{"id":721,"date":"2025-06-30T15:48:51","date_gmt":"2025-06-30T18:48:51","guid":{"rendered":"https:\/\/scientiaetratio.com.br\/?p=721"},"modified":"2026-05-23T11:34:40","modified_gmt":"2026-05-23T14:34:40","slug":"direito-a-regulacao-como-direito-a-alimentacao-gestao-de-qualidade-de-alimentos-e-dignidade-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/direito-a-regulacao-como-direito-a-alimentacao-gestao-de-qualidade-de-alimentos-e-dignidade-humana\/","title":{"rendered":"DIREITO \u00c0 REGULA\u00c7\u00c3O COMO DIREITO \u00c0 ALIMENTA\u00c7\u00c3O: GEST\u00c3O DE QUALIDADE DE ALIMENTOS E DIGNIDADE HUMANA"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RIGHT TO FOOD AND REGULATION: FOOD QUALITY MANAGEMENT AND HUMAN DIGNITY<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Artigo submetido em 14 de mar\u00e7o de 2025<br>Artigo aprovado em 20 de mar\u00e7o de 2025<br>Artigo publicado em 30 de junho de 2025<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-luminous-vivid-orange-background-color has-background\"><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Scientia et Ratio<\/strong><br>Volume 5 \u2013 N\u00famero 8 \u2013 Junho de 2025<br>ISSN 2525-8532<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-7e4ac651328708ea719ac0894fa30934 wp-block-paragraph\">.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background\"><tbody><tr><td><strong>Autor:<br>Ana Rafaele Soares de Medeiros<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><sup><strong><sup>[1]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a><\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-7e4ac651328708ea719ac0894fa30934 wp-block-paragraph\">.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RESUMO:<\/strong> O presente estudo tem como objetivo analisar a regula\u00e7\u00e3o de alimentos atrav\u00e9s da fiscaliza\u00e7\u00e3o e inspe\u00e7\u00e3o, que ocorrem no pa\u00eds desde 1889, para a garantia de alimentos seguros e dignidade no alimentar populacional. Debru\u00e7a sobre a problem\u00e1tica da gest\u00e3o de qualidade de alimentos, em que, por meio deste, aborda a sua conceitua\u00e7\u00e3o, a norma regulamentadora espec\u00edfica para o setor de seguran\u00e7a de alimentos, os entes da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica respons\u00e1veis por regulament\u00e1-la, al\u00e9m das pr\u00e1ticas utilizadas e recomendadas aos produtores de alimentos. Bem como, trata acerca do princ\u00edpio da dignidade humana relacionado ao direito \u00e0 sa\u00fade, apontando as doen\u00e7as transmitidas por alimentos e os programas governamentais para o monitoramento. Para tanto, utiliza-se do m\u00e9todo de an\u00e1lise de conte\u00fado e revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica, e, a partir das an\u00e1lises conclui-se que tais assuntos s\u00e3o importantes para garantia n\u00e3o s\u00f3 de alimenta\u00e7\u00e3o adequada, tal como do acesso seguro a todos e da manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade por meio de pol\u00edticas p\u00fablicas e institui\u00e7\u00f5es para salvaguardar os direitos dos cidad\u00e3os estabelecidos por interm\u00e9dio da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>PALAVRAS-CHAVE:<\/strong> direito \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o. regula\u00e7\u00e3o. gest\u00e3o de qualidade. dignidade humana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ABSTRACT:<\/strong> The present study aims to analyze the regulation of food through inspection and inspection, which have taken place in the country since 1889, to guarantee safe food and dignity in the population&#8217;s diet. It deals with the problem of food quality management, in which, through this, it addresses its conceptualization, the specific regulatory standard for the food safety sector, the public administration entities responsible for regulating it, in addition to the practices used and recommended to food producers. As well as, it deals with the principle of human dignity related to the right to health, pointing out foodborne diseases and government programs for monitoring. For this purpose, the method of content analysis and bibliographical review is used, and from the analyzes it is concluded that such matters are important to guarantee not only adequate food, but also safe access to all and maintenance of health. through public policies and institutions to safeguard the rights of citizens established through the Federal Constitution of 1988.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>KEY WORDS:<\/strong> right to food. regulation. quality management. human dignity.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a><strong>SUM\u00c1RIO: <\/strong>1. Introdu\u00e7\u00e3o \u2013 2. Gest\u00e3o de Qualidade de Alimentos no Brasil: 2.1 Conceito; 2.2 ISO 22000; 2.3 Principais \u00d3rg\u00e3os; 2.4 Pr\u00e1ticas \u2013 3. Dignidade Humana e Direito \u00e0 Sa\u00fade: 3.1 Doen\u00e7as Transmitidas por Alimentos; 3.2 Programas Nacionais de Monitoramento de Alimentos: 3.2.1 Programa de Monitoramento da Ioda\u00e7\u00e3o do Sal para Consumo Humano; 3.2.2 Programa de Monitoramento da Fortifica\u00e7\u00e3o das Farinhas de Trigo e Milho com Ferro e \u00c1cido F\u00f3lico; 3.2.3 Programas de Monitoramento dos Teores de S\u00f3dio e A\u00e7\u00facares em Alimentos Industrializados; 3.2.4 Programa de Monitoramento de Aditivos e Contaminantes; 3.2.5 Programa de Monitoramento da Lactose em Alimentos para fins especiais \u2013 Conclus\u00e3o \u2013 Refer\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira pr\u00e1tica regulat\u00f3ria sobre alimentos no Brasil se deu em 1889, ocasi\u00e3o em que o Presidente Marechal Manuel Deodoro da Fonseca por meio do Decreto n\u00ba 68 regularizou o servi\u00e7o da pol\u00edcia sanit\u00e1ria para impedir ou diminuir os riscos de contamina\u00e7\u00e3o de qualquer epidemia e de acordo com Figueiredo (2017), ainda se fiscalizava a alimenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica, o consumo e a produ\u00e7\u00e3o de bebidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o per\u00edodo da Ditadura Militar, o Decreto-lei n\u00ba 986 de 1969, em seus artigos, tratava da prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade populacional, a qual se desenvolve, desde a obten\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao consumo de alimentos, tratando de pautas como: o registro e controle, a rotulagem, dos aditivos, dos padr\u00f5es de identidade e qualidade, fiscaliza\u00e7\u00e3o dos estabelecimentos, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, os pa\u00edses desenvolveram uma maior preocupa\u00e7\u00e3o com as problem\u00e1ticas sociais, e com isso, a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) cria a partir de sua ag\u00eancia Food and Agriculture Organization (FAO) com aux\u00edlio da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS): o Codex Alimentarius em 1963. Tal programa tem como objetivo estabelecer normas internacionais, diretrizes, padr\u00f5es de produtos e boas pr\u00e1ticas para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, com vistas a proteger a sa\u00fade dos consumidores e delimitar pr\u00e1ticas leais de com\u00e9rcio internacional. Nesse sentido, ressalta-se que o Brasil se tornou membro em 1968,e a partir de sua entrada, a regula\u00e7\u00e3o de alimentos se tornou uma pauta para os governos posteriores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1999, o Presidente \u00e0 \u00e9poca Ant\u00f4nio Carlos Magalh\u00e3es, por interm\u00e9dio da Lei <a href=\"http:\/\/legislacao.planalto.gov.br\/legisla\/legislacao.nsf\/Viw_Identificacao\/lei%209.782-1999?OpenDocument\">N\u00ba 9.782<\/a>, instituiu a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (ANVISA). Esta tem como atribui\u00e7\u00e3o: regular, normatizar, controlar e fiscalizar os insumos aliment\u00edcios. O artigo 7\u00ba da presente lei aborda as compet\u00eancias desta ag\u00eancia para a implementa\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o desta, tornando relevante destacar os seguintes incisos:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">III &#8211; estabelecer normas, propor, acompanhar e executar as pol\u00edticas, as diretrizes e as a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">IV &#8211; estabelecer normas e padr\u00f5es sobre limites de contaminantes, res\u00edduos t\u00f3xicos, desinfetantes, metais pesados e outros que envolvam risco \u00e0 sa\u00fade;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">IX &#8211; conceder registros de produtos, segundo as normas de sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">X &#8211; conceder e cancelar o certificado de cumprimento de boas pr\u00e1ticas de fabrica\u00e7\u00e3o; (BRASIL, 1999).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste diapas\u00e3o, o presente artigo aborda a gest\u00e3o de alimentos no Brasil, sua conceitua\u00e7\u00e3o, a norma regulamentadora vigente, os \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis, as pr\u00e1ticas para a efetiva\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de tratar do princ\u00edpio da dignidade humana e da rela\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca entre o direito \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o e o direito \u00e0 sa\u00fade, o que se elucidou atrav\u00e9s das doen\u00e7as transmitidas por alimentos, bem como, da apresenta\u00e7\u00e3o de programas j\u00e1 em funcionamento que visam monitorar e proteger a sa\u00fade populacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Infere-se, assim, para atender os objetivos do presente estudo, a pesquisa utilizou-se do m\u00e9todo da an\u00e1lise de conte\u00fado (BARDIN, 2016), e de modo complementar a revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica, a partir da coleta de dados como o Google Acad\u00eamico e do SciELO (<em>Scientific Electronic Library Online<\/em>) para a pesquisa de artigos utilizando as express\u00f5es: \u201cGest\u00e3o de Qualidade de Alimentos\u201d, \u201cRegula\u00e7\u00e3o de Alimentos\u201d e outras. Al\u00e9m de utilizar informa\u00e7\u00f5es de livros, legisla\u00e7\u00f5es, portarias, instru\u00e7\u00f5es normativas, normas regulamentadoras, termos de compromisso, resolu\u00e7\u00f5es de diretorias colegiadas, dados de \u00f3rg\u00e3os nacionais, dados de participa\u00e7\u00e3o em f\u00f3runs internacionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>GEST\u00c3O DE QUALIDADE DE ALIMENTOS NO BRASIL: CONCEITO, ISO 22000, PRINCIPAIS \u00d3RG\u00c3OS E PR\u00c1TICAS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a><strong>2.1 Conceito<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Norma Brasileira ISO 9000 define a gest\u00e3o de qualidade como forma de organiza\u00e7\u00e3o que busca a promo\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as de comportamentos, atitudes, atividades e processos para agregar valor e gerar uma maior satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades e expectativas dos clientes. Tal Norma tem como princ\u00edpios: o foco no cliente, a lideran\u00e7a, o engajamento de pessoas, a abordagem de processo, a melhoria, tomada de decis\u00e3o baseada em evid\u00eancias e a gest\u00e3o de relacionamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Miguel (2012), a Gest\u00e3o da Qualidade pode ser entendida como o conjunto de atividades coordenadas para dirigir e controlar uma organiza\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 qualidade, o planejamento, o controle, a garantia e a melhoria da qualidade. Ent\u00e3o, entende-se, que a gest\u00e3o de qualidade de alimentos \u00e9 um sistema de comportamentos, atitudes, atividades e processos que geram seguran\u00e7a e agregam valor \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de alimentos de qualidade para o consumo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a><strong>2.2 ISO 22000<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No setor alimentar se elucida a presen\u00e7a da Norma Brasileira ISO 22000 considerada de maior import\u00e2ncia para o setor, pois trata-se, sobretudo, da Seguran\u00e7a de Alimentos. Publicada em 2005, recebeu revis\u00f5es e modifica\u00e7\u00f5es em 2018, a partir da incid\u00eancia da tradu\u00e7\u00e3o disponibilizada pelo <em>Food Safety System Certification<\/em> (FSSC), que determina um sistema de gest\u00e3o de seguran\u00e7a de alimentos e analisa os poss\u00edveis riscos presentes na produ\u00e7\u00e3o de alimentos, com vistas a n\u00e3o prejudicar a sa\u00fade do consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este processo se realiza, a partir de uma padroniza\u00e7\u00e3o e harmoniza\u00e7\u00e3o de todas as organiza\u00e7\u00f5es certificadas, baseadas nos riscos para o n\u00edvel organizacional e no plano para controlar os poss\u00edveis riscos de necessidade na comunica\u00e7\u00e3o entre toda a cadeia produtiva, mediante utiliza\u00e7\u00e3o de documentos e a responsabiliza\u00e7\u00e3o de autoridades. Nivelando-se, assim, os n\u00edveis de avalia\u00e7\u00e3o de severidade e de probabilidade, dentre estes: os perigos e as falhas das medidas de controle. Assim, se estabelece os limites cr\u00edticos, o plano de monitoramento e as poss\u00edveis corre\u00e7\u00f5es, com vista a evitar a contamina\u00e7\u00e3o e manter ambientes higi\u00eanicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a><strong>2.3 Principais \u00d3rg\u00e3os<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O controle sanit\u00e1rio \u00e9 um conjunto de medidas feitas a partir da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica que pretende eliminar, reduzir e evitar os poss\u00edveis riscos atrelados ao consumo de alimentos, englobando a rotulagem, a composi\u00e7\u00e3o nutricional dos alimentos, a identifica\u00e7\u00e3o e qualidade, tendo em vista a comercializa\u00e7\u00e3o mais justa e a seguran\u00e7a do consumidor (ANVISA, 2021). No Brasil, o controle sanit\u00e1rio se estrutura a partir de dois entes: o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (MAPA) no setor agr\u00e1rio, e a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) na \u00e1rea da sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O MAPA \u00e9 o respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a alimentar nas etapas iniciais, pois este analisa a produ\u00e7\u00e3o de alimentos como o cultivo, a pesca, a cria\u00e7\u00e3o de animais, o controle de bebidas e a classifica\u00e7\u00e3o de vegetais, bem como, de pol\u00edticas p\u00fablicas para o est\u00edmulo desse setor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 a Anvisa promove a prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade populacional, por meio do controle sanit\u00e1rio da produ\u00e7\u00e3o e do consumo de produtos e servi\u00e7os, al\u00e9m de inspecionar os ambientes, os processos, os materiais e os equipamentos que s\u00e3o utilizados, assim como portos, aeroportos, fronteiras e alf\u00e2ndegas para vistoriar a entrada de alimentos ou contaminantes no pa\u00eds. A ag\u00eancia possui liga\u00e7\u00e3o com o SUS (Sistema \u00danico de Sa\u00fade) atrav\u00e9s do Sistema Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria junto a outros \u00f3rg\u00e3os de vigil\u00e2ncia dos estados e munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depreende-se, portanto, a import\u00e2ncia destes \u00f3rg\u00e3os para a prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade alimentar populacional por meio da fiscaliza\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 o consumo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a><strong>2.4 Pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Portaria N\u00ba 1.428, de 26 de novembro de 1993, redigida pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, estabeleceu as diretrizes de boas pr\u00e1ticas, de produ\u00e7\u00e3o e de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os na \u00e1rea de alimentos. Tal normativa descreve as boas pr\u00e1ticas como normas de procedimentos que tem como finalidade um determinado padr\u00e3o de identidade e qualidade de um produto e\/ou servi\u00e7o na \u00e1rea de alimentos, em que sua efic\u00e1cia e efetividade necessita de avalia\u00e7\u00e3o feita por meio de inspe\u00e7\u00e3o e\/ou investiga\u00e7\u00e3o. Essa, visa estabelecer as orienta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a elabora\u00e7\u00e3o das boas pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, al\u00e9m de alcan\u00e7ar o padr\u00e3o de identidade e qualidade de produtos e\/ou servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Portaria N\u00ba 368, de 4 de setembro de 1997 apresenta o regulamento t\u00e9cnico sobre as condi\u00e7\u00f5es higi\u00eanico-sanit\u00e1rias e de boas pr\u00e1ticas de elabora\u00e7\u00e3o para estabelecimentos elaboradores e industrializadores de alimentos. Disp\u00f5e acerca das boas pr\u00e1tica como: i) a conserva\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio, de equipamentos, e utens\u00edlios, que devem ser mantidos em bom estado de conserva\u00e7\u00e3o e funcionamento; ii) limpeza e desinfec\u00e7\u00e3o, em que os produtos utilizados para a limpeza&nbsp; devem ser identificados e guardados em lugares seguros, longe do local de manipula\u00e7\u00e3o de alimentos para que n\u00e3o haja contamina\u00e7\u00e3o; iii) manipula\u00e7\u00e3o, armazenamento e elimina\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, pois os res\u00edduos devem ser descartados corretamente; iv) sistema de combate \u00e0s pragas, em que suas \u00e1reas devem ser inspecionadas periodicamente; v)&nbsp; e, por \u00faltimo, a higiene pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Infere-se, assim, que as Portarias se julgam protetivas. A primeira pelo fato de definir um padr\u00e3o de identidade e qualidade de produtos e servi\u00e7os, j\u00e1 a segunda em virtude de estabelecer as condi\u00e7\u00f5es higi\u00eanico-sanit\u00e1rias para os estabelecimentos que tem como finalidade a produ\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>DIGNIDADE HUMANA E DIREITO \u00c0 SA\u00daDE: DOEN\u00c7AS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS E PROGRAMAS NACIONAIS DE MONITORAMENTO DE ALIMENTOS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 instituiu por meio das cl\u00e1usulas p\u00e9treas, os direitos e garantias individuais dos cidad\u00e3os. Em seu artigo 1\u00ba afirma-se ao pa\u00eds a posi\u00e7\u00e3o de Estado Democr\u00e1tico de Direito e possui como fundamento em seu inciso III o princ\u00edpio da Dignidade Humana. Este trata da integridade f\u00edsica e ps\u00edquica das pessoas entendendo que existem condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para viver, respeitando a liberdade e igualdade, sem diferenciar as pessoas. A dignidade humana \u00e9 considerada um valor m\u00e1ximo de valora\u00e7\u00e3o moral, \u00e9tico e espiritual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O direito \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o est\u00e3o estritamente ligados devido ao fato que estes se encontram previstos como direitos sociais no Artigo 6\u00ba, o qual versa: \u201cS\u00e3o direitos sociais a educa\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade, a alimenta\u00e7\u00e3o, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a seguran\u00e7a, a previd\u00eancia social, a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade e \u00e0 inf\u00e2ncia, a assist\u00eancia aos desamparados, na forma desta Constitui\u00e7\u00e3o.\u201d. Em que, devido \u00e0 Emenda Constitucional N\u00ba64 de 2010, se adiciona o direito \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o na Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ingest\u00e3o ou a falta de alimentos s\u00e3o problemas que se relacionam com a sa\u00fade populacional, pois a sua qualidade nutricional, a sua seguran\u00e7a e outros fatores influenciam no bem-estar social. \u00c9 papel do Sistema \u00danico de Sa\u00fade conforme o artigo 200 da CF\/88 de acordo com seu inciso VI a fiscaliza\u00e7\u00e3o e inspe\u00e7\u00e3o de alimentos, como o seu teor nutricional, al\u00e9m de fiscalizar as bebidas e as \u00e1guas para consumo humano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a><strong>3.1 Doen\u00e7as Transmitidas por Alimentos (DTA\u2019S)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As Doen\u00e7as Transmitidas por Alimentos ou DTA\u2019S s\u00e3o obtidas por meio do consumo de alimentos ou da ingest\u00e3o de \u00e1gua contaminada, atrav\u00e9s de microrganismos, pode ser de origem t\u00f3xica ou infecciosa. \u00c9 poss\u00edvel identificar a contamina\u00e7\u00e3o quando uma ou mais pessoas apresentam sintomas similares, estes que podem ser: Dor de est\u00f4mago ou intestinal, n\u00e1usea, v\u00f4mito, diarreia e at\u00e9 febre. A apari\u00e7\u00e3o dos sintomas pode variar de horas a dias de acordo com o agente patol\u00f3gico e com a integridade f\u00edsica da pessoa contaminada. J\u00e1 os sintomas podem evoluir e causar: desidrata\u00e7\u00e3o grave, diarreia sanguinolenta, insufici\u00eancia renal aguda e insufici\u00eancia respirat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O aparecimento de doen\u00e7as transmitidas por alimentos \u00e9 influenciado por fatores como: altera\u00e7\u00f5es ambientais, aumento populacional e de grupos socialmente vulner\u00e1veis, a industrializa\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e consumo em condi\u00e7\u00f5es inadequadas, al\u00e9m do aumento de aditivos e contaminantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Oliveira (2010), a grande parte dos casos de surtos \u00e9 devido \u00e0 ingest\u00e3o de alimentos com boa apar\u00eancia, com sabor e odor normais, sem altera\u00e7\u00e3o percept\u00edvel aos sentidos. Acontece devido \u00e0 quantidade de pat\u00f3genos contaminantes serem menor que o quantitativo necess\u00e1rio para estragar o alimento. Com isso gerando a dificuldade para o rastreio dos alimentos causadores devido aos consumidores afetados n\u00e3o conseguirem identificar de forma sensorial os alimentos fonte de DTA.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil, disp\u00f5e de pouca informa\u00e7\u00e3o acerca das infec\u00e7\u00f5es por DTA\u2019S, alguns estados e munic\u00edpios t\u00eam estat\u00edsticas e dados publicados sobre os agentes mais comuns e outros. De acordo com estes dados \u00e9 poss\u00edvel identificar os principais causadores: agentes de origem bacteriana como <em>Salmonella spp., Escherichia Coli, Staphylococcus aureaus, Shingella dysenteriae, Bacillus cereus e Clostridium perfringens.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a><strong>3.2 Programas Nacionais de Monitoramento de Alimentos-Pronamas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os programas de monitoramento t\u00eam como finalidade avaliar a seguran\u00e7a e a qualidade dos alimentos, sendo um recurso importante para que se fa\u00e7a o planejamento de a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria e de sa\u00fade. Para que se tenha a avalia\u00e7\u00e3o de temas no controle p\u00f3s-mercado, se leva em considera\u00e7\u00e3o a defini\u00e7\u00e3o de categorias e de ensaios a cada monitoramento. Tem em vista entender os autores envolvidos, criar um crit\u00e9rio de prioriza\u00e7\u00e3o como risco \u00e0 sa\u00fade e outros, al\u00e9m de avaliar a capacidade anal\u00edtica dos laborat\u00f3rios nacionais. A partir do ano de 2022, os ciclos anuais de monitoramento ser\u00e3o bianuais. Os programas existentes s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a><strong>3.2.1 Programa de Monitoramento da Ioda\u00e7\u00e3o do Sal para Consumo Humano<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Baseado em dados disponibilizados pela Anvisa, o servi\u00e7o de monitoramento nacional de ioda\u00e7\u00e3o do sal para consumo humano faz parte do Programa Nacional para a Preven\u00e7\u00e3o e Controle dos Dist\u00farbios por Defici\u00eancia de Iodo \u2013 Pr\u00f3-Iodo, que \u00e9 coordenado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. A atua\u00e7\u00e3o do programa se d\u00e1 a partir das a\u00e7\u00f5es de monitoramento do teor de iodo presente no sal destinado a consumo humano e do impacto da ioda\u00e7\u00e3o tem na sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, atualiza os par\u00e2metros legais dos teores de iodo no sal para o consumo e implementa estrat\u00e9gias de informa\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o social para o conhecimento da popula\u00e7\u00e3o. A Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria atualiza os par\u00e2metros legais e o monitoramento da estrat\u00e9gia para a efetiva\u00e7\u00e3o da ioda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A necessidade de implementa\u00e7\u00e3o da ioda\u00e7\u00e3o surge a partir da Lei N\u00ba 6150\/1974 assinada por Ernesto Geisel, disp\u00f5e acerca da obrigatoriedade da ioda\u00e7\u00e3o do sal para o consumo humano, tamb\u00e9m sobre o controle pelos \u00f3rg\u00e3os sanit\u00e1rios estaduais, municipais e do distrito federal a fiscaliza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da obrigatoriedade da escrita leg\u00edvel no r\u00f3tulo e, em caso de inobserv\u00e2ncia \u00e0s tomadas de medidas como processo e penalidade administrativa do infrator. Tendo sua reestrutura\u00e7\u00e3o a partir da Portaria N\u00ba 2.362 de 2005, que reestrutura o Programa Nacional de Preven\u00e7\u00e3o e Controle dos Dist\u00farbios por Defici\u00eancia de Iodo \u2013 DDI, tamb\u00e9m conhecido por Pr\u00f3-Iodo, a qual define os pap\u00e9is do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, da Anvisa, das&nbsp;secretarias estaduais de sa\u00fade e do \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria estadual, das secretarias municipais de sa\u00fade dentre outras atribui\u00e7\u00f5es e mudan\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Resolu\u00e7\u00e3o RDC 604\/2022, a resolu\u00e7\u00e3o mais atual que aborda o tema, em seu cap\u00edtulo II estabelece os requisitos para a composi\u00e7\u00e3o, qualidade, seguran\u00e7a e rotulagem do sal enriquecido com Iodo. O artigo 3\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, trata da quantidade de iodo presente em que se deve ter o teor igual ou superior a quinze miligramas e no m\u00e1ximo quarenta e cinco miligramas. No artigo 4\u00ba, aborda a n\u00e3o obrigatoriedade quando utilizado em alimentos que pode alterar as carater\u00edsticas sensoriais e o artigo 5\u00ba sobre a necessidade da informa\u00e7\u00e3o nutricional contendo o teor de iodo por quilograma.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Programa de Monitoramento da Fortifica\u00e7\u00e3o das Farinhas de Trigo e Milho com Ferro e \u00c1cido F\u00f3lico<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O enriquecimento obrigat\u00f3rio das farinhas de trigo e milho com ferro e \u00e1cido f\u00f3lico se trata de uma das estrat\u00e9gias implementadas pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para a redu\u00e7\u00e3o da anemia por defici\u00eancia de ferro e problemas relacionados \u00e0 m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o do tubo neural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Resolu\u00e7\u00e3o RDC N\u00ba 604\/2022 estabelece no cap\u00edtulo III os requisitos de composi\u00e7\u00e3o, qualidade, seguran\u00e7a e rotulagem das farinhas de trigo e milho enriquecidas com ferro e \u00e1cido f\u00f3lico. No artigo 6\u00ba diz que as farinhas devem conter o teor de: igual ou superior a cento e quarenta microgramas de \u00e1cido f\u00f3lico e no m\u00e1ximo duzentos e vinte microgramas de \u00e1cido f\u00f3lico por cem gramas de farinha. E, igual ou superior a quatro miligramas de ferro e no m\u00e1ximo nove miligramas de ferro por cem gramas de farinha. O artigo 9\u00ba trata da informa\u00e7\u00e3o em embalagens que retratem a informa\u00e7\u00e3o de enriquecimento ou sem enriquecimento. No Artigo 12 aborda a necessidade de constar as informa\u00e7\u00f5es nutricionais e a descri\u00e7\u00e3o sobre o enriquecimento de ferro e \u00e1cido f\u00f3lico e no Artigo 13 se trata do descumprimento que se constitui como infra\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria cabe responsabilidades civil, administrativa e penal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2012, foi julgada pelo Supremo Tribunal Federal a Argui\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPL) n\u00ba 54, a qual se refere a interrup\u00e7\u00e3o terap\u00eautica de gesta\u00e7\u00e3o de feto anenc\u00e9falo, que julgou a n\u00e3o tipifica\u00e7\u00e3o desta pr\u00e1tica em rela\u00e7\u00e3o aos Artigos 124,126,128 inciso I e II do C\u00f3digo Penal como Infantic\u00eddio. Em que a maioria dos ministros em seus votos seguiram a mesma linha de interpreta\u00e7\u00e3o do relator, o Ministro Marco Aur\u00e9lio Mello, que considerou a prote\u00e7\u00e3o maior \u00e0 gestante, pois a gesta\u00e7\u00e3o traz risco \u00e0 vida da m\u00e3e, al\u00e9m de ferir a dignidade humana da mulher devido a integridade da sa\u00fade ps\u00edquica e f\u00edsica ser afetada, em seu entendimento deve-se deixar que a m\u00e3e decida prosseguir ou n\u00e3o com a gesta\u00e7\u00e3o. Ademais, o Ministro Gilmar Mendes em seu voto relembra que o pa\u00eds j\u00e1 tem medidas de preven\u00e7\u00e3o a anencefalia e cita as medidas de distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1cido f\u00f3lico na rede b\u00e1sica de sa\u00fade no per\u00edodo pr\u00e9 e gestacional e relembra a adi\u00e7\u00e3o de \u00e1cido f\u00f3lico nos insumos aliment\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Programas de Monitoramento dos Teores de S\u00f3dio e A\u00e7\u00facares em Alimentos Industrializados<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os Planos Nacionais de Redu\u00e7\u00e3o de S\u00f3dio e A\u00e7\u00facares em Alimentos Industrializados s\u00e3o estrat\u00e9gias utilizadas pela sa\u00fade p\u00fablica que visam a diminui\u00e7\u00e3o da ingest\u00e3o de s\u00f3dio e a\u00e7\u00facares pela popula\u00e7\u00e3o brasileira, devido ao consumo excessivo desses nutrientes esses contribuem para o desenvolvimento e o agravamento de Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas N\u00e3o Transmiss\u00edveis, como a Diabetes e a Hipertens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes Planos s\u00e3o compostos por acordos volunt\u00e1rios, entre o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e entidades representativas da ind\u00fastria de alimentos, estabelecidos por meio de Termos de Compromisso, com metas para a redu\u00e7\u00e3o dos teores de s\u00f3dio e a\u00e7\u00facares em categorias priorit\u00e1rias de alimentos. A Anvisa \u00e9 respons\u00e1vel por coordenar o monitoramento do teor de s\u00f3dio e a\u00e7\u00facares em alimentos com metas definidas. (ANVISA, 2020)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os A\u00e7\u00facares, se tem o Termo de Compromisso assinado em 2018 pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e representantes da ind\u00fastria de alimentos em que se estabelece em sua primeira cl\u00e1usula a redu\u00e7\u00e3o de consumo da popula\u00e7\u00e3o de pelo menos 10% do total das calorias ingeridas por meio da redu\u00e7\u00e3o do teor de a\u00e7\u00facares em categorias como: bebidas ado\u00e7adas, biscoitos, bolos e misturas para bolos, achocolatados em p\u00f3 e produtos l\u00e1cteos. Na segunda cl\u00e1usula os compromissos entre as partes para padronizar as metas de redu\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facares nos alimentos industrializados de acordo com as refer\u00eancias internacionais e\/ou iguais refer\u00eancias da categoria do mercado nacional, adotar crit\u00e9rios para o estabelecimento de redu\u00e7\u00e3o dos a\u00e7\u00facares dos primeiros anos de pactua\u00e7\u00e3o e os teores m\u00e1ximos menores que as m\u00e9dias ajustadas ressalvando as que s\u00e3o fundamentadas e documentadas por \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis como o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e a ANVISA junto \u00e0s associa\u00e7\u00f5es representativas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de classificar o teor m\u00e1ximo de a\u00e7\u00facares nos alimentos das categorias acima citadas, a terceira cl\u00e1usula determina o prazo de vig\u00eancia em quatro anos a partir da assinatura, podendo ser prorrogado pelas partes. A Quarta Cl\u00e1usula aborda a n\u00e3o transfer\u00eancia de recursos, assim cada parte \u00e9 respons\u00e1vel por sua despesa para implementa\u00e7\u00e3o. A quinta cl\u00e1usula trata da publica\u00e7\u00e3o deste termo no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o em que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade deve implementar at\u00e9 o quinto dia \u00fatil do m\u00eas seguinte com efic\u00e1cia no prazo de vinte dias a partir da sua assinatura. E, por fim, a s\u00e9tima cl\u00e1usula que trata de qualquer controv\u00e9rsia eventual ser\u00e1 resolvida por negocia\u00e7\u00e3o entre as partes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 para o S\u00f3dio, se tem cinco termos de compromisso pactuados entre o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e os representantes da ind\u00fastria de alimentos. Aos cinco termos de compromisso datados entre 2011 e 2017, os quais ser\u00e3o objetos de an\u00e1lise, iremos tratar dos seus principais artigos. Tem em sua primeira cl\u00e1usula o objetivo que \u00e9 pactuar as estrat\u00e9gias do setor industrial de alimentos para a redu\u00e7\u00e3o do consumo de sal para menos de cinco gramas por pessoa por dia at\u00e9 2020, em categorias priorit\u00e1rias de prepara\u00e7\u00f5es de consumo e alimentos processados. Na segunda cl\u00e1usula se trata das obriga\u00e7\u00f5es das partes as quais s\u00e3o, adotar os crit\u00e9rios de redu\u00e7\u00e3o do n\u00edvel m\u00e1ximo de s\u00f3dio nas categorias de: alimentos processados, macarr\u00e3o instant\u00e2neo, p\u00e3es de forma industrializado, bisnaguinhas industrializadas e a lista de outros alimentos ofertada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade que tem prioridade para a redu\u00e7\u00e3o: para p\u00e3es franc\u00eas, bolos prontos, misturas para bolos, salgadinhos de milho, batatas fritas industrializadas, embutidos, caldos e temperos, margarinas vegetais, maionese, derivados de cereais, latic\u00ednios, refei\u00e7\u00f5es prontas e biscoitos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;As terceiras cl\u00e1usulas dos termos de compromisso tratam das incumb\u00eancias, inicialmente do minist\u00e9rio da Sa\u00fade como o Plano Nacional de Redu\u00e7\u00e3o do Consumo de Sal por meio de redu\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria, aumento da oferta de alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, rotulagem e informa\u00e7\u00e3o em embalagens e educa\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o dos consumidores, ind\u00fastrias, profissionais da sa\u00fade e outros. Al\u00e9m de acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o do teor de s\u00f3dio e as tend\u00eancias de consumo alimentar da popula\u00e7\u00e3o por meio de um sistema de monitoramento que seria composto por inqu\u00e9ritos, sistemas de informa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade, estudos e pesquisas do setor produtivo e o analisar o impacto da redu\u00e7\u00e3o na mortalidade por doen\u00e7as cr\u00f4nicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 \u00e0s Associa\u00e7\u00f5es cabe: Articular as ind\u00fastrias por categoria para o comprometimento no pacto de redu\u00e7\u00e3o de s\u00f3dio, incentivar a implementa\u00e7\u00e3o de sistemas de controle e de monitoramento do teor de s\u00f3dio nas ind\u00fastrias, participar dos servi\u00e7os de treinamento e capacita\u00e7\u00e3o para implementar as Boas Pr\u00e1ticas de Fabrica\u00e7\u00e3o, contribuir no monitoramento da evolu\u00e7\u00e3o do teor nos alimentos processados e desenvolver e compreender a transfer\u00eancia de tecnologias de redu\u00e7\u00e3o para ind\u00fastrias de grande, m\u00e9dio e pequeno porte em todo territ\u00f3rio nacional, exceto para tecnologias patenteadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a><strong>3.2.4 Programa de Monitoramento de Aditivos e Contaminantes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Programa de Monitoramento de Aditivos e Contaminantes tem como finalidade monitorar o teor de aditivos e contaminantes para determinadas categorias de alimentos, objetivando aferir o cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o direcionada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de alimentos comercializados no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entende-se como aditivos alimentares todo e qualquer ingrediente adicionado propositalmente para modificar as caracter\u00edsticas do alimento podendo ser: f\u00edsicas, qu\u00edmicas, biol\u00f3gicas ou sensoriais. Estes podem desempenhar fun\u00e7\u00f5es como: antioxidante, corante, espessante, regulador de acidez e emulsificante. Seu uso necessita de limita\u00e7\u00f5es em determinados alimentos e condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, al\u00e9m de ser nos n\u00edveis mais baixos para atingir o efeito pretendido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se considera tamb\u00e9m o que pode ser entendido por contaminantes, esses s\u00e3o subst\u00e2ncias n\u00e3o pretendidas e compostas ao alimento no resultado da sua produ\u00e7\u00e3o, industrializa\u00e7\u00e3o, processamento, prepara\u00e7\u00e3o, tratamento, embalagem, transporte ou armazenamento, ou ainda pode ser considerado a contamina\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Resolu\u00e7\u00e3o de Diretoria Colegiada- RDC N\u00ba 487 de 26 de mar\u00e7o de 2021, trata dos limites m\u00e1ximos tolerados de contaminantes em alimentos, tal qual \u00e9 estabelecido esses par\u00e2metros e m\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o de conformidade. Tal metodologia de avalia\u00e7\u00e3o pode ser aplicada em toda a cadeia de produ\u00e7\u00e3o de alimentos. O seu artigo 10 define que os limites m\u00e1ximos tolerados de contaminantes ser\u00e3o estabelecidos.<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn2\" id=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Al\u00e9m de informar em seu artigo 11 que ser\u00e3o verificados esses limites utilizando a metodologia que cumpra os crit\u00e9rios de desempenho estabelecidos no Manual de Procedimentos do Codex Alimentarius.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do mesmo modo, h\u00e1 Instru\u00e7\u00e3o Normativa- IN N\u00ba 88 de 26 de mar\u00e7o de 2021 que complementa a RDC 487 e define os limites m\u00e1ximos. Se desmembra em tr\u00eas classifica\u00e7\u00f5es: Metais, Micotoxinas e outros contaminantes. Assim, a partir da an\u00e1lise dos dados disponibilizados, entende-se:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>Metais<\/td><td>Quantidade em Miligrama (mg) por Quilograma (Kg) de determinados alimentos<\/td><\/tr><tr><td>Ars\u00eanio<\/td><td>At\u00e9 1,0 mg<\/td><\/tr><tr><td>C\u00e1dmio<\/td><td>At\u00e9 1,0 mg<\/td><\/tr><tr><td>Chumbo<\/td><td>At\u00e9 2,0 mg<\/td><\/tr><tr><td>Cobre<\/td><td>At\u00e9 40,0 mg<\/td><\/tr><tr><td>Cromo<\/td><td>At\u00e9 10,0 mg<\/td><\/tr><tr><td>Merc\u00fario Total<\/td><td>At\u00e9 1,0 mg<\/td><\/tr><tr><td>Estanho<\/td><td>At\u00e9 250,0 mg<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte: ANVISA, 2021.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>Micotoxinas<\/td><td>Quantidade em Micrograma (mcg) por Quilograma (Kg) de determinados alimentos<\/td><\/tr><tr><td>Aflatoxina M1<\/td><td>At\u00e9 5 mcg<\/td><\/tr><tr><td>Aflatoxina B1, B2, G1, G2<\/td><td>At\u00e9 20 mcg<\/td><\/tr><tr><td>Desoxinivalenol (DON)<\/td><td>At\u00e9 2000 mcg<\/td><\/tr><tr><td>Fumonisinas (B1+B2)<\/td><td>At\u00e9 5000 mcg<\/td><\/tr><tr><td>Ocratoxina A<\/td><td>At\u00e9 30 mcg<\/td><\/tr><tr><td>Patulina<\/td><td>At\u00e9 50 mcg<\/td><\/tr><tr><td>Zearalenona<\/td><td>At\u00e9 600 mcg<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte: ANVISA, 2021.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>Outros Contaminantes<\/td><td>Quantidade em Micrograma (mcg) por Quilograma (Kg) de determinado alimento ou de Picograma (pg) por Grama (g) de determinados alimentos<\/td><\/tr><tr><td>Benzo(a)pireno<\/td><td>At\u00e9 2,0 mcg<\/td><\/tr><tr><td>Dioxinas (PCDD), Furanos (PCDF) e Bifenilas policoradas (PCB) (Contabilizados por somat\u00f3ria segundo os crit\u00e9rios de equival\u00eancia toxica da OMS)<\/td><td>At\u00e9 6,5 pg\/g<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte: ANVISA, 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a><strong>3.2.5 Programa de Monitoramento da Lactose em Alimentos para fins especiais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Programa de Monitoramento da Lactose em Alimentos para fins especiais trata de alimentos dietoter\u00e1picos que s\u00e3o desenvolvidos para pessoas que cont\u00eam erros inatos de metabolismo, assim esse tem a finalidade de eliminar ou reduzir o conte\u00fado de lactose em alimentos processados ou que tenham esse p\u00fablico como alvo. O programa tem como objetivo monitorar a composi\u00e7\u00e3o, qualidade, seguran\u00e7a e a rotulagem desses alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As especifica\u00e7\u00f5es acerca dos requisitos s\u00e3o tratadas na Resolu\u00e7\u00e3o de Diretoria Colegiada- RDC N\u00ba 460 de 21 de dezembro de 2020 em que em seu artigo 1\u00ba aborda a finalidade dessa resolu\u00e7\u00e3o que \u00e9 dispor sobre os requisitos de composi\u00e7\u00e3o, qualidade, seguran\u00e7a e rotulagem dos alimentos destinados a erros inatos de metabolismo. No artigo 5\u00ba versa sobre as subst\u00e2ncias que s\u00e3o associadas aos erros inatos de metabolismos nas f\u00f3rmulas devem estar ou ausentes ou presentes em quantidades seguras e necess\u00e1rias para o controle de dietas a quem se destina baseado em evid\u00eancias cient\u00edficas. De acordo com seu artigo 15 deve conter em seu r\u00f3tulo a nomenclatura \u201cF\u00f3rmula dietoter\u00e1pica\u201d junto a informa\u00e7\u00f5es como a indica\u00e7\u00e3o de a quem se destina ou as suas caracter\u00edsticas nutricionais que os fazem seguros para o controle da dieta de pessoas com erros inatos de metabolismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;O Artigo 17 desta resolu\u00e7\u00e3o trata das disposi\u00e7\u00f5es anteriores sobre a rotulagem, em que s\u00e3o acrescidas informa\u00e7\u00f5es, dispostas no inciso IV, as quais devem conter as recomenda\u00e7\u00f5es de uso no r\u00f3tulo. Abordando: i) a possibilidade ou n\u00e3o do seu uso exclusivo para alimenta\u00e7\u00e3o, ii) a quem \u00e9 indicado o consumo, indicando a faixa et\u00e1ria no caso de crian\u00e7as, iii) sua quantidade e como deve ser administrado, iv) import\u00e2ncia do indicativo do consumo ap\u00f3s o preparo, se necess\u00e1rio, v) as precau\u00e7\u00f5es e contraindica\u00e7\u00f5es de uso, caso necessite, vi) destaque em negrito da advert\u00eancia da proibi\u00e7\u00e3o do uso por via parenteral, vii) como tamb\u00e9m da advert\u00eancia da mesma maneira para indicar o uso sob supervis\u00e3o m\u00e9dica ou nutricional, viii) e por \u00faltimo, advert\u00eancia destacada sobre a presen\u00e7a de mel ou a informa\u00e7\u00e3o de contraindica\u00e7\u00e3o para beb\u00eas at\u00e9 um ano quando estiver presente o mel na f\u00f3rmula.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Subentende-se ent\u00e3o que este programa tem grande import\u00e2ncia devido a salvaguardar o acesso de pessoas as quais necessitam de dietas especiais tenham o consumo seguro de alimentos, por meio da resolu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica do setor que normatiza essa garantia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante do exposto, conclui-se, que a gest\u00e3o de qualidade de alimentos \u00e9 de vital import\u00e2ncia para a popula\u00e7\u00e3o brasileira, pois, atrav\u00e9s dela, se garante o direito fundamental e social \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, demonstrou-se que os \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pela gest\u00e3o t\u00eam seu papel efetivado e delimitado nas suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o por meio de instru\u00e7\u00f5es e portarias que inferem na rela\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o e de fiscaliza\u00e7\u00e3o de alimentos, estabelecendo por meio de boas pr\u00e1ticas padr\u00f5es de qualidade, identidade e de condi\u00e7\u00f5es higi\u00eanico-sanit\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, depreende-se, que em virtude do princ\u00edpio da dignidade humana, a garantia do direito \u00e0 sa\u00fade e a n\u00e3o interfer\u00eancia da alimenta\u00e7\u00e3o se entende a import\u00e2ncia de que se perpetue a seguran\u00e7a alimentar, pois, em virtude da m\u00e1 gest\u00e3o, se atinge a popula\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s daquilo que deveria ser de todos: o alimento. Sendo assim, \u00e9 de responsabilidade estatal manter e promover novas pol\u00edticas p\u00fablicas para o monitoramento e preserva\u00e7\u00e3o do bem-estar de todos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O direito \u00e0 regula\u00e7\u00e3o ent\u00e3o pode ser entendido como essencial para a efetiva\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, pois este garante que chegue \u00e0 mesa das fam\u00edlias um alimento que passou por fiscaliza\u00e7\u00e3o, inspe\u00e7\u00e3o e monitoramento atrav\u00e9s de um longo processo para garantir a seguran\u00e7a e sua valora\u00e7\u00e3o nutricional. Entende-se que atrav\u00e9s de comportamentos como os citados, com sua implementa\u00e7\u00e3o concreta, se tem a possibilidade que o acesso ao alimento seguro a todos e n\u00e3o a uma pequena parcela da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ACADEMIA. <strong>ABNT NBR ISO 9000 Sistemas de gest\u00e3o da qualidade \u2014 Fundamentos e vocabul\u00e1rio Quality management systems \u2014 Fundamentals and vocabulary<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.academia.edu\/32163836\/ABNT_NBR_ISO_9000_Sistemas_de_gest%C3%A3o_da_qualidade_Fundamentos_e_vocabul%C3%A1rio_Quality_management_systems_Fundamentals_and_vocabulary. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BARDIN, Laurence; <strong>An\u00e1lise de conte\u00fado<\/strong>: tradu\u00e7\u00e3o de Lu\u00eds Antero Reto e Augusto Pinheiro. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es 70, 2016.P. 1-141<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>Aditivos e contaminantes<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/assuntos\/fiscalizacao-e-monitoramento\/programas-nacionais-de-monitoramento-de-alimentos\/monitoramento-de-aditivos-e-contaminantes-em-alimentos. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>ADPF 54 \u00e9 julgada procedente pelo ministro Gilmar Mendes. <\/strong>Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/stf.jusbrasil.com.br\/noticias\/3085273\/adpf-54-e-julgada-procedente-pelo-ministro-gilmar-mendes\">https:\/\/stf.jusbrasil.com.br\/noticias\/3085273\/adpf-54-e-julgada-procedente-pelo-ministro-gilmar-mendes<\/a>. Acesso em: 02 dez. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (ANVISA)<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gov.br\/pt-br\/orgaos\/agencia-nacional-de-vigilancia-sanitaria. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <a href=\"https:\/\/legislacao.planalto.gov.br\/legisla\/legislacao.nsf\/viwTodos\/509f2321d97cd2d203256b280052245a?OpenDocument&amp;Highlight=1,constitui%C3%A7%C3%A3o&amp;AutoFramed\"><strong>CONSTITUI\u00c7\u00c3O DA REP\u00daBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988<\/strong><\/a><strong>.<\/strong> Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Constituicao.htm#art49i\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Constituicao.htm#art49i<\/a>. Acesso em: 03 dez. 2022<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>Contextualiza\u00e7\u00e3o.<\/strong> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/assuntos\/alimentos\/participacao-em-foruns-internacionais\/contextualizacao\">https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/assuntos\/alimentos\/participacao-em-foruns-internacionais\/contextualizacao<\/a>. Acesso em: 30 nov. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>Controle sanit\u00e1rio de alimentos<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/assuntos\/alimentos\/controle-sanitario. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL.<strong> <\/strong><a href=\"http:\/\/legislacao.planalto.gov.br\/legisla\/legislacao.nsf\/Viw_Identificacao\/DEL%20986-1969?OpenDocument\"><strong>DECRETO-LEI N\u00ba 986,&nbsp;DE 21 DE OUTUBRO DE1969.<\/strong><\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/del0986.htm\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/del0986.htm<\/a>. Acesso em: 03 dez. 2022<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <a href=\"https:\/\/legislacao.planalto.gov.br\/LEGISLA\/Legislacao.nsf\/viwTodos\/6057B88720BC365C032569FA0042B16F?OpenDocument&amp;HIGHLIGHT=1,\"><strong>DECRETO N\u00ba 68,&nbsp;DE 18 DE DEZEMBRO DE 1889.<\/strong><\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto\/1851-1899\/d0068.htm\">https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto\/1851-1899\/d0068.htm<\/a>. &nbsp;Acesso em: 03 dez. 2022<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <a href=\"http:\/\/legislacao.planalto.gov.br\/legisla\/legislacao.nsf\/Viw_Identificacao\/emc%2064-2010?OpenDocument\"><strong>EMENDA CONSTITUCIONAL N\u00ba 64, DE 4 DE FEVEREIRO DE 2010<\/strong><\/a><strong>. <\/strong>Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/emendas\/emc\/emc64.htm\">https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/emendas\/emc\/emc64.htm<\/a>. Acesso em: 03 dez. 2022<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>I Termo de Compromisso<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/centraisdeconteudo\/publicacoes\/monitoramento\/programas-nacionais-de-monitoramento-de-alimentos\/i-termo-de-compromisso_abr_2011.pdf. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>II Termo de Compromisso<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/centraisdeconteudo\/publicacoes\/monitoramento\/programas-nacionais-de-monitoramento-de-alimentos\/ii-termo-de-compromisso_-dez-_2011.pdf. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>III Termo de Compromisso<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/centraisdeconteudo\/publicacoes\/monitoramento\/programas-nacionais-de-monitoramento-de-alimentos\/iii-_-termo-de-compromisso_-ago_2012.pdf. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>INSTRU\u00c7\u00c3O NORMATIVA &#8211; IN N\u00b0 88, DE 26 DE MAR\u00c7O DE 2021<\/strong>. Dispon\u00edvel em: http:\/\/antigo.anvisa.gov.br\/documents\/10181\/5780314\/%281%29IN_88_2021_.pdf\/2918ab61-5aba-439b-9969-a9524b0973d3. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>IV Termo de Compromisso<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/centraisdeconteudo\/publicacoes\/monitoramento\/programas-nacionais-de-monitoramento-de-alimentos\/iv-tc_termo-de-compromisso-_nov-2013.pdf. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>LEI N\u00ba 6.150, DE 3 DE DEZEMBRO DE 1974.<\/strong> Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L6150.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%206.150%2C%20DE%203,sanit%C3%A1rios%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L6150.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%206.150%2C%20DE%203,sanit%C3%A1rios%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias<\/a>. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>LEI N\u00ba 9.782, DE 26 DE JANEIRO DE 1999.<\/strong> Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9782.htm\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9782.htm<\/a>. Acesso em: 03 dez. 2022<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa).<\/strong> Dispon\u00edvel em: https:\/\/dados.gov.br\/organization\/about\/ministerio-da-agricultura-pecuaria-e-abastecimento-mapa. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>Monitoramento da Lactose em Alimentos para Fins Especiais<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/assuntos\/fiscalizacao-e-monitoramento\/programas-nacionais-de-monitoramento-de-alimentos\/monitoramento-da-lactose-em-alimentos-para-fins-especiais. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>O Brasil no Codex Alimentarius.<\/strong> Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/assuntos\/alimentos\/participacao-em-foruns-internacionais\/o-brasil-no-codex-alimentarius. Acesso em: 30 nov. 2022<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>O princ\u00edpio da dignidade humana e a interpreta\u00e7\u00e3o dos direitos humanos.&nbsp; <\/strong>Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/jus.com.br\/artigos\/87693\/o-principio-da-dignidade-humana-e-a-interpretacao-dos-direitos-humanos\">https:\/\/jus.com.br\/artigos\/87693\/o-principio-da-dignidade-humana-e-a-interpretacao-dos-direitos-humanos<\/a>. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>PORTARIA N\u00ba 326, DE 30 DE JUNHO DE 1997<\/strong>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/saudelegis\/svs1\/1997\/prt0326_30_07_1997.html\">https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/saudelegis\/svs1\/1997\/prt0326_30_07_1997.html<\/a>. Acesso em: 30 nov. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>PORTARIA N\u00ba 368, DE 4 DE SETEMBRO DE 1997<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gov.br\/agricultura\/pt-br\/assuntos\/inspecao\/produtos-animal\/empresario\/Portaria_368.1997.pdf\/view. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>PORTARIA N\u00ba 1.428, DE 26 DE NOVEMBRO DE 1993<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/saudelegis\/gm\/1993\/prt1428_26_11_1993.html. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>PORTARIA N\u00ba 2.362, DE 1\u00ba DE DEZEMBRO DE 2005<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/saudelegis\/gm\/2005\/prt2362_01_12_2005.html. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>Programa de Monitoramento da Fortifica\u00e7\u00e3o das Farinhas de Trigo e Milho com Ferro e \u00c1cido F\u00f3lico<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/assuntos\/fiscalizacao-e-monitoramento\/programas-nacionais-de-monitoramento-de-alimentos\/fortificacao-das-farinhas-de-trigo-e-milho-com-ferro-e-acido-folico. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>Programa de Monitoramento da Ioda\u00e7\u00e3o do Sal para Consumo Humano<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/assuntos\/fiscalizacao-e-monitoramento\/programas-nacionais-de-monitoramento-de-alimentos\/iodacao-do-sal-para-consumo-humano. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>Programas Nacionais de Monitoramento de Alimentos (Pronamas)<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/assuntos\/fiscalizacao-e-monitoramento\/programas-nacionais-de-monitoramento-de-alimentos. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>Programas de Monitoramento dos Teores de S\u00f3dio e A\u00e7\u00facares em Alimentos Industrializados<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/assuntos\/fiscalizacao-e-monitoramento\/programas-nacionais-de-monitoramento-de-alimentos\/teores-de-sodio-e-acucares-em-alimentos-industrializados. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>Relator profere voto pela possibilidade da interrup\u00e7\u00e3o de gravidez de feto anenc\u00e9falo. <\/strong>Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/stf.jusbrasil.com.br\/noticias\/3083227\/relator-profere-voto-pela-possibilidade-da-interrupcao-de-gravidez-de-feto-anencefalo\">https:\/\/stf.jusbrasil.com.br\/noticias\/3083227\/relator-profere-voto-pela-possibilidade-da-interrupcao-de-gravidez-de-feto-anencefalo<\/a>. Acesso em: 02 dez. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>RESOLU\u00c7\u00c3O DA DIRETORIA COLEGIADA &#8211; RDC N\u00ba 604, DE 10 DE FEVEREIRO DE 2022<\/strong>. Dispon\u00edvel em: http:\/\/antigo.anvisa.gov.br\/documents\/10181\/6394607\/RDC_604_2022_.pdf\/e60cf59a-ecec-4921-832f-37cef89268da. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>RESOLU\u00c7\u00c3O DE DIRETORIA COLEGIADA &#8211; RDC N\u00ba 460, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2020<\/strong>. Dispon\u00edvel em: http:\/\/antigo.anvisa.gov.br\/documents\/10181\/5917783\/RDC_460_2020_COMP.pdf\/9e107185-a039-4fe5-9885-590306b3ccb0. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>RESOLU\u00c7\u00c3O RDC N\u00ba 487, DE 26 DE Mar\u00e7o DE 2021<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/resolucao-rdc-n-487-de-26-de-marco-de-2021-311593455. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>TERMO DE COMPROMISSO N\u00b0 05, DE 26 DE NOVEMBRO DE 2018<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/centraisdeconteudo\/publicacoes\/monitoramento\/programas-nacionais-de-monitoramento-de-alimentos\/termo-de-compromisso-monitoramento-de-acucar.pdf. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>V Termo de Compromisso<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/centraisdeconteudo\/publicacoes\/monitoramento\/programas-nacionais-de-monitoramento-de-alimentos\/v-termo-de-compromisso_-repactuacao-itc.pdf. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CUNHA, F. M. F; MAGALH\u00c3ES, M. B. H; BONNAS, Deborah Santesso. <strong>Desafios da gest\u00e3o da seguran\u00e7a dos alimentos em unidades de alimenta\u00e7\u00e3o e nutri\u00e7\u00e3o no Brasil: uma revis\u00e3o. <\/strong>Contextos da alimenta\u00e7\u00e3o, on-line v. 1, n. 2, p. 4-14, dez.\/2012. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www3.sp.senac.br\/hotsites\/blogs\/revistacontextos\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Revista_Vol1_N24a14.pdf. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FIGUEIREDO, A.V.A; RECINE, E; MONTEIRO, R. <strong>Regula\u00e7\u00e3o dos riscos dos alimentos:<\/strong><strong>as tens\u00f5es da Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria no Brasil. <\/strong>Ci\u00eancia &amp; Sa\u00fade Coletiva, Rio de Janeiro, v. 22, n. 7, p. 2353-2366, jul. 2017. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/csc\/a\/3HtC9tLRMzf8YLSpnkWsQXm\/?format=pdf&amp;lang=pt\">https:\/\/www.scielo.br\/j\/csc\/a\/3HtC9tLRMzf8YLSpnkWsQXm\/?format=pdf&amp;lang=pt<\/a>. Acesso em: 03 dez. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FOOD SAFETY BRASIL. <strong>Vers\u00e3o em portugu\u00eas do Documento de Orienta\u00e7\u00e3o: Interpreta\u00e7\u00e3o da ISO 22000<\/strong>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/foodsafetybrazil.org\/versao-em-portugues-do-documento-de-orientacao-interpretacao-da-iso-22000\/. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GARCIA, Daiana Pereira; DUARTE, Diego Andreazzi. <strong>Perfil epidemiol\u00f3gico de surtos de doen\u00e7as transmitidas por alimentos ocorridos no Brasil.<\/strong> Revista Eletr\u00f4nica Acervo Sa\u00fade, on-line, v. 6, n. 1, p. 545-554, out.\/2014. Dispon\u00edvel em: https:\/\/acervomais.com.br\/index.php\/saude\/article\/view\/7584\/4627. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LIMA, F. P.; SELEME, R. Gest\u00e3o da qualidade na ind\u00fastria alimentar. <strong>X Congresso Brasileiro de Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o<\/strong>, on-line, v. 1, n. 1, p. 1-2, dez.\/2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/aprepro.org.br\/conbrepro\/2020\/anais\/arquivos\/08202020_160832_5f3ece2c9d80b.pdf. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MIGUEL, P.A.C; DE CARVALHO, M. M (org.); PALADINI, E. P. (org.). <strong>GEST\u00c3O DA QUALIDADE: TEORIA E CASO. <\/strong>2. ed. Rio de Janeiro: Elvasier, 2012. P.89-128. OLIVEIRA, A. B. A. D.<em> et al<\/em>. <strong>DOEN\u00c7AS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS, PRINCIPAIS AGENTES ETIOL\u00d3GICOS E ASPECTOS GERAIS: UMA REVIS\u00c3O.<\/strong> HCPA, Porto Alegre, v. 30, n. 3, p. 279-285, set.\/2010. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.lume.ufrgs.br\/bitstream\/handle\/10183\/157808\/000837055.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y. Acesso em: 29 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Graduanda em Direito pela Universidade Federal da Para\u00edba.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref2\" id=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Art. 10.&nbsp;&nbsp;Os LMT de contaminantes ser\u00e3o estabelecidos, com base nas seguintes informa\u00e7\u00f5es: I- estudos toxicol\u00f3gicos dispon\u00edveis para o contaminante; II- avalia\u00e7\u00f5es de risco conduzidas por organismos internacionalmente reconhecidos para o&nbsp;contaminante; III- magnitude e severidade dos efeitos adversos \u00e0 sa\u00fade provocados pela ingest\u00e3o do contaminante; IV- dados anal\u00edticos sobre a incid\u00eancia do contaminante no alimento; V- dados de consumo do alimento; VI- grupo populacional para o qual o produto \u00e9 indicado; VII- forma de preparo e consumo do alimento; VIII- normas, recomenda\u00e7\u00f5es ou diretrizes do&nbsp;Codex Alimentarius&nbsp;ou de outros organismos internacionalmente reconhecidos; IX &#8211; boas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas, pecu\u00e1rias, industriais e anal\u00edticas; X- relev\u00e2ncia comercial do alimento; XI &#8211; possibilidades tecnol\u00f3gicas, incluindo disponibilidade de metodologia anal\u00edtica; XII &#8211; hist\u00f3rico dos problemas de contamina\u00e7\u00e3o do alimento; e XIII &#8211; dados existentes na literatura cient\u00edfica.\u201d (Anvisa,2021)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RIGHT TO FOOD AND REGULATION: FOOD QUALITY MANAGEMENT AND HUMAN DIGNITY Artigo submetido em 14 de mar\u00e7o de 2025Artigo aprovado&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":1180,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"https:\/\/cognitiojuris.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/cognitio-juris_n8.jpg","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[18],"class_list":["post-721","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos-cientificos","tag-8-2025"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/721","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=721"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/721\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1175,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/721\/revisions\/1175"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1180"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=721"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=721"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=721"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}