{"id":763,"date":"2025-12-19T12:04:32","date_gmt":"2025-12-19T15:04:32","guid":{"rendered":"https:\/\/scientiaetratio.com.br\/?p=763"},"modified":"2026-05-23T11:41:55","modified_gmt":"2026-05-23T14:41:55","slug":"transicao-energetica-e-os-impactos-da-energia-eolica-licoes-do-peru-para-o-brasil-no-contexto-juridico-e-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/transicao-energetica-e-os-impactos-da-energia-eolica-licoes-do-peru-para-o-brasil-no-contexto-juridico-e-social\/","title":{"rendered":"TRANSI\u00c7\u00c3O ENERG\u00c9TICA E OS IMPACTOS DA ENERGIA E\u00d3LICA: LI\u00c7\u00d5ES DO PERU PARA O BRASIL NO CONTEXTO JUR\u00cdDICO E SOCIAL"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ENERGY TRANSITION AND THE IMPACTS OF WIND POWER: LESSONS FROM PERU FOR BRAZIL IN THE LEGAL AND SOCIAL CONTEXT<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Artigo submetido em 14 de julho de 2025<br>Artigo aprovado em 29 de agosto de 2025<br>Artigo publicado em 19 de dezembro de 2025<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-blush-light-purple-gradient-background has-background\"><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Scientia et Ratio<\/strong><br>Volume 5 \u2013 N\u00famero 9 \u2013 Dezembro de 2025<br>ISSN 2525-8532<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-7e4ac651328708ea719ac0894fa30934 wp-block-paragraph\">.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background\"><tbody><tr><td><strong>Autor:<br><\/strong>Ana Carolina Couto Matheus<a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-7e4ac651328708ea719ac0894fa30934 wp-block-paragraph\">.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RESUMO<\/strong>: O estudo investigou os impactos da energia e\u00f3lica no contexto da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, analisando os compromissos assumidos pelo Brasil frente \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e os avan\u00e7os obtidos pelo Peru na mesma tem\u00e1tica. Objetivou-se, de forma geral, avaliar como as experi\u00eancias jur\u00eddicas e sociais peruanas poderiam contribuir para o aprimoramento da governan\u00e7a energ\u00e9tica brasileira. Especificamente, analisaram-se os acordos internacionais e as pol\u00edticas p\u00fablicas brasileiras voltadas \u00e0 energia limpa, os efeitos socioambientais da expans\u00e3o e\u00f3lica no territ\u00f3rio nacional, o desenvolvimento do setor energ\u00e9tico no Peru e seus reflexos nas comunidades locais. Utilizou-se a metodologia qualitativa, com revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica e an\u00e1lise documental de legisla\u00e7\u00f5es, estudos de caso, relat\u00f3rios t\u00e9cnicos e dados institucionais dos dois pa\u00edses. Identificou-se que o Brasil, apesar de avan\u00e7os normativos e t\u00e9cnicos, ainda enfrenta desafios estruturais na distribui\u00e7\u00e3o equitativa dos benef\u00edcios da energia e\u00f3lica, sobretudo nas regi\u00f5es mais vulner\u00e1veis. J\u00e1 o Peru, embora possua menor escala de produ\u00e7\u00e3o, apresentou boas pr\u00e1ticas relacionadas \u00e0 inclus\u00e3o social, \u00e0 regula\u00e7\u00e3o ambiental e \u00e0 articula\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria. Concluiu-se que a integra\u00e7\u00e3o de li\u00e7\u00f5es peruanas, como a prioriza\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a socioambiental e da participa\u00e7\u00e3o social, pode fortalecer a pol\u00edtica energ\u00e9tica brasileira, promovendo uma transi\u00e7\u00e3o mais justa e sustent\u00e1vel. A pesquisa refor\u00e7ou a import\u00e2ncia do di\u00e1logo entre pa\u00edses latino-americanos na formula\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es conjuntas frente \u00e0s demandas globais por energia limpa e responsabilidade clim\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Palavras-chave: <\/strong>Transi\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica. Energia E\u00f3lica. Impactos Socioambientais. Governan\u00e7a Jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ABSTRACT<\/strong>: This study investigated the impacts of wind energy within the context of the energy transition, analyzing Brazil\u2019s commitments to climate change and the progress made by Peru in the same area. The general objective was to assess how Peru&#8217;s legal and social experiences could contribute to improving Brazil\u2019s energy governance. Specifically, the research examined international agreements and Brazilian public policies related to clean energy, the socio-environmental effects of wind energy expansion across national territory, the development of the energy sector in Peru, and its impacts on local communities. A qualitative methodology was employed, based on bibliographic review and document analysis of legislation, case studies, technical reports, and institutional data from both countries. The findings revealed that, despite regulatory and technological advances, Brazil still faces structural challenges in the equitable distribution of wind energy benefits, particularly in vulnerable regions. Peru, although operating on a smaller production scale, demonstrated good practices concerning social inclusion, environmental regulation, and community engagement. The study concluded that incorporating Peruvian lessons \u2013 such as prioritizing socio-environmental justice and public participation \u2013 could strengthen Brazilian energy policy and promote a fairer, more sustainable transition. The research emphasized the importance of dialogue among Latin American countries in developing joint solutions to global demands for clean energy and climate responsibility.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Keywords:<\/strong> Energy Transition. Wind Energy. Socio-environmental. Impacts. Legal Governance.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>1 INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o debate global sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, sustentabilidade e seguran\u00e7a energ\u00e9tica intensificou-se de forma significativa. As consequ\u00eancias do aquecimento global e da depend\u00eancia de fontes f\u00f3sseis de energia impulsionaram a necessidade de transforma\u00e7\u00e3o da matriz energ\u00e9tica mundial, levando \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias voltadas \u00e0 chamada transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica \u2013 processo que implica a substitui\u00e7\u00e3o progressiva de fontes n\u00e3o renov\u00e1veis por fontes limpas, renov\u00e1veis e de menor impacto ambiental. Nesse contexto, a energia e\u00f3lica destaca-se como uma das principais alternativas tecnol\u00f3gicas para viabilizar esse novo paradigma energ\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil, como pa\u00eds signat\u00e1rio de acordos internacionais sobre clima e sustentabilidade, como o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da Agenda 2030 da ONU, comprometeu-se a reduzir suas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa e ampliar significativamente a participa\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis em sua matriz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A energia e\u00f3lica passou, assim, a ocupar um espa\u00e7o de crescente relev\u00e2ncia na pol\u00edtica energ\u00e9tica nacional, com investimentos significativos, sobretudo nas regi\u00f5es Nordeste e Sul do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todavia, ao lado dos benef\u00edcios t\u00e9cnicos e econ\u00f4micos, surgem desafios complexos que envolvem impactos sociais, ambientais e jur\u00eddicos, ainda pouco enfrentados de forma estruturada pelas institui\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A realidade brasileira contrasta com a de outros pa\u00edses latino-americanos, como o Peru, que embora possuam menor capacidade instalada no setor e\u00f3lico, adotaram abordagens mais integradas entre desenvolvimento energ\u00e9tico, regula\u00e7\u00e3o ambiental e participa\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caso peruano apresenta experi\u00eancias que merecem ser analisadas com aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas pela proximidade geopol\u00edtica e cultural com o Brasil, mas pelo potencial de oferecer li\u00e7\u00f5es relevantes para uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica mais justa, inclusiva e sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste sentido, este trabalho de pesquisa tem como objetivo geral analisar os impactos da energia e\u00f3lica no contexto da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica brasileira, \u00e0 luz das contribui\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas e sociais observadas na experi\u00eancia do Peru.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Busca-se compreender de que maneira as boas pr\u00e1ticas adotadas pelo pa\u00eds vizinho podem auxiliar na supera\u00e7\u00e3o dos obst\u00e1culos enfrentados pelo Brasil no processo de amplia\u00e7\u00e3o de sua matriz e\u00f3lica, especialmente no que se refere \u00e0 governan\u00e7a jur\u00eddica e aos efeitos socioambientais nas comunidades afetadas por esses empreendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como objetivos espec\u00edficos, prop\u00f5e-se: (i) examinar os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil relacionados \u00e0 transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e \u00e0s energias renov\u00e1veis; (ii) analisar as pol\u00edticas p\u00fablicas brasileiras de incentivo \u00e0 energia limpa, com \u00eanfase no setor e\u00f3lico; (iii) identificar os principais impactos sociais, ambientais e territoriais da expans\u00e3o da energia e\u00f3lica no Brasil; (iv) estudar o marco regulat\u00f3rio e as pol\u00edticas p\u00fablicas peruanas voltadas \u00e0 energia renov\u00e1vel, bem como os reflexos da energia e\u00f3lica nas comunidades locais; e (v) propor elementos jur\u00eddicos e institucionais para o aprimoramento da pol\u00edtica energ\u00e9tica brasileira a partir da an\u00e1lise comparada com a experi\u00eancia peruana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A metodologia adotada foi de natureza qualitativa, com base em revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica e an\u00e1lise documental. Foram examinados tratados internacionais, legisla\u00e7\u00f5es nacionais e locais, planos de energia, relat\u00f3rios t\u00e9cnicos, dados de \u00f3rg\u00e3os oficiais, estudos de caso e literatura acad\u00eamica especializada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A abordagem comparativa entre Brasil e Peru permitiu identificar n\u00e3o apenas semelhan\u00e7as e diverg\u00eancias nas trajet\u00f3rias de desenvolvimento energ\u00e9tico, mas tamb\u00e9m oportunidades de coopera\u00e7\u00e3o e transfer\u00eancia de boas pr\u00e1ticas no \u00e2mbito regional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A delimita\u00e7\u00e3o da pesquisa compreende, portanto, a an\u00e1lise da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica sob a \u00f3tica jur\u00eddica e social, considerando a energia e\u00f3lica como eixo tem\u00e1tico principal, em uma perspectiva que articula o desenvolvimento sustent\u00e1vel com os direitos humanos, a justi\u00e7a socioambiental e a governan\u00e7a democr\u00e1tica da energia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>2 O BRASIL E A TRANSI\u00c7\u00c3O ENERG\u00c9TICA: COMPROMISSOS INTERNACIONAIS E OS IMPACTOS DA ENERGIA E\u00d3LICA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica brasileira ocorre em um cen\u00e1rio global de crescente press\u00e3o por fontes energ\u00e9ticas renov\u00e1veis e sustent\u00e1veis. Nesse processo, o Brasil destaca-se n\u00e3o apenas por sua matriz historicamente limpa \u2014 com significativa participa\u00e7\u00e3o da energia hidrel\u00e9trica \u2014 mas tamb\u00e9m por seu compromisso formal com tratados e acordos internacionais que visam a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa e a promo\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 muito importante primeiro entender o conceito de energia renov\u00e1vel, categoria \u00e0 qual a energia e\u00f3lica pertence. Energia renov\u00e1vel se refere \u00e0quela energia que, \u201cpor su cantidad en relaci\u00f3n al consumo que las personas pueden hacer de ella, se considera inagotable y su propio consumo no afecta al medio ambiente\u201d (Gasca, 2013).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caracterizam exemplos de fontes de energia naturais e renov\u00e1veis, a saber: o sol, o vento, a \u00e1gua, o movimento dos oceanos, entre outros. V\u00e1squez (2017) ensina que o uso de energia renov\u00e1vel reduz a depend\u00eancia de hidrocarbonetos e outros produtos derivados de petr\u00f3leo,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">La participaci\u00f3n de las energ\u00edas renovables disminuye la dependencia de hidrocarburos y otros productos petrol\u00edferos, promueve la diversificaci\u00f3n de fuentes propias de suministros y disminuye notablemente la emisi\u00f3n de gases de efecto invernadero (V\u00e1squez et al., 2017).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">V\u00e1squez (2017) ensina que o uso de energia renov\u00e1vel promove a diversifica\u00e7\u00e3o das fontes de abastecimento dom\u00e9stico e reduz significativamente as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2.1 OS ACORDOS INTERNACIONAIS SOBRE MUDAN\u00c7AS CLIM\u00c1TICAS E ENERGIAS RENOV\u00c1VEIS<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A trajet\u00f3ria internacional do Brasil na agenda clim\u00e1tica consolidou-se com sua ades\u00e3o \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o-Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima (UNFCCC), em 1992, e, posteriormente, com sua participa\u00e7\u00e3o no Protocolo de Quioto (1997) e no Acordo de Paris (2015). Neste \u00faltimo, o pa\u00eds comprometeu-se, por meio das Contribui\u00e7\u00f5es Nacionalmente Determinadas (NDCs), a reduzir em 43% suas emiss\u00f5es at\u00e9 2030 em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis de 2005, e a ampliar o uso de energias renov\u00e1veis na matriz energ\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m desses compromissos multilaterais, o Brasil tamb\u00e9m \u00e9 parte de iniciativas regionais e bilaterais que envolvem coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e desenvolvimento de tecnologias limpas. A conformidade com esses acordos exige n\u00e3o apenas a\u00e7\u00f5es normativas, mas tamb\u00e9m a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas integradas, com enfoque nos direitos humanos, na equidade e na sustentabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2.2 AS POL\u00cdTICAS P\u00daBLICAS BRASILEIRAS DE INCENTIVO \u00c0 ENERGIA LIMPA<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O avan\u00e7o da energia e\u00f3lica no Brasil decorreu de uma s\u00e9rie de pol\u00edticas p\u00fablicas e marcos legais voltados ao incentivo da produ\u00e7\u00e3o de energia a partir de fontes renov\u00e1veis. Destacam-se, nesse sentido, programas como o Programa de Incentivo \u00e0s Fontes Alternativas de Energia El\u00e9trica (PROINFA), lan\u00e7ado em 2002, e os leil\u00f5es regulados promovidos pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (ANEEL), que fomentaram a competi\u00e7\u00e3o e a expans\u00e3o da capacidade instalada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A introdu\u00e7\u00e3o do Plano Decenal de Expans\u00e3o de Energia (PDE), elaborado pela Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), tamb\u00e9m contribuiu para o planejamento estrat\u00e9gico do setor, ao prever metas para a diversifica\u00e7\u00e3o da matriz energ\u00e9tica e o crescimento da participa\u00e7\u00e3o das energias renov\u00e1veis. No entanto, os instrumentos de regula\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental nem sempre acompanharam o ritmo da expans\u00e3o, o que gerou conflitos socioambientais em diversas regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2.3 O DESENVOLVIMENTO DA ENERGIA E\u00d3LICA NO BRASIL: PANORAMA ATUAL<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil \u00e9 hoje um dos l\u00edderes mundiais na produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica, ocupando posi\u00e7\u00e3o de destaque na Am\u00e9rica Latina e no ranking global. Segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia E\u00f3lica (ABEE\u00f3lica), o pa\u00eds superou a marca de 25 GW de capacidade instalada em 2023, com maior concentra\u00e7\u00e3o nos estados do Nordeste, como Rio Grande do Norte, Bahia e Cear\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse crescimento, embora expressivo, est\u00e1 fortemente vinculado a incentivos econ\u00f4micos e \u00e0 l\u00f3gica de mercado, o que, por vezes, resultou na concentra\u00e7\u00e3o de projetos em grandes conglomerados empresariais, em detrimento de uma participa\u00e7\u00e3o mais democr\u00e1tica e socialmente orientada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, comunidades locais, especialmente popula\u00e7\u00f5es tradicionais e rurais, t\u00eam denunciado impactos ambientais, altera\u00e7\u00f5es no uso da terra, perda de modos de vida e falta de consulta pr\u00e9via, livre e informada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2.4 OS IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS E TERRITORIAIS DA ENERGIA E\u00d3LICA NO CONTEXTO NACIONAL<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A expans\u00e3o da energia e\u00f3lica no Brasil, apesar de ambientalmente mais vantajosa que fontes f\u00f3sseis, n\u00e3o \u00e9 isenta de contradi\u00e7\u00f5es e conflitos. Os principais impactos socioambientais observados incluem a modifica\u00e7\u00e3o de ecossistemas sens\u00edveis, a fragmenta\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios tradicionais, o aumento da especula\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria e o desequil\u00edbrio na distribui\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios econ\u00f4micos gerados pelos empreendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diversos estudos t\u00eam apontado a insufici\u00eancia de mecanismos de participa\u00e7\u00e3o social nas fases de planejamento e licenciamento dos projetos, bem como a fragilidade dos instrumentos de avalia\u00e7\u00e3o de impacto ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A aus\u00eancia de di\u00e1logo efetivo com as comunidades atingidas compromete n\u00e3o apenas a legitimidade social da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, mas tamb\u00e9m a sua sustentabilidade a longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>3 A TRANSI\u00c7\u00c3O ENERG\u00c9TICA NO PERU: AVAN\u00c7OS, DESAFIOS E IMPACTOS DA ENERGIA E\u00d3LICA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Peru tem buscado, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, diversificar sua matriz energ\u00e9tica com o objetivo de reduzir a depend\u00eancia de combust\u00edveis f\u00f3sseis e ampliar a participa\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis, como solar, h\u00eddrica e e\u00f3lica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Inserido em um contexto regional marcado por desigualdades sociais e vulnerabilidades clim\u00e1ticas, o pa\u00eds adotou pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 sustentabilidade, \u00e0 inclus\u00e3o social e \u00e0 seguran\u00e7a energ\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">G\u00e1rate et al (2017) argumentam que o desenvolvimento das energias renov\u00e1veis, com vistas \u00e0 sua introdu\u00e7\u00e3o no setor el\u00e9trico no contexto global, parece ser algo alheio ao caso do Peru, pela falta de vontade pol\u00edtica e aten\u00e7\u00e3o que lhe \u00e9 dada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na concep\u00e7\u00e3o de G\u00e1rate et al (2017), os usu\u00e1rios precisam ser capazes de desempenhar um papel ativo na ind\u00fastria energ\u00e9tica por meio da autogera\u00e7\u00e3o, armazenamento, autoconsumo e venda distribu\u00edda da energia que produzem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A energia e\u00f3lica, apesar de representar ainda uma parcela modesta da gera\u00e7\u00e3o nacional, vem ganhando relev\u00e2ncia como alternativa limpa e estrat\u00e9gica para o desenvolvimento nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">3.1 O MARCO REGULAT\u00d3RIO E POL\u00cdTICAS P\u00daBLICAS PERUANAS PARA A ENERGIA RENOV\u00c1VEL<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A legisla\u00e7\u00e3o peruana relativa \u00e0s energias renov\u00e1veis estruturou-se a partir da Lei de Promo\u00e7\u00e3o de Energias Renov\u00e1veis (Lei n\u00ba 1002\/2008), que criou um regime promocional para fontes n\u00e3o convencionais de energia, como a e\u00f3lica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A referida legisla\u00e7\u00e3o estabeleceu mecanismos como leil\u00f5es p\u00fablicos exclusivos para fontes renov\u00e1veis, incentivos tarif\u00e1rios e garantias de acesso \u00e0 rede el\u00e9trica, atraindo investimentos nacionais e estrangeiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em um novo estudo Kuong (2024, p. 33) prop\u00f5e uma estrat\u00e9gia alternativa para o sub-setor el\u00e9trico, que deve estar:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sustentada en tres pilares: el consumo de cantidades crecientes de energ\u00edas renovables convencionales y no convencionales y limpias, cuyos recursos existentes sean abundantes; la institucionalizaci\u00f3n de<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">la eficiencia y ahorro energ\u00e9tico en el pa\u00eds; y la seguridad energ\u00e9tica\u201d;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">consecuentemente se presentan los lineamientos de pol\u00edtica energ\u00e9tica para el largo plazo (2009-2028) (Kuong, 2024, p. 33).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na concep\u00e7\u00e3o de Kuong estes estudos foram antecedentes para formula\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Energ\u00e9tica Nacional do Peru 2010-2040, que basicamente define diretrizes de pol\u00edtica vinculadas a nove objetivos gerais, a saber:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">1. Contar con una matriz energ\u00e9tica diversificada, con \u00e9nfasis em las fuentes renovables y la efici\u00eancia energ\u00e9tica. 2. Contar con un abastecimento energ\u00e9tico competitivo. 3. Acceso universal al suministro energ\u00e9tico. 4. Contar con la mayor efici\u00eancia en la cadena productiva y de uso de la energ\u00eda, que incluya la aplicaci\u00f3n productiva intensiva. 5. Lograr la autosuficiencia em la producci\u00f3n de energ\u00e9ticos; 6. Desarrollar un sector energ\u00e9tico con m\u00ednimo impacto ambiental y bajas emisiones de carbono em un marco de Desarrollo Sostenible. 7. Desarrollar la industria del gas natural, y su uso en las atividades domiciliarias, transporte, comercio e industria, as\u00ed como la<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">generaci\u00f3n el\u00e9ctrica eficiente. 8. Fortalecer la institucionalidade del sector energ\u00e9tico. 9. Integrarse con los mercados energ\u00e9ticos de pa\u00edses de la regi\u00f3n, que permite el logro de la visi\u00f3n de largo plazo (Kuong, 2024, p. 33).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da pol\u00edtica de leil\u00f5es, o Peru implementou o Plano Nacional de Eletrifica\u00e7\u00e3o Rural, integrando metas de desenvolvimento sustent\u00e1vel com objetivos sociais, especialmente em \u00e1reas isoladas e de baixa renda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A atua\u00e7\u00e3o da Direcci\u00f3n General de Electricidad e de outras entidades setoriais vem sendo orientada por princ\u00edpios de sustentabilidade ambiental e efici\u00eancia regulat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">3.2 A INSER\u00c7\u00c3O DA ENERGIA E\u00d3LICA NA MATRIZ ENERG\u00c9TICA PERUANA<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A inser\u00e7\u00e3o da energia e\u00f3lica na matriz energ\u00e9tica peruana iniciou-se de maneira mais robusta a partir de 2010, com a inaugura\u00e7\u00e3o dos primeiros parques e\u00f3licos em departamentos como Ica, Piura e La Libertad. At\u00e9 2023, o Peru alcan\u00e7ou aproximadamente 500 MW de capacidade instalada em energia e\u00f3lica, com perspectivas de expans\u00e3o, segundo dados do Minist\u00e9rio de Energia e Minas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de sua escala inferior \u00e0 brasileira, o setor e\u00f3lico peruano tem se destacado por experi\u00eancias de integra\u00e7\u00e3o regional, pela busca de justi\u00e7a energ\u00e9tica e por iniciativas de transi\u00e7\u00e3o justa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pa\u00eds tem priorizado projetos com menor impacto ambiental e com maior inclus\u00e3o de comunidades locais, promovendo programas de capacita\u00e7\u00e3o, consulta pr\u00e9via e compensa\u00e7\u00f5es socioambientais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">3.3 OS EFEITOS SOCIAIS, ECON\u00d4MICOS E AMBIENTAIS OBSERVADOS NAS COMUNIDADES LOCAIS<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos territ\u00f3rios onde os parques e\u00f3licos foram instalados, observou-se uma diversidade de impactos, tanto positivos quanto negativos. Em alguns casos, houve melhorias na infraestrutura local, gera\u00e7\u00e3o de empregos tempor\u00e1rios e aumento da renda familiar por meio de arrendamentos de terra. Em outros, emergiram conflitos relacionados \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios, \u00e0 transpar\u00eancia dos contratos e \u00e0 altera\u00e7\u00e3o do modo de vida tradicional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos de caso apontaram que o di\u00e1logo cont\u00ednuo com as comunidades, a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas de governan\u00e7a participativa e a cria\u00e7\u00e3o de mecanismos de media\u00e7\u00e3o de conflitos contribu\u00edram para mitigar impactos adversos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A legisla\u00e7\u00e3o ambiental peruana, nesse contexto, mostrou-se sens\u00edvel \u00e0 necessidade de compatibilizar desenvolvimento energ\u00e9tico com direitos sociais e ambientais, mesmo que desafios persistam quanto \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o e ao cumprimento das normas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>4 DI\u00c1LOGO BRASIL \u2013 PERU: LI\u00c7\u00d5ES, CONTRIBUI\u00c7\u00d5ES JUR\u00cdDICAS E SOCIAIS NA BUSCA POR UMA TRANSI\u00c7\u00c3O ENERG\u00c9TICA SUSTENT\u00c1VEL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a constru\u00e7\u00e3o de uma matriz energ\u00e9tica limpa t\u00eam demandado esfor\u00e7os colaborativos e solu\u00e7\u00f5es inovadoras entre os pa\u00edses latino-americanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Brasil e Peru embora apresentem contextos socioecon\u00f4micos distintos e n\u00edveis diferentes de desenvolvimento no setor de energia e\u00f3lica, compartilham desafios comuns no que se refere \u00e0 justi\u00e7a socioambiental, \u00e0 governan\u00e7a energ\u00e9tica e \u00e0 inclus\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O di\u00e1logo entre essas na\u00e7\u00f5es revela potencial para a troca de boas pr\u00e1ticas, o fortalecimento institucional e o aprimoramento de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas a uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica equitativa e sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">4.1 OS ELEMENTOS COMPARATIVOS ENTRE OS MODELOS BRASILEIRO E PERUANO<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O modelo brasileiro de expans\u00e3o da energia e\u00f3lica se consolidou com forte presen\u00e7a do setor privado, grandes leil\u00f5es nacionais e centraliza\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do sucesso t\u00e9cnico na amplia\u00e7\u00e3o da capacidade instalada, o Brasil ainda enfrenta cr\u00edticas quanto \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o desigual dos benef\u00edcios e \u00e0 ocorr\u00eancia de impactos socioambientais em comunidades vulner\u00e1veis, especialmente no Nordeste.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em contraste, o Peru adotou uma abordagem mais cautelosa, com pol\u00edticas de promo\u00e7\u00e3o direcionadas e \u00eanfase na regula\u00e7\u00e3o ambiental e social. Embora sua escala produtiva seja menor, o modelo peruano mostrou maior sensibilidade \u00e0 inclus\u00e3o comunit\u00e1ria, ao respeito aos direitos territoriais e \u00e0 consulta pr\u00e9via, especialmente em \u00e1reas ind\u00edgenas e rurais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A compara\u00e7\u00e3o desses modelos evidencia caminhos poss\u00edveis para o aprimoramento da governan\u00e7a energ\u00e9tica brasileira, especialmente em termos de participa\u00e7\u00e3o social e mitiga\u00e7\u00e3o de desigualdades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">4.2 AS POTENCIALIDADES DE COOPERA\u00c7\u00c3O E TRANSFER\u00caNCIA DE BOAS PR\u00c1TICAS<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A coopera\u00e7\u00e3o regional entre Brasil e Peru oferece oportunidades significativas para o desenvolvimento conjunto de solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis. A troca de experi\u00eancias pode favorecer a cria\u00e7\u00e3o de protocolos comuns de avalia\u00e7\u00e3o de impacto socioambiental, al\u00e9m da ado\u00e7\u00e3o de mecanismos de consulta p\u00fablica, pactua\u00e7\u00e3o social e compensa\u00e7\u00e3o justa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, a integra\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas, \u00f3rg\u00e3os reguladores e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil pode fomentar redes colaborativas de pesquisa e inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Boas pr\u00e1ticas peruanas relacionadas \u00e0 governan\u00e7a local, \u00e0 prioriza\u00e7\u00e3o de projetos de menor impacto e ao engajamento comunit\u00e1rio podem ser adaptadas ao contexto brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da mesma forma, a experi\u00eancia t\u00e9cnica e industrial brasileira no setor e\u00f3lico pode contribuir para o fortalecimento da infraestrutura energ\u00e9tica peruana. A coopera\u00e7\u00e3o internacional nesse campo deve ser orientada por princ\u00edpios de equidade, solidariedade regional e soberania energ\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">4.3 PROPOSTAS JUR\u00cdDICAS E INSTITUCIONAIS PARA O APRIMORAMENTO DA GOVERNAN\u00c7A ENERG\u00c9TICA NO BRASIL<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base nas li\u00e7\u00f5es extra\u00eddas da experi\u00eancia peruana, \u00e9 poss\u00edvel propor diretrizes para uma reformula\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica energ\u00e9tica brasileira sob uma perspectiva jur\u00eddica e institucional mais integradora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre elas, destacam-se: a amplia\u00e7\u00e3o dos instrumentos de consulta e participa\u00e7\u00e3o social nos processos decis\u00f3rios; o fortalecimento da regula\u00e7\u00e3o socioambiental com base em crit\u00e9rios territoriais e culturais; a cria\u00e7\u00e3o de fundos compensat\u00f3rios voltados para comunidades impactadas por projetos de energia renov\u00e1vel; e o incentivo \u00e0 descentraliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, a incorpora\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios de justi\u00e7a clim\u00e1tica e transi\u00e7\u00e3o justa nas normativas brasileiras pode contribuir para a constru\u00e7\u00e3o de um modelo energ\u00e9tico mais democr\u00e1tico, inclusivo e sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A reavalia\u00e7\u00e3o do papel das ag\u00eancias reguladoras, da legisla\u00e7\u00e3o ambiental e dos instrumentos de financiamento p\u00fablico tamb\u00e9m se mostra essencial para o fortalecimento institucional do setor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">4.4 AS REFLEX\u00d5ES SOBRE JUSTI\u00c7A SOCIOAMBIENTAL, PARTICIPA\u00c7\u00c3O SOCIAL E SUSTENTABILIDADE<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, para ser efetivamente justa e sustent\u00e1vel, deve considerar as especificidades sociais, econ\u00f4micas e ambientais de cada territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, a expans\u00e3o da energia e\u00f3lica precisa ser acompanhada por pol\u00edticas p\u00fablicas que garantam o protagonismo das popula\u00e7\u00f5es afetadas, especialmente as comunidades tradicionais, ind\u00edgenas e quilombolas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A experi\u00eancia peruana evidenciou que a inclus\u00e3o de mecanismos de escuta e negocia\u00e7\u00e3o pode reduzir conflitos, ampliar a aceita\u00e7\u00e3o social dos projetos e aumentar sua legitimidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, a justi\u00e7a socioambiental deixa de ser um conceito abstrato e se transforma em um crit\u00e9rio pr\u00e1tico de avalia\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas energ\u00e9ticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A constru\u00e7\u00e3o de um novo paradigma energ\u00e9tico na Am\u00e9rica Latina exige, assim, a articula\u00e7\u00e3o entre desenvolvimento t\u00e9cnico, participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 e preserva\u00e7\u00e3o dos direitos coletivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>5 CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa desenvolvida permitiu uma an\u00e1lise cr\u00edtica e comparativa entre as experi\u00eancias do Brasil e do Peru no processo de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, com \u00eanfase nos impactos da energia e\u00f3lica no contexto jur\u00eddico e social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Partindo do problema de investiga\u00e7\u00e3o, de que forma as experi\u00eancias peruanas poderiam contribuir para o aprimoramento da governan\u00e7a energ\u00e9tica brasileira, o estudo alcan\u00e7ou os objetivos propostos e apresentou caminhos poss\u00edveis para a constru\u00e7\u00e3o de um modelo energ\u00e9tico mais justo, participativo e sustent\u00e1vel no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo geral, de avaliar como as experi\u00eancias jur\u00eddicas e sociais peruanas podem colaborar com a governan\u00e7a da energia e\u00f3lica no Brasil, foi atingido por meio de uma metodologia qualitativa baseada em revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica e an\u00e1lise documental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os objetivos espec\u00edficos tamb\u00e9m foram contemplados: identificaram-se os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, especialmente no \u00e2mbito da Conven\u00e7\u00e3o-Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima (UNFCCC), e analisaram-se as pol\u00edticas p\u00fablicas de incentivo \u00e0s energias renov\u00e1veis e os efeitos sociais e ambientais associados \u00e0 expans\u00e3o da energia e\u00f3lica no territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do lado peruano, observaram-se avan\u00e7os relevantes na inclus\u00e3o de pr\u00e1ticas comunit\u00e1rias, ambientais e regulat\u00f3rias que podem oferecer refer\u00eancias importantes para o contexto brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados obtidos evidenciaram que, embora o Brasil tenha registrado avan\u00e7os significativos na amplia\u00e7\u00e3o da matriz e\u00f3lica, ainda persiste uma lacuna no que diz respeito \u00e0 equidade territorial, \u00e0 justi\u00e7a socioambiental e \u00e0 efetiva participa\u00e7\u00e3o das comunidades atingidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em contrapartida, o modelo adotado pelo Peru, mesmo com menor escala de produ\u00e7\u00e3o, demonstrou maior sensibilidade \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos direitos das popula\u00e7\u00f5es locais e \u00e0 regula\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com isso, confirmou-se a hip\u00f3tese inicial de que as pr\u00e1ticas peruanas, centradas na participa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, na consulta pr\u00e9via e na inclus\u00e3o social, podem e devem ser consideradas como inspira\u00e7\u00e3o para o fortalecimento da governan\u00e7a energ\u00e9tica brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tais experi\u00eancias revelam que a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica n\u00e3o se resume \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o de fontes de energia, mas exige uma reconfigura\u00e7\u00e3o institucional, jur\u00eddica e social que assegure a sustentabilidade em m\u00faltiplas dimens\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa ainda apontou a import\u00e2ncia de mecanismos jur\u00eddicos mais robustos, que garantam transpar\u00eancia, controle social e equidade nos projetos energ\u00e9ticos. Elementos como fundos de compensa\u00e7\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 e desenvolvimento territorial integrado devem ser incorporados \u00e0s futuras normativas brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como sugest\u00e3o para trabalhos futuros, recomenda-se o aprofundamento de estudos emp\u00edricos em comunidades impactadas por parques e\u00f3licos no Brasil, bem como a an\u00e1lise comparada com outros pa\u00edses latino-americanos que enfrentam desafios semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m se destaca a necessidade de investiga\u00e7\u00f5es interdisciplinares que aliem aspectos t\u00e9cnicos da engenharia energ\u00e9tica \u00e0s ci\u00eancias sociais e jur\u00eddicas, ampliando o entendimento dos impactos territoriais da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, esta pesquisa refor\u00e7ou a urg\u00eancia de uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica que seja, de fato, justa e democr\u00e1tica, conectada com os princ\u00edpios dos direitos humanos e da justi\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O di\u00e1logo entre Brasil e Peru se mostrou n\u00e3o apenas poss\u00edvel, mas necess\u00e1rio para que a Am\u00e9rica Latina construa, de forma cooperada, solu\u00e7\u00f5es alinhadas com os desafios globais de sustentabilidade e equidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AITA, P. Gamio. Energ\u00eda: un cambio necesario en el Per\u00fa. <strong>Revista Kawsaypacha<\/strong>: Sociedad y Medio Ambiente, 1, 93\u2013135, 2017. Dispon\u00edvel em: &nbsp;https:\/\/doi.org\/10.18800\/kawsaypacha.201701.004. Acesso em: 08 abr. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BEZERRA, Carolina Marchiori. <strong>Inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e a complexidade do sistema econ\u00f4mico<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Cultura Acad\u00eamica, 2010.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL ENERGIA, Energia E\u00f3lica Anu\u00e1rio 2014\/2015, <strong>Cen\u00e1rios Energia E\u00f3lica<\/strong>, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CAMILLO, Edilaine Ven\u00e2ncio. <strong>As pol\u00edticas de inova\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de energia e\u00f3lica<\/strong>: uma an\u00e1lise do caso brasileiro com base no estudo de experi\u00eancias internacionais. (Tese de Doutorado) Instituto de Geoci\u00eancias, Universidade Estadual de Campinas Unicamp, Brasil. 194 p., 2013.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CASSIOLATO, J.; PODCAMENI, G.; SOARES, M. C.; <strong>Sustentabilidade socioambiental em um contexto de crise<\/strong>, RedeSist, UFRJ, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">DOSI, Giovanni. Some notes on national systems of innovation and production and their implication for economic analysis, in Archibugi, D., Howells, J. and Michie, J. (eds.), <strong>Innovation policy in a global economy<\/strong>, Cambridge, Cambridge University Press. 1999.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">DUTRA, Ricardo Marques. <strong>Propostas de pol\u00edticas espec\u00edficas para energia e\u00f3lica no Brasil ap\u00f3s a primeira fase do PROINFA<\/strong>. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 2007.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FREEMAN, C., <strong>A Schumpeterian Renaissance?<\/strong> Paper n. 102, SPRU, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">G\u00c1RATE, C. E.; PAREDES, N. A. R.; PHILLIPS, A. R.; MANRIQUE, R. K. Tendencias actuales en la inversi\u00f3n en energ\u00eda renovable. Apuntes para una futura reforma de la industria el\u00e9ctrica peruana. <strong>Revista Peruana de Energ\u00eda<\/strong>, 6, 195\u2013210, 2017. Dispon\u00edvel em: https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/11bzZvWjUBxjsFfjvzaZHcLptJJHsk7vL\/view. Acesso em: 09 abr. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GASCA, C. A. Estrada. Transici\u00f3n energ\u00e9tica, energ\u00edas renovables y energ\u00eda solar de potencia. <strong>Revista Mexicana de F\u00edsica<\/strong>, n. 59, v. 2, p. 75-84, 2013. Dispon\u00edvel em:&nbsp; https:\/\/www.redalyc.org\/ articulo.oa?id=57030971010. Acesso em 20 abr. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GOBIERNO DEL PER\u00da. <strong>Siete centrales e\u00f3licas ayudan a atender la demanda el\u00e9ctrica del pa\u00eds con energ\u00edas limpias<\/strong>. Plataforma digital \u00fanica del gobierno peruano, 2021. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gob.pe\/institucion\/minem\/noticias\/563316-siete-centrales-eolicas-<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ayudan-a-atender-la-demanda-electrica-del-pais-con-energias-limpias. Acesso em: 09 abr. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GONZ\u00c1LEZ, l. Concepto \u201cenergia\u201d en la ense anza de las ciencias <strong>Revista Iberoamericana de Educaci\u00f3n<\/strong>, 38(2), 1-6, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">KUONG, Jaime e Luyo. Planificaci\u00f3n del desarrollo energ\u00e9tico sostenible peruano: Algunas reflexiones y aportes. <strong>Revista Energia Andina<\/strong>: Somos La Energia de la Informaci\u00f3n, Aportes para La Actualizaci\u00f3n de La Pol\u00edtica Energ\u00e9tica Nacional del Per\u00fa hacia 2050, Ayacucho, Per\u00fa, n. 10, dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LUSTOSA, M. C. J. <strong>Meio ambiente, inova\u00e7\u00e3o e competitividade na ind\u00fastria brasileira<\/strong>: a cadeia produtiva do petr\u00f3leo. Disserta\u00e7\u00e3o, Tese de Doutorado, Rio de Janeiro: IE\/UFRJ, 2002.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LUYO, J. E. <strong>Pol\u00edtica de Desarrollo Energ\u00e9tico Sostenible<\/strong>: Reforma y Modernizaci\u00f3n del Sector Electricidad Peruano\u201d, III Seminario Internacional \u201cPol\u00edticas Energ\u00e9ticas e Innovaciones en el Sector El\u00e9ctrico para un<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desarrollo Sostenible\u201d, UNCP, 19 nov. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MUJICA, N., RINC\u00d3N, S. El concepto de desarrollo: posiciones te\u00f3ricas m\u00e1s relevantes. <strong>Revista Venezolana de Gerencia<\/strong>, 15(50), 294-320, jun. 2010. Dispon\u00edvel em: http:\/\/ve.scielo.org\/ scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1315-99842010000200007. Acesso em: 08 abr. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">NACIONES UNIDAS. Cambio clim\u00e1tico: el ser humano ha calentado el planeta a un nivel nunca antes visto en los \u00faltimos 2000 a\u00f1os. <strong>Noticias ONU<\/strong>, ago. 2021. Dispon\u00edvel em: https:\/\/news.un.org\/es\/story\/2021\/08\/1495262. Acesso em: 09 abr. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">QUISPE, A. M.; Calder\u00f3n, J. Evaluaci\u00f3n, aplicaci\u00f3n, difusi\u00f3n y abastecimiento de un sistema de generaci\u00f3n e\u00f3lica. <strong>Revistas Universidad de San Mart\u00edn de Porres<\/strong>, XX(20), 57\u201368, 2015. Dispon\u00edvel em: https:\/\/alicia.concytec.gob.pe\/vufind\/Record\/REVUSMP_110cf9b75298a6b533a1c25c1b2d5d47\/Description#tabnav. Acesso em: 09 abr. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SCHMERLER, D.; VELARDE, J. C.; RODR\u00cdGUEZ, A.; SOL\u00cdS, B. <strong>Energ\u00edas renovables<\/strong>: experiencia y perspectivas en la ruta del Per\u00fa hacia la transici\u00f3n energ\u00e9tica (2019.a-14740 ed. ed.). Osinergmin, 2019. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.osinergmin.gob.pe\/seccion\/centro_documental\/Institucional\/Estudios_Economicos\/Libros\/Osinergmin-Energias-Renovables-Experiencia-Perspectivas.pdf. Acesso em: 07 abr. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TAMAYO, R. C.; OLIVERA, A. An\u00e1lisis de la generaci\u00f3n el\u00e9ctrica renovable no convencional en la cobertura de la demanda del SEIN. <strong>Revista Peruana de Energ\u00eda<\/strong>, 7, 2019. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.santivanez.com.pe\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Ana%CC%81lisis-de-la-generacio%CC%81n-ele%CC%81ctrica-renovable-no-convencional-en-la-cobertura-de-la-demanda-del-SEIN-.pdf. Acesso em: 07 abr. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VALDEZ, Andres Gordillo; GRANDA, M. Montoya; DIAZ, M. F. Collao. <strong>An\u00e1lisis del desarrollo y potencial de la energ\u00eda e\u00f3lica en el Per\u00fa<\/strong> (Tesis para optar el T\u00edtulo Profesional de Ingeniero Industrial) Facultad de Ingenier\u00eda y Arquitectura, Universidad de Lima, Per\u00fa, ago. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">V\u00c1SQUEZ, A.; TAMAYO, J.; SALVADOR, J. <strong>La industria de la energ\u00eda renovable en el Per\u00fa<\/strong>: 10 a\u00f1os de contribuciones a la mitigaci\u00f3n del cambio clim\u00e1tico (n. 2017\u201302212). Osinergmin, fev. 2017. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.osinergmin.gob.pe\/seccion\/centro_documental\/Institucional\/Estudios_Economicos\/Libros\/Osinergmin-Energia-Renovable-Peru-10anios.pdf. Acesso em: 08 abr. 2025.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"\/scientiaetratio\/#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Doutora em Ci\u00eancia Jur\u00eddica pela UNIVALI-SC. Mestre em Direito pela UNIPAR-PR. Especialista em Direito Tribut\u00e1rio pela UnP-RN. P\u00f3s-Graduada em Direito Constitucional pela UVB-SP. Graduada em Direito pela TOLEDO-SP. Professora Permanente do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Jur\u00eddicas PPGCJ (Mestrado e Doutorado) da UFPB. Professora Associada II do Departamento de Ci\u00eancias Jur\u00eddicas, do Centro de Ci\u00eancias Jur\u00eddicas da UFPB. Professora de Direito Processual Civil do DCJ\/CCJ\/UFPB. Orientadora. Conferencista. Conselheira Editorial. Pesquisadora. Editora-Adjunta da Revista Prim@facie do PPGCJ da UFPB. Membro do grupo de pesquisa Dom Quixote\/CAPES\/CNPq\/UFPB. Advogada. Consultora Jur\u00eddica. E-mail: ana.couto@academico.ufpb.br. Curr\u00edculo Lattes: https:\/\/lattes.cnpq.br\/1860782485840821. Orcid: https:\/\/orcid.org\/0000-0001-8490-6990.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ENERGY TRANSITION AND THE IMPACTS OF WIND POWER: LESSONS FROM PERU FOR BRAZIL IN THE LEGAL AND SOCIAL CONTEXT Artigo&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":1210,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"https:\/\/cognitiojuris.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/cognitio_juris_n10.jpg","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[19],"class_list":["post-763","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos-cientificos","tag-9-2025"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/763","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=763"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/763\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1204,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/763\/revisions\/1204"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1210"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=763"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=763"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoranorat.com.br\/scientiaetratio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=763"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}