do Princ\u00edpio do Melhor Interesse da Crian\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em se tratando de um caso hipot\u00e9tico que envolve menores de idade, \u00e9 de suma import\u00e2ncia tratar do princ\u00edpio do melhor interesse da crian\u00e7a, presente no <em>caput <\/em>do art. 227 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e consolidado pelo Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente. A Carta Magna explicita esse princ\u00edpio da seguinte forma:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cArt. 227. \u00c9 dever da fam\u00edlia, da sociedade e do Estado assegurar \u00e0 crian\u00e7a, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao lazer, \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o, \u00e0 cultura, \u00e0 dignidade, ao respeito, \u00e0 liberdade e \u00e0 conviv\u00eancia familiar e comunit\u00e1ria, al\u00e9m de coloc\u00e1-los a salvo de toda forma de neglig\u00eancia, discrimina\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia, crueldade e opress\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desta forma, depreende-se do texto constitucional que a crian\u00e7a ser\u00e1 colocada sempre em primeiro lugar, para garantir que ela se desenvolva da melhor maneira poss\u00edvel, devendo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">os pais zelarem por seus direitos e garantias fundamentais. Um destes direitos \u00e9 o direito \u00e0 conviv\u00eancia familiar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entretanto, uma crian\u00e7a oriunda de reprodu\u00e7\u00e3o <em>post-mortem <\/em>n\u00e3o consegue ter conviv\u00eancia com seu genitor, por este estar falecido. Isso gerou uma pl\u00eaiade de intelectuais doutrinadores que defendem que a concep\u00e7\u00e3o artificial <em>post-mortem <\/em>n\u00e3o atenderia o melhor interesse da crian\u00e7a, justamente por esta falta de conviv\u00eancia com seu pai o que ocasionaria atrasos em seu desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contudo, outros doutrinadores afirmam que definir um modelo tradicional de fam\u00edlia, com uma m\u00e3e, um pai e seus filhos, como o \u00fanico apropriado para o desenvolvimento da crian\u00e7a excluiria todos os outros modelos de fam\u00edlia aceitos, como o modelo monoparental, causando uma vis\u00e3o desigual sobre as diferentes fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ademais, n\u00e3o se pode limitar o direito ao planejamento familiar com base no argumento da falta de conviv\u00eancia familiar, j\u00e1 que esta ser\u00e1 exercida pela m\u00e3e, assim como ela tamb\u00e9m salvaguardar\u00e1 os direitos e garantias fundamentais descritas no <em>caput <\/em>do art. 227 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, como j\u00e1 ocorre nas fam\u00edlias monoparentais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; DAS T\u00c9CNICAS DE REPRODU\u00c7\u00c3O ASSISTIDA (RA)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Destarte, faz-se mister apresentar as t\u00e9cnicas de Reprodu\u00e7\u00e3o Assistida e explic\u00e1-las minuciosamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com efeito, o Conselho Federal de Medicina instituiu a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 2.294\/2021, que define, especifica quem poder\u00e1 fazer o procedimento, versa sobre doa\u00e7\u00e3o de gametas, RA p\u00f3stuma, criopreserva\u00e7\u00e3o de embri\u00f5es, diagn\u00f3stico pr\u00e9vio de doen\u00e7as em potencial e entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fundamentado pelo item I do cap\u00edtulo I desta mesma Resolu\u00e7\u00e3o, as t\u00e9cnicas de RA dever\u00e3o ser utilizadas com o intuito de facilitar a reprodu\u00e7\u00e3o humana, superando problemas de procria\u00e7\u00e3o.<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn8\" id=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deste modo, casais com problemas de fertilidade e casais homoafetivos, puderam constituir fam\u00edlia pr\u00f3pria e ter sua descend\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as t\u00e9cnicas de RA, destacam-se duas: a insemina\u00e7\u00e3o artificial intrauterina e a fertiliza\u00e7\u00e3o <em>in vitro <\/em>(FIV).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A insemina\u00e7\u00e3o artificial intrauterina consiste na introdu\u00e7\u00e3o de espermatozoides no canal genital feminino atrav\u00e9s de um cateter, ocorrendo a fecunda\u00e7\u00e3o intrauterina sem que<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">haja rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto na fertiliza\u00e7\u00e3o <em>in vitro<\/em>, os gametas s\u00e3o recolhidos e a fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 extra uterina, ocorrendo no laborat\u00f3rio e depois implantando-se o embri\u00e3o no \u00fatero da paciente, ou no \u00fatero de terceira, contato que esta tenha parente consangu\u00edneo em at\u00e9 4\u00ba grau com um dos doadores dos gametas e um filho vivo, jamais podendo essa cess\u00e3o tempor\u00e1ria do \u00fatero ter car\u00e1ter lucrativo ou comercial e n\u00e3o podendo, a cl\u00ednica, intermediar a escolha da cedente.<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn9\" id=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem dois tipos de fecunda\u00e7\u00e3o artificial, a fecunda\u00e7\u00e3o hom\u00f3loga e a fecunda\u00e7\u00e3o heter\u00f3loga, definidas da seguinte forma pelos professores Pablo Stolze e Rodolfo Pamplona Filho:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEntende-se por concep\u00e7\u00e3o artificial hom\u00f3loga aquela realizada com material gen\u00e9tico de ambos os c\u00f4njuges e, por insemina\u00e7\u00e3o artificial heter\u00f3loga, aquela realizada com material gen\u00e9tico de terceiro, ou seja, algu\u00e9m alheio \u00e0 rela\u00e7\u00e3o conjugal. Assim, havidos por fecunda\u00e7\u00e3o artificial hom\u00f3loga, o falecimento posterior do marido n\u00e3o afasta a presun\u00e7\u00e3o (de filia\u00e7\u00e3o), tendo em vista que se trata de uma situa\u00e7\u00e3o consolidada. Da mesma forma, se tal fecunda\u00e7\u00e3o se deu com embri\u00f5es excedent\u00e1rios, decorrentes de concep\u00e7\u00e3o artificial hom\u00f3loga, a presun\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m persiste, uma vez que o material gen\u00e9tico foi obtido com a participa\u00e7\u00e3o de ambos os c\u00f4njuges. Por fim, ocorrendo uma insemina\u00e7\u00e3o artificial heter\u00f3loga, com pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o do marido, tem-se que esse tem consci\u00eancia plena do procedimento adotado e, mesmo n\u00e3o sendo dele o material gen\u00e9tico utilizado, \u00e9 considerado o pai, devendo ser superada a velha compreens\u00e3o de identificar o paternidade com ascend\u00eancia gen\u00e9tica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dessa forma, tem-se que doa\u00e7\u00e3o de gametas \u00e9 permitida, devendo se resguardar a identidade civil dos doadores e dos receptores, salvo nos casos em que o doador possua parentesco em at\u00e9 4\u00ba grau com um dos pacientes, contanto que n\u00e3o incorra em consanguinidade e evitando-se que o mesmo doador mais de duas gesta\u00e7\u00f5es de beb\u00eas de diferentes sexos em uma \u00e1rea de 1 milh\u00e3o de habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ademais, fica vedada a utiliza\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas de fecunda\u00e7\u00e3o artificial para escolher sexo ou caracter\u00edsticas do futuro filho, exceto nos casos para evitar poss\u00edvel doen\u00e7a ou utilizar<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">o material gen\u00e9tico para qualquer fim que n\u00e3o seja a reprodu\u00e7\u00e3o humana.<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn10\" id=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta Resolu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m trata da criopreserva\u00e7\u00e3o de gametas ou embri\u00f5es, isto \u00e9, do congelamento dos mesmos para fins de uso posterior, devendo os pacientes, manifestarem sua vontade em rela\u00e7\u00e3o ao destino dos gametas ou embri\u00f5es criopreservados nos casos de div\u00f3rcio, dissolu\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel, doen\u00e7a grave ou falecimento de um ou de ambos.<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn11\" id=\"_ftnref11\">[11]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por meio da criopreserva\u00e7\u00e3o de gametas ou embri\u00f5es que se possibilitou a reprodu\u00e7\u00e3o assistida p\u00f3stuma, conforme esta Resolu\u00e7\u00e3o, havendo necessidade da autoriza\u00e7\u00e3o por escrito do <em>de cujus <\/em>para fazer uso do material criopreservado.<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn12\" id=\"_ftnref12\">[12]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">5.&nbsp; PRIMEIROS \u201cBEB\u00caS DE PROVETA\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No ano de 1978, nascia, no interior da Inglaterra, Louise Joy Brown, gerada pela t\u00e9cnica da Fertiliza\u00e7\u00e3o <em>In Vitro <\/em>(FIV), que era in\u00e9dita at\u00e9 ent\u00e3o e testado com sucesso pelo cientista ingl\u00eas, Robert Edwards em parceria com o ginecologista e obstetra ingl\u00eas, Patrick Steptoe.<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn13\" id=\"_ftnref13\">[13]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O nascimento de Louise trouxe esperan\u00e7a para os casais que n\u00e3o podiam conceber filhos, permitindo que estes possu\u00edssem filhos biol\u00f3gicos e por isto, sua m\u00e3e deu-lhe o nome do meio de \u201cJoy\u201d, que significa alegria em ingl\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, a primeira Fertiliza\u00e7\u00e3o <em>In Vitro <\/em>(FIV) bem-sucedida ocorreu no estado do Paran\u00e1 em 1984.<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn14\" id=\"_ftnref14\">[14]<\/a> A crian\u00e7a oriunda desse procedimento chama-se Anna Paula Bettencourt Caldeira, e completou 40 anos em 7 de outubro de 2024, sendo uma pessoa saud\u00e1vel e raz\u00e3o de curiosidade para o mundo cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>CASO \u201c<em>AFFAIR PARPALAIX\u201d<\/em><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caso \u201c<em>Affair Parpalaix<\/em>\u201d \u00e9 considerado o primeiro caso registrado de tentativa de insemina\u00e7\u00e3o artificial hom\u00f3loga <em>post mortem<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na d\u00e9cada de 80, um casal franc\u00eas iniciou um relacionamento. Tratavam-se de Corrine Richard e Alain Parpalaix. Pouco tempo ap\u00f3s o in\u00edcio do relacionamento, Alain descobriu que estava com c\u00e2ncer testicular e foi-lhe alertado que existia a possibilidade de ele ficar est\u00e9ril com o tratamento. Por isto, ele decidiu criopreservar o seu material gen\u00e9tico em um banco de s\u00eamen, para que ele e Corrine pudessem ter filhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contudo, o tratamento n\u00e3o apenas causou infertilidade em Alain, como tamb\u00e9m o seu falecimento, dias depois da data de seu casamento com Corrine.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora vi\u00fava, Corrine requisitou ao banco de s\u00eamen o material gen\u00e9tico de seu falecido marido com o intuito de realizar uma insemina\u00e7\u00e3o artificial e ter um filho com Alain ap\u00f3s sua morte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entretanto, ela teve seu pedido negado pelo banco e ingressou com a\u00e7\u00e3o judicial a fim de recuperar o s\u00eamen criopreservado de Alain, assim, iniciando a discuss\u00e3o sobre a reprodu\u00e7\u00e3o assistida p\u00f3stuma no cen\u00e1rio jur\u00eddico franc\u00eas e mundial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Corrine Richard teve seu pedido julgado como procedente em agosto de 1984, por\u00e9m, devido a morosidade judici\u00e1ria, os espermatozoides de Alain n\u00e3o estavam mais f\u00e9rteis, impossibilitando que fosse efetivado o procedimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">7.&nbsp; CASO ROBERTO NIELS E K\u00c1TIA LENERNEIER<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um outro caso conhecido sobre o t\u00f3pico, desta vez ocorrido no Brasil, foi o do casal Roberto Niels e K\u00e1tia Lenerneier.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eles se casaram em dezembro de 2004, e ap\u00f3s certo tempo tentaram ter filhos por vias naturais. Infelizmente, estas tentativas se provaram infrut\u00edferas, o que os levou a procurar ajuda m\u00e9dica para a realiza\u00e7\u00e3o de uma insemina\u00e7\u00e3o artificial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contudo, Roberto acabou descobrindo um melanoma (tipo de c\u00e2ncer de pele) em est\u00e1gio avan\u00e7ado, e foi informado de que seu tratamento possivelmente traria preju\u00edzos para sua sa\u00fade reprodutiva, podendo afetar sua fertilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em raz\u00e3o disto, ele decidiu retirar e criopreservar seu s\u00eamen em um laborat\u00f3rio chamado Androlab- Cl\u00ednica e Laborat\u00f3rio de Reprodu\u00e7\u00e3o Humana e Andrologia, em 2009, com planos de fazer a insemina\u00e7\u00e3o assim que se recuperasse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entretanto, Roberto terminou por falecer em fevereiro de 2010, sem que a insemina\u00e7\u00e3o tenha sido efetivada e n\u00e3o deixando nenhum documento que comprovasse sua anu\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">expressa para que o procedimento fosse feito postumamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sua vi\u00fava, K\u00e1tia, solicitou a realiza\u00e7\u00e3o do procedimento, enquanto o laborat\u00f3rio negou a solicita\u00e7\u00e3o, com a justificativa de que o falecido n\u00e3o havia demonstrado seu consentimento expresso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Devido a esta negativa, K\u00e1tia ingressou com a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o de fazer cumulada com liminar para a obten\u00e7\u00e3o do s\u00eamen e realiza\u00e7\u00e3o do procedimento perante a 13\u00aa Vara C\u00edvel de Curitiba.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A liminar requerida foi concedida em janeiro de 2011 e o juiz Alexandre Gomes<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gon\u00e7alves tamb\u00e9m entendeu que os sucessores do <em>de cujus <\/em>est\u00e3o legitimados para dispor do material gen\u00e9tico coletado em vida, por\u00e9m, este n\u00e3o deve ser tratado como heran\u00e7a, como<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">depreende-se do trecho da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00e3o se pode sen\u00e3o entender que os sucessores do doador estejam legitimados a dispor do material gen\u00e9tico, coletado em vida como garantia do prop\u00f3sito frustrado pelos tratamentos qu\u00edmio e radioter\u00e1pico e pela morte prematura do esposo da autora, que esses tratamentos n\u00e3o puderam evitar. Em outros termos, podem os sucessores pretender utilizar o esperma congelado para concretizar a vontade de Roberto Jefferson Niels, ante o que prescrevem os arts. 1.829, II, 1.836, 1.837 e 1.845 do C\u00f3digo Civil, sendo a pretens\u00e3o exercit\u00e1vel isoladamente pela autora, segundo o que estabelecem os arts. 1791, par\u00e1grafo \u00fanico, e 1.314, caput, do mesmo C\u00f3digo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Prefere-se entrever nesse tratamento da mat\u00e9ria simplesmente a busca de algum regramento, diante da lacuna da lei, para a transmiss\u00e3o do direito de levar a cabo a vontade do falecido, sem que se deixe de reconhecer \u00e0 autora o exerc\u00edcio de um direito pr\u00f3prio, mais forte e desligado do que posse lhe ter sido transferido por sucess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(PARAN\u00c1, Autos n. 27862\/2010)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao t\u00e9rmino do processo, a senten\u00e7a confirmou o que havia sido explicitado na liminar, pois o ju\u00edzo entendeu que n\u00e3o obstante Roberto n\u00e3o tivesse deixado nenhum documento que comprovasse seu consentimento para o procedimento, o fato de ele ter deixado armazenado o seu material gen\u00e9tico demonstra o seu desejo de deixar sua descend\u00eancia no mundo, o que<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">supera a aus\u00eancia de qualquer anu\u00eancia escrita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">K\u00e1tia realizou a insemina\u00e7\u00e3o e obteve sucesso, gerando uma filha chamada Luiza Roberta, em homenagem ao seu pai. A menina \u00e9 a primeira crian\u00e7a advinda de reprodu\u00e7\u00e3o assistida <em>post-mortem <\/em>no Brasil e foi alvo de curiosidade e not\u00edcia pelo territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">8.&nbsp; A REPRODU\u00c7\u00c3O ASSISTIDA P\u00d3STUMA E SEUS EFEITOS SUCESS\u00d3RIOS EM OUTROS PA\u00cdSES<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A aus\u00eancia de leis espec\u00edficas que versem sobre a reprodu\u00e7\u00e3o assistida p\u00f3stuma n\u00e3o \u00e9 <em>sui generis <\/em>ao ordenamento jur\u00eddico brasileiro, mas, diversos pa\u00edses n\u00e3o possuem leis sobre o assunto, devido a sua complexidade e novidade. N\u00e3o h\u00e1 tamb\u00e9m consenso na quest\u00e3o da<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">possibilidade legal de recolher o material gen\u00e9tico ap\u00f3s a morte do genitor, sendo o procedimento realizado com o material colhido em vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos Estados Unidos, o Uniform Probate Code, que indica que \u00e9 necess\u00e1ria a comprova\u00e7\u00e3o de que o <em>de cujus <\/em>anuiu para o procedimento, seja por documento escrito ou outra evid\u00eancia clara. O beb\u00ea resultante do procedimento ser\u00e1 tratado como se tivesse sido concebido na \u00e9poca da morte de seu genitor se estava no ventre de sua m\u00e3e at\u00e9 36 (trinta e seis) meses ap\u00f3s a morte ou nasceu em at\u00e9 45 (quarenta e cinco) meses ap\u00f3s a morte. Caso n\u00e3o haja prova do consentimento do falecido, o beb\u00ea perder\u00e1 seus direitos de filia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto aos direitos sucess\u00f3rios do menor, ele poder\u00e1 adquiri-los caso seja gerado no per\u00edodo descrito, com a comprova\u00e7\u00e3o da autoriza\u00e7\u00e3o do pai e sua m\u00e3e comunique ao estado em que habita. Em se tratando de sucess\u00e3o testament\u00e1ria, o genitor pode incluir filhos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">p\u00f3stumos no testamento, contanto que n\u00e3o nomeie nenhum herdeiro espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Reino Unido, para a realiza\u00e7\u00e3o da fertiliza\u00e7\u00e3o p\u00f3stumo, apenas \u00e9 v\u00e1lido a anu\u00eancia escrita do genitor, sem a qual, gera o descarte do material gen\u00e9tico e embri\u00f5es criopreservados, com fulcro no Human Fertilisation and Embryology Act de 2008.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A crian\u00e7a concebida n\u00e3o possui direito \u00e0 sucess\u00e3o leg\u00edtima, podendo apenas herdar caso seja contemplada pelo testamento e a fertiliza\u00e7\u00e3o deve ser feita logo ap\u00f3s o falecimento do genitor. A legisla\u00e7\u00e3o dos Pa\u00edses Baixos tamb\u00e9m n\u00e3o permite que uma crian\u00e7a concebida por reprodu\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma tenha direito \u00e0 sucess\u00e3o leg\u00edtima, limitando-a \u00e0 sucess\u00e3o testament\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pa\u00edses como a Fran\u00e7a, Alemanha, Su\u00e9cia, It\u00e1lia e Dinamarca possuem leis espec\u00edficas que pro\u00edbem o uso dos gametas ap\u00f3s a morte do doador. Enquanto o ordenamento jur\u00eddico da Argentina, Bulg\u00e1ria, Hong Kong, Eslov\u00eania, Egito, Coreia do Sul, Jap\u00e3o, Tawain, Su\u00ed\u00e7a,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Noruega, Marrocos, Filipinas, Singapura e Tun\u00edsia n\u00e3o permite que seja feita a fertiliza\u00e7\u00e3o depois da morte do genitor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda se v\u00ea o caso em quest\u00e3o como um tabu e por isto, tantos pro\u00edbem completamente esta pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">9.&nbsp; O ESTATUTO DA REPRODU\u00c7\u00c3O ASSISTIDA NO CONGRESSO<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2015, o deputado federal maranhense Juscelino Filho apresentou o Projeto de Lei n\u00ba 115, que instituiria o Estatuto da Reprodu\u00e7\u00e3o Assistida, definindo o que \u00e9 a reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">assistida e constituindo um rol meramente exemplificativo das t\u00e9cnicas utilizadas para a fertiliza\u00e7\u00e3o artificial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Projeto de Lei permite e regulamenta a criopreserva\u00e7\u00e3o de gametas e embri\u00f5es nos seguintes termos:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cArt. 27. \u00c9 permitido o congelamento de \u00f3vulos e espermatozoides pelas Cl\u00ednicas, centros m\u00e9dicos ou hospitais que disponibilizem tratamentos de reprodu\u00e7\u00e3o humana assistida, cadastrados na Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Art. 31. No momento da criopreserva\u00e7\u00e3o, a pessoa beneficiada pela t\u00e9cnica reprodutiva, juntamente com seu c\u00f4njuge ou companheiro, deve expressar sua vontade, por escrito, quanto ao destino que ser\u00e1 dado aos embri\u00f5es criopreservados em caso de rompimento da sociedade conjugal, uni\u00e3o est\u00e1vel, doen\u00e7a grave ou falecimento de um deles ou ambos ou em virtude de desist\u00eancia, por qualquer motivo, do tratamento proposto. Art. 32. Os destinos poss\u00edveis a serem dados aos embri\u00f5es criopreservados s\u00e3o a implanta\u00e7\u00e3o pelo(s) benefici\u00e1rio(s), entrega para a ado\u00e7\u00e3o ou envio para pesquisa cient\u00edfica. \u00a7 1\u00ba Caso a pessoa beneficiada pela t\u00e9cnica reprodutiva seja casada ou viva em uni\u00e3o est\u00e1vel, obrigatoriamente a escolha do destino do embri\u00e3o dever\u00e1 ser tomada em conjunto pelo casal. \u00a7 2\u00ba As pessoas que t\u00eam embri\u00f5es criopreservados na data de entrada em vigor deste Estatuto ter\u00e3o o prazo de 1 (um) ano, contado a partir da vig\u00eancia desta Lei, para cumprirem integralmente o disposto no artigo 31, se j\u00e1 n\u00e3o o fizeram. Art. 33. Os embri\u00f5es n\u00e3o ser\u00e3o, em qualquer hip\u00f3tese, descartados. Art. 34. A ado\u00e7\u00e3o de embri\u00f5es seguir\u00e1 as regras previstas no Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente, no que couberem e n\u00e3o contrariarem o presente Estatuto. Par\u00e1grafo \u00fanico. Para atender os fins propostos neste artigo, ser\u00e1 criado no prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados da entrada em vigor desta lei, pelo Conselho Nacional de Reprodu\u00e7\u00e3o Assistida, um Cadastro Nacional de Ado\u00e7\u00e3o de Embri\u00f5es.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deste modo, depreende-se que os embri\u00f5es jamais poder\u00e3o ser descartados em caso de rompimento da sociedade conjugal, uni\u00e3o est\u00e1vel, doen\u00e7a grave ou falecimento de um dos c\u00f4njuges. Dos destinos poss\u00edveis ao embri\u00e3o criopreservado, existe a ado\u00e7\u00e3o e o envio para<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">pesquisa cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O PL n\u00ba 115 explica que dever\u00e1 haver um diagn\u00f3stico pr\u00e9-implantacional dos embri\u00f5es, para assegurar a viabilidade de implanta\u00e7\u00e3o no \u00fatero, detectar e prevenir doen\u00e7as. Tamb\u00e9m limita a realiza\u00e7\u00e3o de fertiliza\u00e7\u00e3o artificial para casos onde se trate de casal infertil ou est\u00e9ril ou para impedir a transmiss\u00e3o de doen\u00e7a grave \u00e0 crian\u00e7a, devendo haver indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica expressa. Isto \u00e9, a utiliza\u00e7\u00e3o dessas t\u00e9cnicas ser\u00e1 subsidi\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com fulcro no mesmo projeto de lei, resta vedado usar as t\u00e9cnicas reprodutivas para os seguintes objetivos:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cArt. 6\u00ba Os m\u00e9dicos n\u00e3o podem fazer uso das t\u00e9cnicas reprodutivas para os seguintes objetivos: I \u2013 Fecundar o\u00f3citos humanos com qualquer outra finalidade que n\u00e3o o da procria\u00e7\u00e3o humana; II &#8211; Criar seres humanos geneticamente modificados; III \u2013 Criar embri\u00f5es para investiga\u00e7\u00e3o de qualquer natureza; IV \u2013 Criar embri\u00f5es com finalidade de escolha de sexo, eugenia ou para originar h\u00edbridos ou quimeras; V \u2013 Intervir sobre o genoma humano com vista \u00e0 sua modifica\u00e7\u00e3o, exceto na terapia g\u00eanica, excluindo-se qualquer a\u00e7\u00e3o em c\u00e9lulas germinativas que resulte na modifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica da descend\u00eancia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outrossim, o Estatuto autorizaria a doa\u00e7\u00e3o de material gen\u00e9tico, prezando pelo anonimato e o registro da crian\u00e7a dever\u00e1 ser enviado para o Sistema Nacional de Produ\u00e7\u00e3o de Embri\u00f5es para informar aos Bancos de C\u00e9lulas e Tecidos Germinativos, com o intuito de impedir que uma nova fertiliza\u00e7\u00e3o seja feita no mesmo estado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso da fecunda\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma, o Projeto de Lei autoriza a efetiva\u00e7\u00e3o do procedimento, contanto que o <em>de cujus <\/em>deixe uma autoriza\u00e7\u00e3o por escrito, definindo tamb\u00e9m a pessoa que dever\u00e1 gestar o seu filho e a quem se destinar\u00e1 o gameta.<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn15\" id=\"_ftnref15\">[15]<\/a> A crian\u00e7a concebida<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">teria os mesmos direitos que uma crian\u00e7a concebida em vida, inclusive \u00e0 filia\u00e7\u00e3o e sucess\u00e3o, como visto neste trecho:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cArt. 49. Em caso de filia\u00e7\u00e3o post mortem, o v\u00ednculo entre o filho concebido e o genitor falecido se estabelecer\u00e1 para todos os efeitos jur\u00eddicos oriundos de uma rela\u00e7\u00e3o paterno-filial, observados os limites e exig\u00eancias impostos por esta Lei. Art. 58. Todas as pessoas nascidas com a utiliza\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o humana assistida ter\u00e3o os mesmos direitos e deveres garantidos ao filho concebido<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">naturalmente, nos termos do artigo 227, \u00a7 6.\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, sendo vedada qualquer forma de discrimina\u00e7\u00e3o. Art. 59. Tratando-se de fecunda\u00e7\u00e3o post mortem, garantir-se-\u00e1 o direito sucess\u00f3rio do descendente, caso a gravidez ocorra em at\u00e9 3 anos da abertura da sucess\u00e3o do genitor que autorizou expressamente a utiliza\u00e7\u00e3o de seu gameta ou embri\u00e3o criopreservado. \u00a7 1\u00ba As partes que se submeter\u00e3o aos procedimentos de reprodu\u00e7\u00e3o assistida ser\u00e3o informadas clara e expressamente quanto \u00e0 condi\u00e7\u00e3o apresentada no caput, no termo de consentimento informado, antes de se submeterem ao tratamento. \u00a7 2\u00ba Caso haja material gen\u00e9tico congelado de pessoa que tenha deixado autoriza\u00e7\u00e3o expressa para sua utiliza\u00e7\u00e3o, nos termos desta lei, ser\u00e1 aberta sucess\u00e3o provis\u00f3ria ou condicional at\u00e9 que transcorra o prazo de 3 anos ou que, dentro desse per\u00edodo, se constate a gravidez do descendente biol\u00f3gico da pessoa falecida. \u00a7 3\u00ba Transcorrido o prazo previsto ou nascido o filho a sucess\u00e3o passar\u00e1 a ser definitiva. \u00a7 4\u00ba O previsto neste artigo n\u00e3o exclui o direito de peti\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a, nos termos do C\u00f3digo Civil.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contudo, esse Projeto de Lei ainda segue em busca de aprova\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara dos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deputados e aguarda parecer do Relator da Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJC), estando apensado ao Projeto de Lei n\u00ba 4.892 de 2012.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">10.&nbsp; CONCLUS\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme os t\u00f3picos discutidos e as informa\u00e7\u00f5es apresentadas neste trabalho, resta evidente a necessidade de uma regulamenta\u00e7\u00e3o da reprodu\u00e7\u00e3o assistida. Desde sua cria\u00e7\u00e3o, essas t\u00e9cnicas geraram esperan\u00e7a para muitas fam\u00edlias e seus direitos devem ser tutelados e garantidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em se tratando de um assunto in\u00e9dito e at\u00e9 confuso para o universo jur\u00eddico, muitos t\u00eam se questionado quanto \u00e0 \u00e9tica dessas pr\u00e1ticas. Sem uma maior fiscaliza\u00e7\u00e3o e uma legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, muitas crian\u00e7as podem ser prejudicadas em seus direitos filiais e sucess\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com fulcro no melhor interesse da crian\u00e7a, deve haver pacifica\u00e7\u00e3o do entendimento jur\u00eddico a fim de garantir que essas crian\u00e7as possam ser herdeiras de seus genitores e n\u00e3o enfrentarem dificuldades econ\u00f4micas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por ora, conclui-se que os concebidos por meio de reprodu\u00e7\u00e3o <em>post-mortem <\/em>podem ser contemplados pela sucess\u00e3o testament\u00e1ria com fulcro no art. 1.799, I do C\u00f3digo Civil, por\u00e9m, apenas embri\u00f5es formados por meio de FIV podem ser herdeiros na sucess\u00e3o leg\u00edtima,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">conforme a interpreta\u00e7\u00e3o do Enunciado n\u00ba 267 da III Jornada de Direito Civil, excluindo-se os que foram concebidos por meio de insemina\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, \u00e9 imprescind\u00edvel que os direitos sucess\u00f3rios do filho nascido atrav\u00e9s de insemina\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma sejam reconhecidos, com fulcro na veda\u00e7\u00e3o da discrimina\u00e7\u00e3o pela filia\u00e7\u00e3o prevista pelo art. 227, \u00a7 6\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">REFER\u00caNCIAS<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TARTUCE, Fl\u00e1vio. Manual de Direito Civil &#8211; Volume \u00danico, ed. M\u00e9todo, Rio de Janeiro, 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">STOLZE Gagliano, Pablo; PAMPLONA FILHO, Rog\u00e9rio. Novo Curso de Direito Civil &#8211; Direito de Fam\u00edlia, ed. Saraiva Jur, S\u00e3o Paulo, 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">STOLZE Gagliano, Pablo; PAMPLONA FILHO, Rog\u00e9rio. Novo Curso de Direito Civil &#8211; Direito das Sucess\u00f5es, ed. Saraiva Jur, S\u00e3o Paulo, 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">NOVELINO, Marcelo. Curso de Direito Constitucional &#8211; Volume \u00danico, ed. Juspodivm, S\u00e3o Paulo, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">DA SILVA SALES, Layanna. O Direito sucess\u00f3rio dos filhos concebidos por insemina\u00e7\u00e3o hom\u00f3loga <em>post mortem<\/em>, Instituto Brasileiro de Direito de Fam\u00edlia (IBDFAM), Esp\u00edrito Santo, 2022. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/ibdfam.org.br\/artigos\/1798\/O%2Bdireito%2Bsucess%C3%B3rio%2Bdos%2Bfilhos%2Bconcebidos%2Bpor\"><u>https:\/\/ibdfam.org.br\/artigos\/1798\/O+direito+sucess%C3%B3rio+dos+filhos+concebidos+p<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/ibdfam.org.br\/artigos\/1798\/O%2Bdireito%2Bsucess%C3%B3rio%2Bdos%2Bfilhos%2Bconcebidos%2Bpor\"><u>or<\/u><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/saude\/numero-de-fertilizacoes-in-vitro-sobe-327-em-2021-e-retoma-nivel-pre-pandemia\/#%3A~%3Atext%3DOs%20dados%20de%202020%20mostram%2Calta%20de%2032%2C7%25\"><u>https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/saude\/numero-de-fertilizacoes-in-vitro-sobe-327-em-2021-e-ret<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/saude\/numero-de-fertilizacoes-in-vitro-sobe-327-em-2021-e-retoma-nivel-pre-pandemia\/#%3A~%3Atext%3DOs%20dados%20de%202020%20mostram%2Calta%20de%2032%2C7%25\"><u>oma-nivel-pre-pandemia\/#:~:text=Os%20dados%20de%202020%20mostram,alta%20de%20<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/saude\/numero-de-fertilizacoes-in-vitro-sobe-327-em-2021-e-retoma-nivel-pre-pandemia\/#%3A~%3Atext%3DOs%20dados%20de%202020%20mostram%2Calta%20de%2032%2C7%25\"><u>32%2C7%25<\/u><\/a>&gt;, Acesso em 11 de setembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MORAES, Maria Paula Brand\u00e3o Ferreira de. A Reprodu\u00e7\u00e3o Assistida Hom\u00f3loga <em>Post Mortem <\/em>e seus Reflexos no Direito Sucess\u00f3rio, Direito Universidade Presbiteriana Mackenzie, S\u00e3o Paulo, 2020. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/adelpha-api.mackenzie.br\/server\/api\/core\/bitstreams\/af393678-627e-4639-a22f-2ae7e7998d20\/content\"><u>https:\/\/adelpha-api.mackenzie.br\/server\/api\/core\/bitstreams\/af393678-627e-4639-a22f-2ae7e<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/adelpha-api.mackenzie.br\/server\/api\/core\/bitstreams\/af393678-627e-4639-a22f-2ae7e7998d20\/content\"><u>7998d20\/content<\/u><\/a>&gt;, Acesso em 1\u00ba de outubro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SOUZA COSTA, Nina. A Voca\u00e7\u00e3o Heredit\u00e1ria do Embri\u00e3o Concebido <em>Post Mortem<\/em>, Direito Universidade Federal Fluminense (UFF), 2017. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/app.uff.br\/riuff\/bitstream\/handle\/1\/12865\/Nina%20Souza%20Costa%20-%20ARTIGO%20CIENT%c3%8dFICO.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y\"><u>https:\/\/app.uff.br\/riuff\/bitstream\/handle\/1\/12865\/Nina%20Souza%20Costa%20-%20ARTIG<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/app.uff.br\/riuff\/bitstream\/handle\/1\/12865\/Nina%20Souza%20Costa%20-%20ARTIGO%20CIENT%c3%8dFICO.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y\"><u>O%20CIENT%c3%8dFICO.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y<\/u><\/a>&gt;, Acesso em 27 de setembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Resolu\u00e7\u00e3o&nbsp;&nbsp;&nbsp; n\u00ba&nbsp;&nbsp;&nbsp; 2.294\/2021&nbsp;&nbsp;&nbsp; do&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conselho&nbsp;&nbsp;&nbsp; Federal&nbsp;&nbsp;&nbsp; de&nbsp;&nbsp;&nbsp; Medicina.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dispon\u00edvel&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/sistemas.cfm.org.br\/normas\/arquivos\/resolucoes\/BR\/2021\/2294_2021.pdf\"><u>https:\/\/sistemas.cfm.org.br\/normas\/arquivos\/resolucoes\/BR\/2021\/2294_2021.pdf<\/u><\/a>&gt;,&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Acesso em 17 de setembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J. JONES, Derek. Artificial Procreation, Societal Reconceptions: Legal Insight from France, Oxford University Press, The American Journal of Comparative Law, p\u00e1ginas 525 a 545, 1988.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PHILLIPS FREITAS, Douglas. Reprodu\u00e7\u00e3o Assistida Ap\u00f3s a Morte e o Direito de Heran\u00e7a, Instituto Brasileiro de Direito de Fam\u00edlia (IBDFAM), Santa Catarina, 2008. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"http:\/\/ibdfam.org.br\/artigos\/423\/Reprodu%C3%A7%C3%A3o%2Bassistida%2Bap%C3%B3s%2Ba%2Bmorte%2Be%2Bo%2Bdireito%2Bde%2Bheran%C3%A7a#%3A~%3Atext%3DEm%201984%2C%20na%20Fran%C3%A7a%2C%20a%2Cpara%20gerar%20a%20almejada%20prole\"><u>ibdfam.org.br\/artigos\/423\/Reprodu\u00e7\u00e3o+assistida+ap\u00f3s+a+morte+e+o+direito+de+heran\u00e7a#:<\/u><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"http:\/\/ibdfam.org.br\/artigos\/423\/Reprodu%C3%A7%C3%A3o%2Bassistida%2Bap%C3%B3s%2Ba%2Bmorte%2Be%2Bo%2Bdireito%2Bde%2Bheran%C3%A7a#%3A~%3Atext%3DEm%201984%2C%20na%20Fran%C3%A7a%2C%20a%2Cpara%20gerar%20a%20almejada%20prole\"><u>~:text=Em%201984%2C%20na%20Fran\u00e7a%2C%20a,para%20gerar%20a%20almejada%20p<\/u><\/a> <a href=\"http:\/\/ibdfam.org.br\/artigos\/423\/Reprodu%C3%A7%C3%A3o%2Bassistida%2Bap%C3%B3s%2Ba%2Bmorte%2Be%2Bo%2Bdireito%2Bde%2Bheran%C3%A7a#%3A~%3Atext%3DEm%201984%2C%20na%20Fran%C3%A7a%2C%20a%2Cpara%20gerar%20a%20almejada%20prole\"><u>role<\/u><\/a>&gt;, Acesso em 27 de setembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FAVERO KAPLAN, Bruna. Reprodu\u00e7\u00e3o Assistida <em>Post Mortem<\/em>: Uma An\u00e1lise sobre os Aspectos \u00c9ticos e Jur\u00eddicos, Instituto Brasileiro de Direito de Fam\u00edlia (IBDFAM), 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/ibdfam.org.br\/artigos\/1863\/Reprodu%C3%A7%C3%A3o%2Bassistida%2Bpost%2Bmortem%3A%2Buma%2Ban%C3%A1lise%2Bsobre%2Bos%2Baspectos%2B%C3%A9ticos%2Be%2Bjur%C3%ADdicos#%3A~%3Atext%3DEm%20solo%20brasileiro%2C%20o%20primeiro%2CRoberta%20(MORAES%2C%202019)\"><u>https:\/\/ibdfam.org.br\/artigos\/1863\/Reprodu%C3%A7%C3%A3o+assistida+post+mortem%3<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/ibdfam.org.br\/artigos\/1863\/Reprodu%C3%A7%C3%A3o%2Bassistida%2Bpost%2Bmortem%3A%2Buma%2Ban%C3%A1lise%2Bsobre%2Bos%2Baspectos%2B%C3%A9ticos%2Be%2Bjur%C3%ADdicos#%3A~%3Atext%3DEm%20solo%20brasileiro%2C%20o%20primeiro%2CRoberta%20(MORAES%2C%202019)\"><u>A+uma+an%C3%A1lise+sobre+os+aspectos+%C3%A9ticos+e+jur%C3%ADdicos#:~:text=<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/ibdfam.org.br\/artigos\/1863\/Reprodu%C3%A7%C3%A3o%2Bassistida%2Bpost%2Bmortem%3A%2Buma%2Ban%C3%A1lise%2Bsobre%2Bos%2Baspectos%2B%C3%A9ticos%2Be%2Bjur%C3%ADdicos#%3A~%3Atext%3DEm%20solo%20brasileiro%2C%20o%20primeiro%2CRoberta%20(MORAES%2C%202019)\"><u>Em%20solo%20brasileiro%2C%20o%20primeiro,Roberta%20(MORAES%2C%202019)<\/u><\/a>&gt;, Acesso em 27 de setembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. Constitui\u00e7\u00e3o (1988). <strong>Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil, 1988. <\/strong>Bras\u00edlia: Senado Federal, Centro Gr\u00e1fico, 1988.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. C\u00f3digo Civil (2002). <strong>C\u00f3digo Civil Brasileiro, 2002<\/strong>. Bras\u00edlia, Senado Federal, Centro Gr\u00e1fico, 2002.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL, Superior Tribunal de Justi\u00e7a. Recurso Especial n\u00ba 1.918.421 &#8211; SP (2021\/0024251-6). Recorrentes: L Z N e F Z. Recorridos: S B DE S &#8211; H S L e T DA C R Z. Relator: Ministro Marco Buzzi. Bras\u00edlia, 28 de agosto de 2021. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/scon.stj.jus.br\/SCON\/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=202100242516&amp;dt_publicacao=26\/08\/2021\"><u>https:\/\/scon.stj.jus.br\/SCON\/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=202100242516&amp;dt_publica<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/scon.stj.jus.br\/SCON\/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=202100242516&amp;dt_publicacao=26\/08\/2021\"><u>cao=26\/08\/2021<\/u><\/a> &gt;, Acesso em 1\u00ba de outubro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">EVARISTO, Beatriz. Hist\u00f3ria Hoje: Primeiro beb\u00ea <em>in vitro <\/em>(45 anos), R\u00e1dioag\u00eancia, 25 de julho de 2023. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/radioagencia-nacional\/saude\/audio\/2023-08\/historia-hoje-primeiro-bebe-vitro-45-anos#%3A~%3Atext%3DNo%20Brasil%2C%20o%20primeiro%20beb%C3%AA%2Ctornaram%20poss%C3%ADvel%20tratar%20a%20infertilidade%E2%80%9D\"><u>https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/radioagencia-nacional\/saude\/audio\/2023-08\/historia-hoje-primeir<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/radioagencia-nacional\/saude\/audio\/2023-08\/historia-hoje-primeiro-bebe-vitro-45-anos#%3A~%3Atext%3DNo%20Brasil%2C%20o%20primeiro%20beb%C3%AA%2Ctornaram%20poss%C3%ADvel%20tratar%20a%20infertilidade%E2%80%9D\"><u>o-bebe-vitro-45-anos#:~:text=No%20Brasil%2C%20o%20primeiro%20beb%C3%AA,tornaram%2<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/radioagencia-nacional\/saude\/audio\/2023-08\/historia-hoje-primeiro-bebe-vitro-45-anos#%3A~%3Atext%3DNo%20Brasil%2C%20o%20primeiro%20beb%C3%AA%2Ctornaram%20poss%C3%ADvel%20tratar%20a%20infertilidade%E2%80%9D\"><u>0poss%C3%ADvel%20tratar%20a%20infertilidade%E2%80%9D<\/u><\/a>. &gt;, Acesso em 28 de outubro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VEIGA, Edison. Os 40 anos da primeira \u2018beb\u00ea de proveta\u2019 brasileira, British Broadcasting Corporation Brasil (BBC Brasil), 7 de outubro de 2024. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/c4gqvlzz69eo.amp\"><u>https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/c4gqvlzz69eo.amp<\/u><\/a> &gt;, Acesso em 28 de outubro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">WALD, Arnoldo; M. P. CORR\u00caA DA FONSECA, Priscila. Direito de Fam\u00edlia, ed. Juspodivm, S\u00e3o Paulo, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL, Supremo Tribunal Federal. A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3.510. Requerente: Procurador-Geral da Rep\u00fablica. Requeridos: Presidente da Rep\u00fablica e Congresso Nacional. Relator: Ministro Ayres Britto. Bras\u00edlia, 29 de maio de 2008. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/redir.stf.jus.br\/paginadorpub\/paginador.jsp?docTP=AC&amp;docID=611723\"><u>https:\/\/redir.stf.jus.br\/paginadorpub\/paginador.jsp?docTP=AC&amp;docID=611723<\/u><\/a>&gt;, Acesso em 18 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">XAVIER FREITAS, Danielli. Princ\u00edpio da Paternidade Respons\u00e1vel, Jusbrasil, 2004. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/www.jusbrasil.com.br\/noticias\/principio-da-paternidade-responsavel\/144731896#%3A~%3Atext%3DRela%C3%A7%C3%A3o%20com%20o%20princ%C3%ADpio%20da%2Cde%20qualquer%20entidade%2C%20inclusive%20religiosa\"><u>https:\/\/www.jusbrasil.com.br\/noticias\/principio-da-paternidade-responsavel\/144731896#:~:t<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/www.jusbrasil.com.br\/noticias\/principio-da-paternidade-responsavel\/144731896#%3A~%3Atext%3DRela%C3%A7%C3%A3o%20com%20o%20princ%C3%ADpio%20da%2Cde%20qualquer%20entidade%2C%20inclusive%20religiosa\"><u>ext=Rela%C3%A7%C3%A3o%20com%20o%20princ%C3%ADpio%20da,de%20qualquer%<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/www.jusbrasil.com.br\/noticias\/principio-da-paternidade-responsavel\/144731896#%3A~%3Atext%3DRela%C3%A7%C3%A3o%20com%20o%20princ%C3%ADpio%20da%2Cde%20qualquer%20entidade%2C%20inclusive%20religiosa\"><u>20entidade%2C%20inclusive%20religiosa<\/u><\/a>.&gt; Acesso em 18 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TORQUATO DE OLIVEIRA NAVES, Bruna, FREIRE DE S\u00c1, Maria de F\u00e1tima. Panor\u00e2ma Bio\u00e9tico e Jur\u00eddico da Reprodu\u00e7\u00e3o Humana Assistida no Brasil, Revista de Bio\u00e9tica y Derecho da Universidad de Barcelona, Scielo, 2015. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"14\" height=\"2\" src=\"\/scientiaetratio\/\">&lt;<a href=\"https:\/\/scielo.isciii.es\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1886-58872015000200007&amp;lang=pt\"><u>https:\/\/scielo.isciii.es\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1886-58872015000200007&amp;lang=<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/scielo.isciii.es\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1886-58872015000200007&amp;lang=pt\">pt<\/a> &gt; Acesso em 19 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CARVALHO, \u00c1lvaro. Reprodu\u00e7\u00e3o Assistida <em>Post-Mortem<\/em>, Jusbrasil, 2024. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.jusbrasil.com.br\/artigos\/reproducao-assistida-post-mortem\/2657923533\">https:\/\/www.jusbrasil.com.br\/artigos\/reproducao-assistida-post-mortem\/2657923533<\/a>&gt;, Acesso em 20 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ESPANHA, Barcelona. Revista de Bio\u00e9tica y Derecho de la Universidad de Barcelona, 2024. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/revistes.ub.edu\/index.php\/RBD\/\"><u>https:\/\/revistes.ub.edu\/index.php\/RBD\/<\/u><\/a>&gt;, Acesso em 20 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">HASS CARAZZAI, Estelita, COLLUCCI, Cl\u00e1udia. Nasce 1\u00ba beb\u00ea do pa\u00eds gerado com s\u00eamen de pai morto, Folha de S\u00e3o Paulo, 22 de junho de 2011. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/cotidian\/ff2206201114.htm\"><u>https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/cotidian\/ff2206201114.htm<\/u><\/a>&gt;, Acesso em 20 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ARA\u00daJO, Glauco. Justi\u00e7a autoriza professora a usar s\u00eamen de marido morto no Paran\u00e1, G1, 27 de maio de 2010. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/brasil\/noticia\/2010\/05\/justica-autoriza-professora-usar-semen-de-marido-morto-no-parana.html\"><u>https:\/\/g1.globo.com\/brasil\/noticia\/2010\/05\/justica-autoriza-professora-usar-semen-de-marid<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/brasil\/noticia\/2010\/05\/justica-autoriza-professora-usar-semen-de-marido-morto-no-parana.html\"><u>o-morto-no-parana.html<\/u><\/a>&gt;, Acesso em 20 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">INSTITUTO BRASILEIRO DE DIREITO DE FAM\u00cdLIA (IBDFAM). Mulher pode ter filho<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">de marido morto, 26 de maio de 2010. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/ibdfam.org.br\/noticias\/na-midia\/3592\/Mulher%2Bpode%2Bter%2Bfilho%2Bde%2Bmarido%2Bmorto%2B\"><u>https:\/\/ibdfam.org.br\/noticias\/na-midia\/3592\/Mulher+pode+ter+filho+de+marido+morto+<\/u><\/a>&gt;, Acesso em 20 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SIMANA, Shelley. Creating life after death: should posthumous reproduction be legally permissible without the deceased\u2019s prior consent?, National Library of Medicine, 7 de agosto de 2018. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/pmc.ncbi.nlm.nih.gov\/articles\/PMC6121062\/\"><u>https:\/\/pmc.ncbi.nlm.nih.gov\/articles\/PMC6121062\/<\/u><\/a> &gt; Acesso em 20 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">KNAPLUND, Kristine. Reimagining <em>Post-Mortem <\/em>Conception, Georgia State University Law Review, 2021. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/readingroom.law.gsu.edu\/cgi\/viewcontent.cgi?article=3072&amp;context=gsulr\"><u>https:\/\/readingroom.law.gsu.edu\/cgi\/viewcontent.cgi?article=3072&amp;context=gsulr<\/u><\/a>&gt;, Acesso em 20 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">REINO UNIDO, Human Fertilisation and Embryology Act 2008, 2008. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/www.legislation.gov.uk\/ukpga\/2008\/22\/contents\"><u>https:\/\/www.legislation.gov.uk\/ukpga\/2008\/22\/contents<\/u><\/a> &gt;, Acesso em 20 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ASSOCIATES, Louisa Ghevaert. Posthumous Conception Law: Should I consider this?, 4 de janeiro de 2024. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/louisaghevaertassociates.co.uk\/posthumous-conception-law-should-i-consider-this\/#%3A~%3Atext%3DIn%20the%20absence%20of%20lawful%2Csay%20they%20must%20be%20discarded\"><u>https:\/\/louisaghevaertassociates.co.uk\/posthumous-conception-law-should-i-consider-this\/#:<\/u><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/louisaghevaertassociates.co.uk\/posthumous-conception-law-should-i-consider-this\/#%3A~%3Atext%3DIn%20the%20absence%20of%20lawful%2Csay%20they%20must%20be%20discarded\"><u>~:text=In%20the%20absence%20of%20lawful,say%20they%20must%20be%20discarded<\/u><\/a>. &gt;, Acesso em 20 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MAGAZINE PAILLETTES. PMA <em>Post-Mortem <\/em>en France, 20 de novembro de 2024. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/paillettes-magazine.com\/pma-post-mortem-en-france\/\"><u>https:\/\/paillettes-magazine.com\/pma-post-mortem-en-france\/<\/u><\/a> &gt;, Acesso em 20 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ETTINGER LAW FIRM. Inheritance Rights of Posthumously Conceived Children, 5 de dezembro de 2015. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/www.trustlaw.com\/blog\/inheritance-rights-of-posthumously-conceived-children\/#%3A~%3Atext%3DINHERITANCE%20RIGHTS%20OF%20POSTHUMOUSLY%20CONCEIVED%20CHILDREN%2C-December%205%2C%202015%26text%3DThe%20federal%20Department%20of%20Health%2CCapato\"><u>https:\/\/www.trustlaw.com\/blog\/inheritance-rights-of-posthumously-conceived-children\/#:~:t<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/www.trustlaw.com\/blog\/inheritance-rights-of-posthumously-conceived-children\/#%3A~%3Atext%3DINHERITANCE%20RIGHTS%20OF%20POSTHUMOUSLY%20CONCEIVED%20CHILDREN%2C-December%205%2C%202015%26text%3DThe%20federal%20Department%20of%20Health%2CCapato\"><u>ext=INHERITANCE%20RIGHTS%20OF%20POSTHUMOUSLY%20CONCEIVED%20CH<\/u><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.trustlaw.com\/blog\/inheritance-rights-of-posthumously-conceived-children\/#%3A~%3Atext%3DINHERITANCE%20RIGHTS%20OF%20POSTHUMOUSLY%20CONCEIVED%20CHILDREN%2C-December%205%2C%202015%26text%3DThe%20federal%20Department%20of%20Health%2CCapato\"><u>ILDREN,-December%205%2C%202015&amp;text=The%20federal%20Department%20of%20He<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/www.trustlaw.com\/blog\/inheritance-rights-of-posthumously-conceived-children\/#%3A~%3Atext%3DINHERITANCE%20RIGHTS%20OF%20POSTHUMOUSLY%20CONCEIVED%20CHILDREN%2C-December%205%2C%202015%26text%3DThe%20federal%20Department%20of%20Health%2CCapato\"><u>alth,Capato<\/u><\/a>. &gt;, Acesso em 20 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J. KARVAY, Rudolf. Inheritance Rights of Posthumously Conceived Children: Navigating Legal and Ethical Complexities, New York Probate Rudolf J. Karvay Estate Litigation Attorney, 31 de mar\u00e7o de 2023. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/www.nycprobate.com\/probate-blog\/inheritance-rights-of-posthumously-conceived-children\/\"><u>https:\/\/www.nycprobate.com\/probate-blog\/inheritance-rights-of-posthumously-conceived-ch<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/www.nycprobate.com\/probate-blog\/inheritance-rights-of-posthumously-conceived-children\/\"><u>ildren\/<\/u><\/a> &gt;, Acesso em 20 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">HYDER-RAHMAN, Dr. N. Regulating Posthumous Reproduction in the Netherlands and the<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">UK, Family and Law, Abril de 2020. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/www.familyandlaw.eu\/tijdschrift\/fenr\/2020\/04\/FENR-D-19-00008\"><u>https:\/\/www.familyandlaw.eu\/tijdschrift\/fenr\/2020\/04\/FENR-D-19-00008<\/u><\/a>&gt;, Acesso em 20 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FILHO, Juscelino. Projeto de Lei n\u00ba 115 de 2015, C\u00e2mara dos Deputados. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/prop_mostrarintegra?codteor=1296985&amp;filename=PL%20115\/2015\"><u>https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/prop_mostrarintegra?codteor=1296985&amp;filenam<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/prop_mostrarintegra?codteor=1296985&amp;filename=PL%20115\/2015\"><u>e=PL%20115\/2015<\/u><\/a> &gt;, Acesso em 20 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">REVISTA BRASIL. Projeto de Lei prop\u00f5e regras para a Reprodu\u00e7\u00e3o Assistida. 2 de dezembro de 2015. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/radios.ebc.com.br\/revista-brasil\/edicao\/2015-12\/pl-tem-o-objetivo-de-definir-normas-de-utilizacao-de-reproducao\"><u>https:\/\/radios.ebc.com.br\/revista-brasil\/edicao\/2015-12\/pl-tem-o-objetivo-de-definir-normas-<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/radios.ebc.com.br\/revista-brasil\/edicao\/2015-12\/pl-tem-o-objetivo-de-definir-normas-de-utilizacao-de-reproducao\"><u>de-utilizacao-de-reproducao<\/u><\/a>&gt;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">HENRIQUES LEITE, Tatiana. An\u00e1lise Cr\u00edtica sobre a Evolu\u00e7\u00e3o das Normas \u00c9ticas para a Utiliza\u00e7\u00e3o das T\u00e9cnicas de Reprodu\u00e7\u00e3o Assistida no Brasil, Scielo, 24 de mar\u00e7o de 2019. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/csc\/a\/MFFT6sywhtcKRqCp8c5fNWw\/\"><u>https:\/\/www.scielo.br\/j\/csc\/a\/MFFT6sywhtcKRqCp8c5fNWw\/#<\/u><\/a>&gt;, Acesso em 20 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C\u00c2MARA DOS DEPUTADOS. Projeto de Lei n\u00ba 115 de 2015, 20 de dezembro de 2023. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&lt;<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=945504%23%3A~%3Atext%3DPL%20115%2F2015%20Inteiro%20teor%2CProjeto%20de%20Lei&amp;text=Institui%20o%20Estatuto%20da%20Reprodu%C3%A7%C3%A3o%2C%C3%A2mbito%20das%20rela%C3%A7%C3%B5es%20civis%20sociais\"><u>https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=945504#:~:text<\/u><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=945504%23%3A~%3Atext%3DPL%20115%2F2015%20Inteiro%20teor%2CProjeto%20de%20Lei&amp;text=Institui%20o%20Estatuto%20da%20Reprodu%C3%A7%C3%A3o%2C%C3%A2mbito%20das%20rela%C3%A7%C3%B5es%20civis%20sociais\"><u>=PL%20115%2F2015%20Inteiro%20teor,Projeto%20de%20Lei&amp;text=Institui%20o%20Estat<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=945504%23%3A~%3Atext%3DPL%20115%2F2015%20Inteiro%20teor%2CProjeto%20de%20Lei&amp;text=Institui%20o%20Estatuto%20da%20Reprodu%C3%A7%C3%A3o%2C%C3%A2mbito%20das%20rela%C3%A7%C3%B5es%20civis%20sociais\"><u>uto%20da%20Reprodu%C3%A7%C3%A3o,%C3%A2mbito%20das%20rela%C3%A7%C3<\/u><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=945504%23%3A~%3Atext%3DPL%20115%2F2015%20Inteiro%20teor%2CProjeto%20de%20Lei&amp;text=Institui%20o%20Estatuto%20da%20Reprodu%C3%A7%C3%A3o%2C%C3%A2mbito%20das%20rela%C3%A7%C3%B5es%20civis%20sociais\"><u>%B5es%20civis%20sociais<\/u><\/a>. &gt;, Acesso em 20 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Advogada pela OAB\/PB, graduada em Direito pela UNIESP e p\u00f3s-graduanda em Direito Processual Civil pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PUC\/SP).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Advogada e professora de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o no Curso de Direito.Conselheira Federal pela OAB\/PB tri\u00eanio 2025-2028.Presidente do IBDFAM\/PB bi\u00eanio 2024-2025.Membro vital\u00edcio da Academia Paraibana de letras Jur\u00eddicas desde agosto de 2.017, e atual vice-presidente bi\u00eanio 2024-2026.Autora do livro: A Viol\u00eancia Intrafamiliar na Inf\u00e2ncia: uma abordagem jur\u00eddica e psicol\u00f3gica (2.014);Co autora do livro: Augusto dos Anjos: tributo \u00e0 sua mem\u00f3ria;Graduada em Direito pelo Centro Universit\u00e1rio de Jo\u00e3o Pessoa (2009) e em Psicologia pela Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco (2.001); Mestra em Psicologia Cl\u00ednica pela Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco (2005), com linha de pesquisa: Constru\u00e7\u00e3o da Subjetividade na Fam\u00edlia;Mediadora judicial, desde abril de 2019; Especialista em Processo Civil pelo Centro Universit\u00e1rio de Jo\u00e3o Pessoa (2.011); Especialista em Direito de Fam\u00edlia e Direito Sucess\u00f3rio pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) (2.014);Professora de:-Direito de Fam\u00edlia e \u00c9tica Jur\u00eddica no Instituto de Educa\u00e7\u00e3o Superior da Para\u00edba &#8211; IESP;-Direito Processual Civil na Especializa\u00e7\u00e3o em Processo Civil da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul- PUC RS;- Direito Civil e Processual Civil no Centro Universit\u00e1rio de Jo\u00e3o Pessoa -UNIP\u00ca e na Escola Superior de Advocacia da Para\u00edba- ESA PB;Secret\u00e1ria Geral do IBDFAM PB, bi\u00eanio 2020-2022;Diretora do Instituto Brasileiro de Direito de Fam\u00edlia (IBDFAM PB) , bi\u00eanio 2013-2015 e 2015-2017;2017-2019; Membro Ativo da Comiss\u00e3o Editorial Vital\u00edcia da Revista Jur\u00eddica In Verbis;Coordenadora cient\u00edfica na \u00e1rea de Direito Civil do site Canalveritas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> \u00a7 6\u00ba Os filhos, havidos ou n\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o do casamento, ou por ado\u00e7\u00e3o, ter\u00e3o os mesmos direitos e qualifica\u00e7\u00f5es, proibidas quaisquer designa\u00e7\u00f5es discriminat\u00f3rias relativas \u00e0 filia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> Art. 226, CF. \u00a7 5\u00ba Os direitos e deveres referentes \u00e0 sociedade conjugal s\u00e3o exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref5\" id=\"_ftn5\">[5]<\/a> Art. 1.799. Na sucess\u00e3o testament\u00e1ria podem ainda ser chamados a suceder:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">I &#8211; os filhos, ainda n\u00e3o concebidos, de pessoas indicadas pelo testador, desde que vivas estas ao abrir-se a sucess\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Art. 1.800. \u00a7 4. Se, decorridos dois anos ap\u00f3s a abertura da sucess\u00e3o, n\u00e3o for concebido o herdeiro esperado, os bens reservados, salvo disposi\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio do testador, caber\u00e3o aos herdeiros leg\u00edtimos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref6\" id=\"_ftn6\">[6]<\/a> Art. 1.798. Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou j\u00e1 concebidas no momento da abertura da sucess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref7\" id=\"_ftn7\">[7]<\/a> A regra do art. 1.798 do C\u00f3digo Civil deve ser estendida aos embri\u00f5es formados mediante o uso de t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o assistida, abrangendo, assim, a voca\u00e7\u00e3o heredit\u00e1ria da pessoa humana a nascer cujos efeitos patrimoniais se submetem \u00e0s regras previstas para a peti\u00e7\u00e3o da heran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref8\" id=\"_ftn8\">[8]<\/a> As t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o assistida (RA) t\u00eam o papel de auxiliar no processo de procria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref9\" id=\"_ftn9\">[9]<\/a> As cl\u00ednicas, centros ou servi\u00e7os de reprodu\u00e7\u00e3o podem usar t\u00e9cnicas de RA para criar a situa\u00e7\u00e3o identificada como gesta\u00e7\u00e3o de substitui\u00e7\u00e3o, desde que exista um problema m\u00e9dico que impe\u00e7a ou contraindique a gesta\u00e7\u00e3o, ou em caso de uni\u00e3o homoafetiva ou de pessoa solteira.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>A cedente tempor\u00e1ria do \u00fatero deve ter ao menos um filho vivo e pertencer \u00e0 fam\u00edlia de um dos parceiros em parentesco consangu\u00edneo at\u00e9 o quarto grau. Demais casos est\u00e3o sujeitos a avalia\u00e7\u00e3o e autoriza\u00e7\u00e3o do Conselho Regional de Medicina.<\/li>\n\n\n\n<li>A cess\u00e3o tempor\u00e1ria do \u00fatero n\u00e3o poder\u00e1 ter car\u00e1ter lucrativo ou comercial e a cl\u00ednica de reprodu\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode intermediar a escolha da cedente.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref10\" id=\"_ftn10\">[10]<\/a> 5. As t\u00e9cnicas de RA n\u00e3o podem ser aplicadas com a inten\u00e7\u00e3o de selecionar o sexo (presen\u00e7a ou aus\u00eancia de cromossomo Y) ou qualquer outra caracter\u00edstica biol\u00f3gica do futuro filho, exceto para evitar doen\u00e7as no poss\u00edvel descendente.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u00c9 proibida a fecunda\u00e7\u00e3o de o\u00f3citos humanos com qualquer outra finalidade que n\u00e3o a procria\u00e7\u00e3o humana.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref11\" id=\"_ftn11\">[11]<\/a> 3. No momento da criopreserva\u00e7\u00e3o, os pacientes devem manifestar sua vontade, por escrito, quanto ao destino a ser dado aos embri\u00f5es criopreservados em caso de div\u00f3rcio, dissolu\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel ou falecimento de um deles ou de ambos, e se desejam do\u00e1-los<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref12\" id=\"_ftn12\">[12]<\/a> \u00c9 permitida a reprodu\u00e7\u00e3o assistida post mortem desde que haja autoriza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica do(a) falecido(a) para o uso do material biol\u00f3gico criopreservado, de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o vigente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref13\" id=\"_ftn13\">[13]<\/a> <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/radioagencia-nacional\/saude\/audio\/2023-08\/historia-hoje-primeiro-bebe-vitro-45-anos#%3A~%3Atext%3DNo%20Brasil%2C%20o%20primeiro%20beb%C3%AA%2Ctornaram%20poss%C3%ADvel%20tratar%20a%20infertilidade%E2%80%9D\"><u>https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/radioagencia-nacional\/saude\/audio\/2023-08\/historia-hoje-primeiro-bebe-vitro-4<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/radioagencia-nacional\/saude\/audio\/2023-08\/historia-hoje-primeiro-bebe-vitro-45-anos#%3A~%3Atext%3DNo%20Brasil%2C%20o%20primeiro%20beb%C3%AA%2Ctornaram%20poss%C3%ADvel%20tratar%20a%20infertilidade%E2%80%9D\"><u>5-anos#:~:text=No%20Brasil%2C%20o%20primeiro%20beb%C3%AA,tornaram%20poss%C3%ADvel%20trat<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/radioagencia-nacional\/saude\/audio\/2023-08\/historia-hoje-primeiro-bebe-vitro-45-anos#%3A~%3Atext%3DNo%20Brasil%2C%20o%20primeiro%20beb%C3%AA%2Ctornaram%20poss%C3%ADvel%20tratar%20a%20infertilidade%E2%80%9D\"><u>ar%20a%20infertilidade%E2%80%9D<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref14\" id=\"_ftn14\">[14]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/c4gqvlzz69eo.amp\"><u>https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/c4gqvlzz69eo.amp<\/u><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref15\" id=\"_ftn15\">[15]<\/a> Art. 35. \u00c9 permitido o uso de material gen\u00e9tico de qualquer pessoa, seja \u00f3vulo, espermatozoide ou embri\u00e3o j\u00e1 formado, ap\u00f3s a sua morte, desde que haja manifesta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, em documento escrito, dado por ela em vida, para o uso do seu material biol\u00f3gico criopreservado, descrevendo: I \u2013 a pessoa que dever\u00e1 gestar o ser j\u00e1 concebido, em caso de embri\u00e3o; II \u2013 a quem dever\u00e1 ser destinado o gameta, seja \u00f3vulo ou espermatozoide, e quem o gestar\u00e1 ap\u00f3s a concep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>THE EFFECTS OF THE TECHNIQUES\u00a0OF POST MORTEM ASSISTED REPRODUCTION ON INHERITANCE LAW Artigo submetido em 11 de junho de 2025Artigo&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":1182,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"https:\/\/cognitiojuris.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/cognitio-juris_n8.jpg","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[18],"class_list":["post-705","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos-cientificos","tag-8-2025"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/705","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=705"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/705\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1177,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/705\/revisions\/1177"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1182"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=705"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=705"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=705"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}