IMPACTO DAS MÍDIAS DIGITAIS NA AUTOMEDICAÇÃO: IMPLICAÇÕES PARA O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS E A SAÚDE PÚBLICA

IMPACTO DAS MÍDIAS DIGITAIS NA AUTOMEDICAÇÃO: IMPLICAÇÕES PARA O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS E A SAÚDE PÚBLICA

9 de junho de 2026 Off Por Editora Norat

IMPACT OF DIGITAL MEDIA ON SELF-MEDICATION: IMPLICATIONS FOR THE RATIONAL USE OF MEDICINES AND PUBLIC HEALTH

Artigo submetido em 14 de maio de 2026
Artigo aprovado em 09 de junho de 2026
Artigo publicado em 09 de junho de 2026

Scientia et Ratio
Volume 6 – Número 10 – 2026
ISSN 2525-8532
Autor:
Adelaide Mayara Cunha Bastos[1]
Geovanna Gomes Martins[2]
Beatriz Tinoco Franceschi[3]

RESUMO: O avanço das tecnologias digitais transformou a forma como a população busca informações relacionadas à saúde. Nesse contexto, as mídias digitais tornaram-se importantes fontes de consulta para dúvidas sobre sintomas, tratamentos e uso de medicamentos. Entretanto, a ampla circulação de conteúdos não verificados pode favorecer práticas inadequadas de automedicação, representando riscos à saúde pública. O presente estudo tem como objetivo analisar o impacto das mídias digitais no comportamento de automedicação e suas implicações para o uso racional de medicamentos. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, desenvolvida por meio de revisão integrativa da literatura, com levantamento de estudos científicos que abordam a relação entre comunicação digital, comportamento informacional em saúde e uso de medicamentos sem orientação profissional. Os resultados indicam que a facilidade de acesso à informação, associada à disseminação de conteúdos nas redes sociais, contribui para o aumento da automedicação e para a propagação de informações incorretas sobre medicamentos. Observa-se também que a infodemia e a desinformação em saúde podem influenciar decisões terapêuticas sem respaldo científico. Nesse cenário, destaca-se a necessidade de fortalecimento de estratégias de educação em saúde, bem como a atuação do farmacêutico na orientação da população quanto ao uso seguro de medicamentos. Conclui-se que as mídias digitais exercem influência significativa sobre o comportamento de automedicação, exigindo políticas públicas, regulação da informação em saúde e ações educativas que promovam o uso racional de medicamentos.

Palavras-chave: automedicação; mídias digitais; saúde pública; uso racional de medicamentos; desinformação em saúde.

ABSTRACT: The advancement of digital technologies has transformed the way people seek health-related information. In this context, digital media have become important sources for consulting symptoms, treatments, and medication use. However, the widespread circulation of unverified content may encourage inappropriate self-medication practices, representing risks to public health. This study aims to analyze the impact of digital media on self-medication behavior and its implications for the rational use of medicines. This is a qualitative study conducted through an integrative literature review, involving the analysis of scientific studies addressing the relationship between digital communication, health information behavior, and the use of medicines without professional guidance. The results indicate that easy access to information, combined with the dissemination of content on social media platforms, contributes to the increase of self-medication and the spread of incorrect information about medicines. It is also observed that the phenomenon of infodemic and health misinformation can influence therapeutic decisions without scientific support. In this context, strengthening health education strategies and the role of pharmacists in guiding the population on safe medication use become essential. It is concluded that digital media exert a significant influence on self-medication behavior, highlighting the need for public policies, regulation of health information, and educational actions that promote the rational use of medicines.

Keywords: self-medication; digital media; public health; rational use of medicines; health misinformation.

1 INTRODUÇÃO

Nas últimas décadas, as mídias digitais passaram a ocupar papel central na circulação de informações em saúde, tornando-se um dos principais meios pelos quais a população buscou orientações sobre sintomas, tratamentos e uso de medicamentos. O acesso rápido e ampliado a conteúdos disponibilizados em plataformas como Instagram, Facebook, TikTok e YouTube favoreceu a difusão de informações relacionadas ao cuidado em saúde, incluindo recomendações terapêuticas e relatos de experiências pessoais sobre o uso de fármacos. Entretanto, grande parte dessas informações não passou por processos de validação científica ou avaliação técnica, sendo frequentemente divulgada por influenciadores digitais ou usuários sem formação na área da saúde, o que representou potenciais riscos à saúde da população (Távora; Morgado, 2023).

Nesse contexto, observou-se a ampliação da prática da automedicação, caracterizada pelo uso de medicamentos por iniciativa própria, sem prescrição ou orientação de profissionais qualificados, como médicos ou farmacêuticos. De acordo com Queiroz et al. (2022), a forma como os meios de comunicação e as plataformas digitais apresentaram conteúdos relacionados a terapias e medicamentos, muitas vezes sem contextualização adequada ou base científica consistente, contribuiu para a normalização desse comportamento e estimulou o consumo indiscriminado de fármacos. Embora a automedicação seja uma prática comum em diferentes contextos sociais, seu uso inadequado esteve associado a diversas consequências negativas, como intoxicações, interações medicamentosas, agravamento de doenças e desenvolvimento de resistência antimicrobiana.

Durante a pandemia da COVID-19, esse fenômeno tornou-se ainda mais evidente. Segundo Matoso e Saraiva (2023), observou-se um aumento expressivo no consumo de medicamentos sem prescrição, incluindo anti-inflamatórios, suplementos vitamínicos e fármacos utilizados de forma experimental. Muitos desses produtos foram amplamente promovidos em redes sociais e outros ambientes digitais, frequentemente associados a informações imprecisas ou sem comprovação científica. Esse cenário favoreceu a disseminação de desinformação em larga escala, incentivando práticas potencialmente prejudiciais e comprometendo os princípios do uso racional de medicamentos.

Compreender a relação entre o ambiente digital e os comportamentos relacionados ao uso de medicamentos mostrou-se fundamental para o desenvolvimento de estratégias de educação em saúde. Silva et al. (2025) destacaram que as redes sociais exerceram influência significativa na formação de opiniões e decisões relacionadas ao cuidado em saúde, podendo tanto reforçar práticas inadequadas quanto atuar como espaços de disseminação de informações confiáveis e orientações seguras. Dessa forma, analisar a influência das redes sociais sobre a automedicação permitiu identificar mecanismos de indução comportamental e discutir intervenções voltadas à promoção da segurança do paciente e do uso racional de medicamentos.

Carvalho e Barbalho et al. (2025) acrescentaram que a automedicação estimulada por conteúdos digitais deve ser compreendida como um problema de natureza coletiva, uma vez que seus impactos ultrapassaram o âmbito individual e repercutiram diretamente nos sistemas de saúde. Entre as consequências observadas estiveram o aumento de atendimentos relacionados a intoxicações medicamentosas, complicações decorrentes do uso inadequado de fármacos e a sobrecarga de serviços de saúde. Nesse sentido, tornou-se necessário discutir estratégias que articulassem regulação da informação em ambientes digitais, atuação dos profissionais de saúde e formulação de políticas públicas capazes de enfrentar a disseminação de desinformação e reduzir os danos associados à automedicação.

Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar de que forma as informações disseminadas nas redes sociais influenciaram a prática da automedicação, investigando suas implicações para o uso racional de medicamentos e para a saúde pública. Buscou-se, portanto, compreender esse fenômeno e oferecer subsídios para a formulação de estratégias educativas e regulatórias capazes de minimizar seus efeitos negativos e fortalecer o papel da informação de qualidade na proteção da saúde coletiva.

2 METODOLOGIA

O presente estudo caracterizou-se como uma pesquisa de natureza qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, fundamentada em uma revisão bibliográfica integrativa. Segundo Gil (2019), pesquisas exploratórias permitem maior aproximação com o problema investigado, favorecendo a compreensão de fenômenos contemporâneos ainda em consolidação teórica.  A revisão integrativa possibilita reunir e sintetizar resultados de pesquisas sobre um mesmo tema, permitindo compreensão ampliada do fenômeno investigado (Mendes; Silveira; Galvão, 2008).

A pesquisa foi conduzida entre agosto e novembro de 2025 eos critérios de inclusão foram: 1) publicações entre 2020 e 2025, garantindo atualidade e relevância; 2) artigos científicos, dissertações ou monografias disponíveis em texto completo; 3) trabalhos que abordassem simultaneamente os temasmídias digitais, automedicação, educação em saúde, uso racional de medicamentos ou regulação sanitária. Foram excluídos os estudos que tratavam exclusivamente de automedicação em animais ou que não apresentavam relação direta com o papel da mídia e da comunicação digital. Após a triagem inicial, foram selecionados oito estudos que atenderam integralmente aos critérios estabelecidos, formando o corpus de análise da revisão. O percurso metodológico seguiu as etapas propostas por Botelho, Cunha e Macedo (2011), envolvendo identificação do problema, seleção dos estudos, análise crítica e síntese dos resultados.

A busca bibliográfica foi realizada nas bases de dados Google Scholar, PubMed, ScienceDirect e Portal de Periódicos CAPES, por serem amplamente reconhecidas pela relevância e abrangência de suas publicações científicas nas áreas da saúde, tecnologia e ciências biomédicas. A seleção dessas bases teve como finalidade garantir o acesso a estudos nacionais e internacionais atualizados sobre a aplicação da inteligência artificial na medicina diagnóstica e laboratorial, possibilitando a identificação de evidências científicas consistentes relacionadas à interpretação de exames laboratoriais, aos benefícios da automação diagnóstica e aos desafios éticos e regulatórios associados ao uso dessas tecnologias.

Para a estratégia de busca, foram utilizados os descritores “inteligência artificial”, “exames laboratoriais”, “medicina laboratorial”, “diagnóstico”, “machine learning”, “deep learning”, “artificial intelligence” e “laboratory medicine”, combinados por meio dos operadores booleanos AND e OR, visando ampliar a sensibilidade e a especificidade da recuperação dos estudos.

Por tratar-se de uma revisão bibliográfica, o presente estudo ficou limitado à disponibilidade e à qualidade das fontes secundárias. A ausência de pesquisas empíricas de campo impediu a generalização estatística dos resultados, embora não tenha comprometido sua validade interpretativa. A dinâmica acelerada de atualização das mídias digitais implica que novos comportamentos e plataformas possam emergir após o período de análise, o que reforça a importância de revisões contínuas e complementares sobre o tema.

O percurso metodológico adotado buscou garantir consistência, confiabilidade e atualidade na análise da relação entre mídias digitais e automedicação. A escolha pela abordagem qualitativa e pela revisão integrativa possibilitou articular diferentes campos do conhecimento, como comunicação, farmacologia, saúde coletiva e políticas públicas, em torno de um mesmo objeto de investigação. Dessa forma, a metodologia sustentou a interpretação crítica apresentada nas seções seguintes, permitindo compreender como a circulação de informações nas redes sociais influencia práticas de automedicação e quais caminhos educativos e regulatórios podem ser construídos em resposta a esse fenômeno contemporâneo.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os estudos selecionados mostraram que a influência das mídias digitais sobre a automedicação tem sido analisada sob diferentes perspectivas, abrangendo desde a atuação da mídia tradicional e das redes sociais até os impactos da desinformação em saúde e a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas ao uso racional de medicamentos.

Queiroz et al. (2022) analisaram a influência da mídia sobre a automedicação e destacaram o papel do farmacêutico na promoção do uso racional de medicamentos. Os autores observaram que a exposição a conteúdos midiáticos pode estimular o consumo de medicamentos sem orientação profissional, especialmente quando as informações divulgadas minimizam riscos e reforçam benefícios imediatos. Em comparação com estudos posteriores, esse trabalho apresentou uma discussão mais voltada à atuação profissional do farmacêutico, apontando a educação em saúde como uma das principais estratégias para reduzir danos associados à automedicação.

Braga (2023) aprofundou a relação entre redes sociais e automedicação, mostrando que o ambiente digital ampliou o acesso da população a informações sobre medicamentos, mas também favoreceu decisões terapêuticas sem mediação profissional. Diferentemente de Queiroz et al. (2022), que enfatizaram a influência da mídia de forma mais ampla, Braga (2023) direcionou a análise para as redes sociais como espaço cotidiano de busca por orientações em saúde, evidenciando que a facilidade de acesso à informação pode reforçar práticas autônomas de cuidado, nem sempre seguras.

Matoso e Saraiva (2023) analisaram a automedicação durante a pandemia da COVID-19 e sua relação com as redes sociais. Os autores identificaram que o contexto pandêmico intensificou a busca por informações digitais e favoreceu o uso de medicamentos sem prescrição, especialmente diante da circulação de conteúdos imprecisos sobre prevenção e tratamento. Em relação a Braga (2023), o estudo apresentou um recorte mais específico, ao demonstrar como a insegurança coletiva e a infodemia ampliaram a influência das redes sociais sobre o consumo de medicamentos.

Távora e Morgado (2023) também discutiram a influência das redes sociais na automedicação, mas deram maior ênfase à lógica de funcionamento dessas plataformas. Para os autores, o engajamento, a repetição de conteúdos e a circulação acelerada de informações podem atribuir falsa credibilidade a orientações sem respaldo científico. Comparado a Matoso e Saraiva (2023), o estudo não se restringiu ao período pandêmico, mas ampliou a análise para a estrutura comunicacional das redes sociais, mostrando que a desinformação em saúde não depende apenas do conteúdo divulgado, mas também da forma como ele circula e ganha visibilidade.

Wessel e Pogrebnyakov (2024) trouxeram uma perspectiva diferente ao analisar o uso das mídias sociais como fonte de dados do mundo real para o desenvolvimento farmacêutico e decisões regulatórias. Enquanto os estudos de 2023 enfatizaram os riscos das redes sociais para a automedicação e a desinformação, esses autores mostraram que os dados gerados nesses ambientes também podem contribuir para a vigilância sanitária, identificação de padrões de consumo, eventos adversos e tendências emergentes. Assim, o estudo amplia a discussão ao reconhecer que as mídias digitais possuem um duplo papel: podem favorecer práticas inadequadas, mas também subsidiar ações regulatórias e estratégias de saúde pública.

Carvalho et al. (2025) analisaram a automedicação como problema de saúde pública durante e após a pandemia, destacando suas repercussões coletivas. Os autores apontaram que o uso inadequado de medicamentos pode gerar intoxicações, complicações clínicas, resistência antimicrobiana e aumento da demanda por serviços de saúde. Em comparação com Wessel e

Pogrebnyakov (2024), que observaram o potencial regulatório dos dados digitais, Carvalho et al. (2025) retomaram a dimensão sanitária do problema, reforçando que a automedicação estimulada por informações frágeis exige respostas institucionais, educativas e regulatórias.

Silva et al. (2025) discutiram o impacto da automedicação na saúde pública e defenderam a educação como estratégia para promoção do uso racional de medicamentos. O estudo dialoga diretamente com Queiroz et al. (2022), ao reafirmar a importância da orientação profissional e da educação em saúde, mas amplia essa discussão ao situar a automedicação como desafio contemporâneo que exige ações permanentes de conscientização. Em relação a Carvalho et al. (2025), Silva et al. (2025) apresentaram uma abordagem mais propositiva, destacando a educação da população e dos profissionais como caminho para reduzir riscos e fortalecer práticas seguras.

De forma geral, os estudos analisados demonstraram que a relação entre mídias digitais e automedicação se desenvolveu de maneira progressiva na literatura recente. Inicialmente, os autores destacaram a influência da mídia e a necessidade de atuação farmacêutica; em seguida, os estudos passaram a examinar com maior atenção o papel das redes sociais, da pandemia e da infodemia na ampliação da automedicação. Mais recentemente, a discussão avançou para a vigilância sanitária, a regulação da informação em saúde e a educação como estratégia de enfrentamento. Assim, observou-se convergência entre os autores quanto ao reconhecimento da automedicação como problema de saúde pública, embora cada estudo tenha contribuído com enfoques distintos para compreender o fenômeno.

4 CONCLUSÃO

A análise desenvolvida ao longo deste estudo permitiu compreender que as mídias digitais assumem um papel central na configuração contemporânea das práticas de automedicação, influenciando diretamente o comportamento da população no que se refere ao uso de medicamentos. Ao mesmo tempo em que ampliam o acesso à informação, essas plataformas também favorecem a circulação de conteúdos desprovidos de respaldo científico, contribuindo para a consolidação de condutas terapêuticas inadequadas.

Verificou-se que a automedicação, longe de ser um fenômeno isolado ou meramente individual, configura-se como uma prática socialmente construída, permeada por fatores culturais, econômicos e comunicacionais. Nesse contexto, as redes sociais atuam como espaços de legitimação de saberes informais, nos quais experiências pessoais e discursos de autoridade ganham visibilidade e influência, muitas vezes em detrimento das orientações baseadas em evidências.

A investigação evidenciou ainda que os conteúdos digitais exercem impacto significativo na forma como os indivíduos selecionam e utilizam medicamentos, especialmente aqueles de fácil acesso, como analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos. Esse cenário reforça a necessidade de compreender a automedicação não apenas como um hábito, mas como um problema de saúde pública, com implicações diretas para a segurança do paciente, o uso racional de medicamentos e a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

Diante desse panorama, destaca-se o papel estratégico do farmacêutico como agente de mediação entre o conhecimento científico e a população, atuando na promoção da educação em saúde e na orientação quanto ao uso seguro de medicamentos. Sua inserção nos espaços digitais, aliada à prática clínica, representa uma oportunidade concreta de enfrentamento à desinformação e de fortalecimento da autonomia crítica dos usuários.

Além disso, torna-se imprescindível o avanço de políticas públicas voltadas à regulação da informação em saúde no ambiente digital, bem como o investimento em estratégias de alfabetização midiática que capacitem os indivíduos a reconhecer conteúdos confiáveis. A articulação entre regulação, educação e atuação profissional revela-se, portanto, como caminho fundamental para a construção de um ambiente informacional mais seguro e responsável.

Por fim, ressalta-se que este estudo contribui para o aprofundamento da discussão sobre a relação entre mídias digitais e automedicação, ao evidenciar lacunas existentes na produção científica e apontar a necessidade de investigações futuras, especialmente de caráter empírico. Compreender esse fenômeno em sua complexidade é essencial para transformar o cenário atual, promovendo práticas de cuidado mais conscientes, seguras e alinhadas aos princípios da saúde pública.

REFERÊNCIAS

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[1] Discente do curso de Farmácia do Centro Universitário UNITOP. E-mail: adelaidemayara34@gmail.com

[2] Discente do curso de Farmácia do Centro Universitário UNITOP. E-mail: geovannamiguel70@gmail.com

[3] Docente do curso de Farmácia do Centro Universitário UNITOP. E-mail: beatfranceschi@gmail.com